
Na primeira parte do versículo é dito que “sairão a ele (rei do norte) uns braços”. Qual será o significado destes
O texto do v. 31 continua e diz: - “(…) profanarão o santuário e a fortaleza (…)”. Mas, de que santuário se tratará? Vejamos, a este propósito o que refere o mesmo profeta: - “E se engrandeceu até ao príncipe do exército e por ele foi tirado o contínuo
Aqui – Daniel 11.31 – ao falar do santuário, na verdade, de qual está a falar? Convém não esquecermos que estamos em plena Idade Média. Assim sendo, que santuário existia, na época, na Terra? O santuário, o último, é conhecido por – Templo de Salomão – foi destruído no ano 70 da nossa era pelos Romanos sob a chefia do general Tito. No texto que nos ocupa fala de um poder que exerce a sua actividade plena desde o ano 538, ou seja, após a destruição do templo. Assim sendo, o templo/santuário já não existe nesta Terra e, reiterando o que já dissemos, o referido santuário profanado só pode existir no céu. E em que sentido é que o chifre pequeno profana o santuário? No Antigo Testamento havia duas formas de o contaminar: 1- legalmente; 2- ilegalmente.
a)- Legalmente - quando uma pessoa se apresentava com um cordeiro no santuário, perante o sacerdote, para ali confessar o seu pecado – cf. Levítico 4.1-7. Este colocava as suas mãos sobre a cabeça daquele animal, fazendo assim, simbolicamente, a transferência do seu pecado para o inocente animal; depois, com as suas próprias mãos, o matava. A seguir, o sacerdote recolhia o sangue da vítima que continha, simbolicamente, a culpa do pecado e o levava para dentro do santuário – Lugar Santo – ou seja, na 2ª secção do santuário, logo a seguir à 1ª que se chamava Pátio - e ali o aspergia, nos móveis e no véu de separação entre o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo (Êxodo 27.33),
b)- Ilegalmente – quando os pecados eram transferidos para o santuário, mas sem a respectiva confissão do penitente, sem a apresentação de sangue que por ele fizesse expiação. Na primeira situação Deus, em Cristo, assumia esta culpa para quando fosse, finalmente, o problema do pecado resolvido, atribuir ao autor do pecado as suas responsabilidades. Nesta última, tal não era possível, pois Cristo não podia oferecer o Seu sangue por eles visto que nunca foi reclamada a remissão dos mesmos pelo pecador. Assim, na fase final, após o período milenar – Apocalipse 20.7-9 - a culpa destes recairá directamente sobre aquele que os cometeu e negligenciou o sangue de Cristo em seu favor - o próprio pecador. Na ministração expiatória em favor do pecador, o sangue tinha uma dupla função: 1- purificava; 2- contaminava. Quando o penitente vinha, como vimos, ao santuário apresentar-se perante o Senhor, depois do ofício ali praticado, o pecador saía daqui totalmente purificado pelo sangue do cordeiro – símbolo de Cristo. Só que, aquele sangue não permanecia na 1ª divisão do santuário – o Pátio. Este era transferido para o compartimento seguinte – o Lugar Santo. E o que acontecia agora? Sim, o mesmo sangue que purificou o pecador, agora, contaminava o santuário!
O santuário terrestre não permanecia sujo para sempre, pois uma vez por ano – Êxodo 30.10 - este santuário era totalmente purificado – Dia das Expiações (Levítico 16.1-34; 23.26-31). Para o efeito, eram escolhidos dois bodes: - um, para o Senhor; o outro, para ser o bode emissário, ou para Azazel – Levítico 16.8-10. Depois, era degolado o bode da expiação (para o Senhor) e o seu sangue, que representava o de Cristo, fazia a expiação e limpeza do santuário – v. 15,16,20. Esta era a 1ª parte do serviço. A 2ª parte acontecia logo a seguir. Todos os pecados que foram ali depositados legalmente, expiados e perdoados através do sangue de Jesus Cristo, agora a culpa destes era, pelo Sumo-sacerdote, transferida por imposição de mãos sobre a cabeça do bode emissário – v.21 - sobre aquele que representava Satanás – o acusador – cf. Zacarias 3.1,2; Apocalipse 12.9,10 e conduzido ao deserto para ali morrer, levando sobre si “(…) todas as iniquidades deles à terra solitária (…)” – v. 22.
Estas mesmas duas fases terão início na 2ª vinda de Cristo. A primeira, no momento da Sua vinda – onde os salvos O acompanharão ao Céu - I Tessalonicenses 4.16,17. Agora dar-se-á início à segunda fase. Assim como o bode para Azazel era conduzido ao deserto para aí morrer, levando sobre si a culpa do pecado, da mesma maneira agora, Satanás ficará, nesta Terra desertificada mil anos – Apocalipse 20.2. Depois deste período de tempo, Jesus voltará a esta Terra para dar cumprimento ao que resta da 2ª fase, isto é, colocar, finalmente, não só sobre Satanás a culpa de ter feito pecar o povo de Deus, como também justiçar todos aqueles que rejeitaram a expiação do Seu sangue. Agora, Satanás e os seus anjos, juntamente com estes, serão destruídos para todo o sempre – Apocalipse 20.9 – para que se cumpram as palavras do profeta, que dizem: - “Porque, eis que aquele dia vem ardendo como forno (…) de sorte que lhes não deixará nem raiz (Satanás e os seus anjos) nem ramo (ímpios)” – Malaquias 4.1.
As Igrejas vêem, de uma forma limitada, a maneira de Deus resolver o problema do pecado. Para estas, basta confessá-lo e Ele perdoa! Mas, não esqueçamos que o pecado tem consequências muito mais vastas. Porque quando Deus tira o nosso pecado podemos ficar satisfeitos. Mas, o problema é que, até este momento, nada mais houve do que a transferência do pecado, nada mais. Como vimos, neste momento, o santuário fica contaminado com o pecado. Eis, como vimos, a razão pela qual Deus tem que o purificar, a exemplo do que acontecia no santuário terrestre, uma vez por ano - Levítico 30.10. Esta é uma doutrina bíblica – a purificação do santuário – caso contrário teríamos que passar por alto o que foi escrito em termos proféticos – “(…) até duas mil e trezentas tardes e manhãs e o santuário será purificado” - Daniel 8.14. Voltando a Daniel 11.31, a que tipo de “profanação” contaminará o santuário? A legal ou ilegal? O texto está a referir-se à acção, não esqueçamos, do papado e, assim sendo, a referida profanação é ilegal, ou seja, feita sem sangue, sem Cristo. Pois, o que é que contaminava o santuário ilegalmente? Vejamos, para o efeito, o livro do profeta Ezequiel. Este profeta foi contemporâneo de Daniel. Este último foi levado para cativeiro, em Babilónia, no ano 605 a.C., devido à 1ª incursão do rei Nabucodonosor, rei de Babilónia, sobre Jerusalém – Daniel 1.1-4. O profeta Ezequiel, por sua vez, foi levado em cativeiro mais tarde, no ano 597 a.C., ou seja, na 2ª incursão deste mesmo rei a Jerusalém – II Reis 24.12,14. Ambos os profetas estiveram em Babilónia. Devido a este facto, será que o profeta Ezequiel terá algo a dizer acerca deste mesmo tema – o santuário – e respectiva profanação? Ora vejamos: - (v.36)- “E disse-me o Senhor: Filho do homem, julgarias a Aolá (Samaria) e a Aolibá (Jerusalém)? Mostra-lhes, pois, as suas abominações. (37)- Porque adulteraram e sangue se acha nas suas mãos; com os seus ídolos adulteraram, e até os seus filhos, que de mim geraram, fizeram passar pelo fogo, para os consumir” – Ezequiel 23.
O texto refere: “Mostra-lhes, pois, as suas abominações (…). Porque adulteraram”. No contexto de interpretação, será que este poder, o papado, não adulterou e fornicou espiritualmente ao longo de toda a Idade Média? Sem sombra de dúvida. Depois, o texto acrescenta: - “e sangue se acha nas suas mãos”. Será que a História Medieval o mostra claramente? Na verdade, tanto e tanto sangue inocente derramou esta Igreja, em nome de Cristo. Depois para compor o cenário refere: - “com os seus ídolos adulteraram”. Será que este poder religioso é idólatra, segundo o conceito bíblico? O que é que esta Igreja fez do 2º mandamento da Lei de Deus, comparativamente com a Lei que esta Igreja diz ser a Lei da Igreja e que não somente a mostra como a compara com a lei de Deus – Êxodo 20.1-17 - no seu catecismo. Assim, no quadro comparativo exposto, podemos constatar que, o 2º mandamento da Lei de Deus que proíbe a veneração das imagens, segundo a Palavra de Deus, ali está expresso; mas, quando o procuramos no quadro que contém a Lei da Igreja, este, simplesmente, é omitido! Infelizmente, na verdade, o que é que existe na Igreja? Totalmente decorada com imagens de escultura em representação de seres humanos. Esta forma de se apresentar e de cultuar, biblicamente, só tem um nome – idolatria.
O texto continua: - “e até os seus filhos, que de mim geraram, fizeram passar pelo fogo, para os consumir”. Poder-se-á argumentar que esta parte do versículo é uma referência ao Israel antigo, não a esta Igreja que é, dizem, o bastião, a continuidade do verdadeiro cristianismo! As coisas vistas sob este prisma, aparentemente, esta Igreja não o faz, literalmente falando. Mas, para compreendermos esta denúncia do texto, temos que ter presente o porquê, na época. Os falsos sacerdotes no Velho Testamento tinham uma noção falsa de Deus, pois tinham-n’O como um Deus tirano e sanguinário. Que Deus estava à espera para ver quando um pecador se desviava d’Ele e, quando isto acontecesse, Ele enviava raios do Céu para o castigar. Para que possamos melhor compreender este contexto mental basta recordar um episódio da vida de Martinho Lutero que reza assim: - “”Em 1501, com a idade de dezoito anos, Lutero entra para a universidade de Erfurt. Quatro anos mais tarde, é mestre em artes. O seu pai deposita nele grandes esperanças. (Uma série de incidentes e o espírito do seu tempo conduzem-no, contra a vontade do pai ao mosteiro. (…). O choque inicial é, talvez, o incidente de terça-feira de Páscoa de 1503. Na estrada, fere-se com a sua espada (a Saxónia é perigosa, não se viaja sem arma). Quase morre com uma hemorragia. (…) Que significam todos estes esforços para nada, perante o enorme risco de se perder? (…). O segundo incidente é ainda mais famoso. A 2 de Julho de 1505, no meio de uma tempestade, dos relâmpagos, escapa à morte por um triz e fica com um medo louco. Em 1503-1505 dá-se a primeira crise, aquela que o conduz, a 17 de Julho de 1505, aos monges de Santo Agostinho (…)”.
Esta era a maneira como muitas vezes viam a divindade. Israel absorveu estas práticas pagãs – II Reis 4.3;23.10 – em vez de dar luz, visto ser este o alto chamado de Deus ao Seu povo. Este, ao contrário, assimilou as trevas do paganismo. Foi isto que Israel fez em certas fases da sua história – cf. Jeremias 7.31; 19.4,5. Portanto, o povo tinha aprendido a sacrificar os seus filhos, aos ídolos, para que a divindade se pudesse aplacar e acalmar. A Igreja Católica tem uma doutrina que tem por base este conceito – a doutrina do Inferno. Que conceito tem esta Igreja de Deus e o que ensina aos seus fiéis. Para que Deus não se ire, dizem, é preciso fazer penitência, caso contrário, os penitentes, arderão no Inferno eternamente. Para obviar a tudo isto, o fiel era ensinado e encorajado a fazer peregrinações, pagar indulgências para que desta forma possa escapar à ira de Deus. A este propósito, vejamos o caso de um príncipe contemporâneo de Martinho Lutero: - “Em 31 de Outubro de 1517, Lutero referiu-se publicamente, pela primeira vez, numa prédica, à questão das indulgências. (…) A própria Igreja do Castelo de Vitemberga, continha, graças à devoção e ao dinheiro de Frederico-o-Sábio, relíquias capazes de assegurar aos devotos cerca de cento e trinta mil anos de indulgência!”
Continuemos a leitura no profeta Ezequiel: - “E ainda isto me fizeram: contaminaram o meu santuário no mesmo dia, e profanaram os meus sábados” – Ezequiel 23.38. Aplicar-se-á o que aqui está escrito à Igreja, dita mãe da cristandade, a única Igreja depositária da verdade e em que, segundo afirma, fora dela não há salvação? Recorde-se o que o profeta Daniel disse acerca da actuação do chifre pequeno, a saber: - “(…) e cuidará de mudar os tempos e a lei (…)” – Daniel 7.25. – ou seja, a mudança do Sábado – dia do Senhor – para o Domingo, 1º dia da semana – contrariando a Lei de Deus!
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Lei de Deus – Êxodo 20.8-11 - Catecismo |
4º mandamento: - “Hás-de lembrar-te do dia do Sabbat para o santificar. Durante seis dias trabalharás e farás o teu trabalho; mas o sétimo é o Sabbat para o Senhor teu Deus. Não farás qualquer trabalho, nem tu, nem teu filho ou tua filha, nem criado nem criada, nem teu gado, nem o emigrante que vive em tua casa. Porque durante seis dias o Senhor fez o Céu e a Terra, o mar e o que há neles, mas ao sétimo descansou; foi por isso que o Senhor abençoou o dia do Sabbat e o tornou sagrado”
3º mandamento: - Santificar os domingos e festas de guardaNa Bíblia este é o 4º mandamento da Lei de Deus; no Catecismo é, como vimos, o 3º! Porquê? Pela simples razão, como vimos acima, que o 2º mandamento simplesmente foi apagado, omitido, como facilmente se compreenderá visto constituir uma pedra de tropeço e uma constante reprovação, visto que o seu teor condena a adoração ou veneração a toda e qualquer imagem de escultura. As razões deste mandamento proibitivo são muitas e todas elas veiculadas por textos bíblicos. Mas, uma das razões, a nosso ver, encontra-se no texto de Deuteronómio 4.12 – “Então o Senhor vos falou do meio do fogo; a voz das palavras ouvistes, porém, além da voz, não vistes semelhança nenhuma”. Assim sendo, perguntamos: - Que talento será necessário um ser humano ter para esculpir o/a detentor/a de uma voz se, deste/a, unicamente, ouviu a voz!? Conseguirá adivinhar ou reproduzir, com exactidão, a quem a voz pertence? Confessamos aqui a nossa incredulidade. Assim, além de estarmos a desobedecer à ordem de Deus – 2º mandamento da Sua Lei – estamos a mentir, pois certamente que a dita escultura, em nada, corresponderá à voz ouvida!
Vejamos ainda a continuação do texto do profeta Ezequiel: - “Porquanto, havendo sacrificado seus filhos aos seus ídolos, vinham ao meu santuário no mesmo dia para o profanarem, e eis que assim fizeram no meio da minha casa” – Ezequiel 23.39. Aqui refere que o povo ia perante Deus no “meu santuário no mesmo dia para o profanarem”. Uma vez mais estamos perante uma profanação ilegal. Os pecados não entraram pelo único canal aceitável – o sangue. Assim sendo, Deus não os regista da mesma maneira. Vejamos o v. 40: - “E, o que mais é, mandaram vir uns homens de longe; fora-lhes enviado um mensageiro, e eis que vieram; por amor deles te lavaste, coloriste os teus olhos e te ornaste de enfeites”. Vemos aqui a maneira como Israel se prostituía, adulterava. Será que as filhas de Deus são as que se pintam? Recordemos o passado: - quem se pintou, na Bíblia? Iremos encontrar alguém e tem por nome Jezabel. E qual a razão para tal procedimento? Vejamos: - o rei de Israel (reino do Norte) – Acabe – tinha sido morto – II Reis 22.34-37. O futuro rei – Jeú – dirige-se a Jizreel onde se encontrava a rainha Jezabel, viúva deste rei Acabe – II Reis 9.30.
Esta, quando soube que o futuro rei Jeú vinha ao seu encontro, tudo fez para actuar como sempre fizera anteriormente com o seu falecido marido, ou seja, usar todos os seus artifícios para o seduzir e assim permanecer no trono para concluir o que faltava fazer – destruir o restante do povo de Deus. Esta rainha é conhecida tal como o declarou o futuro rei Jeú acerca dela: - “E sucedeu que, vendo Jorão a Jeú, disse: Há paz, Jeú? E disse ele: Que paz, enquanto as prostituições da tua mãe Jezabel e as suas feitiçarias são tantas?” – II Reis 9.22 – assim como no livro do Apocalipse, onde é dito, acerca desta personagem, na mensagem dirigida à Igreja de Tiatira: - “Mas tenho contra ti que toleras Jezabel, mulher que se diz profetisa, ensina e engana os meus servos, para que se prostituam e comam dos sacrifícios da idolatria” – Apocalipse 2.20. à medida que o rei se vai aproximando dela, diz a Palavra de Deus que ela tenta seduzi-lo: - “E Jeú veio a Jizreel, o que ouvindo Jezabel, se pintou em volta dos olhos e enfeitou a sua cabeça e olhou pela janela” – II Reis 9.30. O futuro rei não se deixou impressionar e faz uma pergunta: - “E levantou ele o rosto para a janela e disse: Quem é comigo? Quem? E dói ou três eunucos olharam para ele. Então disse ele: Lançai-a de alto a baixo. E lançaram-na de alto a baixo; e foram salpicados com o seu sangue, a parede e os cavalos, e ele a atropelou” – II Reis 9.32,33. Refere o texto que tudo ficou salpicado com o seu sangue – parede e cavalos. Será que este cenário não nos recorda um outro? Claro, quando cai Babilónia, unida com os reis da Terra – cf. Apocalipse 14.20.
Voltando ao texto de Ezequiel: - “(..) te lavaste, coloriste os teus olhos e te ornaste de enfeites” – Ezequiel 23.40. Afinal, quem é que usa jóias? Aqueles que se desviam de Deus, os que têm outros deuses e interesses. Neste caso – as prostitutas. Espiritualmente, qual é o seu nome? Babilónia – Apocalipse 17.4. Isto quer dizer que, actualizando o texto, então os resquícios desta – Babilónia - ainda existem na Igreja, dita remanescente. Na verdade, a Igreja, contrariamente ao que muitos afirmam, não é Babilónia,263 mas continua, isso sim, a ter no seu seio babilónicos. Continuando a leitura do texto profético de Ezequiel: - (v.41)- “E te assentaste sobre um leito de honra, diante do qual estava uma mesa preparada; e puseste sobre ela o meu incenso e o meu óleo. (42)- Havia com ela a voz de uma multidão satisfeita e com homens de classe baixa foram trazidos beberrões do deserto; e puseram braceletes nas suas mãos e coroas de esplendor nas suas cabeças. (43)- Então disse à envelhecida em adultérios: Agora deveras se contaminarão com ela e ela com eles. (44)- E entrarão a ela, como quem entra a uma prostituta; assim entraram a Aolá e a Aolibá, mulheres infames” – Ezequiel 23. É interessante a forma como o profeta descreve a crescente degradação espiritual do povo de Deus Todos os povos fornicam com elas – Samaria e Jerusalém -, sim “como quem entra a uma prostituta”. E, tal como a Bíblia o refere, a Igreja prostituída do final dos tempos ou do tempo do fim é chamada a “grande prostituta” – Apocalipse 17.1. Vejamos ainda o v. 47 – “E a congregação as apedrejará com pedras, e as acutilará com as suas espadas; a sues filhos e suas filhas matarão, e as suas casas queimarão a fogo” - Ezequiel 23. Na verdade, esta é a mesma descrição que encontramos no livro que serve “(…) para mostrar (…) as coisas que brevemente devem acontecer (…)” – Apocalipse 1.1 – que faz do fim da prostituta Babilónia, ou seja, da falsa Igreja de Deus. Sim, no tempo do fim, as espadas que serviram para aniquilar o povo de Deus, voltar-se-ão para destrui-la; sendo esta, finalmente, queimada pelo fogo – Apocalipse 18.8,9.
Retomando Daniel 11.31: - este texto, como vimos acima, falava de uma “profanação do santuário” - e em que é que esta consiste? Em muitas coisas, como por exemplo: idolatria, derramar sangue inocente, fornicação com os reis da Terra, adulterar as doutrinas de que deveria ser uma fiel depositária e porta-voz, entre tantas outras, a capital, ou seja desonrar o Sábado – santo dia do Senhor – Isaías 58.13. Tudo isto aplica-se às actividades do poder que actua, biblicamente falando, sob o nome de chifre pequeno, o qual é totalmente culpado, visto que o que este poder fez ao longo da Idade Média, o fará de novo, quando a sua ferida mortal, a seu tempo for sarada – Apocalipse 13.3. Este falava também que “(…) tirarão o contínuo (…)”. O que é, na verdade, o “contínuo”? Ele é o sacrifício diário que era oferecido do Pátio do santuário, pelo pecador, pela manhã e pela tarde – Êxodo 29.38,39. A Igreja Romana instituiu um falso sacrifício. E como é que este se chama? O sacrifício da Missa. Apesar desta organização religiosa merecer todo o respeito, como qualquer outra, pensamos não estar, de forma alguma, a desrespeitar seja quem for, ao denunciarmos as alterações espúrias, contrárias à sã verdade bíblica, visto que ninguém tem o direito de o fazer. Cada um é livre de não aceitar o que está escrito, mas esta liberdade não lhe dará, de modo algum, o direito de torcer ou anular um - “Assim diz o Senhor”. Esta organização religiosa, dizíamos, ensina que em cada missa, em todo o mundo, quando o sacerdote repete as palavras pronunciadas por Cristo: - “Não é o homem que faz com que as coisas oferecidas se tornem Corpo e Sangue de Cristo, mas o próprio Cristo, que foi crucificado por nós. O sacerdote, figura de Cristo, pronuncia estas palavras, mas a sua eficácia e a graça são de Deus. Isto é o Meu Corpo, diz ele. Esta palavra transforma as coisas oferecidas”; de imediato, parece, a hóstia transforma-se, completamente, no corpo de Cristo; naquele momento acontece um verdadeiro sacrifício de Cristo. Eis aqui um falso sacrifício, pois leva o crente a, em vez de olhar para o verdadeiro sacrifício na cruz por si, pecador, leva-o a olhar para o falso sacrifício da Missa. Isto dito por outras palavras, e para estar em consonância com o texto profético: - o que aconteceu foi que o sistema papal transferiu, desta forma, o contínuo do Céu para a Terra, para o homem, em lugar do verdadeiro sacerdócio de Cristo, exercido presentemente, no santuário celeste, em favor do penitente, tal como o refere claramente as Sagradas Escrituras – (v.14)- “Visto que temos um grande sumo-sacerdote., Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. (15)- Porque não temos um sumo-sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. (16)- Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, afim de sermos ajudados em tempo oportuno” – Hebreus 4.
Os Pães da Proposição que estavam sobre a mesa no 2º compartimento do santuário terrestre – no Lugar Santo – significam: - “pão”, ou seja, a Palavra de Deus e, por extensão, Jesus Cristo – João 6.48; Deuteronómio 8.3; Lucas 4.4. Cristo está, pessoalmente, no Céu, mas na Terra está presente neste livro – a Bíblia. Curiosamente, com cada um de nós, passa-se exactamente o contrário; ou seja, nós estamos, pessoalmente, na Terra, enquanto que no Céu estamos presentes, num livro – Êxodo 32.32,33. Como vimos, o pão representa a Palavra de Deus. Mas, o que colocou a Igreja Romana em substituição desta? Hoje, como no passado, são cada vez mais actuais a denúncia de Jesus a pretensa Igreja verdadeira do Seu tempo: - (v.8)- “Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. (9)- Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” – Mateus 15. Na verdade, a grande maioria das doutrinas desta religião não tem qualquer base bíblica, citando como exemplo: 1- a doutrina do Purgatório; 2- a doutrina que Maria ascendeu ao Céu, corporalmente; 3- celibato do sacerdote – o que contraria frontalmente - Levítico 21.13; Mateus 8.14; I Coríntios 7.2.
O candelabro que se encontrava, igualmente, no Lugar Santo, no lado oposto à mesa, tinha como função dar luz. Esta peça do santuário tinha, além de outros significados, o de representar o Espírito Santo e Cristo. Cristo disse, quando esteve nesta Terra: “(…): Eu sou a luz do mundo (…)” – João 8.13. Por sua vez, cada um de nós, a Sua Igreja, é convidada a desempenhar esta mesma função. Ele mesmo disse: “Vós sois a luz do mundo (…)” – Mateus 5.14. Mas, contrariamente a esta ordem de Jesus à Sua Igreja, o que é que a história desta nos mostra? A História profana nos ensina que houve um período crucial na Idade Média, o qual se chamou: - Idade das Trevas. E qual a razão de ser deste mesmo período? Pela simples razão de que a Igreja deixou de dar a sua luz. Jesus Cristo, antes de ascender aos Céus, fez uma promessa aos Seus discípulos, e ela consistia no envio do Seu representante – O Consolador, o Espírito Santo – João 14.16;15.26. Mas, com o decorrer do tempo, outro alguém – humano – chamou a si mesmo esta prerrogativa divina.
A História mostra-nos que, unicamente, um líder ousou ocupar, nesta Terra, o lugar deste “Consolador” representante de Cristo na Terra, ao ponto de criar um título para bem o consolidar no seio da cristandade. O título em causa é o clássico – VICARIUS FILII DEI (Vigário, do Filho de Deus). É verdade que, nos dias de hoje este título267 já não é visível para que tal sistema religioso, ou Igreja, não seja, de uma forma directa associada ao poder que a Palavra de Deus apelida de – Anticristo – palavra composta que, por vezes, significa: - contra Cristo. Aqui, segundo o contexto, o prefixo – ANTI - quer dizer: - em lugar de – e, neste caso, em lugar de Cristo; vejamos alguns textos onde aparece a partícula – Anti: - cf. Mateus 2.22; Lucas 11.11; I Coríntios 11.15. Este poder usurpou o lugar do representante de Cristo na Terra – o Espírito Santo. Nestas condições, em vez da Igreja depender da acção do Espírito Santo, que é representado pelo Candelabro do santuário terrestre – Êxodo 25.31,37; 37.17-28 – dependia e depende de uma simples criatura humana, falha e mortal nesta Terra – o Papa.
Neste mesmo compartimento do santuário – Lugar Santo – existia uma outra peça de mobiliário – o Altar de Incenso (Êxodo 30.1-9). A função de intercessão era executada, preliminarmente, pelo sacerdote neste altar, queimando incenso, para que se cumprisse o que se encontra descrito no último livro da Palavra de Deus, a saber: - “(…) salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos” – Apocalipse 5.8, ou ainda – (v.3)- “(…) e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. (4) E o fumo do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus” – Apocalipse 8. Neste incenso queimado que libertava este fumo, à medida que subia para o trono de Deus, do outro lado do véu, levava consigo, como vimos, as orações dos santos. Este trabalho apontava directamente para o de Cristo como Sumo-sacerdote que intercede pelo pecador junto ao Pai – Ele que é o ÚNICO intercessor – segundo a Palavra de Deus – I Timóteo 2.5 – não o homem.
A este propósito é interessante recordar uma imagem belíssima que encontramos na Palavra de Deus e que ilustra perfeitamente a função de Cristo. Vejamos este episódio da vida de Jacob – Génesis 28.10-17. Aqui dá-nos a conhecer um sonho que o patriarca teve – sonhou com uma escada “(…) posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela” – v. 12. Ao olharmos para uma escada, esta é composta por quantas partes? Claramente encontramos duas. Uma, de cima e outra, de baixo. Assim sendo, esta terá que estar assente no chão e com tamanho suficiente para alcançar o seu objectivo. E quem representava esta escada? Sim, o próprio Jesus Cristo – João 1.51. Qual o porquê desta imagem? Pela simples razão de que Jesus é homem com os homens e, ao mesmo tempo Deus com Deus. Aqui reside a suprema diferença entre Cristo e um mero sacerdote humano. A exemplo do santuário, a cortina, o véu, que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo, onde estava o altar de incenso, onde o sacerdote ministrava a queima do incenso intercessório, como vimos, nesta cortina encontravam-se “(..) figuras trabalhadas em ouro, para representar os anjos”.270Assim, como o fumo do incenso, ao se elevar e roçando pelo véu e tocando nestes colados no véu, davam a impressão que estes subiam levando consigo, ao trono de Deus, as orações dos santos. Aqui, na imagem da escada passa-se a mesma coisa, os anjos sobem e descem pela escada que é Cristo.
Contrariamente ao que seria de esperar, à luz do que está escrito, este sistema religioso ensina que o ser humano tem necessidade de se confessar a uma criatura, seu igual, para que esta possa, desta maneira, fazer intercessão a seu favor, solicitando para o efeito, a ajuda de Maria, mãe de Jesus, e de todos os santos! Se a intercessão fosse feita desta maneira, tal como este sistema religioso ensina, os anjos deixariam de exercer a sua função, visto que são “(…) espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão-de herdar a salvação” – Hebreus 1.14; Daniel 9.21; 10.12. Portanto, tal pretensão em executar esta função é, no mínimo, absurda e blasfematória, biblicamente falando. Toda esta maneira de proceder não é mais do que o cabal cumprimento do quanto previamente fora anunciado pelo profeta Daniel – “(…) e por ele foi tirado o contínuo e o lugar271 do seu santuário foi lançado por terra” – Daniel 8.11.
Continuando a parte final de Daniel 11.31: - “(…) estabelecendo a abominação desoladora”. Convinha dizer algo sobre a última palavra deste versículo – desoladora. Na verdade, é uma das transgressões mais terríveis, na medida em que traz consigo uma – assolação ou desolação. Vejamos alguns exemplos: Em Daniel 8.13 encontramos a menção desta mesma palavra que é vertida por “transgressão assoladora”; em Daniel 9.26 é dito que: - “(…) estão determinadas assolações (…); ou “(…) virá o assolador (…) será derramado sobre o assolador”; Daniel 12.11 – “(…) posta a abominação desoladora” – (sublinhado nosso). O que causa “assolação”, “desolação”, “abominação”? Como é que as Sagradas Escrituras definem e compreendem quando utilizam esta última palavra? Vejamos alguns exemplos onde esta palavra é empregue: 1- Adorar ídolos – Deuteronómio 7.25,26; 2- Consultar os mortos – Deuteronómio 18.9-12; 3- Recusar ouvir a Lei de Deus – Provérbios 28.9; 4- Adultério espiritual – Ezequiel 23.36; Apocalipse 18.3; 5- Salvação pelas obras – Lucas 16.15; 6- Comer carne de porco – Deuteronómio 14.3,7,8; 7- Adorar o Sol – Ezequiel 8.15-17 (desde muito cedo, no cristianismo, se ensina que se pode adorar Deus no dia do Sol – Domingo; 8- Oferecer sacrifícios a Moloque – Jeremias 7.31; 19.5; 32.35. Será que estas “abominações” trarão desolação a todo o mundo? Sem sombra de dúvida?
Os Pães da Proposição que estavam sobre a mesa no 2º compartimento do santuário terrestre – no Lugar Santo – significam: - “pão”, ou seja, a Palavra de Deus e, por extensão, Jesus Cristo – João 6.48; Deuteronómio 8.3; Lucas 4.4. Cristo está, pessoalmente, no Céu, mas na Terra está presente neste livro – a Bíblia. Curiosamente, com cada um de nós, passa-se exactamente o contrário; ou seja, nós estamos, pessoalmente, na Terra, enquanto que no Céu estamos presentes, num livro – Êxodo 32.32,33. Como vimos, o pão representa a Palavra de Deus. Mas, o que colocou a Igreja Romana em substituição desta? Hoje, como no passado, são cada vez mais actuais a denúncia de Jesus a pretensa Igreja verdadeira do Seu tempo: - (v.8)- “Este povo honra-me com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. (9)- Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens” – Mateus 15. Na verdade, a grande maioria das doutrinas desta religião não tem qualquer base bíblica, citando como exemplo: 1- a doutrina do Purgatório; 2- a doutrina que Maria ascendeu ao Céu, corporalmente; 3- celibato do sacerdote – o que contraria frontalmente - Levítico 21.13; Mateus 8.14; I Coríntios 7.2.
O candelabro que se encontrava, igualmente, no Lugar Santo, no lado oposto à mesa, tinha como função dar luz. Esta peça do santuário tinha, além de outros significados, o de representar o Espírito Santo e Cristo. Cristo disse, quando esteve nesta Terra: “(…): Eu sou a luz do mundo (…)” – João 8.13. Por sua vez, cada um de nós, a Sua Igreja, é convidada a desempenhar esta mesma função. Ele mesmo disse: “Vós sois a luz do mundo (…)” – Mateus 5.14. Mas, contrariamente a esta ordem de Jesus à Sua Igreja, o que é que a história desta nos mostra? A História profana nos ensina que houve um período crucial na Idade Média, o qual se chamou: - Idade das Trevas. E qual a razão de ser deste mesmo período? Pela simples razão de que a Igreja deixou de dar a sua luz. Jesus Cristo, antes de ascender aos Céus, fez uma promessa aos Seus discípulos, e ela consistia no envio do Seu representante – O Consolador, o Espírito Santo – João 14.16;15.26. Mas, com o decorrer do tempo, outro alguém – humano – chamou a si mesmo esta prerrogativa divina.
A História mostra-nos que, unicamente, um líder ousou ocupar, nesta Terra, o lugar deste “Consolador” representante de Cristo na Terra, ao ponto de criar um título para bem o consolidar no seio da cristandade. O título em causa é o clássico – VICARIUS FILII DEI (Vigário,
Neste mesmo compartimento do santuário – Lugar Santo – existia uma outra peça de mobiliário – o Altar de Incenso (Êxodo 30.1-9). A função de intercessão era executada, preliminarmente, pelo sacerdote neste altar, queimando incenso, para que se cumprisse o que se encontra descrito no último livro da Palavra de Deus, a saber: - “(…) salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos” – Apocalipse 5.8, ou ainda – (v.3)- “(…) e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono. (4) E o fumo do incenso subiu com as orações dos santos desde a mão do anjo até diante de Deus” – Apocalipse 8. Neste incenso queimado que libertava este fumo, à medida que subia para o trono de Deus, do outro lado do véu, levava consigo, como vimos, as orações dos santos. Este trabalho apontava directamente para o de Cristo como Sumo-sacerdote que intercede pelo pecador junto ao Pai – Ele que é o ÚNICO intercessor – segundo a Palavra de Deus – I Timóteo 2.5 – não o homem.
A este propósito é interessante recordar uma imagem belíssima que encontramos na Palavra de Deus e que ilustra perfeitamente a função de Cristo. Vejamos este episódio da vida de Jacob – Génesis 28.10-17. Aqui dá-nos a conhecer um sonho que o patriarca teve – sonhou com uma escada “(…) posta na terra, cujo topo tocava nos céus; e eis que os anjos de Deus subiam e desciam por ela” – v. 12. Ao olharmos para uma escada, esta é composta por quantas partes? Claramente encontramos duas. Uma, de cima e outra, de baixo. Assim sendo, esta terá que estar assente no chão e com tamanho suficiente para alcançar o seu objectivo. E quem representava esta escada? Sim, o próprio Jesus Cristo – João 1.51. Qual o porquê desta imagem? Pela simples razão de que Jesus é homem com os homens e, ao mesmo tempo Deus com Deus. Aqui reside a suprema diferença entre Cristo e um mero sacerdote humano. A exemplo do santuário, a cortina, o véu, que separava o Lugar Santo do Lugar Santíssimo, onde estava o altar de incenso, onde o sacerdote ministrava a queima do incenso intercessório, como vimos, nesta cortina encontravam-se “(..) figuras trabalhadas em ouro, para representar os anjos”.270Assim, como o fumo do incenso, ao se elevar e roçando pelo véu e tocando nestes
Contrariamente ao que seria de esperar, à luz do que está escrito, este sistema religioso ensina que o ser humano tem necessidade de se confessar a uma criatura, seu igual, para que esta possa, desta maneira, fazer intercessão a seu favor, solicitando para o efeito, a ajuda de Maria, mãe de Jesus, e de todos os santos! Se a intercessão fosse feita desta maneira, tal como este sistema religioso ensina, os anjos deixariam de exercer a sua função, visto que são “(…) espíritos ministradores, enviados para servir a favor daqueles que hão-de herdar a salvação” – Hebreus 1.14; Daniel 9.21; 10.12. Portanto, tal pretensão em executar esta função é, no mínimo, absurda e blasfematória, biblicamente falando. Toda esta maneira de proceder não é mais do que o cabal cumprimento do quanto previamente fora anunciado pelo profeta Daniel – “(…) e por ele foi tirado o contínuo
Continuando a parte final de Daniel 11.31: - “(…) estabelecendo a abominação desoladora”. Convinha dizer algo sobre a última palavra deste versículo – desoladora. Na verdade, é uma das transgressões mais terríveis, na medida em que traz consigo uma – assolação ou desolação. Vejamos alguns exemplos: Em Daniel 8.13 encontramos a menção desta mesma palavra que é vertida por “transgressão assoladora”; em Daniel 9.26 é dito que: - “(…) estão determinadas assolações (…); ou “(…) virá o assolador (…) será derramado sobre o assolador”; Daniel 12.11 – “(…) posta a abominação desoladora” – (sublinhado nosso). O que causa “assolação”, “desolação”, “abominação”? Como é que as Sagradas Escrituras definem e compreendem quando utilizam esta última palavra? Vejamos alguns exemplos onde esta palavra é empregue: 1- Adorar ídolos – Deuteronómio 7.25,26; 2- Consultar os mortos – Deuteronómio 18.9-12; 3- Recusar ouvir a Lei de Deus – Provérbios 28.9; 4- Adultério espiritual – Ezequiel 23.36; Apocalipse 18.3; 5- Salvação pelas obras – Lucas 16.15; 6- Comer carne de porco – Deuteronómio 14.3,7,8; 7- Adorar o Sol – Ezequiel 8.15-17 (desde muito cedo, no cristianismo, se ensina que se pode adorar Deus no dia do Sol – Domingo; 8- Oferecer sacrifícios a Moloque – Jeremias 7.31; 19.5; 32.35. Será que estas “abominações” trarão desolação a todo o mundo? Sem sombra de dúvida?
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