sexta-feira, 29 de junho de 2012

O SIGNIFICADO DO VEREDICTO DE DEUS SOBRE BABILÓNIA - Apocalipse 18

A visão de João em Apocalipse 18 amplia adicionalmente o juízo de Babilónia ao deter-se sobre seu significado para a igreja do tempo do fim. Contém uma mensagem especial do céu para o povo de Deus. Esta visão é notável por sua estrutura concêntrica que se enfoca na mensagem central: a execução do juízo de Deus. As seções do começo e do final se focam, primeiro, sobre as acusações e o veredicto do céu sobre Babilónia (vs. 1-3), e depois sobre o futuro desaparecimento de Babilónia (vs. 21-24).
Dentro deste círculo exterior, duas vozes do céu proclamam mensagens de suprema importância para os santos e os estimulam à ação. A primeira mensagem tem uma relevância imediata: insiste com o povo de Deus a fugir de Babilónia (vs. 4-8); a segunda voz chama os santos no céu e na terra a regozijar-se por causa do veredicto do céu sobre Babilónia (v. 20). A parte central (vs. 9-19) descreve o momento da execução do juízo, "em uma hora" (vs. 10, 17, 19). Kenneth Strand observou uma estrutura quiástica "bem equilibrada" em Apocalipse 18:
A. Introdução (Pronuncia-se a condenação de Babilónia; descreve-se sua condição interna; resumem-se suas atividades e relações pecaminosas), vs. 1-3.
B. Parêntese (Chamada a "sair de Babilónia"; declaração do juízo sobre Babilónia), vs. 4-8.
C. A litania propriamente dita (O lamento dos reis, os mercados, os marinhos, ao ver babilónia em chamas), vs. 9-19.
B1. Parêntese (Chamado a regozijar-se; declaração de juízo sobre Babilónia), V. 20.
A1. Conclusão (Expressa-se graficamente a condenação de Babilónia; descreve-se sua condição interna; resumem-se suas atividades e relações pecaminosas), vs. 21-24.1
Strand apresenta um quiasmo mais detalhado de Apocalipse 18 em um diagrama útil na página 46 do mesmo artigo. Além disso, observa o seguinte: "Todo o capítulo 18 do Apocalipse representa um mescla ampla e uma fusão do antecedente do Antigo Testamento".2 As fontes de Apocalipse 18 são os oráculos de condenação contra Babilónia (Isa. 47; Jer. 50, 51) e contra Tiro (Ezeq. 26-28), e inclusive contra Jerusalém (Jer. 25:10). Nestes empréstimos do Antigo Testamento podemos ver mais que a adopção de linguagem antiga. Em Apocalipse 18 fazemos frente ao antítipo dos velhos inimigos do Israel: o colapso no tempo do fim do império do anticristo.
O Mensageiro Celestial e Sua Mensagem.
"E, depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória" (Apoc. 18:1).
A descida deste anjo do céu à terra tem um efeito visível e imediato: "A terra foi iluminada com a sua glória (em gr., doxa: 'glória']". O antecedente desta manifestação da glória divina é a promessa de Ezequiel 43:2 feita a Israel no cativeiro de que Deus voltaria para seu novo templo do oriente. Em Apocalipse 18 a "glória" se refere à qualidade da presença de Deus por meio dos enviados de Cristo; uma qualidade que corresponde ao anjo que vem do oriente com o selo do Deus vivo durante o sexto selo em Apocalipse 7:2 e ao anjo do capítulo 10. Esta manifestação de esplendor do céu está conectado com a mensagem do tempo do fim que demanda fidelidade à Palavra de Deus e ao testemunho de Jesus, e sobre essa base a chamada para separar-se de Babilónia.
O anjo de Apocalipse 18:1 está comissionado com "grande poder" e é particularmente importante para o mundo cristão. Sua "voz potente" deve alcançar a toda o povo sobre a terra. A essência de sua mensagem é mais que a condenação iminente de Babilónia que está expresso pelo anúncio "caiu, caiu a grande Babilónia" (v. 2). Esta mensagem repete a mensagem do segundo anjo de Apocalipse 14:8. Por isso Apocalipse 14 e 18 estão intimamente ligados, o que indica a identificação da "voz potente" de Apocalipse 18:1 e 2 com o povo que guarda os mandamentos de Deus e a fé de Jesus em Apocalipse 14:12.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

COMPREENDENDO O MILÉNIO - Apocalipse 19 e 20

Primeiro devemos determinar as relações entre a visão de João a respeito dos "mil anos" e o contexto imediato do Apocalipse, ou seja os capítulos 19 e 21, antes de que possamos compreender o significado do capítulo 20. Também devemos averiguar que conexões possíveis existem entre Apocalipse 20 e as profecias do Antigo Testamento. Devem responder-se estas perguntas de exegese antes de estabelecer qualquer opinião dogmática de Apocalipse 20, uma das passagens mais problemáticas que há na Bíblia. O enfoque contextual deve preceder sempre o dogmático ao fazer uma exegese responsável das Sagradas Escrituras.

O Contexto de Apocalipse 19
"Então, vi descer do céu um anjo; tinha na mão a chave do abismo e uma grande corrente. Ele segurou o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o prendeu por mil anos; lançou-o no abismo, fechou-o e pôs selo sobre ele, para que não mais enganasse as nações até se completarem os mil anos. Depois disto, é necessário que ele seja solto pouco tempo" (Apoc. 20:1-3).
O termo "milénio" significa literalmente "mil anos", e o período dos anos a que se alude como o milénio só se menciona em Apocalipse 20. A relação desta passagem com a visão precedente de Apocalipse 19:11-21 é clara e amplamente reconhecida pelos eruditos. A visão do Armagedom de Apocalipse 19 constitui tanto a expansão final de Apocalipse 16 a 18 como a introdução a Apocalipse 20. Dessa maneira, Apocalipse 19 forma uma parte essencial da visão do milénio.
Os inimigos de Cristo do tempo do fim são a besta, os reis da terra com seus exércitos e o falso profeta (Apoc. 19:19, 20). Na volta de Cristo como o Rei e Juiz de toda a terra, "Os dois [a besta e o falso profeta] foram lançados vivos dentro do lago de fogo que arde com enxofre" (v. 20). E "outros", ao parecer "os reis da terra e seus exércitos" (v. 19), foram mortos pelo impacto da vinda de Cristo (v. 21). Apocalipse 20 revela que Satanás, o génio criador de toda rebelião será "preso", encerrado e selado por um anjo de Cristo (vs. 1-3). Depois do milénio será "lançado no lago de fogo e de enxofre, onde já se achavam a besta e o falso profeta" (v. 10, BJ).
A continuidade de Apocalipse 19 e 20 chega a ser até mais evidente se se observar que a sequência na qual são julgados os inimigos de Cristo acontece em uma ordem inversa à ordem em que aparecem pela primeira vez no livro do Apocalipse. Em Apocalipse 12 foi primeiro mencionado o dragão, depois vem a besta e o falso profeta no capítulo 13, e finalmente Babilónia no capítulo 14. Seu destino final se descreve em uma sequência oposta: primeiro vem a queda de Babilónia em Apocalipse 16 a 18; depois são destruídos a besta e o falso profeta em Apocalipse 19, e finalmente, no 20, depois de mil anos, o dragão é executado. Esta composição literária do surgimento e queda dos principais inimigos de Cristo manifesta a ordem progressiva de Apocalipse 12 a 20 e sua unidade estrutural. Estes capítulos mostram um "desenvolvimento magistral" de pensamento e de tema que avança firmemente para a culminação, a consumação da guerra cósmica entre o céu e a terra. Dessa maneira, a progressão avança da queda de Babilónia até o castigo dos agentes de Satanás, e termina com a eliminação do pecado e do próprio Satanás.
A Sequência Cronológica de Apocalipse 19 e 20
Evidentemente, os acontecimentos descritos em Apocalipse 19:11-20:10 seguem uma ordem cronológica. Isto está claro da sequência das visões nas que as aves de rapina são convidadas a ir à grande ceia de Deus (Apoc. 19:17, 18), seguida pela visão em que todas as aves "saciaram-se das carnes deles" (vs. 19-21). Há uma notável progressão de eventos nestas duas visões. A declaração de Apocalipse 20:10 proporciona a evidência direta da ordem cronológica das visões de Apocalipse 19 e 20, quer dizer, "o diabo que os enganava, foi arrojado no lago de fogo e enxofre, onde estavam a besta e o falso profeta" (20:10). Esta última referência ao juízo da besta e de seu profeta se descreve em 19:20 como acontecendo antes, na segunda vinda (19:19).

domingo, 24 de junho de 2012

O SIGNIFICADO DA NOVA JERUSALÉM - Apocalipse 21 e 22

"Vi novo céu e nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram. E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E acrescentou: Escreve, porque estas palavras são fiéis e verdadeiras. Disse-me ainda: Tudo está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Eu, a quem tem sede, darei de graça da fonte da água da vida. O vencedor herdará estas coisas, e eu lhe serei Deus, e ele me será filho. Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos, a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a segunda morte" (Apoc. 21:1-8).

O Cântico de Moisés

O livro do Apocalipse é um dos mais belos de toda a Bíblia. Apresenta o prémio que os salvos receberão após passar por todas as dificuldades do desfecho final do grande conflito entre o bem e o mal.
O capítulo quinze começa com a descrição de Deus se levantando e começando o processo de juízos contra aqueles que por toda a vida estiveram contra Ele e Sua Palavra.
Do capítulo quinze até ao vinte e dois a atenção do profeta foi dividida. Num momento ele vê o que vai acontecer com os ímpios e, em outro, o que acontecerá com os salvos.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Profecia contra Tiro – I

A profecia que vamos estudar hoje foi feita aproximadamente no ano de 587 AC e atinge a cidade de Tiro: “Filho do homem, visto que Tiro disse no tocante a Jerusalém: Ah! está quebrada a porta dos povos, está aberta para mim; agora que ela esta assolada eu me encherei…” (Ezequiel 25:2).

Antes de estudar a profecia quero destacar um pouco da história desse povo para que compreendamos plenamente o que Deus disse através de Ezequiel. Tiro, em hebraico, quer dizer rocha. Esse lugar foi um famoso porto marítimo da Fenícia, situado a quarenta quilómetros ao sul do porto de Sidom e a vinte e quatro quilómetros ao norte da fronteira entre o Líbano e Israel.

Profecia contra Tiro – II

Antes de continuarmos o estudo do programa anterior, apenas uma palavrinha para aqueles que estão ouvindo este programa pela primeira vez: estamos estudando uma profecia feita por Ezequiel, à cidade de Tiro. Vimos no programa anterior que o grande erro de Tiro foi desejar tirar vantagem de uma situação de calamidade que vivia a nação vizinha de Israel.

Hoje vamos nos concentrar nas consequências sofridas pelos habitantes de Tiro. A profecia revela: “Assim diz o Senhor Deus: eu estou contra ti, ó Tiro, e farei subir contra ti muitas nações, como se o mar fizesse subir as suas ondas. Elas destruirão os seus muros, derrubarão as suas torres; eu varrerei o seu pó, e dela farei uma penha descalvada. No meio do mar virá a ser um enxugadouro de redes” (Ezequiel 26:3-5).
Perceba que a profecia diz que subiriam muitas nações contra a cidade de Tiro. E a primeira nação a subir foi a Assíria, que ficava ao norte e tinha a sua capital em Nínive. Por dois séculos os assírios

quinta-feira, 14 de junho de 2012

A Segunda Vinda a Esperança que Confunde

A data é um dia qualquer no futuro próximo. Um Boeing 747 voa sobre o Atlântico em direção a Londres. A maioria dos passageiros está a dormir ou a fazer qualquer coisa. Subitamente, quase metade deles desaparece no ar. Primeiro um, depois outro, então os que restam gritam enquanto percebem que o assento ao seu lado está vazio. Apenas os pertences de mão foram deixados. Os passageiros que ficaram gritam e choram, assustados. Os pais estão freneticamente à procura dos filhos que desapareceram no meio do voo.
Ficção científica? Não; essa é uma cena do primeiro volume de uma série intitulada Lefts Behind (Deixados para Trás).1 Escritos pelos autores cristãos

segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Firme Fundamento da Profecia

A profecia é de suma importância para a fé e a crença adventistas. O movimento adventista foi estabelecido sobre a base da profecia bíblica, com a convicção de que a história chegará ao seu clímax na segunda vinda de Cristo. Conduzindo àquela gloriosa culminação está a marcha da história, a qual chegará ao fim quando Deus destruir o pecado e Satanás para sempre e abrir as portas da eternidade para os redimidos de todas as eras. A interpretação adventista dos eventos dos últimos dias está amplamente baseada nas profecias de Daniel e Apocalipse, além de outras declarações proféticas da Bíblia. Muitos descrentes e

quinta-feira, 7 de junho de 2012

O Fim do Mundo e a Perspectiva de Uma Nova Era


Uma antiga profecia maia supostamente prediz que está chegando o dia quando a energia que flui das estrelas para a terra será interrompida. Os resultados serão catastróficos, ou, mais precisamente, apocalípticos. Erupções vulcânicas cobrirão o planeta com cinzas e escuridão, o sol será destruído, e a Terra se tornará sem vida. A data prevista é 21 de dezembro de 2012. Uma sexta-feira.

Na adaptação cinematográfica da previsão maia intitulada “2012″, e estrelada por John Cusack, uma erupção solar faz com que a Terra seja bombardeada com uma dose maciça de pequenas partículas chamadas neutrinos, que aquecem o centro da Terra. A mudança climática resultante desencadeia desastres naturais
como jamais vistos antes, e todo mundo morre, excepto um selecto grupo que, tendo sido avisado, escapa ileso em “arcas” especialmente construídas.

Um mundo assustador
Hollywood é Hollywood, e, portanto, poucos de nós estão muito preocupados com a previsão maia de