sábado, 24 de agosto de 2013

O REMETENTE DO LIVRO DE APOCALIPSE 1

1. Uma saudação de encorajamento e não de medo – Apocalipse 1: 4
• Graça e Paz não é uma palavra de medo, mas de doçura, de encorajamento a uma igreja que passa pelo vale do martírio.

2. A Graça e a Paz são enviadas à Igreja pela Trindade - v. 4-5
• O Deus Pai, o Deus Espírito e o Deus Filho estão no completo controlo da história e num tempo de sombras e provas, eles enviam à igreja a sua graça e a sua paz.

3. Como a igreja deve ver o seu Noivo? – v. 5
a) Como a Fiel Testemunha - Jesus foi fiel durante todo o seu ministério. Nunca deixou de testemunhar sobre o Pai, mesmo na hora do sofrimento e da morte. "Eu vim para fazer a vontade do Meu Pai.".
b) Primogénito dos Mortos - Jesus foi o primeiro a ressuscitar em glória. Ele está vivo para sempre. Ele é o primogénito porque é o primeiro da fila e nós vamos logo atrás. Jesus matou a morte. Ele venceu o nosso último inimigo. Uma igreja que está a enfrentar o martírio precisa saber que o seu Deus vencer o poder da morte. A noiva do Cordeiro não tem mais a morte à sua frente, mas atrás de si.
c) O Soberano dos Reis da Terra - A igreja precisa ver Jesus como o presidente dos presidentes, diante de quem todos os poderosos se dobrarão. Jesus está acima de Roma, dos imperadores. Ele está acima dos impérios, das nações soberbas, dos reis da terra, dos presidentes que ostentam o seu poder.

4. Como a igreja deve posicionar-se diante do seu Noivo? – v. 5-6
• Quando João vê a glória do Noivo, ele prorrompe numa doxologia suprema, diante da suprema glória de Cristo. Ele encanta-se com o Cristo que lhe é revelado. O seu coração se derrama em adoração.
• Por que a igreja deve adorar o seu Noivo?
a) Porque ele nos ama - O verbo está no presente. O amor de Cristo é algo que permanece. Ele nos amou, ainda nos ama e nos amará até ao fim.
b) Ele nos libertou dos nossos pecados - Fala de um ato de redenção concluído (5:9). A versão King James diz que ele nos lavou. Ele quebrou as amarras do pecado e nos limpa. O que é maravilhoso é que ele nos amou quando estávamos sujos e perdidos e depois nos libertou.

c) Nos constituiu reis e sacerdotes – A igreja não foi amada e libertada para nada. O alvo do amor é constituir reis e sacerdotes para Deus. Ele nos ama e nos levanta da lama e depois nos coloca a coroa e a mitra. Já estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais (pela fé), mas haveremos de ser co-regentes com Ele, pois reinaremos com ele. Somos um reino não apenas porque Cristo reina sobre nós, mas porque participamos do seu reinado. A mitra do sumo sacerdote tinha uma placa de ouro "Santidade ao Senhor’. Temos livre acesso a Ele, pois somos uma raça de sacerdotes reais.

O TEMA DO LIVRO DE APOCALIPSE – Apocalipse 1: 7-8

1. Há uma descrição das características da sua Vinda
• O grande tema do livro de Apocalipse é a glória e a vitória de Cristo na sua vinda. Esta verdade é apresentada nas sete seções paralelas. Cristo vem para estabelecer o juízo e triunfar sobre os seus inimigos. Na primeira vinda a glória de Cristo não era auto-evidente, mas na segunda vinda será (Marcos 14:61). A igreja triunfa com ele, enquanto os seus adversários lamentarão (6:15-16; Zac. 12:10). Os ímpios não se converterão (9:20; 16:9,11).

2. Como virá Jesus?
• Aqueles que o amam se alegrarão na sua segunda vinda, mas aqueles que o rejeitaram se lamentarão. Como será a sua vinda?
a) Pessoal
b) Pública
c) Visível
d) Poderosa
e) Juízo

3. Há uma descrição das características d´Aquele que vem
• Essas características da sua eternidade e omnipotência são dadas, para mostrar que Jesus é poderoso para executar o seu plano na história humana.
CONCLUSÃO

• Temos hoje uma visão da glória do Noivo da Igreja? Temos honrado o nosso Noivo? Estamos a preparar-nos para nos encontrarmos com Ele, como as virgens prudentes? As nossas lâmpadas estão cheias de azeite?

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Os Sete Selos do Apocalipse

Muitas vezes ouvimos falar dos 7 selos, os 4 cavalos e os 4 cavaleiros do Apocalipse. Todos eles formam parte da mesma profecia. Os 4 cavaleiros com os seus respectivos cavalos aparecem nos 4 primeiros selos.

Que representam os 7 selos do Apocalipse? Evidentemente profetizam as características básicas dos 7 períodos que a igreja viveria desde a sua fundação até à segunda vinda de Jesus, descrita na última parte do sexto selo.

A DOUTRINA PURA
 1. Quais são as características básicas do primeiro selo? Apocalipse 6:1, 2.
Rª: 1 E, HAVENDO o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.
2 E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.
Nota: A época dos santos apóstolos (século I) coincide com a igreja de Éfeso. Eles receberam a doutrina pura da Bíblia para a pregar (São Marcos 16:10-16). Enfrentaram muitas lutas (Atos 4:1-3, 18-20, 24-30; 5:17-20, 26-29; 6:8; 7:60) mas não permitiram que a doutrina fosse maculada. Houve também grandes vitórias para Cristo: 3.000 conversos no Pentecostes; poucos dias depois já havia 5.000; a conversão de Saulo e o evangelho a todo o mundo conhecido (Colossenses 1:6, 23). Se queremos conhecer a doutrina pura de Cristo devemos estudar a Santa Bíblia, pois nela está escrita pelos apóstolos a época do cavalo branco.

 2. Que permissão foi dada ao cavaleiro do segundo selo? Apocalipse 6:3, 4.
Rª: 3  E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.4  E saiu outro cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
Nota: A cor vermelha e os símbolos deste selo falam indiscutivelmente de derramamento de sangue. É o período das dez perseguições gerais levadas a efeito pelo império romano contra os cristãos que preferiam morrer a renunciar à fiel obediência aos princípios bíblicos. Este selo começa com a morte do último apóstolo (São João, fim do século I) e chega até ao ano 313, quando Constantino assina em Milão o Édito de Tolerância. Coincide com o período da igreja de Esmirna.

A VERDADE CAI POR TERRA
3. De que cor era o cavalo do terceiro selo? Apocalipse 6:5, 6.
Rª: 5 E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão.
6 E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.
Nota: A igreja que enfrentou lutas para manter a pureza das suas doutrinas e que viu ser derramado o sangue dos seus membros por não renunciar à fidelidade, agora é representada pelo preto, antítese do branco. A cor negra muitas vezes representa na Santa Bíblia as trevas morais, o pecado, a apostasia, ou o erro. Corresponde ao período que vai desde 313 a 538. São Paulo profetizou acerca do tempo em que se mudariam as doutrinas através de um processo de paganização (Atos 20:27-31; II Tessalonicenses 2:3-6; II Timóteo 4:1-4). São Pedro também profetizou como um dia a igreja haveria de se corromper (II São Pedro 2:1-3). A balança, o espírito de comercialização e o materialismo que penetraria na igreja. Um dinheiro era o salário de um dia de trabalho, com o qual comprariam apenas 654 g de trigo ou menos de 2 quilos (1.962 g) de cevada.

Isto é o símbolo da tremenda escassez da Palavra de Deus, proibida nesse tempo (Amós 8:11, 12), que produziu fome de ouvir a Palavra. Muitas doutrinas começam a morrer e entram crenças pagãs (Ex.: Em 7 de março de 321, Constantino emite a lei dominical mais antiga que se conhece). A maioria acompanha o processo de deterioração doutrinal. Uns poucos fiéis (remanescentes) seguem respeitando a verdade bíblica. O azeite representa o Espírito Santo (Zacarias 4:2-6). O vinho representa o sangue de Cristo derramado pelos pecadores (São Mateus 26:27-29).

 4. Que nome tinha o cavaleiro do cavalo amarelo do quarto selo e quem o seguia? Apocalipse 6:7, 8.
Rª: 7 E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem, e vê.
8 E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.
Nota: A simbologia expressa a aflição espantosa da época da inquisição predita por Jesus (São Mateus 24:21), também profetizada por Daniel (Daniel 7:21, 25; 12:7) e que será estudada em Apocalipse 13:5. Corresponde ao período que vai de 538, quando entra em vigência o decreto de Justiniano, até 1517, o começo da Reforma. As doutrinas puras são pisoteadas cada vez mais e os cristãos paganizados perseguem implacavelmente o pequeno remanescente fiel à doutrina bíblica.

 5. Quando se abriu o quinto selo, que viu São João debaixo do altar? Que lhes foi dado? Apocalipse 6:9-11.
Rª: 9 E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.
10 E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?
11 E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.
Nota: No altar de bronze do santuário do Antigo Testamento se ofereceriam os sacrifícios de animais. O sacrifício era queimado e o sangue era derramado na base do altar (Levítico 4:7). A vida ou a alma está no sangue (Levítico 17:11; Deuteronómio 12:23). O símbolo é claro: O sangue dos mártires do pequeno remanescente fiel que não aceitou a paganização doutrinal é derramado como um sacrifício ao pé do altar. Esse sangue simbolicamente clama a Deus, como o fez o sangue de Abel que foi morto por seu irmão (Génesis 4:10). As vestiduras brancas simbolizam a dignidade que lhes confere a justiça de Cristo (Apocalipse 19:8; 3:5; 7:14). Mas, embora tivessem ganho a vitória em Cristo, deviam descansar na tumba um pouco de tempo até que Jesus venha e lhes dê a recompensa (Heb. 11:39, 40).

O quinto selo cobre o período que vai de 1517 a 1755.

O FIM SE APROXIMA
O sexto selo culmina com a segunda vinda de Cristo. Por isso podemos adequadamente chamá-lo o tempo do fim.

 6. Quais são os quatro acontecimentos que dão abertura ao sexto selo (tempo do fim)? Apocalipse 6:12, 13.
Rª: 12 E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue;
13 E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.
a.  um grande tremor de terra;
b.  sol tornou-se negro como saco de cilício,
c.  a lua tornou-se como sangue;
d.  E as estrelas do céu caíram sobre a terra,
Nota: O grande terremoto tem sido identificado por muitos teólogos como o grande terremoto de Lisboa, de 1 de novembro de 1755. O escurecimento do Sol ocorreu em 19 de maio de 1780. E a Lua se tornou como sangue na noite do mesmo dia. A chuva de estrelas foi em 13 de novembro de 1833. Esses quatro episódios deram origem ao tempo do fim, o qual terminará com a segunda vinda de Cristo.

 7. Por que razão os infiéis rogarão desesperadamente às rochas e às montanhas que caiam sobre eles? Apocalipse 6:14-17.
Rª: 14 E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.
15 E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas;
16 E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro;
17 Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?
Nota: Diante da segunda vinda de Cristo, aqueles que se ampararam na graça salvadora receberão a vida eterna, aqueles que recusaram a salvação em Cristo terão de enfrentar as circunstâncias. Jesus disse: "Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem n´Ele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigénito Filho de Deus” (São João 3:17,18).

 8. Que outros sinais nos ajudarão a distinguir em que altura do tempo do fim nos encontramos?
Comentário: Embora só Deus o Pai conheça o dia e a hora (São Mateus 24:36) podemos identificar a época. Entre outros muitos sinais para conhecer o tempo do fim, identificaremos os seguintes: Guerras (São Mateus 24:7); grandes calamidades e terremotos (São Mateus 24:7); luta entre o capital e o trabalho (São Tiago 5:1-8); o comportamento social distorcido de nossa época (2ª Timóteo 3:1-5). O último sinal a cumprir-se será a pregação do evangelho em todo o mundo (São Mateus 24:14). Esses sinais nos permitem conhecer a época em que virá Jesus. Em São Lucas 21:28 Jesus nos dá Seu sábio conselho para este tempo.

EIS QUE VEM COM AS NUVENS
“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.” Apocalipse 1:7

 9. Antes de abrir-se o sétimo selo (a segunda vinda de Cristo) Jesus interrompe a profecia e dedica todo o capítulo 7 para explicar-nos quem são os que serão salvos. Que farão os anjos nas frontes dos servos de Deus? Apocalipse 7:2, 3.
Rª: 2 E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem fora dado o poder de danificar a terra e o mar,
3 Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.
Nota: No próximo estudo analisaremos qual é o selo de Deus que será aplicado nas frontes dos crentes que serão salvos.

 10. Que viu São João acontecer no Céu ao abrir-se o sétimo selo? Apocalipse 8:1.
Rª: 1  E, HAVENDO aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora.
Nota: Esse silêncio se produzirá por ocasião da segunda vinda de Cristo, quando os anjos virão com Jesus ( São Mateus 25:31 ). Alguns têm aplicado a essa meia hora o princípio profético de dia-ano e dizem que poderá representar uma semana literal.


DECISÃO - Considerando que o nosso Senhor Jesus Cristo voltará para terminar com as injustiças, a dor, o pecado e que estabelecerá um reino eterno, sem corrupção, decido preparar-me de acordo com a Palavra de Deus para receber com alegria a meu Senhor Jesus.

José Carlos Costa, pastor

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Os Sete Selos do Apocalipse

Muitas vezes ouvimos falar dos 7 selos, os 4 cavalos e os 4 cavaleiros do Apocalipse. Todos eles formam parte da mesma profecia. Os 4 cavaleiros com os seus respectivos cavalos aparecem nos 4 primeiros selos.

Que representam os 7 selos do Apocalipse? Evidentemente profetizam as características básicas dos 7 períodos que a igreja viveria desde a sua fundação até à segunda vinda de Jesus, descrita na última parte do sexto selo.

A DOUTRINA PURA
 1. Quais são as características básicas do primeiro selo?
Rª: “Observei quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete selos. Então ouvi um dos seres viventes dizer com voz de trovão: "Venha!"
Olhei, e diante de mim estava um cavalo branco (pureza). O Seu cavaleiro empunhava um arco, e foi-lhe dada uma coroa; ele cavalgava como vencedor determinado a vencer.” Apocalipse 6:1, 2 (luta e vitória).
Nota: A época dos santos apóstolos (século I) coincide com a igreja de Éfeso. Eles receberam a doutrina pura da Bíblia para a pregar (São Marcos 16:10-16). Enfrentaram muitas lutas (Atos 4:1-3, 18-20, 24-30; 5:17-20, 26-29; 6:8; 7:60) mas não permitiram que a doutrina fosse maculada. Houve também grandes vitórias para Cristo: 3.000 conversos no Pentecostes; poucos dias depois já havia 5.000; a conversão de Saulo e o evangelho a todo o mundo conhecido (Colossenses 1:6, 23). Se queremos conhecer a doutrina pura de Cristo devemos estudar a Santa Bíblia, pois nela está escrita pelos apóstolos a época do cavalo branco.

 2. Que permissão foi dada ao cavaleiro do segundo selo?
Rª: “Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: "Venha!"
Então saiu outro cavalo; e este era vermelho. Seu cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer que os homens se matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada.” Apocalipse 6:3, 4.
Nota: A cor vermelha e os símbolos deste selo falam indiscutivelmente de derramamento de sangue. É o período das dez perseguições gerais executadas pelo império romano contra os cristãos que preferiam morrer a renunciar à fiel obediência aos princípios bíblicos. Este selo começa com a morte do último apóstolo (São João, fim do século I) e chega até o ano 313, quando Constantino assina em Milão o Édito de Tolerância. Coincide com o período da igreja de Esmirna. 

A VERDADE CAI POR TERRA
 3. De que cor era o cavalo do terceiro selo?
Rª: Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: "Venha!" Olhei, e diante de mim estava um cavalo preto. Seu cavaleiro tinha na mão uma balança.
Então ouvi o que parecia uma voz entre os quatro seres viventes, dizendo: ´Um quilo de trigo por um denário e três quilos de cevada por um denário, e não danifique o azeite e o vinho!´” Apocalipse 6:5, 6.
Nota: A igreja que enfrentou lutas para manter a pureza de suas doutrinas e que viu ser derramado o sangue de seus membros por não renunciar a fidelidade, agora é representada pelo preto, antítese do branco. A negrura muitas vezes representa na Santa Bíblia as trevas morais, o pecado, a apostasia, ou o erro. Corresponde ao período que vai desde 313 a 538. São Paulo profetizou acerca do tempo em que se mudariam as doutrinas por um processo de paganização (Atos 20:27-31; II Tessalonicenses 2:3-6; II Timóteo 4:1-4). São Pedro também profetizou como um dia a igreja haveria de se corromper (II São Pedro 2:1-3). A balança, o espírito de comercialização e materialismo que penetraria na igreja. Um dinheiro era o salário de um dia de trabalho, com o qual comprariam apenas 654 g de trigo ou menos de 2 quilos (1.962 g) de cevada.

Isto é o símbolo da tremenda escassez da Palavra de Deus, proibida nesse tempo (Amós 8:11, 12), que produziu fome de ouvir a Palavra. Muitas doutrinas começam a morrer e entram crenças pagãs (Ex.: Em 7 de março de 321, Constantino emite a lei dominical mais antiga que se conhece). A maioria acompanha o processo de deterioração doutrinal. Uns poucos fiéis (remanescentes) seguem respeitando a verdade bíblica. O azeite representa o Espírito Santo (Zacarias 4:2-6). O vinho representa o sangue de Cristo derramado pelos pecadores (São Mateus 26:27-29).

 4. Que nome tinha o cavaleiro do cavalo amarelo do quarto selo e quem o seguia?
Rª: “Quando o Cordeiro abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: "Venha!"
Olhei, e diante de mim estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades (sepulcro) o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra.” Apocalipse 6:7, 8.
Nota: A simbologia expressa a aflição espantosa da época da inquisição predita por Jesus (São Mateus 24:21), também profetizada por Daniel (Daniel 7:21, 25; 12:7) e que será estudada em Apocalipse 13:5. Corresponde ao período que vai de 538, quando entra em vigência o decreto de Justiniano, até 1517, o começo da Reforma. As doutrinas puras são pisoteadas cada vez mais e os cristãos paganizados perseguem implacavelmente o pequeno remanescente fiel à doutrina bíblica.

 5. Quando se abriu o quinto selo, que viu São João debaixo do altar? Que lhes foi dado?
Rª: “Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do testemunho que deram.
Eles clamavam em alta voz: "Até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o nosso sangue?"
Então cada um deles recebeu uma veste branca, e foi-lhes dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos que deveriam ser mortos como eles.” Apocalipse 6:9-11.
Nota: No altar de bronze do santuário do Antigo Testamento se ofereceriam os sacrifícios de animais. O sacrifício era queimado e o sangue era derramado na base do altar (Levítico 4:7). A vida ou a alma está no sangue (Levítico 17:11; Deuteronómio 12:23). O símbolo é claro: O sangue dos mártires do pequeno remanescente fiel que não aceitou a paganização doutrinal é derramado como um sacrifício ao pé do altar. Esse sangue simbolicamente clama a Deus, como o fez o sangue de Abel que foi morto por seu irmão (Génesis 4:10). As vestiduras brancas simbolizam a dignidade que lhes confere a justiça de Cristo (Apocalipse 19:8; 3:5; 7:14). Mas, embora tivessem ganho a vitória em Cristo, deviam descansar na tumba um pouco de tempo até que Jesus venha e lhes dê a recompensa (Heb. 11:39, 40).

O quinto selo cobre o período que vai de 1517 a 1755.

O FIM SE APROXIMA
O sexto selo culmina com a segunda vinda de Cristo. Por isso podemos adequadamente chamá-lo o tempo do fim.

 6. Quais são os quatro acontecimentos que dão abertura ao sexto selo (tempo do fim)?
Rª: “Observei quando ele abriu o sexto selo. Houve um grande terramoto. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se vermelha como sangue, e as estrelas do céu caíram sobre a terra como figos verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte.” Apocalipse 6:12, 13.

a.  Houve um grande terremoto

b.  O sol ficou escuro como tecido de crina negra

c.  toda a lua tornou-se vermelha como sangue

d.  estrelas do céu caíram sobre a terra como figos verdes

Nota: O grande terramoto tem sido identificado por muitos teólogos como o grande terramoto de Lisboa, de 1 de novembro de 1755. O escurecimento do Sol ocorreu em 19 de maio de 1780. E a Lua se tornou como sangue na noite do mesmo dia. A chuva de estrelas foi em 13 de novembro de 1833. Esses quatro episódios deram origem ao tempo do fim, o qual terminará com a segunda vinda de Cristo.

 7. Por que razão os infiéis rogarão desesperadamente às rochas e às montanhas que caiam sobre eles?
Rª: “O céu se recolheu como se enrola um pergaminho, e todas as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares.
Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos, os poderosos - todos, escravos e livres, se esconderam em cavernas e entre as rochas das montanhas.
Eles gritavam às montanhas e às rochas: "Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro!
Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá suportar?" Apocalipse 6:14-17.
Nota: Diante da segunda vinda de Cristo, aqueles que se ampararam na graça salvadora receberão a vida eterna, aqueles que recusaram a salvação em Cristo terão de enfrentar as circunstâncias. Jesus disse: "Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem n´Ele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigénito Filho de Deus" (São João 3:17,18).

 8. Que outros sinais nos ajudarão a distinguir em que altura do tempo do fim nos encontramos?
Rª: Embora só Deus o Pai conheça o dia e a hora (São Mateus 24:36) podemos identificar a época. Entre outros muitos sinais para conhecer o tempo do fim, identificaremos os seguintes: Guerras (São Mateus 24:7); grandes calamidades e terramotos (São Mateus 24:7); luta entre o capital e o trabalho (São Tiago 5:1-8); o comportamento social distorcido da nossa época (II Timóteo 3:1-5). O último sinal a cumprir-se será a pregação do evangelho em todo o mundo (São Mateus 24:14). Esses sinais nos permitem conhecer a época em que virá Jesus. Em São Lucas 21:28 Jesus nos dá Seu sábio conselho para este tempo.


EIS QUE VEM COM AS NUVENS
Apocalipse 1:7

 9. Antes de abrir-se o sétimo selo (a segunda vinda de Cristo) Jesus interrompe a profecia e dedica todo o capítulo 7 para explicar-nos quem são os que serão salvos. Que farão os anjos nas frontes dos servos de Deus?
R: “Então vi outro anjo subindo do Oriente, tendo o selo do Deus vivo. Ele bradou em alta voz aos quatro anjos a quem havia sido dado poder para danificar a terra e o mar:
 "Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores até que selemos as testas dos servos do nosso Deus". Apocalipse 7:2, 3.
Nota: No próximo estudo analisaremos qual é o selo de Deus que será aplicado nas frontes dos crentes que serão salvos.

 10. Que viu São João acontecer no Céu ao abrir-se o sétimo selo?
Rª: “Quando ele abriu o sétimo selo, houve silêncio nos céus cerca de meia hora.” Apocalipse 8:1.
Nota: Esse silêncio se produzirá por ocasião da segunda vinda de Cristo, quando os anjos virão com Jesus (São Mateus 25:31). Alguns têm aplicado a essa meia hora o princípio profético de dia-ano e dizem que poderá representar uma semana literal.

A MINHA DECISÃO - Considerando que o nosso Senhor Jesus Cristo voltará para terminar com as injustiças, a dor, o pecado e que estabelecerá um reino eterno, sem corrupção, decido preparar-me de acordo com a Palavra de Deus para receber com alegria a meu Senhor Jesus.

José Carlos Costa, pastor

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O Selo de Deus no Apocalipse

O sexto selo do Apocalipse ajuda a descobrir quando começaria o tempo do fim e conclui com a descrição da segunda vinda de Jesus. O sétimo selo descreve o silêncio que se produzirá no Céu quando Jesus e os Seus anjos vierem buscar-nos. No capítulo 7, como uma espécie de parêntesis entre o sexto e o sétimo selo, Jesus diz que antes de vir, seria colocado o selo de Deus na fronte dos que serão salvos. Este capítulo também aumenta a nossa compreensão dos acontecimentos prévios ao retorno do Senhor.

SERÁ A TERRA DESTRUÍDA POR UMA GUERRA TERMONUCLEAR?

1. Que faziam os anjos nos quatro ângulos (pontos cardeais) da Terra?
Rª: “Depois disso vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos, para impedir que qualquer vento soprasse na terra, no mar ou em qualquer árvore.” Apocalipse 7:1.
Nota: Que significariam esses ventos? Há antecedentes proféticos na Bíblia que nos dão a chave. Representam guerras (Ex.: Jeremias 49:36, 37). O fato de que a guerra que se está retendo em Apocalipse 7 viria dos quatro pontos cardeais da Terra, dá a entender que se trata de uma guerra mundial.

2. Que seria danificado na guerra que os quatro anjos estavam retendo?
Rª: "Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores até que selemos as testas dos servos do nosso Deus". Apocalipse 7:3.
Nota: Evidentemente a guerra de que se está falando aqui, não está no passado. Não é a Primeira nem a Segunda Guerra Mundial, pois os danos que são profetizados aplicam-se com mais propriedade a uma guerra termonuclear, capaz de danificar a Terra, a vida no mar e a vida vegetal. Portanto, refere-se a uma guerra mundial como a que poderia ocorrer se fossem usadas armas como as atuais.

 3. Até quando seria detida esta guerra infernal?
Rª: “Então vi outro anjo subindo do Oriente, tendo o selo do Deus vivo. Ele bradou em alta voz aos quatro anjos a quem havia sido dado poder para danificar a terra e o mar:
 "Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as árvores até que selemos as testas dos servos do nosso Deus".” Apocalipse 7:2, 3.

QUAL É O SELO DO DEUS VIVO?
Apocalipse 7 não está a falar do selo do evangelho que é aplicado pelo Espírito Santo para dar-nos a certeza de que somos filhos de Deus. Os de Apocalipse 7 já o receberam. Como sabemos? Porque o selo de Apocalipse 7:1-3 é aplicado sobre os servos de Deus, o que demonstra que já são convertidos.

4. Onde, revela Deus, está o Seu selo para os crentes?
Rª: “Guarde o mandamento com cuidado e sele a lei entre os meus discípulos.” Isaías 8:16.
Nota: Alguns cristãos se surpreendem ao ler este versículo. Não obstante, ele se harmoniza plenamente com o Novo Testamento, onde diz: "Ora, sabemos que O temos conhecido por isto, se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade" (I São João 2:3, 4). São Paulo disse que a obediência da lei distingue o cristão espiritual do carnal, "por isso o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar, portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Romanos 8:7, 8).

Seria bom fazermos uma análise para comprovar a firme certeza do que acabamos de descobrir. Busquemos na lei de Deus ( Êxodo 20:3-17 ) as três características básicas de um selo completo:

Nome;
Cargo;
Jurisdição.
Encontraremos no mandamento que estabelece o dia de repouso.
 5. Quais são as três características do Selo de Deus que encontramos nos Dez Mandamentos?
Texto bíblico: 8 "Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo.
9 Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos,
10 mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor, o teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades.
11 Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou.” Êxodo 20:8-11.
1. Nome: Senhor Deus
2. Cargo: Criador - ("porque em 6 dias fez o Senhor").
3. Jurisdição: Universo - "(... fez o Senhor os   e a   o   e   o que neles há, e ao   dia   ; por isso o Senhor   o dia de   e o  ".
Nota: A Santa Bíblia ensina o que acabamos de descobrir. Por ex.: Em Ezequiel 20:11 diz Deus: "Também lhes dei os Meus   para servirem de   entre Mim e eles, para que soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica." Note que Apocalipse 7:2, 3 diz que o selo ou sinal de Deus teria que ser aplicado na fronte dos servos de Deus, o que na profecia significa na mente, ou seja, aceitação plena. Em Ezequiel 20:20 nos é dito que não o conseguiremos pelo saber, mas por praticar a observância do sábado de Deus." Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso Deus." O selo de Deus (sábado) na lei, demonstra a autoridade de quem promulgou a lei. O selo no crente (eu decido guardar o sábado como dia de repouso) demonstra a quem pertence esse servo, tem o nome de Deus em sua fronte, lhe pertence.

O SELO NO NOVO TESTAMENTO
 6. Que profecia demonstra que os crentes não-judeus do Antigo Testamento e os cristãos do Novo Testamento recebem por igual o selo da observância do sábado?
Rª: Isaías 56:1-7.
1 Assim diz o Senhor: "Mantenham a justiça e pratiquem o que é direito, pois a minha salvação está perto, e logo será revelada a minha retidão.
2 Feliz aquele que age assim, o homem que nisso permanece firme, observando o sábado para não profaná-lo, e vigiando sua mão para não cometer nenhum mal".
3 Que nenhum estrangeiro que se disponha a unir-se ao Senhor venha a dizer: "É certo que o Senhor me excluirá do seu povo". E que nenhum eunuco se queixe: "Não passo de uma árvore seca".
4 Pois assim diz o Senhor: "Aos eunucos que guardarem os meus sábados, que escolherem o que me agrada e se apegarem à minha aliança,
5 a eles darei, dentro de meu templo e dos seus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas, um nome eterno, que não será eliminado.
6 E os estrangeiros que se unirem ao Senhor para servi-lo, para amarem o nome do Senhor e prestar-lhe culto, todos os que guardarem o sábado deixando de profaná-lo, e que se apegarem à minha aliança,
7 esses eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em minha casa de oração. Seus holocaustos e demais sacrifícios serão aceitos em meu altar; pois a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos".
Nota: Assim como Êxodo 31:16, 17 diz que o sábado seria sinal perpétuo entre Deus e Seu povo, Isaías 56 demonstra claramente que o sinal seria para todo crente, independente de sexo, nacionalidade, raça ou qualquer outra diferença humana. Note que Jesus aplicou esta profecia aos dias do Novo Testamento. (Mateus 21:13; Marcos 11:17; Lucas 19:46).

 7. Qual era o dia de descanso que guardavam nosso Senhor Jesus e a bem-aventurada virgem Maria junto com outras piedosas mulheres? São Lucas 4:16,31
1) Rª: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado e no dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.” Lucas 4:16.
2) Rª: “Era o Dia da Preparação, e estava para começar o sábado.
As mulheres que haviam acompanhado Jesus desde a Galileia, seguiram José e viram o sepulcro e como o corpo de Jesus fora colocado nele.
56 Em seguida, foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. E descansaram no sábado, em obediência ao mandamento.” Lucas 23:52-56.
Nota: Apesar da tremenda emergência que significou a morte do seu amado Filho, a bem-aventurada virgem Maria não fez as compras dos aromas para embalsamar a Jesus no sábado, mas esperou o domingo para ungir o Seu corpo. Isto mostra que ela guardava o mandamento do sábado, no qual está o selo de Deus. Outras mulheres piedosas, as quais não puderam comprar na sexta-feira, guardaram o sábado e fizeram as suas compras no domingo. (São Marcos 16:1-2).

AS PROFECIAS ANUNCIAM UM ATAQUE CONTRA A LEI DE DEUS
 8. Assim como em Apocalipse 12:7-9 o grande dragão representa a Satanás em sua rebelião contra Deus, em Daniel 7 o chifre pequeno representa o anticristo, instrumento de Satanás. Que tentaria mudar o chifre pequeno? Daniel 7:25.
Rª: “Ele falará contra o Altíssimo, oprimirá os seus santos e tentará mudar os tempos e as leis. Os santos serão entregues nas mãos dele por um tempo, tempos e meio tempo.”
Nota: Nosso Senhor Jesus Cristo foi muito enfático ao declarar que Ele não veio mudar a lei (São Mateus 5:17) e que não autoriza a mudança sequer de uma letra ou sinal enquanto durarem os céus e a Terra (São Mateus 5:18). Portanto, qualquer mudança da lei de Deus não obedece à vontade divina, mas a daquele que se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu (Apocalipse 12:7-9). Por isso é que a obediência ao mandamento do sábado se constitui num sinal ou selo de lealdade a Deus (Ezequiel 20:20).

AS PROFECIAS ANUNCIAM A RESTAURAÇÃO DO SÁBADO
 9. O Apocalipse prediz que o remanescente fiel de Deus voltaria a adorá-Lo como o ordena o mandamento do sábado?
Rª: “Então vi outro anjo, que voava pelo céu e tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda nação, tribo, língua e povo.
 Ele disse em alta voz: "Temam a Deus e glorifiquem-no, pois chegou a hora do seu juízo. Adorem aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas". Apocalipse 14:6, 7.
Nota: (Veja Êxodo 20:11). Quando analisamos a razão pela qual devemos respeitar o sábado como dia de repouso, descobrimos que é "porque em seis dias fez o Senhor os céus a terra e o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou". Quer dizer que, apesar do plano do anticristo de mudar a lei e o sábado, haveria uma Igreja fiel que adoraria a Deus como manda o mandamento do Criador.

 10. Quem são os que guardam os mandamentos no Novo Testamento?
Rª: “Aqui está a perseverança dos santos que obedecem aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus.” Apocalipse 14:12.
Nota: Estes cristãos de Apocalipse 14:12, são aqueles servos de Deus pelos quais o anjo clamava: "Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos em suas frontes os servos do nosso Deus" (Apocalipse 7:3). A preposição até sugere que, quando o último sincero receber o sinal do sábado em sua vida, os ventos se soltarão em meio à violência descrita em Apocalipse 11:18, e o Senhor virá para destruir "os que destroem a Terra".


A MINHA DECISÃO - Decido colocar a minha vida nas suas mãos e pedir-Lhe forças para obedecer a cada um de Seus mandamentos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A Revelações do Apocalipse - Porque a maioria guarda o Domingo?

Assuntos deste estudo: Dia do Senhor; Sábado ou Domingo? Qual o verdadeiro dia de guarda Bíblico? 
Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter a satisfação de ler na sua Bíblia alguma declaração que dissesse "santificarás o domingo", porém não a encontraram. Ocorre-lhes então a pergunta: Será que este versículo não existe? O domingo constitui uma ordenança bíblica ou é somente uma tradição? Qual o dia de Guarda, Sábado ou Domingo? 
Existem, no entanto, oito versículos do Novo Testamento em que se menciona o domingo (cujo nome bíblico é primeiro dia da semana) e em um destes se faz referência a ele sem mencioná-lo. Vamos analisá-los um a um a fim de vermos em qual deles se ordena a observância do domingo. 
ANÁLISE DOS OITO VERSÍCULOS 
 1. Analisemos todos os versículos do Novo Testamento em que se menciona o primeiro dia da semana.
a) Diz são Mateus 28:1 que se deve observar o domingo? (confira na sua Bíblia)
b) Diz são Marcos 16:1, 2  que se deve observar o domingo?
O que diz? “compraram aromas…” ou seja, diz que ao domingo “compraram aromas” e que o dia a seguir ao dia de repouso (sábado) é o domingo!
c) E São Marcos 16:9?  
e) Vamos ver  São Lucas 24:1  São Lucas disse que investigou diligentemente todas as coisas para que conhecêssemos bem as verdades ( São Lucas 1:1-4; Atos 1:1-3 ). Mas não disse que o domingo era santo; pelo contrário. Em São Lucas 23:54-56 diz que o dia de repouso no Novo Testamento era o sábado (e isto foi escrito cerca do ano 63 AD, 32 anos depois da ascensão de Jesus). 
f) Talvez o evangelho de São João 20:1 “E NO primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.”  Também não diz nada sobre o domingo como dia de guarda. Talvez São João 20:19, 26  O objetivo pelo qual estavam juntos não era religioso. Diz ali que estavam trancados por medo dos judeus. Não estavam a comemorar a ressurreição, pois não criam que Jesus tivesse ressuscitado (ver as duas passagens paralelas, São Marcos 16:11-14 e São Lucas 24:36-43 ). Para comemorar a ressurreição, Jesus estabeleceu o batismo por imersão ( Romanos 6:3-6 ). 
 h) Quando se faz uma pesquisa bíblica é bom não desistir, vamos ver Atos 20:7. A  razão da reunião: "Paulo que devia seguir de viagem no dia imediato."
i)  1 Coríntios 16:2  Não fala de reuniões religiosas, mas de algo para fazer em casa. Dá a impressão de estar a dizer que, ao fazer o plano de gastos da semana, separem uma quantia e a guardem para quando São Paulo chegar à cidade. A coleta da qual se fala desde o verso 1 refere uma ajuda aos irmãos da Judeia devido à grande fome mencionada em Atos 11:28-30. 
Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam

sábado, 20 de julho de 2013

O Santuário Celestial no Apocalipse

O tabernáculo do deserto foi substituído pelo templo de Salomão e este pelo de Zorobabel, que por sua vez foi substituído pelo de Herodes. No ano 70 A.D., cumpriu-se a profecia de Jesus de que não ficaria pedra sobre pedra desse templo (São Mateus 24:1, 2). Embora a Santa Bíblia diga que Deus deseje morar em nós, templos vivos (I Coríntios 3:16, 17), o Apocalipse fala do templo real, do qual o terrenal é só uma figura ou ilustração. O estudo do significado das diversas cerimónias do santuário terrenal e da obra de Cristo no santuário real dá uma compreensão mais profunda do plano de salvação e da erradicação completa do mal. 
1. De acordo com Apocalipse, o que São João viu no Céu?
Rª: “E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos e grande saraiva.” Apocalipse 11:19.  
Nota: Existem outras referências no Apocalipse ao Santuário de Deus que esta no Céu. Por exemplo: Apocalipse 7:15; 14:15, 17. São João descreve alguns móveis que viu nele, tais como o altar, a arca da aliança e o incensário (Apocalipse 8:3; 11:19). 
2. Quem é o Sumo Sacerdote ministro desse verdadeiro tabernáculo?
Rª: “E LEMBROU-SE Deus de Noé, e de todos os seres viventes, e de todo o gado que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre a terra, e aquietaram-se as águas. Cerraram-se também as fontes do abismo e as janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se.” Hebreus 8:1, 2.  
Nota: Os sacerdotes do Antigo Testamento eram uma sombra ou ilustração do sacerdócio que cumpriria nosso Senhor Jesus Cristo no santuário celestial. "Ora, aqueles são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio imutável" (Hebreus 7:23, 24). No Novo Testamento cada crente, como integrante do corpo de Cristo (I Coríntios 12:27; Colossenses 1:18), é constituído sacerdote pelo Senhor (Apocalipse 1:6; I São Pedro 2:9, 10) com acesso direto a Deus por meio de Jesus Cristo (Hebreus 4:14-16). O único Sumo Sacerdote que temos no Novo Testamento é Jesus (Hebreus 3:1; 7:24-27). 
OS SIMBOLOS DO SANTUÁRIO ERAM AUDIOVISUAIS DA REALIDADE 
3. Havia alguma relação do santuário da Terra, do Antigo Testamento, com seus serviços e o do Céu?
Rª: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis.” Êxodo 25:8, 9.
Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.” Hebreus 8:5.  
4. Além do átrio, quantos compartimentos tinha o santuário?
Rª: “Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o candelabro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário. Mas depois do segundo véu estava o tabernáculo que se chama o santo dos santos.” Hebreus 9:2, 3. 
Nota: No átrio ou pátio estava o altar dos sacrifícios onde os holocaustos ascendiam como cheiro suave ao Senhor (Levítico 1:9), símbolo de Cristo que "Se entregou a Si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave" (Efésios 5:2). Também havia uma bacia para lavar (Êxodo 30:18). A água também representa o Espírito Santo (São João 7:37-39), a Palavra (São João 13:10; 15:3; Efésios 5:26) e o batismo (São João 3:5; Romanos 6:3-6; I São João 5:8) Entrando no lugar santo, à direita se encontrava a mesa dos pães (Êxodo 25:30) com 12 pães feitos de flor de farinha (Levítico 24:5), representando a Jesus, o pão da vida (São João 6:48) e ao corpo espiritual de Cristo, Sua igreja (I Coríntios 10:17). No lado esquerdo estava o candelabro de ouro (Êxodo 40:24) que tinha 7 lâmpadas (Êxodo 25:37) que ardiam continuamente (Levítico 24:2). São João viu o candelabro no Céu (Apocalipse 1:12) e as sete lâmpadas ardendo diante do trono de Deus (Apocalipse 4:2, 5) e a Jesus no meio dos candelabros (Apocalipse 1:12-18). Jesus mesmo disse que Ele é a luz do mundo (São João 8:12). 
Diante do véu do altar de incenso (Êxodo 30:1-3; 40:26). Ali o sacerdote queimava incenso de manhã e de tarde (Êxodo 30:7, 8). No Apocalipse São João viu um altar de ouro diante do trono de Deus no Céu (Apocalipse 8:3) e diz que muito incenso subia com as orações dos santos (Apocalipse 8:3, 4). Também é dito que o incenso são as orações dos santos (Apocalipse 8:3). 
 O lugar santíssimo era o mais sagrado. Ali se encontrava a arca (Êxodo 26:33). Apocalipse diz que São João viu a arca de Deus Seu santuário (Apocalipse 11:19). Sobre o propiciatório era visível a presença de Deus (Êxodo 25:21, 22) o qual falava pessoalmente com Moisés (Números 7:89). São João viu o Senhor sentado sobre um trono excelso (Apocalipse 4:2). 
 5. Quem entrava nesses compartimentos?
Rª:  “Ora, estando estas coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro tabernáculo, cumprindo os serviços; Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo.” Hebreus 9:6, 7.  
a. No lugar santo: “os sacerdotes”
b. No lugar santíssimo: “só o sumo sacerdote”
c. No átrio: os pecadores arrependidos. 
6. Que serviços eram realizados no santuário?  
a. Números 28:3, 4 ".. Em  holocausto um  oferecerás pela manhã e o outro ao crepúsculo da  ." 
b. Levítico 4:2, 27-30 "Se qualquer pessoa do povo  por ignorância... trará por sua oferta uma  sem defeito, pelo pecado que cometeu..." 
c. Levítico 16:29, 30, 34 "... naquele dia se fará  por vós, para purificar-vos: e sereis purificados de todos os vossos perante o Senhor... para fazer  uma vez por  pelos filhos de Israel por causa dos seus pecados..." 
Nota: No  livro "Cristo no Santuário", o Dr. Salim Japas mostra seis passos fundamentais da salvação que aparecem nítidos na simbologia do santuário: 
v.1. Na porta do átrio é reconhecida a necessidade de salvação (Isaías 64:6). 
v.2. No altar dos holocaustos é imputada a justiça de Cristo, "o Cordeiro de Deus" (São João 1:29) imolado por nós. 
v.3. No lavatório, a pureza da justiça de Cristo é comunicada no processo de santificação (Hebreus 12:6-11). 
v.4. No altar do incenso, Jesus vive sempre para interceder por nós (Hebreus 7:24, 25). 
v.5. No candelabro de ouro, o Espírito Santo testifica por Cristo em favor da Igreja (São Mateus 5:14-16). 
v.6.Na arca do concerto estão a justiça e a misericórdia de Cristo (Apocalipse 22:3, 4).
 7. A quem representam todos os sacrifícios do Antigo Testamento?
1.      “Que é uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar aquele que faz o serviço.” Hebreus 9:9
2.      “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” São João 1:29.
3.      “E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogénito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados.” Apocalipse 1:5.  
Nota: O sistema de sacrifícios do Antigo Testamento ensinava ao povo o caráter terrível do pecado e mostrava a Jesus Cristo como o único que pode tirar a culpa. Os sacrifícios múltiplos não eram eficazes por si mesmos ( Hebreus 10:4 ), pois o pecado é uma ofensa moral. Só o sangue de Cristo, ilustrado por aqueles sacrifícios, pode expiar os pecados da humanidade ( Romanos 3:21-25; I São João 1:7 ). 
O SANTUÁRIO ILUSTRA A OBRA MEDIADORA DE CRISTO 
 8. Como foi ilustrada no Antigo Testamento a obra mediadora de Cristo?
Rª: “1 ORA, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, 2  Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.
v.3  Porque todo o sumo sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; por isso era necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.
v.4  Ora, se ele estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que oferecem dons segundo a lei,
v.5  Os quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.
v.6  Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma melhor aliança que está confirmada em melhores promessas.” Hebreus 8:1-6. 
Nota: Jesus é o único e suficiente mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2:5; São João 14:6; Atos 4:11, 12). Um mediador intercede entre ambas as partes. Intercede por nos diante de Deus, oferecendo os méritos de Seu sangue e implorando perdão de nossos pecados dos quais nos arrependemos, aceitando a Jesus (Romanos 3:24-26; I São João 2:1, 2; 1:7, 9). Também intercede da parte de Deus em nossa consciência (São João 15:26; 16:8), a fim de que sejamos convertidos e que vivamos dentro da ética cristã, guardando Seus mandamentos (Hebreus 8:10). 
 9. Após dar-Se a Si mesmo pelo pecado, onde prossegue agora Cristo Sua mediação contínua por nós?
Rª: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele (Cristo) se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.” Hebreus 7:25 – ver 9:23,24.
10. Que mensagem anunciará a conclusão da obra mediadora de Cristo?
Rª: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse” 14:6, 7 (ver vs: 15-20.) 
 
Nota: Três instâncias de juízo aparecem aqui: Uma durante a mediação de Jesus, nosso advogado ( I São João 2:1 ), quando Ele intercede enquanto é investigada a conduta dos crentes; outra instância é quando se fecha a porta da graça e o Senhor vem para ceifar a messe da Terra, Seu povo redimido ( Apocalipse 14:15,16 ); e a terceira aparece nos versículos seguintes quando as uvas são lançadas no lagar da cólera de Deus ( Apocalipse 14:17-20 ), o que ocorrerá com a destruição dos ímpios. Quando chegaria a hora do juízo? Isto será estudado nas análises da purificação do santuário, nos estudos 14 e 15. 
A MINHA DECISÃO - Senhor Jesus, eu Te aceito como meu único mediador. Rogo-Te que intercedas por mim diante do pai e que Teu Espírito não se canse de falar a meu coração para inculcar-me o amor por tua Santa Lei.
 

 

domingo, 14 de julho de 2013

Chegou a Hora do Seu Juízo

1. Qual é a solene mensagem proclamada pelo anjo que tinha o Evangelho eterno? Apocalipse 14:7.  
"Temei a Deus e dai-Lhe glória. Pois é; e adorai Aquele que fez o céu e a Terra, e o mar e as fontes das águas." 
Nota: Esta mensagem tem a ver com dois acontecimentos relacionados entre si: um que ocorre no Céu e outro na Terra. O juízo mencionado aqui ocorre no santuário celestial, pois ao concluir sai do templo de Deus um anjo com uma foice para ceifar ( Apocalipse 14:14-16 ). Este acontecimento já aparecia profetizado na purificação do santuário terrestre. O outro acontecimento deveria ocorrer na Terra onde havia um chamado para adorar Aquele que fez os céus e a Terra nos termos do mandamento que ordena respeitar o sábado como dia de repouso ( Êxodo 20:8-11 ). A restauração da adoração a Deus como Criador por meio do respeito ao santo sábado seria proclamada quando chegasse a hora do juízo. 
Há uma profecia do Antigo Testamento referente aos dois acontecimentos e que assinala quando será a hora do juízo. Um estudo da purificação do santuário do Antigo Testamento nos permitirá compreender melhor a profecia do juízo investigativo que ocorrerá no santuário celestial. 
JULGAMENTO NO SANTUÁRIO 
No estudo anterior vimos que no santuário terrestre se realizavam três classes de ofertas ou sacrifícios: 
1.1 O contínuo (Ex.: Êxodo 29:38-42), que era para benefício do povo, assim como Cristo morreu por todos (II Coríntios 5:15 ); 
1.2 Ofertas individuais diversas que, quando eram para a remissão de pecados, deviam ser com derramamento de sangue (Hebreus 9:22; Ex.: Levítico 1:2-4 ), símbolo da aceitação pessoal de Cristo ( São João 3:16 ). 
1.3 O dia da expiação (Ex.: Levítico 16:27-30, 34).
Também vimos que os sacrifícios se agrupavam em dois serviços: a)Serviço diário realizado no átrio e b) no lugar santo cada dia do ano ( Hebreus 9:6 ) 

terça-feira, 2 de julho de 2013

A Terceira Mensagem Angélica - Paciência Limitada


No templo celestial, morada de Deus, acha-se o Seu trono, estabelecido em justiça e juízo. No lugar santíssimo está a Sua lei, a grande regra da justiça, pela qual a humanidade toda é provada (Eclesiastes 12:13-14; Tiago 2:12). A arca que guarda as tábuas da lei se encontra coberta pelo propiciatório, diante do qual Cristo, pelo Seu sangue, pleiteia em prol do pecador (Hebreus 8:1-2; Hebreus 9:24; Apocalipse 11:19). Assim se representa a união da justiça com a misericórdia no plano da redenção humana (Salmos 85:9-10). Somente a sabedoria infinita poderia conceber esta união, e o poder infinito realizá-la; é uma união que enche todo o Céu de admiração e adoração.

Os querubins do santuário terrestre, olhando reverentemente para o propiciatório (Êxodo 25:18-20), representavam o interesse com que a hoste celestial contempla a obra da redenção. Este é o mistério da misericórdia a que os anjos desejam atentar: que Deus pode ser justo, ao mesmo tempo em que justifica(a) o pecador arrependido e renova Sua relação com a raça decaída; que Cristo pode humilhar-Se para erguer inumeráveis multidões do abismo da ruína e vesti-las com as vestes imaculadas de Sua própria justiça, a fim de unirem-se aos anjos que jamais caíram e, habitarem para sempre na presença de Deus.1


Em todos os séculos se concede aos homens seu período de luz e privilégios, um tempo de prova, em que se podem reconciliar com Deus. Há, porém, um limite a essa graça. A misericórdia pode interceder por

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A Terceira Mensagem Angélica - Fim do Tempo



"Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o Seu povo, Se levantará. Haverá um tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações até então. Mas naquela ocasião o Seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto." (Daniel 12:1 NVI).

Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a misericórdia não mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá cumprido a sua obra. (...) O mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam "o selo do Deus vivo" (Apocalipse 7:2). Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. Levanta as mãos e com grande voz diz: "Está

quarta-feira, 26 de junho de 2013

A PROFECIA E O CONCÍLIO DE LAODICEIA

 O Concílio de Laodicéia ocorrido em 364 d.C., discutira na ocasião sobre o dia de guarda que o cristianismo deveria seguir. Essa assembléia eclesiástica motivada em parte pela vigência do edito de Constantino(a)estabeleceu no cânon 29: “Os cristãos não devem judaizar e descansar no sábado, mas trabalhar neste dia; porém devem honrar especialmente o dia do Senhor, e, como cristãos, devem se possível, não realizar nenhum trabalho neste dia. Se, entretanto, forem encontrados judaizando sejam excomungados por Cristo.”1 Analisando este cânon verifica-se que:

Em meio a crescente apostasia dentro do cristianismo houve cristãos que não se curvaram as falsas doutrinas e permaneceram leais aos ensinos bíblicos. Eles obedeciam integralmente aos Dez Mandamentos como Cristo lhes ensinara;
A obediência desses cristãos ao quarto mandamento, que apresenta o sábado (sétimo dia da semana) como o “dia do Senhor”(b)  , causou desconforto e promoveu a ira daqueles que decidiram considerar o domingo (primeiro dia da semana) como dia santo;
Esse cânon não objetivava, unicamente, substituir o verdadeiro dia  de repouso instituído por Deus, pois determina também perseguição aqueles que seguissem com a observância sabática no sétimo dia.
Líderes religiosos envolvidos por falsas doutrinas apoiaram-se no decreto do imperador Constantino promulgado em 321 d.C. e, em outras leis dominicais estabelecidas em anos subsequentes, para redigir o cânone 29 do Concílio de Laodicéia e assim impor a substituição do dia de descanso semanal instituído por Deus (Êxodo 20:8-11). Adiante alguns comentários sobre estas questões:
“(…) domingo, diem solis, em conformidade com a expressão popular, era necessário para distinguir o dia na abordagem dos pagãos. Durante as eras iniciais da igreja nunca foi intitulado ‘o sábado’; esta palavra está restrita ao sétimo dia da semana, o Sábado Judaico, que, como já dissemos, continuou a ser observado por vários séculos pelos convertidos ao cristianismo.”2
“Embora quase todas as igrejas em todo o mundo celebrem os sagrados mistérios no sábado de cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, em vista de alguma antiga tradição, cessaram de fazer isso.”3 ”O povo de Constantinopla e de outras cidades, congregam-se tanto no sábado como no dia imediato; costume esse que nunca é observado em Roma.”4
“Os celtas tinham seus próprios concílios e decretavam suas próprias leis, independente de Roma. Os celtas usavam uma Bíblia latina diferente da Vulgata, e guardavam o sábado como dia de repouso, com serviços religiosos especiais no domingo.”5
“É certo que o próprio Cristo, Seus apóstolos e os cristãos primitivos em um considerável espaço de tempo observaram constantemente o sábado do sétimo dia; os evangelistas e São Lucas em Atos sempre referem-se ao dia de sábado, delineando a sua solenidade pelos apóstolos e outros cristãos. (…) O sábado do sétimo dia foi solenizado por Cristo, pelos os apóstolos e pelos cristãos primitivos,até que a assembléia de Laodicéia de certa forma aboliu a sua observância. (…) O Concílio de Laodicéia, 364 d.C., estabeleceu primeiramente a observação do dia do Senhor [domingo], e proibiu a guarda do sábado judaico sob anátema.”6
“Pouco precisa ser dito sobre a mudança do sétimo para o primeiro dia da semana. Os primeiros discípulos conservavam ambos os dias: o Sábado para o descanso, o Domingo para o trabalho. A Igreja Cristã não realizou de forma oficial, mas gradual e quase inconscientemente, a transferência de um dia pelo o outro.”7
“A oposição ao judaísmo introduziu o particular festival do domingo muito cedo, na verdade, no lugar do sábado. (…) A festa dominical como todas as outras festividades, sempre foi uma ordenança unicamente humana, e estava longe das cogitações dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina; longe deles e da primitiva igreja apostólica transferir para o domingo as leis do sábado.”8
“No intervalo entre os dias dos apóstolos e a conversão de Constantino, a comunidade cristã mudou seu aspecto. O bispo de Roma, um personagem desconhecido para os autores do Novo Testamento, nesse intervalo de tempo, finalmente conseguiu a primazia de todos os outros clérigos. Ritos ecerimônias, na qual Paulo nem Pedro nunca ouviram, foram usadas soradeiramente e silenciosamente, e, em seguida, firmadas como instituições divinas.”9
Da época dos apóstolos até o Concílio de Laodicéia, que ocorreu por volta do ano 364, a sagrada observância do sábado dos judeus persistiu, como pode ser comprovada por vários autores; de fato, apesar do decreto desse concílio em oposição à ela.”10
Fatores como: a infiltração de ensinos pagãos no cristianismo; a criação do obscuro “festival da ressurreição”; o ódio de alguns cristãos pelos judeus; a lei civil decretada pelo edito de Constantino; e, a ânsia da Igreja de Roma em substituir o sábado pelo domingo, resultaram em caos quanto ao dia de descanso que deveria ser seguido no cristianismo. Esse impasse entre a guarda sabática e