1. Uma saudação de encorajamento e não de medo – Apocalipse
1: 4
• Graça e Paz não é uma palavra de medo, mas de doçura, de
encorajamento a uma igreja que passa pelo vale do martírio.
2. A Graça e a Paz são enviadas à Igreja pela Trindade - v.
4-5
• O Deus Pai, o Deus Espírito e o Deus Filho estão no
completo controlo da história e num tempo de sombras e provas, eles enviam à
igreja a sua graça e a sua paz.
3. Como a igreja deve ver o seu Noivo? – v. 5
a) Como a Fiel Testemunha - Jesus foi fiel durante todo o
seu ministério. Nunca deixou de testemunhar sobre o Pai, mesmo na hora do
sofrimento e da morte. "Eu vim para fazer a vontade do Meu Pai.".
b) Primogénito dos Mortos - Jesus foi o primeiro a
ressuscitar em glória. Ele está vivo para sempre. Ele é o primogénito porque é
o primeiro da fila e nós vamos logo atrás. Jesus matou a morte. Ele venceu o nosso
último inimigo. Uma igreja que está a enfrentar o martírio precisa saber que o
seu Deus vencer o poder da morte. A noiva do Cordeiro não tem mais a morte à
sua frente, mas atrás de si.
c) O Soberano dos Reis da Terra - A igreja precisa ver Jesus
como o presidente dos presidentes, diante de quem todos os poderosos se dobrarão.
Jesus está acima de Roma, dos imperadores. Ele está acima dos impérios, das
nações soberbas, dos reis da terra, dos presidentes que ostentam o seu poder.
4. Como a igreja deve posicionar-se diante do seu Noivo? –
v. 5-6
• Quando João vê a glória do Noivo, ele prorrompe numa
doxologia suprema, diante da suprema glória de Cristo. Ele encanta-se com o
Cristo que lhe é revelado. O seu coração se derrama em adoração.
• Por que a igreja deve adorar o seu Noivo?
a) Porque ele nos ama - O verbo está no presente. O amor de
Cristo é algo que permanece. Ele nos amou, ainda nos ama e nos amará até ao
fim.
b) Ele nos libertou dos nossos pecados - Fala de um ato de
redenção concluído (5:9). A versão King James diz que ele nos lavou. Ele
quebrou as amarras do pecado e nos limpa. O que é maravilhoso é que ele nos
amou quando estávamos sujos e perdidos e depois nos libertou.
c) Nos constituiu reis e sacerdotes – A igreja não foi amada
e libertada para nada. O alvo do amor é constituir reis e sacerdotes para Deus.
Ele nos ama e nos levanta da lama e depois nos coloca a coroa e a mitra. Já
estamos assentados com Cristo nas regiões celestiais (pela fé), mas haveremos
de ser co-regentes com Ele, pois reinaremos com ele. Somos um reino não apenas
porque Cristo reina sobre nós, mas porque participamos do seu reinado. A mitra
do sumo sacerdote tinha uma placa de ouro "Santidade ao Senhor’. Temos
livre acesso a Ele, pois somos uma raça de sacerdotes reais.
1. Há uma descrição das características da sua Vinda
• O grande tema do livro de Apocalipse é a glória e a
vitória de Cristo na sua vinda. Esta verdade é apresentada nas sete seções
paralelas. Cristo vem para estabelecer o juízo e triunfar sobre os seus
inimigos. Na primeira vinda a glória de Cristo não era auto-evidente, mas na
segunda vinda será (Marcos 14:61). A igreja triunfa com ele, enquanto os seus
adversários lamentarão (6:15-16; Zac. 12:10). Os ímpios não se converterão
(9:20; 16:9,11).
2. Como virá Jesus?
• Aqueles que o amam se alegrarão na sua segunda vinda, mas
aqueles que o rejeitaram se lamentarão. Como será a sua vinda?
a) Pessoal
b) Pública
c) Visível
d) Poderosa
e) Juízo
3. Há uma descrição das características d´Aquele que vem
• Essas características da sua eternidade e omnipotência são
dadas, para mostrar que Jesus é poderoso para executar o seu plano na história
humana.
CONCLUSÃO
• Temos hoje uma visão da glória do Noivo da Igreja? Temos
honrado o nosso Noivo? Estamos a preparar-nos para nos encontrarmos com Ele,
como as virgens prudentes? As nossas lâmpadas estão cheias de azeite?
Muitas vezes ouvimos falar dos 7 selos, os 4 cavalos e os 4
cavaleiros do Apocalipse. Todos eles formam parte da mesma profecia. Os 4
cavaleiros com os seus respectivos cavalos aparecem nos 4 primeiros selos.
Que representam os 7 selos do Apocalipse? Evidentemente
profetizam as características básicas dos 7 períodos que a igreja viveria desde
a sua fundação até à segunda vinda de Jesus, descrita na última parte do sexto
selo.
A DOUTRINA PURA
1. Quais são as características básicas do
primeiro selo? Apocalipse 6:1, 2.
Rª: 1 E, HAVENDO o Cordeiro aberto um dos selos, olhei, e
ouvi um dos quatro animais, que dizia como em voz de trovão: Vem, e vê.
2 E olhei, e eis um
cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada
uma coroa, e saiu vitorioso, e para vencer.
Nota: A época dos
santos apóstolos (século I) coincide com a igreja de Éfeso. Eles receberam a
doutrina pura da Bíblia para a pregar (São Marcos 16:10-16). Enfrentaram muitas
lutas (Atos 4:1-3, 18-20, 24-30; 5:17-20, 26-29; 6:8; 7:60) mas não permitiram
que a doutrina fosse maculada. Houve também grandes vitórias para Cristo: 3.000
conversos no Pentecostes; poucos dias depois já havia 5.000; a conversão de
Saulo e o evangelho a todo o mundo conhecido (Colossenses 1:6, 23). Se queremos
conhecer a doutrina pura de Cristo devemos estudar a Santa Bíblia, pois nela
está escrita pelos apóstolos a época do cavalo branco.
2. Que permissão foi
dada ao cavaleiro do segundo selo? Apocalipse 6:3, 4.
Rª: 3 E, havendo
aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem, e vê.4 E saiu outro
cavalo, vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a
paz da terra, e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
Nota: A cor
vermelha e os símbolos deste selo falam indiscutivelmente de derramamento de
sangue. É o período das dez perseguições gerais levadas a efeito pelo império
romano contra os cristãos que preferiam morrer a renunciar à fiel obediência
aos princípios bíblicos. Este selo começa com a morte do último apóstolo (São
João, fim do século I) e chega até ao ano 313, quando Constantino assina em
Milão o Édito de Tolerância. Coincide com o período da igreja de Esmirna.
A VERDADE CAI POR TERRA
3. De que cor era o
cavalo do terceiro selo? Apocalipse 6:5, 6.
Rª: 5 E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi dizer ao terceiro
animal: Vem, e vê. E olhei, e eis um cavalo preto e o que sobre ele estava
assentado tinha uma balança na mão.
6 E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma
medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não
danifiques o azeite e o vinho.
Nota: A igreja
que enfrentou lutas para manter a pureza das suas doutrinas e que viu ser
derramado o sangue dos seus membros por não renunciar à fidelidade, agora é
representada pelo preto, antítese do branco. A cor negra muitas vezes representa
na Santa Bíblia as trevas morais, o pecado, a apostasia, ou o erro. Corresponde
ao período que vai desde 313 a 538. São Paulo profetizou acerca do tempo em que
se mudariam as doutrinas através de um processo de paganização (Atos 20:27-31;
II Tessalonicenses 2:3-6; II Timóteo 4:1-4). São Pedro também profetizou como
um dia a igreja haveria de se corromper (II São Pedro 2:1-3). A balança, o
espírito de comercialização e o materialismo que penetraria na igreja. Um
dinheiro era o salário de um dia de trabalho, com o qual comprariam apenas 654
g de trigo ou menos de 2 quilos (1.962 g) de cevada.
Isto é o símbolo da tremenda escassez da Palavra de Deus,
proibida nesse tempo (Amós 8:11, 12), que produziu fome de ouvir a Palavra.
Muitas doutrinas começam a morrer e entram crenças pagãs (Ex.: Em 7 de março de
321, Constantino emite a lei dominical mais antiga que se conhece). A maioria
acompanha o processo de deterioração doutrinal. Uns poucos fiéis
(remanescentes) seguem respeitando a verdade bíblica. O azeite representa o
Espírito Santo (Zacarias 4:2-6). O vinho representa o sangue de Cristo
derramado pelos pecadores (São Mateus 26:27-29).
4. Que nome tinha o cavaleiro do cavalo
amarelo do quarto selo e quem o seguia? Apocalipse 6:7, 8.
Rª: 7 E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto
animal, que dizia: Vem, e vê.
8 E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava assentado
sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia; e foi-lhes dado poder
para matar a quarta parte da terra, com espada, e com fome, e com peste, e com
as feras da terra.
Nota: A
simbologia expressa a aflição espantosa da época da inquisição predita por
Jesus (São Mateus 24:21), também profetizada por Daniel (Daniel 7:21, 25; 12:7)
e que será estudada em Apocalipse 13:5. Corresponde ao período que vai de 538,
quando entra em vigência o decreto de Justiniano, até 1517, o começo da
Reforma. As doutrinas puras são pisoteadas cada vez mais e os cristãos
paganizados perseguem implacavelmente o pequeno remanescente fiel à doutrina
bíblica.
5. Quando se abriu o quinto selo, que viu São
João debaixo do altar? Que lhes foi dado? Apocalipse 6:9-11.
Rª: 9 E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram
mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.
10 E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó
verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que
habitam sobre a terra?
11 E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e
foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se
completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos
como eles foram.
Nota: No altar de
bronze do santuário do Antigo Testamento se ofereceriam os sacrifícios de
animais. O sacrifício era queimado e o sangue era derramado na base do altar (Levítico
4:7). A vida ou a alma está no sangue (Levítico 17:11; Deuteronómio 12:23). O
símbolo é claro: O sangue dos mártires do pequeno remanescente fiel que não
aceitou a paganização doutrinal é derramado como um sacrifício ao pé do altar.
Esse sangue simbolicamente clama a Deus, como o fez o sangue de Abel que foi
morto por seu irmão (Génesis 4:10). As vestiduras brancas simbolizam a
dignidade que lhes confere a justiça de Cristo (Apocalipse 19:8; 3:5; 7:14).
Mas, embora tivessem ganho a vitória em Cristo, deviam descansar na tumba um
pouco de tempo até que Jesus venha e lhes dê a recompensa (Heb. 11:39, 40).
O quinto selo cobre o período que vai de 1517 a
1755.
O FIM SE APROXIMA
O sexto selo culmina com a segunda vinda de Cristo. Por isso
podemos adequadamente chamá-lo o tempo do fim.
6. Quais são os quatro acontecimentos que dão abertura ao sexto selo
(tempo do fim)? Apocalipse 6:12, 13.
Rª: 12 E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que
houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício,
e a lua tornou-se como sangue;
13 E as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a
figueira lança de si os seus figos verdes, abalada por um vento forte.
a. um grande tremor
de terra;
b. sol tornou-se
negro como saco de cilício,
c. a lua tornou-se
como sangue;
d. E as estrelas do
céu caíram sobre a terra,
Nota: O grande
terremoto tem sido identificado por muitos teólogos como o grande terremoto de
Lisboa, de 1 de novembro de 1755. O escurecimento do Sol ocorreu em 19 de maio
de 1780. E a Lua se tornou como sangue na noite do mesmo dia. A chuva de
estrelas foi em 13 de novembro de 1833. Esses quatro episódios deram origem ao
tempo do fim, o qual terminará com a segunda vinda de Cristo.
7. Por que razão os infiéis rogarão
desesperadamente às rochas e às montanhas que caiam sobre eles? Apocalipse
6:14-17.
Rª: 14 E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e
todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares.
15 E os reis da terra, e os grandes, e os ricos, e os
tribunos, e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas
cavernas e nas rochas das montanhas;
16 E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e
escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do
Cordeiro;
17 Porque é vindo o grande
dia da sua ira; e quem poderá subsistir?
Nota: Diante da segunda vinda de Cristo, aqueles que se
ampararam na graça salvadora receberão a vida eterna, aqueles que recusaram a
salvação em Cristo terão de enfrentar as circunstâncias. Jesus disse:
"Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para que julgasse o
mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem n´Ele crê não é julgado;
o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigénito Filho de
Deus” (São João 3:17,18).
8. Que outros sinais nos ajudarão a distinguir
em que altura do tempo do fim nos encontramos?
Comentário: Embora só Deus o Pai conheça o dia e a hora (São
Mateus 24:36) podemos identificar a época. Entre outros muitos sinais para
conhecer o tempo do fim, identificaremos os seguintes: Guerras (São Mateus 24:7);
grandes calamidades e terremotos (São Mateus 24:7); luta entre o capital e o
trabalho (São Tiago 5:1-8); o comportamento social distorcido de nossa época (2ª
Timóteo 3:1-5). O último sinal a cumprir-se será a pregação do evangelho em
todo o mundo (São Mateus 24:14). Esses sinais nos permitem conhecer a época em
que virá Jesus. Em São Lucas 21:28 Jesus nos dá Seu sábio conselho para este
tempo.
EIS QUE VEM COM AS NUVENS
“Eis que vem com as nuvens, e todo o olho o verá, até os
mesmos que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele.
Sim. Amém.” Apocalipse 1:7
9. Antes de abrir-se o sétimo selo (a segunda
vinda de Cristo) Jesus interrompe a profecia e dedica todo o capítulo 7 para
explicar-nos quem são os que serão salvos. Que farão os anjos nas frontes dos
servos de Deus? Apocalipse 7:2, 3.
Rª: 2 E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, e que
tinha o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem
fora dado o poder de danificar a terra e o mar,
3 Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as
árvores, até que hajamos assinalado nas suas testas os servos do nosso Deus.
Nota: No próximo
estudo analisaremos qual é o selo de Deus que será aplicado nas frontes dos
crentes que serão salvos.
10. Que viu São João
acontecer no Céu ao abrir-se o sétimo selo? Apocalipse 8:1.
Rª: 1 E, HAVENDO
aberto o sétimo selo, fez-se silêncio
no céu quase por meia hora.
Nota: Esse
silêncio se produzirá por ocasião da segunda vinda de Cristo, quando os anjos
virão com Jesus ( São Mateus 25:31 ). Alguns têm aplicado a essa meia hora o
princípio profético de dia-ano e dizem que poderá representar uma semana
literal.
DECISÃO - Considerando que o nosso Senhor Jesus Cristo
voltará para terminar com as injustiças, a dor, o pecado e que estabelecerá um
reino eterno, sem corrupção, decido preparar-me de acordo com a Palavra de Deus
para receber com alegria a meu Senhor Jesus.
Muitas vezes ouvimos falar dos 7 selos, os 4 cavalos e os 4
cavaleiros do Apocalipse. Todos eles formam parte da mesma profecia. Os 4 cavaleiros
com os seus respectivos cavalos aparecem nos 4 primeiros selos.
Que representam os 7 selos do Apocalipse? Evidentemente
profetizam as características básicas dos 7 períodos que a igreja viveria desde
a sua fundação até à segunda vinda de Jesus, descrita na última parte do sexto
selo.
A DOUTRINA PURA
1. Quais são as características básicas do
primeiro selo?
Rª: “Observei quando o Cordeiro abriu o primeiro dos sete
selos. Então ouvi um dos seres viventes dizer com voz de trovão:
"Venha!"
Olhei, e diante de mim estava
um cavalo branco (pureza). O Seu
cavaleiro empunhava um arco, e foi-lhe dada uma coroa; ele cavalgava
como vencedor determinado a vencer.” Apocalipse 6:1, 2 (luta e vitória).
Nota: A época dos
santos apóstolos (século I) coincide com a igreja de Éfeso. Eles receberam a
doutrina pura da Bíblia para a pregar (São Marcos 16:10-16). Enfrentaram muitas
lutas (Atos 4:1-3, 18-20, 24-30; 5:17-20, 26-29; 6:8; 7:60) mas não permitiram
que a doutrina fosse maculada. Houve também grandes vitórias para Cristo: 3.000
conversos no Pentecostes; poucos dias depois já havia 5.000; a conversão de
Saulo e o evangelho a todo o mundo conhecido (Colossenses 1:6, 23). Se queremos
conhecer a doutrina pura de Cristo devemos estudar a Santa Bíblia, pois nela
está escrita pelos apóstolos a época do cavalo branco.
2. Que permissão foi dada ao cavaleiro do
segundo selo?
Rª: “Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo
ser vivente dizer: "Venha!"
Então saiu outro
cavalo; e este era vermelho. Seu
cavaleiro recebeu poder para tirar a paz da terra e fazer que os homens se
matassem uns aos outros. E lhe foi dada uma grande espada.” Apocalipse
6:3, 4.
Nota: A cor
vermelha e os símbolos deste selo falam indiscutivelmente de derramamento de
sangue. É o período das dez perseguições gerais executadas pelo império romano
contra os cristãos que preferiam morrer a renunciar à fiel obediência aos
princípios bíblicos. Este selo começa com a morte do último apóstolo (São João,
fim do século I) e chega até o ano 313, quando Constantino assina em Milão o Édito
de Tolerância. Coincide com o período da igreja de Esmirna.
A VERDADE CAI POR TERRA
3. De que cor era o cavalo do terceiro selo?
Rª: Quando o Cordeiro abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro
ser vivente dizer: "Venha!" Olhei, e diante de mim estava um cavalo
preto. Seu cavaleiro tinha na mão uma balança.
Então ouvi o que parecia uma voz entre os quatro seres
viventes, dizendo: ´Um quilo de trigo por um denário e três quilos de cevada
por um denário, e não danifique o azeite e o vinho!´” Apocalipse 6:5, 6.
Nota: A igreja
que enfrentou lutas para manter a pureza de suas doutrinas e que viu ser
derramado o sangue de seus membros por não renunciar a fidelidade, agora é
representada pelo preto, antítese do branco. A negrura muitas vezes representa
na Santa Bíblia as trevas morais, o pecado, a apostasia, ou o erro. Corresponde
ao período que vai desde 313 a 538. São Paulo profetizou acerca do tempo em que
se mudariam as doutrinas por um processo de paganização (Atos 20:27-31; II
Tessalonicenses 2:3-6; II Timóteo 4:1-4). São Pedro também profetizou como um
dia a igreja haveria de se corromper (II São Pedro 2:1-3). A balança, o
espírito de comercialização e materialismo que penetraria na igreja. Um
dinheiro era o salário de um dia de trabalho, com o qual comprariam apenas 654
g de trigo ou menos de 2 quilos (1.962 g) de cevada.
Isto é o símbolo da tremenda escassez da Palavra de Deus,
proibida nesse tempo (Amós 8:11, 12), que produziu fome de ouvir a Palavra.
Muitas doutrinas começam a morrer e entram crenças pagãs (Ex.: Em 7 de março de
321, Constantino emite a lei dominical mais antiga que se conhece). A maioria
acompanha o processo de deterioração doutrinal. Uns poucos fiéis
(remanescentes) seguem respeitando a verdade bíblica. O azeite representa o
Espírito Santo (Zacarias 4:2-6). O vinho representa o sangue de Cristo
derramado pelos pecadores (São Mateus 26:27-29).
4. Que nome tinha o cavaleiro do cavalo
amarelo do quarto selo e quem o seguia?
Rª: “Quando o Cordeiro abriu
o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: "Venha!"
Olhei, e diante de mim estava um cavalo amarelo. Seu
cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades (sepulcro) o seguia de perto.
Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome,
por pragas e por meio dos animais selvagens da terra.” Apocalipse 6:7, 8.
Nota: A
simbologia expressa a aflição espantosa da época da inquisição predita por
Jesus (São Mateus 24:21), também profetizada por Daniel (Daniel 7:21, 25; 12:7)
e que será estudada em Apocalipse 13:5. Corresponde ao período que vai de 538,
quando entra em vigência o decreto de Justiniano, até 1517, o começo da
Reforma. As doutrinas puras são pisoteadas cada vez mais e os cristãos paganizados
perseguem implacavelmente o pequeno remanescente fiel à doutrina bíblica.
5. Quando se abriu o quinto selo, que viu São
João debaixo do altar? Que lhes foi dado?
Rª: “Quando ele abriu o quinto selo, vi debaixo do altar
as almas daqueles que haviam sido mortos por causa da palavra de Deus e do
testemunho que deram.
Eles clamavam em alta voz: "Até quando, ó Soberano,
santo e verdadeiro, esperarás para julgar os habitantes da terra e vingar o
nosso sangue?"
Então cada um deles recebeu uma veste branca, e foi-lhes
dito que esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus
conservos e irmãos que deveriam ser mortos como eles.” Apocalipse 6:9-11.
Nota: No altar de
bronze do santuário do Antigo Testamento se ofereceriam os sacrifícios de
animais. O sacrifício era queimado e o sangue era derramado na base do altar (Levítico
4:7). A vida ou a alma está no sangue (Levítico 17:11; Deuteronómio 12:23). O
símbolo é claro: O sangue dos mártires do pequeno remanescente fiel que não
aceitou a paganização doutrinal é derramado como um sacrifício ao pé do altar.
Esse sangue simbolicamente clama a Deus, como o fez o sangue de Abel que foi
morto por seu irmão (Génesis 4:10). As vestiduras brancas simbolizam a
dignidade que lhes confere a justiça de Cristo (Apocalipse 19:8; 3:5; 7:14).
Mas, embora tivessem ganho a vitória em Cristo, deviam descansar na tumba um
pouco de tempo até que Jesus venha e lhes dê a recompensa (Heb. 11:39, 40).
O quinto selo cobre o período que vai de 1517 a 1755.
O FIM SE APROXIMA
O sexto selo culmina com a segunda vinda de Cristo. Por isso
podemos adequadamente chamá-lo o tempo do fim.
6. Quais são os quatro acontecimentos que dão
abertura ao sexto selo (tempo do fim)?
Rª: “Observei quando ele abriu o sexto selo. Houve um grande
terramoto. O sol ficou escuro como tecido de crina negra, toda a lua tornou-se
vermelha como sangue, e as estrelas do céu caíram sobre a terra como figos
verdes caem da figueira quando sacudidos por um vento forte.” Apocalipse 6:12,
13.
a. Houve um grande
terremoto
b. O sol ficou escuro
como tecido de crina negra
c. toda a lua
tornou-se vermelha como sangue
d. estrelas do céu
caíram sobre a terra como figos verdes
Nota: O grande
terramoto tem sido identificado por muitos teólogos como o grande terramoto de
Lisboa, de 1 de novembro de 1755. O escurecimento do Sol ocorreu em 19 de maio
de 1780. E a Lua se tornou como sangue na noite do mesmo dia. A chuva de
estrelas foi em 13 de novembro de 1833. Esses quatro episódios deram origem ao
tempo do fim, o qual terminará com a segunda vinda de Cristo.
7. Por que razão os infiéis rogarão
desesperadamente às rochas e às montanhas que caiam sobre eles?
Rª: “O céu se recolheu como se enrola um pergaminho, e todas
as montanhas e ilhas foram removidas de seus lugares.
Então os reis da terra, os príncipes, os generais, os ricos,
os poderosos - todos, escravos e livres, se esconderam em cavernas e entre as
rochas das montanhas.
Eles gritavam às montanhas e às rochas: "Caiam sobre
nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do
Cordeiro!
Pois chegou o grande dia da ira deles; e quem poderá
suportar?" Apocalipse 6:14-17.
Nota: Diante da
segunda vinda de Cristo, aqueles que se ampararam na graça salvadora receberão
a vida eterna, aqueles que recusaram a salvação em Cristo terão de enfrentar as
circunstâncias. Jesus disse: "Porquanto Deus enviou o Seu Filho ao mundo,
não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele. Quem n´Ele
crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigénito
Filho de Deus" (São João 3:17,18).
8. Que outros sinais nos ajudarão a distinguir
em que altura do tempo do fim nos encontramos?
Rª: Embora só Deus o Pai conheça o dia e a hora (São Mateus
24:36) podemos identificar a época. Entre outros muitos sinais para conhecer o
tempo do fim, identificaremos os seguintes: Guerras (São Mateus 24:7); grandes
calamidades e terramotos (São Mateus 24:7); luta entre o capital e o trabalho (São Tiago 5:1-8); o comportamento social distorcido da nossa
época (II Timóteo 3:1-5). O último
sinal a cumprir-se será a pregação do evangelho em todo o mundo (São Mateus
24:14). Esses sinais nos permitem conhecer a época em que virá Jesus. Em São
Lucas 21:28 Jesus nos dá Seu sábio conselho para este tempo.
EIS QUE VEM COM AS NUVENS
Apocalipse 1:7
9. Antes de abrir-se o sétimo selo (a segunda
vinda de Cristo) Jesus interrompe a profecia e dedica todo o capítulo 7 para
explicar-nos quem são os que serão salvos. Que farão os anjos nas frontes dos
servos de Deus?
R: “Então vi outro anjo subindo do Oriente, tendo o selo do
Deus vivo. Ele bradou em alta voz aos quatro anjos a quem havia sido dado poder
para danificar a terra e o mar:
"Não danifiquem
nem a terra, nem o mar, nem as árvores até que selemos as testas dos servos do
nosso Deus". Apocalipse 7:2, 3.
Nota: No próximo
estudo analisaremos qual é o selo de Deus que será aplicado nas frontes dos
crentes que serão salvos.
10. Que viu São João acontecer no Céu ao
abrir-se o sétimo selo?
Rª: “Quando ele abriu o sétimo selo, houve silêncio nos céus cerca de meia hora.”
Apocalipse 8:1.
Nota: Esse
silêncio se produzirá por ocasião da segunda vinda de Cristo, quando os anjos
virão com Jesus (São Mateus 25:31). Alguns têm aplicado a essa meia hora o princípio profético de dia-ano e dizem que poderá
representar uma semana literal.
A MINHA DECISÃO - Considerando que o nosso Senhor Jesus
Cristo voltará para terminar com as injustiças, a dor, o pecado e que
estabelecerá um reino eterno, sem corrupção, decido preparar-me de acordo com a
Palavra de Deus para receber com alegria a meu Senhor Jesus.
O sexto selo do Apocalipse ajuda a descobrir quando
começaria o tempo do fim e conclui com a descrição da segunda vinda de Jesus. O
sétimo selo descreve o silêncio que se produzirá no Céu quando Jesus e os Seus
anjos vierem buscar-nos. No capítulo 7, como uma espécie de parêntesis entre o
sexto e o sétimo selo, Jesus diz que antes de vir, seria colocado o selo de
Deus na fronte dos que serão salvos. Este capítulo também aumenta a nossa
compreensão dos acontecimentos prévios ao retorno do Senhor.
SERÁ A TERRA DESTRUÍDA POR UMA GUERRA TERMONUCLEAR?
1. Que faziam os anjos nos quatro ângulos (pontos cardeais)
da Terra?
Rª: “Depois disso vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da
terra, retendo os quatro ventos, para impedir que qualquer vento
soprasse na terra, no mar ou em qualquer árvore.” Apocalipse 7:1.
Nota: Que
significariam esses ventos? Há antecedentes proféticos na Bíblia que nos dão a
chave. Representam guerras (Ex.: Jeremias 49:36, 37). O fato de que a guerra
que se está retendo em Apocalipse 7 viria dos quatro pontos cardeais da Terra, dá a
entender que se trata de uma guerra mundial.
2. Que seria
danificado na guerra que os quatro anjos estavam retendo?
Rª: "Não danifiquem nem a terra, nem o mar, nem as
árvores até que selemos as testas dos servos do nosso Deus". Apocalipse 7:3.
Nota:
Evidentemente a guerra de que se está falando aqui, não está no passado. Não é
a Primeira nem a Segunda Guerra Mundial, pois os danos que são profetizados aplicam-se
com mais propriedade a uma guerra termonuclear, capaz de danificar a Terra, a
vida no mar e a vida vegetal. Portanto, refere-se a uma guerra mundial
como a que poderia ocorrer se fossem usadas armas como as atuais.
3. Até quando seria
detida esta guerra infernal?
Rª: “Então vi outro anjo
subindo do Oriente, tendo o selo do Deus vivo. Ele bradou em
alta voz aos quatro anjos a quem havia sido dado poder para danificar a terra e
o mar:
"Não danifiquem
nem a terra, nem o mar, nem as árvores até que selemos as testas dos servos do
nosso Deus".” Apocalipse 7:2, 3.
QUAL É O SELO DO DEUS VIVO?
Apocalipse 7 não está a falar do selo do evangelho que é
aplicado pelo Espírito Santo para dar-nos a certeza de que somos filhos de
Deus. Os de Apocalipse 7 já o receberam. Como sabemos? Porque o selo de
Apocalipse 7:1-3 é aplicado sobre os servos de Deus, o que demonstra que já são
convertidos.
4. Onde, revela Deus,
está o Seu selo para os crentes?
Rª: “Guarde o mandamento com cuidado e sele a
lei entre os meus discípulos.” Isaías 8:16.
Nota: Alguns
cristãos se surpreendem ao ler este versículo. Não obstante, ele se harmoniza
plenamente com o Novo Testamento, onde diz: "Ora, sabemos que O temos
conhecido por isto, se guardamos os Seus mandamentos. Aquele que diz: Eu O
conheço, e não guarda os Seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a
verdade" (I São João 2:3, 4). São Paulo disse que a obediência da lei
distingue o cristão espiritual do carnal, "por isso o pendor da carne é
inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode
estar, portanto os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Romanos
8:7, 8).
Seria bom fazermos uma análise para comprovar a firme
certeza do que acabamos de descobrir. Busquemos na lei de Deus ( Êxodo 20:3-17
) as três características básicas de um selo completo:
Nome;
Cargo;
Jurisdição.
Encontraremos no mandamento que estabelece o dia de repouso.
5. Quais são as três
características do Selo de Deus que encontramos nos Dez Mandamentos?
Texto bíblico: 8 "Lembra-te do dia de sábado, para
santificá-lo.
9 Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus
trabalhos,
10 mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor,
o teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos
ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que
morarem em tuas cidades.
11 Pois em seis dias o Senhor fez os céus e
a terra, o mar e tudo o que neles existe,mas no sétimo dia
descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou.” Êxodo
20:8-11.
1. Nome: Senhor Deus
2. Cargo: Criador - ("porque em 6 dias fez o
Senhor").
3. Jurisdição: Universo - "(... fez o Senhor os e a
o e o que neles há, e ao dia
; por isso o Senhor o dia
de e o
".
Nota: A Santa
Bíblia ensina o que acabamos de descobrir. Por ex.: Em Ezequiel 20:11 diz Deus:
"Também lhes dei os Meus para
servirem de entre Mim e eles, para que
soubessem que Eu sou o Senhor que os santifica." Note que Apocalipse 7:2,
3 diz que o selo ou sinal de Deus teria que ser aplicado na fronte dos servos
de Deus, o que na profecia significa na mente, ou seja, aceitação plena. Em
Ezequiel 20:20 nos é dito que não o conseguiremos pelo saber, mas por praticar
a observância do sábado de Deus." Santificai os Meus sábados, pois
servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibais que Eu sou o Senhor vosso
Deus." O selo de Deus (sábado) na lei, demonstra a autoridade de quem
promulgou a lei. O selo no crente (eu decido guardar o sábado como dia de
repouso) demonstra a quem pertence esse servo, tem o nome de Deus em sua
fronte, lhe pertence.
O SELO NO NOVO TESTAMENTO
6. Que profecia
demonstra que os crentes não-judeus do Antigo Testamento e os cristãos do Novo
Testamento recebem por igual o selo da observância do sábado?
Rª: Isaías 56:1-7.
1 Assim diz o Senhor: "Mantenham a justiça e pratiquem
o que é direito, pois a minha salvação está perto, e logo será revelada a minha
retidão.
2 Feliz aquele que age assim, o homem que nisso permanece
firme, observando o sábado para não profaná-lo, e vigiando sua mão para não
cometer nenhum mal".
3 Que nenhum estrangeiro que se disponha a unir-se ao Senhor
venha a dizer: "É certo que o Senhor me excluirá do seu povo". E que
nenhum eunuco se queixe: "Não passo de uma árvore seca".
4 Pois assim diz o Senhor: "Aos eunucos que guardarem
os meus sábados, que escolherem o que me agrada e se apegarem à minha aliança,
5 a eles darei, dentro de meu templo e dos seus muros, um
memorial e um nome melhor do que filhos e filhas, um nome eterno, que não será
eliminado.
6 E os estrangeiros que se unirem ao Senhor para servi-lo,
para amarem o nome do Senhor e prestar-lhe culto, todos os que guardarem o
sábado deixando de profaná-lo, e que se apegarem à minha aliança,
7 esses eu trarei ao meu santo monte e lhes darei alegria em
minha casa de oração. Seus holocaustos e demais sacrifícios serão aceitos em
meu altar; pois a minha casa será chamada casa de oração para todos os
povos".
Nota: Assim como
Êxodo 31:16, 17 diz que o sábado seria sinal perpétuo entre Deus e Seu povo,
Isaías 56 demonstra claramente que o sinal seria para todo crente, independente
de sexo, nacionalidade, raça ou qualquer outra diferença humana. Note que Jesus
aplicou esta profecia aos dias do Novo Testamento. (Mateus 21:13; Marcos 11:17;
Lucas 19:46).
7. Qual era o dia de descanso que guardavam
nosso Senhor Jesus e a bem-aventurada virgem Maria junto com outras piedosas
mulheres? São Lucas 4:16,31
1) Rª: “Ele foi a Nazaré, onde havia sido criado e no
dia de sábado entrou na sinagoga, como era seu costume. E levantou-se para ler.”
Lucas 4:16.
2) Rª: “Era o Dia da Preparação, e estava para começar o
sábado.
As mulheres que haviam acompanhado Jesus desde a Galileia,
seguiram José e viram o sepulcro e como o corpo de Jesus fora colocado nele.
56 Em seguida,
foram para casa e prepararam perfumes e especiarias aromáticas. E
descansaram no sábado, em obediência ao mandamento.” Lucas 23:52-56.
Nota: Apesar da
tremenda emergência que significou a morte do seu amado Filho, a bem-aventurada
virgem Maria não fez as compras dos aromas para embalsamar a Jesus no sábado,
mas esperou o domingo para ungir o Seu corpo. Isto mostra que ela guardava o
mandamento do sábado, no qual está o selo de Deus. Outras mulheres piedosas, as
quais não puderam comprar na sexta-feira, guardaram o sábado e fizeram as suas
compras no domingo. (São Marcos 16:1-2).
AS PROFECIAS ANUNCIAM UM ATAQUE CONTRA A LEI DE DEUS
8. Assim como em Apocalipse 12:7-9 o grande
dragão representa a Satanás em sua rebelião contra Deus, em Daniel 7 o chifre
pequeno representa o anticristo, instrumento de Satanás. Que tentaria mudar o
chifre pequeno? Daniel 7:25.
Rª: “Ele falará contra o Altíssimo, oprimirá os seus santos e
tentará mudar os tempos e as leis. Os santos serão entregues nas mãos
dele por um tempo, tempos e meio tempo.”
Nota: Nosso
Senhor Jesus Cristo foi muito enfático ao declarar que Ele não veio mudar a lei
(São Mateus 5:17) e que não autoriza
a mudança sequer de uma letra ou sinal enquanto durarem os céus e a Terra (São
Mateus 5:18). Portanto, qualquer
mudança da lei de Deus não obedece à vontade divina, mas a daquele que
se rebelou contra Deus e foi expulso do Céu (Apocalipse 12:7-9). Por isso é que a
obediência ao mandamento do sábado se constitui num sinal ou selo de lealdade a
Deus (Ezequiel 20:20).
AS PROFECIAS ANUNCIAM A RESTAURAÇÃO DO SÁBADO
9. O Apocalipse prediz que o remanescente fiel
de Deus voltaria a adorá-Lo como o ordena o mandamento do sábado?
Rª: “Então vi outro anjo, que voava pelo céu e
tinha na mão o evangelho eterno para proclamar aos que habitam na terra, a toda
nação, tribo, língua e povo.
Ele disse em alta
voz: "Temam a Deus e glorifiquem-no, pois chegou a hora do seu juízo.
Adorem
aquele que fez os céus, a terra, o mar e as fontes das águas". Apocalipse
14:6, 7.
Nota: (Veja Êxodo
20:11). Quando analisamos a razão pela qual devemos respeitar o sábado como dia
de repouso, descobrimos que é "porque em seis dias fez o Senhor os céus a
terra e o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso o
Senhor abençoou o dia de sábado e o santificou". Quer dizer que, apesar do
plano do anticristo de mudar a lei e o sábado, haveria uma Igreja fiel que
adoraria a Deus como manda o mandamento do Criador.
10. Quem são os que guardam os mandamentos no
Novo Testamento?
Rª: “Aqui está a perseverança dos santos que obedecem
aos mandamentos de Deus e permanecem fiéis a Jesus.” Apocalipse
14:12.
Nota: Estes
cristãos de Apocalipse 14:12, são aqueles servos de Deus pelos quais o anjo
clamava: "Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até
selarmos em suas frontes os servos do nosso Deus" (Apocalipse 7:3). A
preposição até sugere que, quando o último sincero receber o sinal do sábado em
sua vida, os ventos se soltarão em meio à violência descrita em Apocalipse 11:18,
e o Senhor virá para destruir "os que destroem a Terra".
A MINHA DECISÃO - Decido colocar a minha vida nas suas mãos
e pedir-Lhe forças para obedecer a cada um de Seus mandamentos.
Assuntos deste estudo: Dia do Senhor; Sábado ou Domingo?
Qual o verdadeiro dia de guarda Bíblico?
Centenas de versículos nas Sagradas Escrituras ordenam a
santificação do sábado. Muitos cristãos que respeitam o domingo já quiseram ter
a satisfação de ler na sua Bíblia alguma declaração que dissesse
"santificarás o domingo", porém não a encontraram. Ocorre-lhes então
a pergunta: Será que este versículo não existe? O domingo constitui uma
ordenança bíblica ou é somente uma tradição? Qual o dia de Guarda, Sábado ou Domingo?
Existem, no entanto, oito versículos do Novo Testamento em
que se menciona o domingo (cujo nome bíblico é primeiro dia da semana) e em um
destes se faz referência a ele sem mencioná-lo. Vamos analisá-los um a um a fim
de vermos em qual deles se ordena a observância do domingo.
ANÁLISE DOS OITO VERSÍCULOS
1. Analisemos todos
os versículos do Novo Testamento em que se menciona o primeiro dia da semana.
a) Diz são Mateus 28:1 que se deve observar o domingo?
(confira na sua Bíblia)
b) Diz são Marcos 16:1, 2que se deve observar o domingo?
O que diz? “compraram aromas…” ou seja, diz que ao domingo “compraram
aromas” e que o dia a seguir ao dia de repouso (sábado) é o domingo!
c) E São Marcos 16:9?
e) Vamos ver São
Lucas 24:1São Lucas disse que
investigou diligentemente todas as coisas para que conhecêssemos bem as
verdades ( São Lucas 1:1-4; Atos 1:1-3 ). Mas não disse que o domingo era
santo; pelo contrário. Em São Lucas 23:54-56 diz que o dia de repouso no Novo
Testamento era o sábado (e isto foi escrito cerca do ano 63 AD, 32 anos depois
da ascensão de Jesus).
f) Talvez o evangelho de São João 20:1 “E NO primeiro dia da
semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu
a pedra tirada do sepulcro.”Também não
diz nada sobre o domingo como dia de guarda. Talvez São João 20:19, 26O objetivo pelo qual estavam juntos não era
religioso. Diz ali que estavam trancados por medo dos judeus. Não estavam a comemorar
a ressurreição, pois não criam que Jesus tivesse ressuscitado (ver as duas
passagens paralelas, São Marcos 16:11-14 e São Lucas 24:36-43 ). Para comemorar
a ressurreição, Jesus estabeleceu o batismo por imersão ( Romanos 6:3-6 ).
h) Quando se faz uma
pesquisa bíblica é bom não desistir, vamos ver Atos 20:7. Arazão da reunião: "Paulo que devia
seguir de viagem no dia imediato."
i) 1 Coríntios
16:2Não fala de reuniões religiosas,
mas de algo para fazer em casa. Dá a impressão de estar a dizer que, ao fazer o
plano de gastos da semana, separem uma quantia e a guardem para quando São
Paulo chegar à cidade. A coleta da qual se fala desde o verso 1 refere uma
ajuda aos irmãos da Judeia devido à grande fome mencionada em Atos
11:28-30.
Sendo que não existe um só versículo que ordene guardar o
domingo como dia santo de repouso, torna-se evidente que este é guardado
exclusivamente por tradição, ao passo que centenas de versículos mandam
O tabernáculo do deserto foi substituído pelo templo de
Salomão e este pelo de Zorobabel, que por sua vez foi substituído pelo de
Herodes. No ano 70 A.D., cumpriu-se a profecia de Jesus de que não ficaria
pedra sobre pedra desse templo (São Mateus 24:1, 2). Embora a Santa Bíblia diga
que Deus deseje morar em nós, templos vivos (I Coríntios 3:16, 17), o
Apocalipse fala do templo real, do qual o terrenal é só uma figura ou
ilustração. O estudo do significado das diversas cerimónias do santuário
terrenal e da obra de Cristo no santuário real dá uma compreensão mais profunda
do plano de salvação e da erradicação completa do mal.
1. De acordo com
Apocalipse, o que São João viu no Céu?
Rª: “E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca da sua
aliança foi vista no seu templo; e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e
terremotos e grande saraiva.” Apocalipse 11:19.
Nota: Existem
outras referências no Apocalipse ao Santuário de Deus que esta no Céu. Por
exemplo: Apocalipse 7:15; 14:15, 17. São João descreve alguns móveis que viu
nele, tais como o altar, a arca da aliança e o incensário (Apocalipse 8:3; 11:19).
2. Quem é o Sumo
Sacerdote ministro desse verdadeiro tabernáculo?
Rª: “E LEMBROU-SE Deus de Noé, e de todos os seres viventes,
e de todo o gado que estavam com ele na arca; e Deus fez passar um vento sobre
a terra, e aquietaram-se as águas. Cerraram-se também as fontes do abismo e as
janelas dos céus, e a chuva dos céus deteve-se.” Hebreus 8:1, 2.
Nota: Os
sacerdotes do Antigo Testamento eram uma sombra ou ilustração do sacerdócio que
cumpriria nosso Senhor Jesus Cristo no santuário celestial. "Ora, aqueles
são feitos sacerdotes em maior número, porque são impedidos pela morte de
continuar; este, no entanto, porque continua para sempre, tem o seu sacerdócio
imutável" (Hebreus 7:23, 24). No Novo Testamento cada crente, como
integrante do corpo de Cristo (I Coríntios 12:27; Colossenses 1:18), é constituído
sacerdote pelo Senhor (Apocalipse 1:6; I São Pedro 2:9, 10) com acesso direto a
Deus por meio de Jesus Cristo (Hebreus 4:14-16). O único Sumo Sacerdote que
temos no Novo Testamento é Jesus (Hebreus 3:1; 7:24-27).
OS SIMBOLOS DO SANTUÁRIO ERAM AUDIOVISUAIS DA REALIDADE
3. Havia alguma
relação do santuário da Terra, do Antigo Testamento, com seus serviços e o do
Céu?
Rª: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles. Conforme
a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos
os seus pertences, assim mesmo o fareis.” Êxodo 25:8, 9.
“Os quais servem
de exemplo e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi
avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo
conforme o modelo que no monte se te mostrou.” Hebreus 8:5.
4. Além do átrio,
quantos compartimentos tinha o santuário?
Rª: “Porque um tabernáculo estava preparado, o primeiro, em que havia o
candelabro, e a mesa, e os pães da proposição; ao que se chama o santuário. Mas
depois do segundo véu estava o
tabernáculo que se chama o santo dos santos.” Hebreus 9:2, 3.
Nota: No átrio ou
pátio estava o altar dos sacrifícios onde os holocaustos ascendiam como cheiro
suave ao Senhor (Levítico 1:9), símbolo de Cristo que "Se entregou a Si
mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave" (Efésios 5:2).
Também havia uma bacia para lavar (Êxodo 30:18). A água também representa o
Espírito Santo (São João 7:37-39), a Palavra (São João 13:10; 15:3; Efésios 5:26)
e o batismo (São João 3:5; Romanos 6:3-6; I São João 5:8) Entrando no lugar
santo, à direita se encontrava a mesa dos pães (Êxodo 25:30) com 12 pães feitos
de flor de farinha (Levítico 24:5), representando a Jesus, o pão da vida (São
João 6:48) e ao corpo espiritual de Cristo, Sua igreja (I Coríntios 10:17). No
lado esquerdo estava o candelabro de ouro (Êxodo 40:24) que tinha 7 lâmpadas (Êxodo
25:37) que ardiam continuamente (Levítico 24:2). São João viu o candelabro no
Céu (Apocalipse 1:12) e as sete lâmpadas ardendo diante do trono de Deus (Apocalipse
4:2, 5) e a Jesus no meio dos candelabros (Apocalipse 1:12-18). Jesus mesmo
disse que Ele é a luz do mundo (São João 8:12).
Diante do véu do altar de incenso (Êxodo 30:1-3; 40:26). Ali
o sacerdote queimava incenso de manhã e de tarde (Êxodo 30:7, 8). No Apocalipse
São João viu um altar de ouro diante do trono de Deus no Céu (Apocalipse 8:3) e
diz que muito incenso subia com as orações dos santos (Apocalipse 8:3, 4).
Também é dito que o incenso são as orações dos santos (Apocalipse 8:3).
O lugar santíssimo
era o mais sagrado. Ali se encontrava a arca (Êxodo 26:33). Apocalipse diz que
São João viu a arca de Deus Seu santuário (Apocalipse 11:19). Sobre o
propiciatório era visível a presença de Deus (Êxodo 25:21, 22) o qual falava
pessoalmente com Moisés (Números 7:89). São João viu o Senhor sentado sobre um
trono excelso (Apocalipse 4:2).
5. Quem entrava nesses compartimentos?
Rª: “Ora, estando estas
coisas assim preparadas, a todo o tempo entravam os sacerdotes no primeiro
tabernáculo, cumprindo os serviços; Mas, no segundo, só o sumo sacerdote, uma
vez no ano, não sem sangue, que oferecia por si mesmo e pelas culpas do povo.” Hebreus
9:6, 7.
a. No lugar santo: “os sacerdotes”
b. No lugar santíssimo: “só o sumo sacerdote”
c. No átrio: os pecadores arrependidos.
6. Que serviços eram
realizados no santuário?
a. Números 28:3, 4 ".. Emholocausto umoferecerás pela manhã e o outro ao crepúsculo da."
b. Levítico 4:2, 27-30 "Se qualquer pessoa do povopor ignorância... trará por sua oferta
umasem defeito, pelo pecado que
cometeu..."
c. Levítico 16:29, 30, 34 "... naquele dia se farápor vós, para purificar-vos: e sereis
purificados de todos os vossos perante o Senhor... para fazeruma vez porpelos filhos de Israel por causa dos seus pecados..."
Nota: No livro "Cristo no Santuário", o Dr.
Salim Japas mostra seis passos fundamentais da salvação que aparecem nítidos na
simbologia do santuário:
v.1. Na porta do átrio é reconhecida a necessidade de salvação
(Isaías 64:6).
v.2. No altar dos holocaustos é imputada a justiça de Cristo,
"o Cordeiro de Deus" (São João 1:29) imolado por nós.
v.3. No lavatório, a pureza da justiça de Cristo é comunicada
no processo de santificação (Hebreus 12:6-11).
v.4. No altar do incenso, Jesus vive sempre para interceder
por nós (Hebreus 7:24, 25).
v.5. No candelabro de ouro, o Espírito Santo testifica por
Cristo em favor da Igreja (São Mateus 5:14-16).
v.6.Na arca do concerto estão a justiça e a misericórdia de
Cristo (Apocalipse 22:3, 4).
7. A quem representam
todos os sacrifícios do Antigo Testamento?
1.“Que é uma alegoria para o tempo presente, em
que se oferecem dons e sacrifícios que, quanto à consciência, não podem aperfeiçoar
aquele que faz o serviço.” Hebreus 9:9
2.“No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele,
e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” São João
1:29.
3.“E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o
primogénito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele
que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados.” Apocalipse
1:5.
Nota: O sistema
de sacrifícios do Antigo Testamento ensinava ao povo o caráter terrível do
pecado e mostrava a Jesus Cristo como o único que pode tirar a culpa. Os
sacrifícios múltiplos não eram eficazes por si mesmos ( Hebreus 10:4 ), pois o
pecado é uma ofensa moral. Só o sangue de Cristo, ilustrado por aqueles
sacrifícios, pode expiar os pecados da humanidade ( Romanos 3:21-25; I São João
1:7 ).
O SANTUÁRIO ILUSTRA A OBRA MEDIADORA DE CRISTO
8. Como foi ilustrada
no Antigo Testamento a obra mediadora de Cristo?
Rª: “1 ORA, a suma do que temos dito é que temos um sumo
sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, 2Ministro do santuário, e do verdadeiro
tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem.
v.3Porque todo o sumo
sacerdote é constituído para oferecer dons e sacrifícios; por isso era
necessário que este também tivesse alguma coisa que oferecer.
v.4Ora, se ele
estivesse na terra, nem tampouco sacerdote seria, havendo ainda sacerdotes que
oferecem dons segundo a lei,
v.5Os
quais servem de exemplo e sombra das coisas celestiais, como
Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo;
porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te mostrou.
v.6Mas
agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de uma
melhor aliança que está confirmada em melhores promessas.” Hebreus
8:1-6.
Nota: Jesus é o
único e suficiente mediador entre Deus e os homens (I Timóteo 2:5; São João
14:6; Atos 4:11, 12). Um mediador intercede entre ambas as partes. Intercede
por nos diante de Deus, oferecendo os méritos de Seu sangue e implorando perdão
de nossos pecados dos quais nos arrependemos, aceitando a Jesus (Romanos
3:24-26; I São João 2:1, 2; 1:7, 9). Também intercede da parte de Deus em nossa
consciência (São João 15:26; 16:8), a fim de que sejamos convertidos e que
vivamos dentro da ética cristã, guardando Seus mandamentos (Hebreus 8:10).
9. Após dar-Se a Si
mesmo pelo pecado, onde prossegue agora Cristo Sua mediação contínua por nós?
Rª: “Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por
ele (Cristo) se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.”
Hebreus 7:25 – ver 9:23,24.
10. Que mensagem
anunciará a conclusão da obra mediadora de Cristo?
Rª: “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o
evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação,
e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória;
porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e
o mar, e as fontes das águas.” Apocalipse” 14:6, 7 (ver vs: 15-20.)
Nota: Três
instâncias de juízo aparecem aqui: Uma durante a mediação de Jesus, nosso
advogado ( I São João 2:1 ), quando Ele intercede enquanto é investigada a
conduta dos crentes; outra instância é quando se fecha a porta da graça e o
Senhor vem para ceifar a messe da Terra, Seu povo redimido ( Apocalipse
14:15,16 ); e a terceira aparece nos versículos seguintes quando as uvas são
lançadas no lagar da cólera de Deus ( Apocalipse 14:17-20 ), o que ocorrerá com
a destruição dos ímpios. Quando chegaria a hora do juízo? Isto será estudado
nas análises da purificação do santuário, nos estudos 14 e 15.
A MINHA DECISÃO - Senhor Jesus, eu Te aceito como meu único
mediador. Rogo-Te que intercedas por mim diante do pai e que Teu Espírito não
se canse de falar a meu coração para inculcar-me o amor por tua Santa Lei.
1. Qual é a solene mensagem proclamada pelo
anjo que tinha o Evangelho eterno? Apocalipse 14:7.
"Temei a Deus e dai-Lhe glória. Pois é; e adorai Aquele que fez o céu e a Terra, e
o mar e as fontes das águas."
Nota: Esta mensagem tem a ver com dois acontecimentos
relacionados entre si: um que ocorre no Céu e outro na Terra. O juízo
mencionado aqui ocorre no santuário celestial, pois ao concluir sai do templo
de Deus um anjo com uma foice para ceifar ( Apocalipse 14:14-16 ). Este
acontecimento já aparecia profetizado na purificação do santuário terrestre. O
outro acontecimento deveria ocorrer na Terra onde havia um chamado para adorar
Aquele que fez os céus e a Terra nos termos do mandamento que ordena respeitar
o sábado como dia de repouso ( Êxodo 20:8-11 ). A restauração da adoração a
Deus como Criador por meio do respeito ao santo sábado seria proclamada quando
chegasse a hora do juízo.
Há uma profecia do Antigo Testamento referente aos dois
acontecimentos e que assinala quando será a hora do juízo. Um estudo da
purificação do santuário do Antigo Testamento nos permitirá compreender melhor a
profecia do juízo investigativo que ocorrerá no santuário celestial.
JULGAMENTO NO SANTUÁRIO
No estudo anterior vimos que no santuário terrestre se
realizavam três classes de ofertas ou sacrifícios:
1.1 O contínuo (Ex.: Êxodo 29:38-42), que era para benefício
do povo, assim como Cristo morreu por todos (II Coríntios 5:15 );
1.2 Ofertas individuais diversas que, quando eram para a
remissão de pecados, deviam ser com derramamento de sangue (Hebreus 9:22; Ex.:
Levítico 1:2-4 ), símbolo da aceitação pessoal de Cristo ( São João 3:16
).
1.3 O dia da expiação (Ex.: Levítico 16:27-30, 34).
Também vimos que os sacrifícios se agrupavam em dois
serviços: a)Serviço diário realizado no átrio e b) no lugar santo cada dia do
ano ( Hebreus 9:6 )
No templo celestial, morada de Deus, acha-se o Seu trono, estabelecido em justiça e juízo. No lugar santíssimo está a Sua lei, a grande regra da justiça, pela qual a humanidade toda é provada (Eclesiastes 12:13-14; Tiago 2:12). A arca que guarda as tábuas da lei se encontra coberta pelo propiciatório, diante do qual Cristo, pelo Seu sangue, pleiteia em prol do pecador (Hebreus 8:1-2; Hebreus 9:24; Apocalipse 11:19). Assim se representa a união da justiça com a misericórdia no plano da redenção humana (Salmos 85:9-10). Somente a sabedoria infinita poderia conceber esta união, e o poder infinito realizá-la; é uma união que enche todo o Céu de admiração e adoração.
Os querubins do santuário terrestre, olhando reverentemente para o propiciatório (Êxodo 25:18-20), representavam o interesse com que a hoste celestial contempla a obra da redenção. Este é o mistério da misericórdia a que os anjos desejam atentar: que Deus pode ser justo, ao mesmo tempo em que justifica(a) o pecador arrependido e renova Sua relação com a raça decaída; que Cristo pode humilhar-Se para erguer inumeráveis multidões do abismo da ruína e vesti-las com as vestes imaculadas de Sua própria justiça, a fim de unirem-se aos anjos que jamais caíram e, habitarem para sempre na presença de Deus.1
Em todos os séculos se concede aos homens seu período de luz e privilégios, um tempo de prova, em que se podem reconciliar com Deus. Há, porém, um limite a essa graça. A misericórdia pode interceder por
"Naquela ocasião Miguel, o grande príncipe que protege o Seu povo, Se levantará. Haverá um tempo de angústia como nunca houve desde o início das nações até então. Mas naquela ocasião o Seu povo, todo aquele cujo nome está escrito no livro, será liberto." (Daniel 12:1NVI).
Quando se encerrar a mensagem do terceiro anjo, a misericórdia não mais pleiteará em favor dos culpados habitantes da Terra. O povo de Deus terá cumprido a sua obra. (...) O mundo foi submetido à prova final, e todos os que se mostraram fiéis aos preceitos divinos receberam "o selo do Deus vivo" (Apocalipse 7:2). Cessa então Jesus de interceder no santuário celestial. Levanta as mãos e com grande voz diz: "Está
O Concílio de Laodicéia ocorrido em 364 d.C., discutira na ocasião sobre o dia de guarda que o cristianismo deveria seguir. Essa assembléia eclesiástica motivada em parte pela vigência do edito de Constantino(a)estabeleceu no cânon 29: “Os cristãos não devem judaizar e descansar no sábado, mas trabalhar neste dia; porém devem honrar especialmente o dia do Senhor, e, como cristãos, devem se possível, não realizar nenhum trabalho neste dia. Se, entretanto, forem encontrados judaizando sejam excomungados por Cristo.”1 Analisando este cânon verifica-se que:
Em meio a crescente apostasia dentro do cristianismo houve cristãos que não se curvaram as falsas doutrinas e permaneceram leais aos ensinos bíblicos. Eles obedeciam integralmente aos Dez Mandamentos como Cristo lhes ensinara;
A obediência desses cristãos ao quarto mandamento, que apresenta o sábado (sétimo dia da semana) como o “dia do Senhor”(b) , causou desconforto e promoveu a ira daqueles que decidiram considerar o domingo (primeiro dia da semana) como dia santo;
Esse cânon não objetivava, unicamente, substituir o verdadeiro dia de repouso instituído por Deus, pois determina também perseguição aqueles que seguissem com a observância sabática no sétimo dia.
Líderes religiosos envolvidos por falsas doutrinas apoiaram-se no decreto do imperador Constantino promulgado em 321 d.C. e, em outras leis dominicais estabelecidas em anos subsequentes, para redigir o cânone 29 do Concílio de Laodicéia e assim impor a substituição do dia de descanso semanal instituído por Deus (Êxodo 20:8-11). Adiante alguns comentários sobre estas questões:
“(…) domingo, diem solis, em conformidade com a expressão popular, era necessário para distinguir o dia na abordagem dos pagãos. Durante as eras iniciais da igreja nunca foi intitulado ‘o sábado’; esta palavra está restrita ao sétimo dia da semana, o Sábado Judaico, que, como já dissemos, continuou a ser observado por vários séculos pelos convertidos ao cristianismo.”2
“Embora quase todas as igrejas em todo o mundo celebrem os sagrados mistérios no sábado de cada semana, os cristãos de Alexandria e de Roma, em vista de alguma antiga tradição, cessaram de fazer isso.”3 ”O povo de Constantinopla e de outras cidades, congregam-se tanto no sábado como no dia imediato; costume esse que nunca é observado em Roma.”4
“Os celtas tinham seus próprios concílios e decretavam suas próprias leis, independente de Roma. Os celtas usavam uma Bíblia latina diferente da Vulgata, e guardavam o sábado como dia de repouso, com serviços religiosos especiais no domingo.”5
“É certo que o próprio Cristo, Seus apóstolos e os cristãos primitivos em um considerável espaço de tempo observaram constantemente o sábado do sétimo dia; os evangelistas e São Lucas em Atos sempre referem-se ao dia de sábado, delineando a sua solenidade pelos apóstolos e outros cristãos. (…) O sábado do sétimo dia foi solenizado por Cristo, pelos os apóstolos e pelos cristãos primitivos,até que a assembléia de Laodicéia de certa forma aboliu a sua observância. (…) O Concílio de Laodicéia, 364 d.C., estabeleceu primeiramente a observação do dia do Senhor [domingo], e proibiu a guarda do sábado judaico sob anátema.”6
“Pouco precisa ser dito sobre a mudança do sétimo para o primeiro dia da semana. Os primeiros discípulos conservavam ambos os dias: o Sábado para o descanso, o Domingo para o trabalho. A Igreja Cristã não realizou de forma oficial, mas gradual e quase inconscientemente, a transferência de um dia pelo o outro.”7
“A oposição ao judaísmo introduziu o particular festival do domingo muito cedo, na verdade, no lugar do sábado. (…) A festa dominical como todas as outras festividades, sempre foi uma ordenança unicamente humana, e estava longe das cogitações dos apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina; longe deles e da primitiva igreja apostólica transferir para o domingo as leis do sábado.”8
“No intervalo entre os dias dos apóstolos e a conversão de Constantino, a comunidade cristã mudou seu aspecto. O bispo de Roma, um personagem desconhecido para os autores do Novo Testamento, nesse intervalo de tempo, finalmente conseguiu a primazia de todos os outros clérigos. Ritos ecerimônias, na qual Paulo nem Pedro nunca ouviram, foram usadas soradeiramente e silenciosamente, e, em seguida, firmadas como instituições divinas.”9
“Da época dos apóstolos até o Concílio de Laodicéia, que ocorreu por volta do ano 364, a sagrada observância do sábado dos judeus persistiu, como pode ser comprovada por vários autores; de fato, apesar do decreto desse concílio em oposição à ela.”10
Fatores como: a infiltração de ensinos pagãos no cristianismo; a criação do obscuro “festival da ressurreição”; o ódio de alguns cristãos pelos judeus; a lei civil decretada pelo edito de Constantino; e, a ânsia da Igreja de Roma em substituir o sábado pelo domingo, resultaram em caos quanto ao dia de descanso que deveria ser seguido no cristianismo. Esse impasse entre a guarda sabática e