terça-feira, 13 de março de 2012

O DRAGÃO PERSEGUE A MULHER.

“E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra ao remanescente da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus, e têm o testemunho de Jesus Cristo.” Apoc. 12:17
Volvamos os nossos olhos para o Jardim do Éden. Depois de ter criado o primeiro casal e de lhes ter preparado um belíssimo jardim como morada, ordenou Deus que não se comesse do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; mas, tendo entabulado conversa com a serpente, Eva cedeu à tentação e, posteriormente, também levou seu marido ao pecado. E, como consequência de sua desobediência, foram expulsos daquele lugar paradisíaco; porém, antes de serem expulsos, disse Deus à serpente: "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o Seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar." Génesis 3:15. Essa sentença contra a serpente se constituiu na primeira promessa de salvação para a raça humana. A serpente era quem havia induzido o ser humano a pecar e se sua cabeça deveria ser esmagada, então era lógico subentender aí uma promessa de restauração. Ao pecar, o homem não ficou em desarmonia com o tentador, pois "aquele que é vencido fica escravo do vencedor." II Pedro 2:19. As palavras que faziam referência a uma inimizade entre a serpente e a mulher, só poderiam ser encaradas de um modo: o próprio Deus iria intervir quebrando a harmonia criada entre a serpente e a humanidade. E observe-se que a profecia fazia menção ao Descendente da mulher. A batalha contra o vil tentador não seria vencida pela própria mulher, mas sim por um de seus descendentes, o mais excelente deles.
PROMESSA REAFIRMADA EM APOCALIPSE.
Essa profecia é retomada em Apocalipse capítulo 12. Ali aparecem novamente a mulher, a serpente e o Descendente. É na verdade uma representação profética do longo conflito entre o tentador e o povo de Deus através dos séculos. Expõe a identidade da vil serpente, bem como a única maneira de vencê-la. Por isso, o estudo meticuloso desse capítulo se reveste de real importância e será nosso objetivo examiná-lo nesta lição. Vejamos o que diz Apocalipse 12: "Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz." Apocalipse 12:1 e 2.
MOTIVO DA SIMBOLOGIA NO LIVRO DO APOCALIPSE.
Essa passagem de Apocalipse, assim como todo o livro, é altamente simbólica e sua linguagem profundamente enigmática. Por que teria Deus fornecido a revelação apocalíptica dessa maneira? Resposta: para protegê-la dos infiéis. Jesus usou o mesmo método quando esteve empenhado em Seu ministério de pregação do Evangelho. Certa vez, disse o seguinte: "A vós outros vos é dado o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se ensina por meio de parábolas, para que vendo, vejam, e não percebam; e ouvindo, ouçam, e não entendam, para que não venham a converter-se, e haja perdão para eles." Marcos 4:11 e 12. Entre os que ouviam a Jesus, havia pessoas sinceras, cujo grande objetivo era alcançar a salvação, e pessoas insinceras, que almejavam apanhar alguma palavra proferida e usá-la para acusar o Mestre. Sabendo disso, Jesus empregava as parábolas, a fim de que só entendessem seu discurso aqueles que estivessem relacionados com as coisas espirituais. O mesmo se dá com o Apocalipse. Se tivesse sido escrito de maneira literal, há muito que os inimigos de Deus o teriam destruído, pois nele se denuncia países e movimentos religiosos. Em Sua infinita sabedoria, Deus concedeu Sua revelação numa linguagem compreensível somente para os "Seus servos" (Apocalipse 1:1). Mas, como entender o significado dos símbolos? Resposta: deixando que outras partes lhe dêem o sentido. Vejamos como se faz isso.
SIGNIFICADO PROFÉTICO DO TERMO "MULHER".
Apocalipse 12 está falando de uma mulher vestida de Sol. O que as mulheres estão representando em Apocalipse? Paulo nos dá alguma luz a esse respeito: "Maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a Si mesmo Se entregou por ela, para a apresentar a Si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, porém santa e sem defeito." "Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu me refiro a Cristo e à igreja." Efésios 5:25, 27, 31 e 32. "Porque zelo por vós com zelo de Deus; visto que vos tenho preparado para vos apresentar como virgem pura a um só

O DRAGÃO - SÍMBOLO DOS PODERES DESTE MUNDO.

"Viu-se também outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrasta a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse." Apocalipse 12:3 e 4.
DRAGÃO REPRESENTANDO REINOS SOB O DOMÍNIO DE SATANÁS.
O dragão não representa apenas a Satanás. Em profecias simbólicas, animais representam reinos e hipoteticamente o dragão é um animal. Ver Daniel 7:17 e 23. O dragão é um símbolo dos diversos poderios deste mundo empregados por Satanás em Sua oposição ao povo de Deus. De uma maneira especial, ele parece representar um poderio que tentou destruir não somente a Jesus, mas também aos Seus seguidores. Vejamos então: o dragão se colocou em frente da mulher para lhe devorar o filho quando nascesse. A Bíblia registra que o rei Herodes tentou destruir a Jesus por ocasião de Seu nascimento; mas Herodes governava por conta de Roma e o dragão deve representar um reino e não meramente um monarca. Portanto, o dragão deve ser entendido como um símbolo de Roma Pagã. Uma confirmação disso pode ser obtida pela consideração da simbologia das sete cabeças. Vejamos o que diz Apocalipse: "Aqui está o sentido que tem sabedoria: As sete cabeças são sete montes." Apocalipse 17:9. Existe uma cidade, muito famosa, que foi construída precisamente

domingo, 4 de março de 2012

O CLAMOR DO PRIMEIRO ANJO - I

“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo.” (Apoc. 14:6)
Este clamor dirige-se em primeiro lugar ao campo dos que estão sensíveis à voz do Cordeiro, é uma mensagem de interpelação. O primeiro anjo recebe como missão de anunciar o “Evangelho Eterno” (Apoc. 14:6). O termo grego euanggelion, traduzido aqui por Evangelho, significa literalmente a “boa nova”. Esta expressão é utilizada na literatura grega clássica para pronunciar a nova da vitória alcançada no campo de batalha. Ela concerne seja à morte do inimigo, seja a aparecimento do imperador romano (F.JOSEFO, Antiguidades 18.228,229) que chega para salvar as nações das invasões e trazer-lhes a pax romana (a paz romana).

O CLAMOR DO PRIMEIRO ANJO - II

O TEMOR de Deus não tem nada de supersticioso que paralise ou obrigue a viver uma religião de forma mecânica ou magica. Na Bíblia, o temor de Deus é associado frequentemente ao amor. Logo depois do apelo a temer a Deus pela obediência à Sua lei, o texto de Deuteronómio (Deut. 6:1-3) termina com o principio subentendido: “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os preceitos que o Senhor teu Deus mandou ensinar-te, a fim de que os cumprisses na terra a que estás passando: para a possuíres; para que temas ao Senhor teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos, que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida, e para que se prolonguem os teus dias. Ouve, pois, ó Israel, e atenta em que os guardes, para que te vá bem, e muito te multipliques na terra que mana leite e mel, como te prometeu o Senhor Deus de teus pais. “
De seguida vem: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.” (Deut. 6:5).
Temer a Deus significa amá-Lo e saber-se que se é amado por Ele. É esta convicção do amor de Deus que nos segue onde quer que possamos ir, o Seu olhar está sobre nós, não com a intenção de nos surpreender em falta e de no fazer pagar por isso, mas no cuidado do Protector que nos guarda de todo

O CLAMOR DO PRIMEIRO ANJO III

E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Apoc. 14:6,7.
DO Deus Juiz que provoca temor, o primeiro anjo passa para o Deus Criador que deve ser adorado. Da obediência da lei em que o adorador reconhece a justiça e a bondade de Deus, passa-se à adoração motivada exclusivamente pelo amor que se extasia diante da grandeza da obra.
Impressionado pela infinita bondade manifestada no Universo, a criatura humana é impelida adorar o seu Criador. É muito interessante notar que os Salmos e as orações que estão no centro do culto de Israel, associam directamente a criação à adoração (Salmo 95:6; 102:19; Neemias 9:6). Porque em criando, Deus demonstrou ao mesmo tempo poder e graça. A Sua grandeza infinita constrange à adoração e fundamentalmente à reverência, e Deus torna-se tão próximo pelas Suas obras que esta proximidade permite o encontro e o amor. Deus é antes de tudo e sobretudo e de tudo, absolutamente independente e único, mas Ele está também na origem de tudo e de todos. Nós só temos existência na dependência d´Ele. Esta é a principal lição que se deve retirar da criação e o que justifica a adoração. Porque a adoração é feita desta tensão entre o sentido da distância de Deus e a experiencia íntima da Sua presença.

APOCALIPSE 14 E OS 144.000

Vejamos, desde já, o v. 1: - “Olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, tendo na fronte escrito o seu nome e o nome de seu Pai”. Assim sendo, o que se seguirá à crise final? É evidente que, tal como o próprio texto refere – “o monte Sião” – a montanha. Eis aqui a mesma montanha de Daniel 2. Aqui, Cristo não está só, mas acompanhado dos vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome. Cristo, em Daniel 7.27 recebe o reino e com Ele os santos. Aqui, em Apocalipse 14.1, Cristo está sobre o monte Sião com os 144.000 selados nas suas testas para contrastar com o grupo anterior que tinha a marca da besta.
Agora falta o Juízo. E onde podemos vê-lo? Não esqueçamos que o capítulo 12, comporta todo o conflito do princípio até ao fim. No entanto, há certos pormenores que neste capítulo não estão mencionados. No capítulo 13, o vidente irá acrescentar mais alguns detalhes do Antigo Testamento e os relaciona com Daniel. Depois acrescenta mais coisas do período do dragão, do período dos 1260 anos, do domínio da besta; fala mais do poder que é a – terra – e qual o seu papel na História, como país cristão; fala da perseguição do povo de Deus e apresenta-o vitorioso sobre o monte Sião com Cristo. O capítulo 13, portanto, repete o capítulo 12, só que lhe acrescenta mais detalhes. O que é que faz Daniel 7 em relação a Daniel 2? Repete-o. E o que faz Daniel 8 com o capítulo 2 e o 7? De novo, repete. E o que faz Daniel 11 com os capítulos 2 - 7 – 8. De novo, retoma-os.
Os capítulos 12 e 13 não mencionam o Juízo. No capítulo 14, é necessário falar do Juízo que se realizou antes da 2ª vinda de Cristo. Vejamos: - (v.6)- “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo o evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a terra, a cada nação, tribo, língua e povo. (7) - Dizendo em grande voz: Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas” – Apocalipse 14. Qual será a razão por que a mensagem do 1º anjo apele para adorar o Criador? A razão é muito simples, pois no capítulo anterior a besta ordena que seja adorada a besta e que seja recebido o seu sinal – o Domingo – 1º dia da semana. Agora a mensagem regressa ao período da pregação Milerita, ou seja, a mensagem do 1º anjo, do Sábado, convidando as pessoas a saírem de Babilónia; alertando-as para que não recebam a

quinta-feira, 1 de março de 2012

TINHA DANIEL ESPERANÇA NUMA NOVA TERRA?


“Porque, como os novos céus, e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz o SENHOR, assim também há de estar a vossa posteridade e o vosso nome.” Isaías 66:22
Quero fazer algumas perguntas e peço-lhe para responder no seu coração.
1. Já leu o texto bíblico de Isaías 66:22?
2. Induz este texto a pensar que Deus tem um plano de salvação?
3. Que Deus fará novos Céus e uma nova Terra?
4. Que há vida para além da morte?

Vamos realizar um estudo sobre Daniel. Este começará do último capítulo para o primeiro e não terá pretensão teológica mas unicamente de estudo texto com texto, será bem simples.

1. Que disse o anjo a Daniel no capítulo 12:13?
Rª: “Tu, porém, vai até ao fim; porque descansarás, e te levantarás na tua herança, no fim dos dias.”
Nota: Que quererá dizer: “…te levantarás na tua herança, no fim dos dias.”?
Daniel não manifesta nenhuma surpresa. Será que ele tinha o mesmo conhecimento de Isaías 66:22?
NOTA: Daniel, como qualquer santo de Deus que morreu, descansará na sepultura até que Jesus venha e o ressuscite, para receber a grande herança dos santos. O livro de Daniel termina com este anúncio triunfante para o seu escritor que foi fiel durante todas as tribulações que passou receberá a sua herança final. O povo de Deus dos últimos dias pode passar por tempos de tribulação como Daniel, mas como ele, receberá a sua herança final no tempo do fim.

2. Como descreveu Daniel esta herança final? Daniel 2:44
“Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre.”
NOTA: A herança final dos santos é descrita como um reino. Não um lugar místico, espiritual; mas um reino real, onde poderemos viver nele.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ESTUDO DE APOCALIPSE 15

Podemos ver a crise final no capítulo 14 quando estas uvas se juntam à volta da cidade. Deus derrama sobre eles a Sua ira. E o que é, na verdade, a ira de Deus? Sem dúvida alguma que são as pragas – v.1.
Depois desta crise, quando os justos estão na cidade protegidos por Deus e os injustos do lado de fora, onde estes justos se encontram mais especificamente? A resposta é: - “E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, da sua imagem, do seu sinal e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro e tinham as harpas de Deus” – v.2. Estes encontram-se na “montanha”, isto é, no reino eterno, no Céu. Devemos acrescentar um pormenor que não se descreveu anteriormente. O capítulo 14 terminou a falar do grande lagar da ira de Deus. Agora, após os salvos estarem no monte Sião são descritas as pragas “onde são consumadas a ira de Deus”. O relato volta, de novo, atrás para falar do quanto se passou quando a ira de Deus foi derramada.
Como é possível descrever os justos no Céu, que é um evento posterior, quando nada se sabe das pragas – a ira de Deus – que deverá acontecer anteriormente? A seguir, o vidente de Patmos volta atrás para explicar o porquê do quanto foi dito, antecipadamente. Em 1º lugar – João fala do resultado da ocorrência – o efeito das pragas; em 2º lugar – o vidente conta o que, na verdade, aconteceu para explicar o que foi relatado anteriormente. Aqui, neste capítulo, as pragas não são abordadas. Neste capítulo fala-se de um período em que o templo já terminou a sua actividade intercessora a favor dos pecadores, ou seja – o fecho da Porta da Graça187 – o qual ocorrerá, obviamente, antes da 2ª vinda de Cristo.
No versículo 8 é  dito: - “E o templo encheu-se com o fumo da glória de Deus e do seu poder; e ninguém podia entrar no templo, até que se consumasse as sete pragas dos sete anjos”. Este texto refere que o templo se encheu de fumo; mas qual a razão para este facto? Isto significa que, no templo, já não existe mais ministério de intercessão. É o fecho da porta da Graça.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

OS SETE SELOS DO APOCALIPSE

No capítulo 5 do Apocalipse, João descreve a cena em que Jesus toma o livro selado da mão de Deus sob uma aclamação nunca antes vista no Universo. Neste, vamos vê-Lo abrir os selos, um por um. O capítulo 6 trata dos seis primeiros selos, o sétimo será explorado no capítulo 8 de Apocalipse. Ao invés de palavras ditadas por Jesus, João agora visualiza cenas. Assim, como em outros capítulos, a simbologia é bastante utilizada. É importante citar que a seqüência profética e simbólica dos sete selos relaciona-se com o mesmo terreno coberto pela profecia das sete igrejas, mas dando ênfase a outros eventos.

As profecias do Apocalipse não são sucessivas, mas repetitivas; isto é, elas são reafirmadas cobrindo os mesmos períodos de tempo. Os sete selos, por exemplo, e as sete trombetas cobrem o mesmo período das sete igrejas.
O princípio de interpretação profética destacado pelo próprio Senhor Jesus é que somente quando a profecia encontra o seu cumprimento é que pode ser plenamente compreendida. Três vezes Jesus disse isso no cenáculo: “Eis que vos tenho dito antes que aconteça, para que quando acontecer possais crer” (Jo 14:29, 13:19 e 16:4).

O propósito do cumprimento das profecias é fortalecer nossa fé.
Os quatro cavalos e suas diferentes cores – conforme descrito nos quatro primeiros selos – representam as quatro primeiras fases da igreja cristã (Éfeso, Esmirna, Pérgamo e Tiatira).
Os quatros cavaleiros do Apocalipse
O primeiro selo
Apocalipse 6:1: “Vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer, como se fosse voz de trovão: Vem!”
Apocalipse 6:2: “Olhei, e vi um cavalo branco. O seu cavaleiro tinha um arco, e foi-lhe dada uma coroa, e ele saiu vencendo, e para vencer.”
O cavalo branco simboliza pureza e vitória. Cristo é o cavaleiro.

Nos dias em que o Apocalipse foi escrito, o cavalo era o meio mais rápido de comunicação (como o e-mail, hoje). Além disso, a cavalaria era a principal arma de guerra. Cavalo, portanto, é símbolo do poder e da rapidez necessários à pregação do evangelho; tarefa incumbida ao povo de Deus. A cor branca era símbolo de vitória sobre o inimigo.
A mesma figura é aplicada na profecia que menciona a segunda vinda triunfal de Cristo, que o apresenta vindo à Terra vestido de branco e cavalgando um cavalo branco.

O cavalo de cor branca é uma alusão aos triunfos da igreja apostólica, no período de 34 a 100 d.C. A igreja cristã era pura na doutrina porque foi conduzida diretamente por Cristo. O arco que o cavaleiro trazia, nos dias antigos, era uma arma de ataque; um poderoso instrumento de guerra. A grande munição dos exércitos daquele tempo eram as flechas.

Ao sair para a batalha, o cavaleiro recebe uma coroa. Enquanto os vencedores deste mundo recebem a coroa somente após a vitória, Cristo, o cavaleiro do primeiro selo, recebe a coroa antecipadamente, como evidência segura de Sua vitória.

O segundo selo
Apocalipse 6:3: “Quando o Cordeiro abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: Vem!
Apocalipse 6:4: “Então saiu outro cavalo, vermelho. Ao seu cavaleiro foi dado tirar a paz da terra para que os homens se matassem uns aos outros. Também lhe foi dada uma grande espada.”

O cavalo vermelho simboliza sangue, corrupção e pecado. O cavaleiro representa o Império Romano pagão.

O segundo selo apresenta a igreja em estado de corrupção. A cor vermelha, em se tratando de vida espiritual, simboliza o pecado. “Ainda que os vossos pecados sejam vermelhos como o carmesim…” (Is 1:18).
A igreja incorporou doutrinas pagãs e abandonou a pureza da verdade. Este período do segundo selo, de corrupção dos princípios básicos da igreja, estendeu-se do ano 100 ao ano 313 d.C.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Apostasia: O Engano Final e Seu Antídoto

Nos bastidores do mundo espiritual estão forças que lutam contra as almas dos homens no grande conflito entre Cristo e Satanás [1] (Efésios 6:12). As Escrituras revelam o jogo e o contra jogo destas forças ao longo da história sagrada até o retorno de Cristo e o estabelecimento de Seu reino (Daniel 2:44). É importante para nós sabermos onde estamos no esquema das coisas a fim de estarmos preparados para assumir uma posição do lado certo. Aqueles que não fazem nada, mas se sentam em cima do muro, estão em perigo de serem arrastados pelas ilusões espiritualistas que estão para vir sobre o mundo (Mateus 24:24). Deus nos deu a luz de Sua Palavra, para guiar nossos passos e iluminar nosso caminho (Salmo 119:105). Os enganos e filosofias do espiritismo, cada vez mais se infiltram na igreja, assumindo o manto de sagrado, até que um dia a igreja se tornará um antro de demónios (Apocalipse 18:2)! Deus nos deu advertências em Sua Palavra para nos proteger e guiar, ninguém será enganado, sem primeiro ouvir e rejeitar a verdade (2 Tessalonicenses 2:11-12). Se nós sinceramente desejamos saber a verdade então, devemos conhecer a doutrina a fim de estarmos seguros (João 7:17).
Espiritismo é, essencialmente, rebelião contra Deus. As pessoas são atraídas a ele com alguma promessa de riqueza material, fama, poder, felicidade ou conhecimento especial. Quando alguém se afasta de Deus, seguindo por esse caminho, acaba em um estado de escuridão. As forças espirituais por trás do espiritismo estão elas próprias acorrentadas nas trevas e na rebelião contra Deus (2 Pedro 2:4), então é natural que quem entre no seu território também fique acorrentado à escuridão. Isto leva a um estado ilusório, onde as pessoas acreditam que o certo é errado e o errado é certo (Isaías 5:20); elas pensam que podem viver como querem e, ao mesmo tempo driblarem a morte e o julgamento final (Isaías 28:15-18). Mas a hora do juízo virá, e a Babilónia cairá de repente diante de seus olhos (Apocalipse 18). Então, será demasiado tarde para se escapar da destruição, não haverá bálsamo para aqueles que por suas próprias ações se destruíram. Precisamos estudar com cuidado o que as Escrituras dizem sobre os enganos do tempo do fim para que não fiquemos presos na sua rede. Quaisquer que sejam as promessas que a estrada para Endor ofereça, ela termina em problemas, vazio, trevas e destruição. A estrada larga pode parecer atraente (Mateus 7:13-14), mas falta a companhia vital de Cristo, que deu a Sua vida e derramou Seu sangue pelos pecadores. Ele trilhou o caminho estreito, que não promete riqueza, fama ou poder, mas, no entanto, leva a uma cidade eterna e a uma recompensa incalculável (Hebreus 11:10). O salário do pecado é a morte mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna (Romanos 6:23), é isso que oferece o caminho estreito, companheirismo com Deus e uma existência eterna no paraíso (Apocalipse 21:3-4).
Em Sua Palavra, Deus traçou uma última mensagem de advertência ao mundo antes de aparecer essa enganação final (Apocalipse 14:6-12). Esta mensagem (a mensagem dos três anjos) é o antídoto perfeito para os enganos espiritualistas do tempo do fim. Tudo o que uma nega a outra mensagem afirma como descrita neste livro. A doutrina “sem lei” dos demónios é finalmente uma negação de Cristo como nosso Salvador (1 Timóteo 4:1, 1 João 2:22-23). Jesus é o verdadeiro Deus, o Salvador da humanidade, e o único nome debaixo do céu pelo qual os homens podem ser salvos (Atos 4:12).

Às vezes as pessoas são enredadas no espiritualismo sendo impossível escapar sem ajuda divina ou, em alguns casos, orações de intercessão de pessoa(s) justa(s) [2] (Tiago 5:16). Seria muito prudente não se envolver em tais coisas (Provérbios 28:26). Espero que este livro ajude a orientar as pessoas a se manterem longe dos perigos e torne os leitores conscientes das questões em jogo. Como diz o ditado, olhe antes de saltar!
Nós precisamos ser cuidadosos na forma de abordar o espiritismo; nossos passos precisam ser guiados pela Palavra de Deus e oração; isso será cada vez mais importante à medida que nos aproximamos do fim dos tempos. Alguns cristãos têm perdido o seu caminho entrando em território inimigo, pensando que eles eram fortes o suficiente para combater as forças das trevas [3], eles correm para lugares onde anjos temem pisar. Quando nos movemos com Jesus ao nosso lado, não temos nada a temer, porque Ele venceu as forças das trevas:

“e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz” (Colossenses 2:15).

A Natureza do Engano Final