sábado, 31 de dezembro de 2011

A TERCEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - A Origem do Mal

Enquanto todos os seres criados reconheceram a lealdade pelo amor, houve perfeita harmonia por todo o Universo de Deus. Deleitavam-se em refletir a Sua glória, e patentear o Seu louvor. E enquanto foi supremo o amor para com Deus, o amor de uns para com os outros foi cheio de confiança e abnegado. Nenhuma nota discordante havia para deslustrar as harmonias celestiais.

Sobreveio, porém, uma mudança neste estado de felicidade. Houve um ser que perverteu a liberdade que Deus concedera às Suas criaturas. O pecado originou-se com aquele que, abaixo de Cristo, fora o mais honrado por Deus, e o mais elevado em poder e glória entre os habitantes do Céu. Lúcifer, "filho da alva", era o primeiro dos querubins cobridores, santo, incontaminado. Permanecia na presença do grande Criador, e os incessantes raios de glória que cercavam o eterno Deus, repousavam sobre ele. Assim diz o Senhor Jeová:
"Tu és o aferidor da medida, cheio de sabedoria e perfeito em formosura. Estavas no Éden, jardim de Deus; toda a pedra preciosa era a tua cobertura. (...) Tu eras querubim ungido para proteger, e te estabeleci; no monte santo de Deus estavas, no meio das pedras afogueadas andavas. Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniqüidade em ti." (Ezequiel 28:12-15)
Pouco a pouco Lúcifer veio a condescender com o desejo de exaltação própria. Dizem as Escrituras: "Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor." (Ezequiel 28:17). "Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo." (Isaías 14:13-14).

Se bem que toda a sua glória proviesse de Deus, este poderoso anjo veio a considerá-la como pertencente a si próprio. Não contente com sua posição, embora fosse mais honrado do que a hoste celestial, arriscou-se a cobiçar a homenagem devida unicamente ao Criador. Em vez de procurar fazer com que Deus fosse o alvo supremo das afeições e fidelidade de todos os seres criados, consistiu o seu esforço em obter para si o serviço e lealdade deles. E, cobiçando a glória que o infinito Pai conferira a Seu Filho, este príncipe dos anjos aspirou ao poder que era a prerrogativa de Cristo apenas.

Quebrantou-se então a perfeita harmonia do Céu. A disposição de Lúcifer para servir a si em vez do Criador, suscitou um sentimento de apreensão ao ser observada por aqueles que consideravam dever a glória de Deus ser suprema. No conselho celestial os anjos insistiam com Lúcifer. O Filho de Deus apresentou perante ele a grandeza, a bondade e a justiça do Criador; e, a natureza imutável e sagrada de Sua lei. Mas a advertência, feita com amor e misericórdia infinitos, apenas despertou espírito de resistência. Lúcifer consentiu que prevalecessem seus sentimentos de inveja para com Cristo, e se tornou mais decidido. (...)

O Rei do Universo convocou os exércitos celestiais perante Ele, para, em sua presença, apresentar a

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

TERCEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - A Imagem do Mal

"Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus, preparado, sem mistura, do cálice da Sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre, diante dos santos anjos e na presença do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe pelos séculos dos séculos, e não têm descanso algum, nem de dia nem de noite, os adoradores da besta e da sua imagem e quem quer que receba a marca do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos; os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus." (Apocalipse 14:9-12)
A mensagem do primeiro anjo proclama o evangelho eterno e convida à restauração da verdadeira adoração de Deus como Criador, uma vez que a hora do juízo é chegada; o segundo anjo adverte contra todas as formas de adoração originadas em mecanismos humanos e, finalmente, o terceiro anjo proclama o mais solene aviso divino contra a adoração da besta e de sua imagem - que é o procedimento no qual envolve, em última análise, todos aqueles que rejeitam o evangelho da justificação pela fé.

A besta descrita em Apocalipse 13:1-10 representa a Igreja de Roma que se uniu com o Estado, e juntos, dominaram o mundo cristão durante vários séculos; ela foi descrita também por Paulo como o "homem da iniqüidade" (II Tessalonicenses 2:3-10), e por Daniel como o "chifre pequeno" (Daniel 7:8; Daniel 7:19-25; Daniel 8:9-12). A imagem da besta representa a forma de religião apóstata que se desenvolverá quando as igrejas protestantes, tendo perdido o verdadeiro espírito da Reforma, também se unirão com o Estado a fim de impor às pessoas os seus falsos ensinos herdados da Igreja Romana. Essa união será a perfeita imagem da besta, ou seja, será semelhante aquela proporcionada pela Igreja Católica Apostólica Romana.

A mensagem do terceiro anjo proclama a mais solene e assustadora advertência da Bíblia. Revela que aqueles que se submeterem à autoridade humana durante a crise final da Terra estarão adorando a "besta e a sua imagem" em vez de estar adorando a Deus. Durante esse conflito final, duas classes distintas se desenvolverão. Uma classe advogará o evangelho das maquinações humanas e adorará a "besta e a sua imagem", trazendo essas pessoas sobre si próprias os mais terríveis juízos. A outra classe, em acentuado contraste, viverá de acordo com o verdadeiro evangelho e guardará "os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12).

"Aqui está a perseverança dos santos". Satanás fará o possível para obrigar os remanescentes a unirem-se ao movimento apostatado e, para isso, "ele fará uso de todas as formas de engano da injustiça" (II Tessalonicenses 2:10 cf Mateus 24:23-24); não prevalecendo seus artifícios, ameaçará com isolamento e morte (Apocalipse 13:11-17). Entretanto, manterão a integridade até o fim, aqueles que alicerçaram a vida

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A TERCEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - A Adoração de Caim e Abel

Caim e Abel, filhos de Adão, diferiam grandemente em caráter. Abel tinha um espírito de fidelidade para com Deus; via justiça e misericórdia nos cuidados que o Criador tinha com a raça decaída, e com gratidão aceitou a esperança da redenção. Caim, porém, acariciava sentimentos de rebeldia, e murmurava contra Deus por causa da maldição pronunciada sobre a Terra e sobre o gênero humano, em virtude do pecado de Adão. Permitiu que a mente se deixasse levar pelo mesmo conduto que determinara a queda de Satanás, condescendendo com o desejo de exaltação própria, e pondo em dúvida a justiça e autoridade divinas.

Esses irmãos foram provados, assim como o fora Adão antes deles, para mostrar se creriam na Palavra de Deus e obedeceriam à mesma. Estavam cientes da providência tomada para a salvação do homem, e compreendiam o sistema de ofertas que Deus ordenara. Sabiam que nessas ofertas deveriam exprimir fé no Salvador a quem tais ofertas tipificavam, e ao mesmo tempo reconhecer sua total dependência dEle, para o perdão; e sabiam que, conformando-se assim ao plano divino para a sua redenção, estavam a dar prova de sua obediência à vontade de Deus.

Os dois irmãos de modo semelhante construíram seus altares, e cada qual trouxe uma oferta. Abel apresentou um sacrifício do rebanho, de acordo com as instruções do Senhor. "E atentou o SENHOR para Abel e para a sua oferta." (Gênesis 4:4). Lampejou o fogo do Céu, e consumiu o sacrifício. Mas Caim, desrespeitando o mandado direto e explícito do SENHOR, apresentou apenas uma oferta de frutos. Não houve sinal do Céu para mostrar que era aceita. Abel instou com seu irmão para aproximar-se de Deus da maneira divinamente prescrita; mas seus rogos apenas tornaram Caim mais decidido a seguir sua própria vontade. Sendo mais velho, achava que lhe não condizia ser aconselhado por seu irmão, e desprezou o seu conselho.

Caim veio perante Deus com íntima murmuração e incredulidade, com respeito ao sacrifício prometido e

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A TERCEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - Paciência Limitada

"A lei requer justiça - vida justa, caráter perfeito; e isso não tem o homem para dar. Não pode satisfazer as reivindicações da santa lei divina. Mas Cristo, vindo à Terra como homem, viveu vida santa, e desenvolveu caráter perfeito. Estes, Ele oferece como dom gratuito a todos quantos o queiram receber. Sua vida substitui a dos homens. Assim obtêm remissão de pecados passados, mediante a paciência de Deus. Mais que isso, Cristo lhes comunica os atributos divinos. Forma o caráter humano segundo a semelhança do caráter de Deus, uma esplêndida estrutura de força e beleza espirituais. Assim, a própria justiça da lei se cumpre no crente em Cristo. Deus pode ser 'justo e justificador daquele que tem fé em Jesus' (Romanos 3:26-31).

O amor de Deus tem-se expressado tanto em Sua justiça como em Sua misericórdia. A justiça é o fundamento de Seu trono, e o fruto de Seu amor. Era o desígnio de Satanás divorciar a misericórdia da verdade e da justiça. Buscou provar que a justiça da lei divina é inimiga da paz. Mas Cristo mostrou que, no plano divino, elas estão indissoluvelmente unidas; uma não pode existir sem a outra. 'A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram' (Salmos 85:10). Por Sua vida e morte, provou Cristo que a justiça divina não destrói a misericórdia, mas que o pecado pode ser perdoado, e que a lei é justa, sendo possível obedecer-lhe perfeitamente. As acusações de Satanás foram refutadas.

Outro engano devia ser então apresentado. Satanás declarou que a misericórdia destruía a justiça, que a morte de Cristo anulava a lei do Pai. Fosse possível ser a lei mudada ou anulada, então não era necessário Cristo ter morrido. Anular a lei seria imortalizar a transgressão e colocar o mundo sob o domínio de Satanás. É justamente porque a lei é imutável, porque o homem só se pode salvar mediante a obediência a seus preceitos, que Jesus foi erguido na cruz (Mateus 19:16-22 cf Romanos 2:13; Tiago capítulo 2).

O ser defeituosa a lei pronunciada pela própria voz divina, o haverem sido certas especificações postas à margem, eis a pretensão apresentada agora por Satanás. É o último grande engano que ele há de trazer sobre o mundo. Não necessita atacar toda a lei; se pode levar os homens a desrespeitar um só preceito, está conseguido seu objetivo. Pois 'qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, tornou-se culpado de todos' (Tiago 2:10). Consentindo em transgredir um preceito, são os homens colocados sob o poder de Satanás. Substituindo a lei divina pela humana (Marcos 7:7-9), procurará Satanás dominar o mundo. Essa obra é predita em profecia. Acerca do grande poder apóstata que é representante de Satanás, acha-se declarado: 'Proferirá palavras contra o Altíssimo e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão.' (Daniel 7:25).

Os homens hão de certamente estabelecer suas leis para anular as de Deus. Procurarão obrigar a consciência de outros, e, em seu zelo para impor essas leis, oprimirão os semelhantes. A guerra contra a lei divina, começada no Céu, continuará até ao fim do tempo. Todo homem será provado. Obediência ou desobediência, eis a questão a ser assentada por todo o mundo. Todos serão chamados a escolher entre a lei divina e as humanas. Aí se traçará a linha divisória. Não existirão senão duas classes. Todo caráter será plenamente desenvolvido; e todos mostrarão se escolheram o lado da lealdade ou o da rebelião. Então virá o fim.

Deus reivindicará Sua lei e livrará Seu povo. Satanás e todos quantos se lhe houverem unido em rebelião serão extirpados. O pecado e os pecadores perecerão, raiz e ramos (Malaquias 4:1) - Satanás a raiz, e seus seguidores os ramos. Cumprir-se-á a palavra dirigida ao príncipe do mal: 'Pois que estimas o teu coração como se fora o coração de Deus (...) te farei perecer, ó querubim protetor, entre pedras afogueadas. (...) Em grande espanto te tornaste, e nunca mais serás para sempre' (Ezequiel 28:6-19). Então 'o ímpio não existirá; olharás para o seu lugar, e não aparecerá' (Salmos 37:10); 'e serão como se nunca tivessem existido' (Obadias 1:16).

Isso não é um ato de poder arbitrário da parte de Deus. Os que Lhe rejeitavam a misericórdia ceifarão aquilo que semearam. Deus é a fonte da vida; e quando alguém escolhe o serviço do pecado, separa-se de Deus, desligando-se assim da vida. Ele está 'separado da vida de Deus' (Efésios 4:18). Cristo diz: 'Todos os que Me aborrecem amam a morte' (Provérbio 8:36). Deus lhe dá existência por algum tempo, a fim de poderem desenvolver seu caráter e revelar seus princípios. Feito isso, receberão os resultados de sua própria escolha. Por uma vida de rebelião, Satanás e todos quantos a ele se unem colocam-se em tanta desarmonia com Deus, que Sua própria presença lhes é um fogo consumidor. A glória dAquele que é amor os destruirá."1
"O que damos a Satanás quando concordamos com o ponto segundo o qual a lei de Deus precisa ser removida? Damos ao Universo inteiro um Deus imperfeito, um Deus que fez uma lei tão defeituosa que Ele precisou retirá-la. É isso o que Satanás deseja. Teremos a coragem de trabalhar ao lado de qualquer um que

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

A TERCEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - Perdão e Salvação

"Qual é a nossa iniquidade, qual é o nosso pecado, que cometemos contra o SENHOR, nosso Deus?" (Jeremias 16:10)

O homem ao pecar, transgride a Lei de Deus, isso é fato (I João 3:4; Romanos 4:15; Romanos 7:7). Não existe pecado que não seja a violação de um dos seus preceitos.

A Lei de Deus (Dez Mandamentos) revela ao homem o seu respectivo pecado, e ele, quando reconhece o erro cometido - mediante o Espírito Santo (João 16:7-11; Atos 7:51; Tito 3:5) - chega a conclusão que precisa de Cristo para alcançar o perdão que, só pode ser concedido pela graça.
"A graça é uma oportunidade conferida aos pecadores, e tem o sentido de uma dívida perdoada, de um perdão concedido, de uma libertação sem paga, de um jugo desatado, de uma 'carga retirada dos ombros'. Graça é a mais alta expressão do amor de Deus manifestado no sacrifício de Jesus em favor dos pecadores, e estes são assim considerados por transgredirem a lei divina." 1 "A graça é favor imerecido concedido aos pecadores." 2
O homem nunca obterá o perdão por suas obras; somente pela graça, unicamente, ele o conseguirá. "Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-Me por tua graça." (Salmos 6:4) Entretanto, quando o homem aceita a graça, obtendo assim o perdão pelos seus erros, à ele não é permitido retornar ao pecado, a menos que deliberadamente escolha o caminho da perdição. As palavras de Cristo quanto a isso são: “vai e não peques mais.” (João 8:11)
Volvemo-nos novamente ao pecado depois que somos perdoados? É nos permitido pecar novamente porque obtemos o perdão mediante a graça que vem de Cristo? De modo nenhum! (Romanos 6:15) Então por que violar os mandamentos da Lei de Deus? Como pode o cristão seguir a Cristo e ao mesmo tempo desrespeitar Seus mandamentos?3
E, assumir o erro cometido contra a Lei de Deus, não isenta o pecador de sua culpa, ele terá que pagar por sua transgressão; mas, é nesse momento que Cristo intervém e oferece Seu sangue como pagamento; é nesse instante que a graça se faz presente quando o pecador a aceita pela fé e assim alcança o perdão de sua transgressão (Isaías 53:1-12; João 1:29).
No entanto, muitos confundem perdão com a salvação. Perdão é a aplicação direta da graça, e salvação é a permanência na graça pela fé em Cristo e obediência aos Seus mandamentos (Apocalipse 14:12 cf I João 2:1-4). O pecador pode chegar a receber o perdão mas nunca desfrutar da salvação se posteriormente se desviar desses requisitos exigidos. Somente a graça abre as portas para que o homem seja perdoado e assim tenha condições de seguir os caminhos de Jesus Cristo rumo a salvação.
O erro mais comum no cristianismo é achar que o perdão obtido (mediante a graça) anula a obediência a Lei de Deus. Satanás é o originador desse lastimável ensino (Apocalipse 12:17) e, muitos, iludidos por seus sofismas "riscam" a obediência aos mandamentos de Deus como - um dos - requisitos para alcançar a salvação, e assim trilham nos caminhos de Satanás em direção a perdição (Apocalipse 22:14-15).
O próprio Cristo esclareceu que para alcançar a vida eterna (salvação) é necessário obedecer aos Dez Mandamentos (Mateus 19:16-22; Mateus 5:17-19 cf João 14:15-26). E este ensino é muitíssimo claro: Como poderia alguém ter acesso ao reino de Deus violando a Sua lei que proíbe: criar e adorar imagens,

domingo, 18 de dezembro de 2011

PRINCÍPIO DO DIA PROFÉTICO

Vários teólogos judeus e cristãos através dos tempos aplicaram o princípio do dia profético às setenta semanas descrita em Daniel capítulo 9. Dentre eles, tem-se o hebreu Rashi (1040-1105 d.C.), que traduziu Daniel 8:14 da seguinte maneira: "E ele disse-me: Até 2300 anos". Esse princípio tem sido reconhecido e aceite em todo o mundo durante séculos.

E qual é a base bíblica para dizer que 2300 dias são na verdade 2300 anos? Os versos de Números 14:34 e Ezequiel 4:4-7, que dizem respectivamente: "(...) quarenta dias, cada dia representando um ano." "(...) Quarenta dias te dei, cada dia por um ano."

O Antigo Testamento demonstra outras relações entre as palavras dia e ano; em alguns casos, embora as traduções usem a palavra "ano", no original hebraico encontra-se a palavra "dia". Por exemplo, em Êxodo 13:10 é utilizado a expressão "de ano em ano", enquanto no texto original consta "de dias em dias": "Portanto, guardarás esta ordenança no determinado tempo, de ano em ano [de dias em dias]" (Êxodo 13:10). O mesmo ocorre em I Samuel 27:7: "E todo o tempo que David permaneceu na terra dos filisteus foi um ano [dias] e quatro meses." (cf I Samuel 1:21).

Em hebraico a palavra geralmente usada para especificar o período de um "ano" é "shanah" (pl. shaneh), porém, nestes versos a palavra "dias" (yowm) foi utilizada, demonstrando uma ligação direta e representativa de "ano". E por que esse princípio deve ser aplicado nas profecias do livro de Daniel, especialmente nos capítulo 8 e 9?

Daniel capítulo 9 declara que "desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém até ao Ungido", se passaria sessenta e nove semanas. A ordem para essa edificação se deu em 457 a.C.; isso significa que a partir dela até ao Ungido (batismo de Jesus Cristo, 27 d.C) haveria 483 anos, e profeticamente, isso corresponde exatamente a 69 semanas.(a)

Considerar 69 semanas literalmente como 483 dias, o que equivale a "1 ano, 4 meses e 3 dias", obrigatoriamente deveria-se aceitar que esse seria o intervalo de tempo entre a restauração de Jerusalém e o batismo de Jesus. Este procedimento de contagem literal não é adequado, tornanaria a profecia sem fundamento histórico e bíblico. O princípio do dia profético precisa ser aplicado a esta profecia, ou a mesma torna-se sem sentido.

O princípio do dia profético enquadra-se perfeitamente numa parte da profecia (70 semanas), não seria lógico que fosse usado com sucesso na outra parte também? Aplicando o princípio do dia profético às 70 semanas, temos 490 anos, ou seja, 176.400 dias. Como poderíamos separar ou subtrair 176.400 dias de 2.300 dias? Impossível! A única maneira das 70 semanas serem separadas, cortadas ou subtraída é aplicando o princípio do dia profético também aos 2.300 dias. De outra forma, seria como tentar medir dois metros em três centímetros.

Outra prova a favor da aplicação do dia profético aos 2.300 dias é a análise contextual de Daniel 8:13 que diz: "(...) Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?"

Daniel 8:13 da ênfase com relação ao término dos eventos que ocorrem no período profético das "2300 tardes e manhãs". A palavra visão "chazown" refere-se nesse contexto a revelação (visão profética) e abrange os acontecimentos preditos na sua totalidade, dentre eles: A entrega do santuário e o seu sacrifício diário, a transgressão assoladora, perseguição aos filhos do Altíssimo e a mudança na Lei de Deus (cf Daniel 7:25). A pergunta feita em Daniel 8:13 ("até quando?") refere-se ao término de tudo que foi descrito na visão (chazown). E a resposta foi: "Até 2300 tardes e manhãs"; que correspondem a 2300 dias, e estes por sua vez equivalem, profeticamente, a 2300 anos.

Essa profecia abrange o período dos impérios Babilónico, Medo-Persa, Grego e Romano. Se fossemos basear-nos que 2300 dias não correspondem a 2300 anos, isso significaria que 2300 dias equivalem literalmente a 6 anos, 3 meses e 20 dias. Como poderia esta contagem de tempo, literal, incluir esses impérios descritos na profecia? Impossível. Só o império Medo-Persa durou 208 anos, muito tempo para se encaixar em apenas 6 anos. Portanto, é lógico e discernido o uso do princípio profético que envolve mais de dois milénios, tempo suficiente para abranger todos os impérios e eventos relatados por Daniel.

A PRIMEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - A HORA DO JUÍZO

No livro de Daniel, capítulo 8, encontramos uma sequência de eventos históricos que precedem a segunda vinda de Cristo; nele é descrito a sucessão de quatro reinos (babilônico, medo-persa, grego e romano) e que, proveniente do último, surgiria um poder que atuaria de maneira singular ao deitar por terra a verdade referente ao santuário celestial, obscurecendo deste modo o ministério intercessório de Jesus. Daniel 7:25 descreve também esse poder dizendo: "Proferirá palavras contra o Altíssimo, magoará os santos do Altíssimo e cuidará em mudar os tempos e a lei..."
Entretanto, Deus não permitiria que Seus ensinos, Sua lei e a verdade relativa ao ministério sumo-sacerdotal de Jesus prosseguisse indefinidamente obscurecida pelo erro. Através de homens e mulheres fiéis e tementes a Deus, Ele reavivaria Sua causa (Isaías 58:12). A reforma protestante redescobriu parcialmente o papel de Cristo como nosso Mediador, o que ocasionou grande reavivamento no mundo cristão. Contudo, havia ainda outras verdades a serem reveladas acerca do ministério celestial de Jesus. E o tempo em que Deus restauraria essas verdades e iniciaria o grande julgamento da raça humana foi revelado ao profeta Daniel:
- Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército a fim de serem pisados?
- Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado. (Daniel 8:13-14)
Ao anjo Gabriel fora entregue a missão de explicar esses eventos proféticos, mas, o impacto das informações conduzira Daniel a enfermidade. Por este motivo, ele teve que adiar os esclarecimentos relativos ao período de tempo das 2300 tardes e manhãs; o único aspecto da visão que ainda não havia sido elucidado (Daniel 8:27). Em Daniel 9:22 tem-se o retorno do anjo Gabriel com o objetivo de completar essa tarefa. Portanto, Daniel capítulos 8 e 9 acham-se conectados, sendo o capítulo 9 a chave para desvendar o mistério das "2300 tardes e manhãs" descrito no capítulo 8. Todavia, se faz necessário primeiramente entender o que significa "tardes e manhãs":
"... E disse Deus: Haja luz. E houve luz.
E viu Deus que era boa a luz; e fez Deus separação entre a luz e as trevas.
E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. Houve tarde e manhã, o primeiro dia." (Gênesis 1:3-5)
De acordo com as Escrituras, "uma tarde e uma manhã" corresponde a "um dia" (período de tempo aproximado de 24 horas). Portanto, as "2300 tardes e manhãs" mencionadas em Daniel 8:14 equivalem a "2300 dias". Porém, Daniel capítulos 8 e 9 referem-se a tempo profético e neste caso "um dia" equivale a "um ano":
"Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano..."; "Quarenta dias te dei, cada dia por um ano..." (Números 14:34; Ezequiel 4:7)
A partir desses versos pode-se afirmar que "2300 dias" proféticos representam "2300 anos" literais e, com essas informações, retornemos às palavras do anjo Gabriel dirigidas a Daniel com o intuito de fazê-lo entender o período de tempo descrito na profecia:
"... Daniel, agora, saí para fazer-te entender o sentido. No princípio das tuas súplicas, saiu a ordem, e eu vim, para to declarar, porque és mui amado; considera, pois, a coisa e entende a visão. Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniquidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos." (Daniel 9:22-24)
A partir de Daniel 9:24 pode-se fazer a seguinte pergunta: Qual a relação entre as "setenta semanas" e os 2300 anos?
O anjo Gabriel anunciou que "setenta semanas foram determinadas sobre o povo e sobre a santa cidade" de Daniel, isto é, sobre o povo judeu e sobre a cidade de Jerusalém. A palavra "determinada", nesse verso, foi uma opção de alguns tradutores bíblicos para o verbo hebraico original hebraico (chathak). Porém, o significado mais próximo do original é cortar, dividir, separar.1, 2 O dicionário hebraico-inglês de Genesius3

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A PRIMEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - O Tribunal Celestial

No estudo anterior (A Hora do Juízo) verificou-se que a profecias das 70 semanas apontavam, também, para a inauguração do ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial e, isto ocorreu com a unção do "Santo dos santos". Cumprindo assim o último evento descrito em Daniel 9:24.

O santuário terrestre (cópia do santuário celestial - Êxodo 25:8-9) foi ungido com óleo sagrado a fim de que tal ato o consagrasse para os seus serviços (Levítico 8:10) e, o santuário celeste também deveria ser consagrado para o ministério intercessório de Cristo, e é exatamente isso que o anjo Gabriel revela à Daniel quando diz: "(...) e para ungir o Santo dos santos." (Daniel 9:24). Com Sua ascensão, pouco tempo depois de Sua ressurreição, Cristo iniciou Seu ministério como sumo sacerdote e intercessor no santuário celestial (Hebreus 8:1-5).

"A ida de Cristo ao lugar santíssimo como nosso sumo sacerdote para purificação do santuário a que se faz referência em Daniel 8:14; a vinda do Filho do homem ao Ancião de Dias, conforme se acha apresentada em Daniel 7:13 e a vinda do Senhor a Seu templo, predita por Malaquias 3:1 são descrições do mesmo acontecimento."1

O livro de Hebreus afirma: "Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue: e sem derramamento de sangue não há remissão. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos Céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios a eles superiores" - o precioso sangue de Cristo (Hebreus 9:22-23). Assim como os pecados do povo de Deus eram pela fé transferidos para a oferta pelo pecado e então simbolicamente transportados para o santuário terrestre (Levítico 6:1-7; Números 5:5-8), sob o Novo Concerto, os pecados confessados são pela fé colocados sobre Cristo (Hebreus 10:19-22; Romanos 3:23-25).2

Com o mesmo objetivo que era realizado o dia da Expiação para remover os pecados do santuário terrestre (Levítico 16:15-17; Levítico 16:30), assim o santuário celestial é purificado pela remoção final de todos os pecados registrados nos livros celestiais (Daniel 7:9-10). Mas antes que os registros sejam finalmente limpos, eles serão examinados a fim de ser determinar quem, através de arrependimento e fé em Cristo, está apto a entrar em Seu reino eterno. Portanto, a purificação do santuário celestial envolve uma obra de juízo investigativo3 e reflete plenamente a natureza do dia da Expiação como dia de julgamento (cf Isaías 43:26).4

Este julgamento ratifica as decisões quanto a quem deverá estar entre os salvos e quem estará entre os perdidos. E ocorre antes da segunda vinda de Cristo, pois por ocasião do segundo advento, Cristo deverá retribuir "a cada um segundo as suas obras" (Apocalipse 22:12; Êxodo 32:31-35; Salmo 69:27-28). Nessa oportunidade as acusações de Satanás serão respondidas (Apocalipse 12:10 cf I Coríntios 4:5).

Todos aqueles que verdadeiramente se arrependeram e pela fé reclamaram o sangue do sacrifício expiatório de Cristo, terão assegurado o perdão. Quando seus nomes forem chamados a julgamento e se constatar que eles estão revestidos pelo manto da justiça de Cristo, seus pecados serão apagados e eles serão considerados dignos da vida eterna.5 "Aquele que vencer", disse Jesus, "será assim vestido de vestiduras

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

A PRIMEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - A Lei do Tribunal Celestial

"Abriu-se, então, o santuário de Deus, que se acha no Céu, e foi vista a arca da aliança no seu santuário, e sobrevieram relâmpagos, vozes, trovões, terremoto e grande saraivada." (Apocalipse 11:19)

A arca do concerto de Deus está no Santo dos santos, ou lugar santíssimo, que é o segundo compartimento do santuário celestial. No ministério do tabernáculo terrestre, que servia como "sombra das coisas celestiais" (Hebreus 8:1-2), este compartimento se abria somente no grande Dia da Expiação, para a purificação do santuário. Portanto, o anúncio de que o templo de Deus se abrira no Céu, e de que fora vista a arca de Seu concerto, indica a abertura do lugar santíssimo do santuário celestial, em 1844, ao entrar Cristo ali para efetuar a obra finalizadora da expiação.

Os que pela fé seguiram seu sumo sacerdote, ao iniciar Ele o ministério no lugar santíssimo, contemplaram a arca de Seu concerto. "Ao estudar o santuário terrestre e fazer o paralelismo com o santuário celestial", chegaram a compreender a mudança operada no ministério do Salvador, e viram que Ele agora oficiava diante da arca de Deus, pleiteando com Seu sangue em favor dos pecadores.

A arca do tabernáculo terrestre continha as duas tábuas de pedra, sobre as quais se achavam inscritos os preceitos da lei de Deus. A arca era mero receptáculo das tábuas da lei, a presença desses preceitos divinos é que lhe dava valor e santidade. Na qualidade de reflexo do caráter de Deus, os Dez Mandamentos são de natureza moral, espiritual, abrangente e contém princípios universais. Eles trazem consigo a distinção singular de serem as únicas palavras que Deus falou audivelmente a toda uma nação. Deus não confiou Sua lei à desatenta mente humana, que facilmente esquece as coisas, mas gravou-a com Seu próprio dedo em tábuas de pedra, de modo que elas pudessem ser preservadas no interior da arca, no tabernáculo.1

A lei de Deus no santuário celeste é o grande original, de que os preceitos inscritos nas tábuas de pedra e, registrados por Moisés no Pentateuco, eram uma transcrição exata. Os que chegaram à compreensão deste ponto importante, foram assim levados a ver o caráter sagrado e imutável da lei divina. Viram, como nunca dantes, a força das palavras do Salvador: "Até que o céu e a Terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei." (Mateus 5:18; Lucas 16:17). A lei de Deus, sendo a revelação de Sua vontade, a transcrição de Seu caráter, deve permanecer para sempre, como uma fiel testemunha no Céu. Nenhum mandamento foi anulado; nenhum jota ou til se mudou. Diz o salmista: "Para sempre, ó Senhor, a Tua palavra permanece no Céu." (Salmos 119:89 cf Êxodo 34:28). São "fiéis, todos os Seus mandamentos. Permanecem firmes para todo o sempre." (Salmos 111:7-9).

Os que aceitaram a luz relativa à mediação de Cristo e à perpetuidade da lei de Deus, compreenderam estas verdades apresentadas no capítulo 14 de Apocalipse. As mensagens deste capítulo constituem uma tríplice advertência, que deve preparar os habitantes da Terra para a segunda vinda do Senhor. O anúncio da primeira, dessas três mensagens diz: "Vinda é a hora do Seu juízo" (Apocalipse 14:7) - aponta para a obra finalizadora do ministério de Cristo para a salvação dos homens. Anuncia uma verdade que deve ser proclamada até que cesse a intercessão do Salvador, e Ele volte à Terra para receber o Seu povo. A obra do juízo que começou em 1844, deve continuar até que os casos de todos estejam decididos, tanto dos vivos como dos mortos; disso se conclui que ela se estenderá até ao final do tempo da graça para a humanidade.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A PRIMEIRA MENSAGEM APOCALIPSE - Justificação pela Fé

"O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho." (Marcos 1:15)

O arrependimento associa-se à fé, e o evangelho a solicita como necessária para a salvação. O arrependimento é descrito como uma tristeza pelo pecado (II Coríntios 7:10), e que prepara o coração para a aceitação de Cristo como único Salvador; única esperança do pecador.
"Ao levar Satanás o homem a pecar, tinha esperanças de que a repugnância de Deus ao pecado O separaria para sempre do homem e quebraria o elo de ligação entre o Céu e a Terra. O abrir dos Céus(a) com a voz de Deus dirigida a Seu Filho foi como um toque mortal para Satanás. Temeu que Deus estava agora mais disposto a unir o homem a Si mesmo e conferir-lhe poder para vencer suas artimanhas. E com este propósito Cristo veio das cortes reais para a Terra."1

"O primeiro passo na reconciliação com Deus, é a convicção de pecado. 'Pecado é o quebrantamento da lei.' 'Pela lei vem o conhecimento do pecado.' (I João 3:4; Romanos 3:20). A fim de ver a sua culpa, o pecador deve provar o próprio caráter pela grande norma divina de justiça. É um espelho que mostra a perfeição de um viver justo, habilitando o pecador a discernir os seus defeitos de caráter. A lei revela ao homem os seus pecados, mas não provê remédio. Ao mesmo tempo que promete vida ao obediente, declara que a morte é o quinhão do transgressor. Unicamente o evangelho de Cristo o pode livrar da condenação ou contaminação do pecado. Deve ele exercer o arrependimento em relação a Deus, cuja lei transgrediu, e fé em Cristo, o seu sacrifício expiatório. Obtém assim 'remissão dos pecados passados', e torna-se participante da natureza divina."2

Mas, embora Deus possa ser justo e ao mesmo tempo justificar o pecador, sem os méritos de Jesus, homem algum pode cobrir a sua alma com as vestes da justiça de Cristo, enquanto comete pecados conhecidos, ou negligencia conhecidos deveres. Deus requer a completa entrega do coração, antes que possa ocorrer a justificação; e para que o homem conserve essa justificação, tem de haver obediência contínua, mediante ativa e viva fé que opera por amor e purifica a alma. A fim de que o homem seja justificado pela fé, esta tem de chegar ao ponto em que controle as afeições e impulsos do coração; e é pela obediência que a própria fé se aperfeiçoa (cf Tiago capitulo 2).

Sem a graça de Cristo acha-se o pecador em estado desesperado; coisa alguma pode ser feita em seu favor. Mas pela graça divina é comunicado ao homem poder sobrenatural, que opera em seu espírito, coração e caráter. É pela comunicação da graça de Cristo que se discerne o pecado em sua natureza odiosa, sendo afinal expulso do templo da alma. É pela graça que somos levados em comunhão com Cristo, para com Ele sermos associados na obra da salvação. A fé é a condição sob a qual Deus escolheu prometer perdão aos pecadores; não que exista na fé qualquer virtude pela qual se mereça a salvação, mas porque a fé pode prevalecer-se dos méritos de Cristo. A pessoa arrependida reconhece que sua justificação vem porque Cristo, como seu Substituto e Penhor, morreu por ele, e é sua expiação e justiça.
"Jesus, nosso Substituto, consentiu em sofrer pelo homem a penalidade da lei transgredida. Ele revestiu Sua divindade com a humanidade, tornando-Se assim o Filho do homem, o Salvador e Redentor. O próprio fato da morte do amado Filho de Deus para remir o homem revela a imutabilidade da lei divina. Quão facilmente, do ponto de vista do transgressor, Deus poderia ter abolido Sua lei, provendo assim um meio pelo qual o homem pudesse ser salvo e Cristo permanecesse no Céu! A doutrina que ensina a liberdade, pela graça, para transgredir a lei é uma ilusão fatal. Todo transgressor da lei de Deus é um pecador, e ninguém pode ser santificado enquanto vive em pecado conhecido."3
Justiça é obediência à lei. A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas é ele incapaz de a apresentar. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé pode ele apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o SENHOR lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em