No estudo anterior (A Hora do Juízo) verificou-se que a profecias das 70 semanas apontavam, também, para a inauguração do ministério sacerdotal de Cristo no santuário celestial e, isto ocorreu com a unção do "Santo dos santos". Cumprindo assim o último evento descrito em Daniel 9:24.
O santuário terrestre (cópia do santuário celestial - Êxodo 25:8-9) foi ungido com óleo sagrado a fim de que tal ato o consagrasse para os seus serviços (Levítico 8:10) e, o santuário celeste também deveria ser consagrado para o ministério intercessório de Cristo, e é exatamente isso que o anjo Gabriel revela à Daniel quando diz: "(...) e para ungir o Santo dos santos." (Daniel 9:24). Com Sua ascensão, pouco tempo depois de Sua ressurreição, Cristo iniciou Seu ministério como sumo sacerdote e intercessor no santuário celestial (Hebreus 8:1-5).
"A ida de Cristo ao lugar santíssimo como nosso sumo sacerdote para purificação do santuário a que se faz referência em Daniel 8:14; a vinda do Filho do homem ao Ancião de Dias, conforme se acha apresentada em Daniel 7:13 e a vinda do Senhor a Seu templo, predita por Malaquias 3:1 são descrições do mesmo acontecimento."1
O livro de Hebreus afirma: "Com efeito, quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue: e sem derramamento de sangue não há remissão. Era necessário, portanto, que as figuras das coisas que se acham nos Céus se purificassem com tais sacrifícios, mas as próprias coisas celestiais com sacrifícios a eles superiores" - o precioso sangue de Cristo (Hebreus 9:22-23). Assim como os pecados do povo de Deus eram pela fé transferidos para a oferta pelo pecado e então simbolicamente transportados para o santuário terrestre (Levítico 6:1-7; Números 5:5-8), sob o Novo Concerto, os pecados confessados são pela fé colocados sobre Cristo (Hebreus 10:19-22; Romanos 3:23-25).2
Com o mesmo objetivo que era realizado o dia da Expiação para remover os pecados do santuário terrestre (Levítico 16:15-17; Levítico 16:30), assim o santuário celestial é purificado pela remoção final de todos os pecados registrados nos livros celestiais (Daniel 7:9-10). Mas antes que os registros sejam finalmente limpos, eles serão examinados a fim de ser determinar quem, através de arrependimento e fé em Cristo, está apto a entrar em Seu reino eterno. Portanto, a purificação do santuário celestial envolve uma obra de juízo investigativo3 e reflete plenamente a natureza do dia da Expiação como dia de julgamento (cf Isaías 43:26).4
Este julgamento ratifica as decisões quanto a quem deverá estar entre os salvos e quem estará entre os perdidos. E ocorre antes da segunda vinda de Cristo, pois por ocasião do segundo advento, Cristo deverá retribuir "a cada um segundo as suas obras" (Apocalipse 22:12; Êxodo 32:31-35; Salmo 69:27-28). Nessa oportunidade as acusações de Satanás serão respondidas (Apocalipse 12:10 cf I Coríntios 4:5).
Todos aqueles que verdadeiramente se arrependeram e pela fé reclamaram o sangue do sacrifício expiatório de Cristo, terão assegurado o perdão. Quando seus nomes forem chamados a julgamento e se constatar que eles estão revestidos pelo manto da justiça de Cristo, seus pecados serão apagados e eles serão considerados dignos da vida eterna.5 "Aquele que vencer", disse Jesus, "será assim vestido de vestiduras









