terça-feira, 11 de outubro de 2011

A SEGUNDA PRAGA DO APOCALIPSE

“Enquanto reinar Satanás, teremos de subjugar o próprio eu e vencer os pecados que nos assaltam; enquanto durar a vida não haverá ocasião de repouso, nenhum ponto a que possamos atingir e dizer: ´Alcancei tudo completamente.´ A santificação é o resultado de uma obediência que dura a vida toda.” Actos dos Apóstolos, 560 e561 (1911).
“Tem de se manter constante guerra contra a mente carnal; e temos de ser ajudados pela enobrecedora influência da graça de Deus, que atrairá a mente para cima, habilitando-a a meditar sobre coisas puras e santas.” Mente, Carácter e Personalidade, p. 74 (1870).
“Podemos criar um mundo irreal em nossa própria mente ou conceber uma igreja ideal, em que as tentações de Satanás não mais induzam ao mal; mas a perfeição só existe em nossa imaginação.” RH, 8 de Agosto de 1893.
Face a estas declarações inspiradas somos desafiados a uma vida santa agora. Não sabemos o dia em que o Senhor nos chamará a dormir o sono da morte, assim, como não sabemos exactamente o momento em que termina o tempo da graça e começará o período das pragas.

1. Em que consistirá a segunda praga?
Rª: “O segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu todo ser vivente que estava no mar.” Apocalipse 16:3.
Nota: “derramou a sua taça no mar”, durante a terceira praga serão igualmente afectados “os rios, e…as fontes das águas” (v.4). O mar é útil principalmente como via para o comércio e intercâmbio internacional. Tem-se sugerido que a obstrução das viagens e o comércio internacional (Ap. 13:13-17; 16:13,14; 17:3,12) sob esta praga, Deus tem o propósito de demonstrar claramente o Seu desagrado relativamente ao plano de Satanás de unir as nações sob o seu domínio.

2. Tem as pragas uma por uma, abrangência mundial?
Rª: Compare-se com o caso de Balaão (Num. 22:21-35). Esta segunda praga, tal como a primeira, não é de carácter mundial (ver Apoc. 16:2)
“Estas pragas não são universais, ao contrário os habitantes da Terra seriam inteiramente exterminados. Contudo serão os mais terríveis flagelos que já foram conhecidos por mortais. Todos os juízos sobre os homens, antes do final do tempo da graça, foram misturados com misericórdia. O sangue propiciatório de Cristo tem livrado o pecador de os receber na medida completa de sua culpa; mas no juízo final a ira é derramada sem mistura de misericórdia.” O Grande Conflito, p. 629

3. São as pragas literais ou simbólicas?
Rª: A linguagem do Apocalipse é de forma geral simbólica e, muitas vezes, impressionista. Assim, a linguagem que descreve as pragas bem poderia ser simbólica. No entanto, também não se pode afirmar que é totalmente literal, tomemos alguns exemplos: “úlceras malignas e perniciosas”, “sangue como de morto”, “os homens mordiam as suas línguas por causa da dor que sentiam”, “grande saraivada, com pedras que pesavam cerca de um talento”, são expressões suficientemente sérias se consideradas como literais. A “escuridão” do “trono da besta” e os “espíritos imundos semelhantes a rãs” que saem da boca do “dragão”, da “besta” e do “falso profeta”, requererem alguma interpretação, mas, tão pouco se podem considerar misteriosos.
O panorama é igualmente alarmante, por outro lado, se se considerar a linguagem como figurada. Podemos pensar, por exemplo, nas águas transformadas em sangue como um prenúncio de morte no próprio mar. a esta altura, podemos afirmar; o que vemos são os mares poluídos, extinção dos peixes e de toda a vida marítima. Como será ao cair esta praga?

4. Quem será atingido pelas pragas?
Rª: Em todos os casos, as pragas caem sobre a besta e sobre as pessoas que com ela estão associadas. A punição indiscutivelmente equivale à gravidade dos crimes. As pragas caiem no fim do tempo sobre pessoas que, tendo conhecido melhor caminho, persistiram de forma rebelde em blasfémias e na recusa de obedecer a Deus, e na idolatria de seguirem os seus próprios caminhos.

A TERCEIRA PRAGA DO APOCALIPSE

O tempo da graça encerra-se antes que as pragas caiam porque o arrependimento que se manifestasse após o derramamento das pragas, já não significaria nada. A fase pré-advento do juízo terá terminado, e o nosso Salvador já haverá selado cada coração sincero, mantido o seu nome no livro da vida. Aquele que lê o coração saberá também quais as pessoas que serão demasiado descuidadas e indiferentes ao sacrifício de Cristo e à vida na Santa Cidade.

1. A importância do carácter dos seguidores de Cristo.
Rª: A qualificação essencial para a vida eterna é o carácter, gerado e desenvolvido pelo Espírito Santo, assinalado pela fé e amor.
Ver:
João 3:5
“Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus.”
Gálatas 5:22-24
“Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade. a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências.”
Apocalipse 21:17
“E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.”
Nota: A sinceridade é fundamental. É-nos requerido que amemos a Deus de todo o coração, alma e entendimento, e ao nosso próximo como a nós mesmos (Mateus 22:34-40). Arrependimento e confissão que são induzidos meramente pelo temor (tal como o terrível temor face ao derramamento das pragas) não são sinceros. Ao afastar-se a crise, as pessoas. Voltam a ser aquilo que sempre foram.

2. Em que consiste a terceira praga?
“O terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.” Apocalipse 16:4.
Nota: As águas doces dos “rios e nas (das) fontes das águas” eram muito úteis nos tempos bíblicos, especialmente, para beber, tomar banho e regar. A segunda praga sem dúvida terá consequências muito graves e inconvenientes, os efeitos no entanto, não terão o impacto da terceira praga no sentido imediato e na gravidade. Por outro lado, e se compararmos ao efeito das pragas do Egipto (Êxodo 7:17-21), o rio Nilo, fonte de vida, era adorado como um deus e a sua agua assegurava a vida aos habitantes deste país.
Podemos compreender a extensão da ira, da raiva e cólera que se apodera das pessoas. Se até então os seus “deuses” providenciavam a todas as suas necessidades, dão-se conta, que estes “deuses” não satisfazem mais as suas necessidades naturais e supérfluas. Contra Quem manifestam os seus sentimentos?

A QUARTA PRAGA DO APOCALIPSE

Um estudo em paralelo entre as profecias sobre as Trombetas e das Pragas poderia ser feito. O seu valor maior do nosso ponto de vista seria o de relevar as diferenças e as semelhanças, elas existem. No entanto, as diferenças são tão notáveis que nos parece mais sensato fazer o estudo em separado e deixar ao leitor o cuidado de salientar as mesmas.
As trombetas e as pragas não são a mesma coisa. As trombetas cumprem-se por intermédio de desastres notavelmente sérios. O cumprimento das pragas será muito mais sério, elas têm a forma de juízos – à semelhança do Dilúvio, Sodoma e Gomorra “as cidades do vale”, entre outros – que tem por alvo uma alteração radical.
Façamos uma pergunta de reflexão: Quantos aspectos das pragas egípcias fazem lembrar as últimas pragas, quantos encontrou? Vamos responder um pouco mais para o final do nosso estudo para lhe dar tempo a relacionar.

1. O que constituirá a quarta praga?
Rª: “O quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo.” Apoc. 16:8 (cf. Joel 1:16-18).
Nota: A quarta taça agrava o mal-estar causado pela taça anterior. À falta de água acresce agora um calor escaldante, abrasador, não há lugar onde se possa encontrar um pouco de abrigo. Não há sombra na Terra e o Céu está sem nuvens que sejam prenuncios de gotas de água. A esperança morreu. A seca espiritual que aflige esta fase torna tudo mais insuportável.

2. Que relação tem esta praga com a adoração?
Rª: O culto do Sol é a mais antiga e mais generalizada de todas as formas de idolatria. Nesta praga Deus manifesta a Sua desaprovação por essa forma de idolatria. Aquilo que fora adorado como deus torna-se uma praga de tormento. Assim foi nas pragas do Egipto. O que os egípcios tinham adorado tornou-se então em flagelo em vez de proveito e bênção.

A QUINTA PRAGA DO APOCALIPSE

Todo o contexto das 7 pragas nos remete para o fim do tempo da graça e tem como centro o sexto flagelo: “Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas vestes, para que não ande nu, e não se veja a sua nudez.” (Ap. 16:15). Esta passagem aplica-se particularmente à forma surpreendente como virá o juízo investigativo e o fim do tempo da graça. A esse momento especial se refere também a profecia de Daniel, quando diz:
“Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.” (Dan. 12:1).
Quando esse momento chegar, a sorte de cada pessoa ficará definitivamente fixada, sem possibilidade de mudança alguma, pois é proclamado o seguinte decreto:
“Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.” (Apoc. 22:11,12).
Jesus, nosso Sumo Pontífice, que hoje ainda intercede por nós no santuário celestial, finalizará a Sua obra mediadora e sacerdotal. Acrescenta E.G.White: “Então vi Jesus, que tinha estado a ministrar diante da arca, a qual contém os Dez Mandamentos, lançar o incensário. Levantou as mãos e com grande voz disse: “´Está feito´” (Primeiros Escritos, p. 279).
1. Como é apresentada a quinta praga?
Rª: “O quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e os homens mordiam de dor as suas línguas.” Apocalipse 16:10.
Nota: A quinta praga atinge directamente o centro do problema. É o trono da besta que é o alvo (Apoc. 16:10). A praga que emerge deste texto faz lembrar a quinta trombeta. As trevas invadem a cena. Sob a quinta trombeta, as trevas resultam do profundo abismo, o tehom, "abismo", a ausência de fundamento para a negação de Deus; o argumento do humanismo leigo da Revolução francesa (Apoc. 9:1,2). As trevas ocupavam um terço do espaço (Apoc. 8:12); no caso da quinta praga ela cobre todo o reino (Apoc. 16.10). Na época, esta negação da existência de Deus era um poder estranho e anti-religioso. Agora, o contexto da praga é parte integrante da religião. Para retomar o cenário esboçado em Daniel, o Sul está aliado ao Norte (Dan. 11:43). Babilónia assegura a sua soberania da negação de Deus (o Norte representa Babilónia, a crença, o Sul caracteriza o Egipto, a incredulidade).

A SEXTA PRAGA DO APOCALIPSE

“Então Jesus sairá de entre o Pai e os homens, e Deus não mais silenciará, mas derramará a Sua ira sobre aqueles que rejeitaram a Sua verdade. Vi que a ira das nações, a ira de Deus, e o tempo de julgar os mortos eram acontecimentos separados e distintos, seguindo-se um ao outro; outrossim, que Miguel não Se levantara e que o tempo de angústia, tal como nunca houve, ainda não começara. As nações estão-se irando agora, mas, quando nosso Sumo-Sacerdote concluir a Sua obra no santuário, Ele Se levantará, envergará as vestes de vingança, e então as sete últimas pragas serão derramadas.” Vida e Ensinos, p. 100 (E.G.White)

Estes textos deixa bem claro que as 7 pragas só terão inicio depois de terminar o tempo da graça.
1. Que acontece sob a sexta praga?
Rª: “O sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis que vêm do oriente.” Apoc. 16:12.
Nota: A sexta taça, afecta o rio Eufrates (cf. 13:14). Desta vez, a evocação é mais específica. As águas do rio de Babilónia secam-se para “preparar o caminho dos reis que do oriente” (16:12).
No contexto bíblico, a seca do Eufrates está associada ao próprio acontecimento da tomada de Babilónia por Ciro em 539 a.C., (ver Is. 44:27,28; cf. Jer. 50:38).
Esta associação de ideias explica-se pela estratégia da batalha que nos é relatado por Heródoto (484-425 a.C.). “Ciro colocou o grosso das suas tropas do lado em que o rio entrava na cidade (...); ele colocou outros homens ao lado, do outro lado da cidade, no momento em que as águas corriam por canais feitos pelos soldados e o leito estava seco, ele e os seus soldados bem como os que tinham ficado do outro lado, entraram em Babilónia.” (Hérodoto, I, 190, 191.)

A SÉTIMA PRAGA DO APOCALIPSE

A infinita misericórdia de Deus é revelada nas mensagens de advertência e admoestação que envia ao mundo. Embora, estas advertências tenham como foco principal o Seu povo. Povo que recebe mensagem após mensagem em consequência da sua infidelidade e apostasia; esta apostasia tem arruinado de forma desmesurada a Igreja Cristã. Deus reconhece que em todas as organizações ainda há homens e mulheres sinceros que deploram a apostasia prevalecente. A esses que amam a verdade Deus chama-os para se afastarem do pecado e da associação com os indiferentes para que não sejam participantes do Juízo que cairá sobre os ímpios.

1. Qual é a mensagem para esse tempo?
Rª: Apocalipse 18:
“4 Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas.
5 Porque os seus pecados se acumularam até o céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.”
(ver textos paralelos: Gén. 19:12-17; Jer. 51:6).

Nota: Este texto é muito impressivo e muda de ênfase em relação aos textos anteriores “ouvi outra voz do céu”, esta voz torna-se presente, actual. Há um corte no texto; um antes e um agora. Além disso, dirige-se ao “povo meu”, estas palavras são em tudo semelhantes às do profeta Jeremias. Na altura, os israelitas encontravam-se exilados em Babilónia, e o objectivo era de apressá-los a fugir da cidade (Jer:51:45). As razões que aqui são dadas relacionavam-se com o futuro, para escapar da cólera de Deus e permitir-lhes o regresso ao seu país de origem (Jer. 50:9; cf. Is. 48:20); as palavras tinham também uma aplicação ao presente, para os proteger da influência nefasta e corrupta da idolatria (Jer. 51:47,52).

O grito do céu, apresentado nesta passagem de Apocalipse, ressoa sobre a praça de Babilónia e transmite a mesma preocupação e súplica da parte de Deus. Este grito, não tem nada haver com o de sair de um lugar e emigrar para outro. Depois da queda da Babilónia histórica, o apelo a sair de Babilónia não é necessáriamente acompanhado de uma emigração e de bilhetes de avião. Babilónia está em todo o lugar.

2. Porque razão não é preciso fugir?
Rª: Apocalipse 18:
“8 Por isso, num mesmo dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será consumida no fogo; porque forte é o Senhor Deus que a julga.
9 E os reis da terra, que com ela se prostituíram e viveram em delícias, sobre ela chorarão e prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio;
10 E, estando de longe por medo do tormento dela, dirão: Ai! Ai da grande cidade, Babilónia, a cidade forte! Pois numa só hora veio o teu julgamento.”

Nota: Esta Babilónia é uma instituição religiosa que marcou com o seu selo gerações e gerações de cristãos. Não é pelo facto de se sair da Igreja Católica que se saiu de Babilónia. Babilónia, está em todo o lugar, não tem limites, é uma questão de mentalidade, todo um conjunto de hábitos e de erros que se transmitiram e foram herdados nos meios religiosos os mais diversos.
Sair de Babilónia significa deixar de fazer da Igreja a porta de Deus, de substituir Deus por uma organização eclesiástica, e de tratar os assuntos da fé como se fossem “negócios” de carácter político.

domingo, 9 de outubro de 2011

O ALTO CLAMOR E O TEMPO DE ANGÚSTIA

Encontramos este tema, no livro – Primeiros Escritos, na p. 279. O que significará esta expressão? Mais a baixo a examinaremos com mais detalhe. Por agora, ela tem que ver com o fecho da Porta da Graça, ou seja, que a partir deste acontecimento nada mais há a fazer pelo ser humano, no que respeita à sua salvação – cf. p. 280. Isto quer dizer que o arcanjo Miguel irá mudar de função que desempenhou até então, ou seja, de sacerdote a rei – “Vi então Jesus depor Suas vestes sacerdotais e envergar Seus mais régios trajes”. Esta acção – levantar-se - de Miguel tem um significado preciso – Jesus começará a reinar, ou seja, passará, finalmente à acção para mostrar aos poderes do Mal que o povo de Deus não foi deixado à deriva, pois agora apresenta-se o seu Salvador, tal como veremos em detalhe quando abordarmos o capítulo 12 do livro de Daniel.
Até este momento, quem governava no mundo? Quem estava a governar através de quem? Claro, os reis e estes, por sua vez, unidos ao papado e ao protestantismo apóstata. Governaram o mundo, perseguiram implacavelmente o povo de Deus, prenderam-no, maltrataram-no, fizeram-no passar fome e dado um - Decreto de Morte - contra eles. Aparentemente Deus abandonou o Seu povo na Terra. Mas, no momento em que o rei do Norte – Daniel 11.44 – sai com fúria para destruir o povo de Deus, como veremos, porque
proclamaram a mensagem final, é neste preciso momento que o arcanjo Miguel surge para livrar o Seu povo, para dar um ponto final no sofrimento deste.
O levantamento de Miguel, isto é, que corresponde ao final da proclamação da mensagem do 3º anjo,

O SIGNIFICADO DO JUÍZO PRÉ - ADVENTO

1- Acontece no céu, junto ao trono do Deus Eterno (o Ancião de Dias), local onde o grande conflito cósmico entre Cristo e Satanás originou-se (Dan. 7:9 e 10).
2- Este juízo leva ao reconhecimento da legitimidade do Filho de Deus em receber o domínio, a honra e o reino eterno, sendo assim plenamente digno de ser adorado (Dan. 7:13 e 14).
3- Este juízo é feito também em favor dos santos do Altíssimo, que finalmente possuirão o reino (Dan. 7:22 e 27).
4- Este juízo leva à destruição final e definitiva das forças do mal, simbolizadas pelo chifre pequeno que se levantou em oposição a Deus e aos seus servos (Dan. 7:26).
5- Assim como no dia da Purificação do Santuário (dia da Expiação ou dia do Perdão), este dia de juízo será o momento onde todos aqueles que confiaram na provisão oferecida serão definitivamente absolvidos, e o verdadeiro culpado por todos os pecados juntamente com todos aqueles que obstinadamente rejeitaram a reconciliação serão punidos (Dan. 8:14, Lev. 16 e Heb. 9:22 e 24).

Ao concluirmos o estudo de Daniel, percebemos que o autor não exagerou sobre as seguintes questões:
1- Dogmatizar em torno da data de 22 de outubro de 1844;
2- Destacar que nesta data Cristo passou do lugar Santo para o Santíssimo do Santuário Celestial;
3- Detalhar os procedimentos durante o juízo, tais como livros com pecados anotados e tendo ao lado o registro do perdão, para então só no momento do julgamento ser definitivamente apagado;
4- Mencionar que este julgamento começa por todos aqueles que morreram em Cristo, podendo a qualquer momento passar para aqueles estão vivos;
5- Apelar aos cristãos que estejam constantemente alertas, pois não saberão o momento em que terão o seu nome sendo julgado e consequentemente seu destino sendo selado.

Até poucos anos atrás, cada vez que o tema do juízo pré-advento era abordado pela grande maioria dos teólogos Adventistas do Sétimo Dia, os pontos acima eram sempre mencionados como uma importante parte do estudo, e muitas vezes, até com bastante destaque e detalhes. Hoje, porém, o assunto passa a ser abordado de uma forma muito menos dogmática quanto a estes “detalhes” muito questionados por outras

sábado, 8 de outubro de 2011

CONCEITOS DO JUÍZO FINAL DE ALGUMAS RELIGIÕES CRISTÃS

Basicamente todas as denominações cristãs crêem de uma forma ou de outra no juízo final:

Como os ADVENTISTAS entendem o juízo final?Crença Fundamental nº 24: Há um santuário no Céu. Nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis aos crentes os benefícios de Seu sacrifício expiatório oferecido uma vez por todas, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande Sumo Sacerdote e começou o Seu ministério de intercessão por ocasião da Sua ascensão. Em 1844, no fim do período profético dos 2.300 dias, Ele iniciou a segunda e última etapa do Seu ministério expiatório. O juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos será digno de ter parte na primeira ressurreição. Também torna manifesto quem, dentre os vivos, está preparado para a trasladação para o Seu reino eterno. A terminação do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do Segundo advento. (Heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; Dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24-27; Núm. 14:34; Ezeq. 4:6; Mal. 3:1; Lev. 16; Apoc. 14:12; 20:12; 22:12).
Crença Fundamental nº 27: O milénio é o reinado de mil anos, de Cristo com os Seus santos, no Céu, entre a primeira e a segunda ressurreição. Durante este tempo serão julgados os ímpios mortos. No fim desse período, Cristo com os Seus Santos e a Cidade Santa descerão do Céu à Terra. Os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas fogo de Deus os consumirá e purificará a Terra. O Universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores. (Apoc. 20; Zac. 14:1-4; Mal. 4:1; Jer. 4:23-26; I Cor. 6; II Pedro 2:4; Ezeq. 28:18; II Tess. 1:7-9; Apoc. 19:17, 18 e 21).
(Fonte: http://www.igrejaadventista.org.br/crencas.asp)

Como os BATISTAS entendem o juízo final?
Deus, no exercício de sua sabedoria, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final.1 Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória.2 Os mortos em Cristo serão ressuscitados, arrebatados e se unirão ao Senhor.3 Os mortos sem Cristo também serão ressuscitados.4 Conquanto os crentes já estejam justificados pela fé, todos os homens comparecerão perante o tribunal de Jesus Cristo para serem julgados, cada um segundo suas obras, pois através destas é que se manifestam os frutos da fé ou os da incredulidade.5 Os ímpios condenados e destinados ao inferno lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus.6 Os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu como o Senhor.7
1. Mt 13:39,40; 28:20; At 3:21; I Co 15:24-28; Ef 1:10
2. Mt 16:27; Mc 8:38; Lc 17:24; 21:27; At 1:11; I Ts 4:16; I Tm 6:14,15; II Tm. 4:1,8
3. Dn 12:2,3; Jo 5:28,29; Rm 8:23; I Co 15:12-58; Fl 3:20; Cl 3:4
4. Dn 12:2; Jo 5:28,29; At 24:15; I Co 15:12-24
5. Mt 13:49,50; At 10:42; I Co 4:5; II Co 5:10; II Tm 4:1; Hb 9:27; II Pe 2:9
6. Dn 12:2,3; Mt 16:27; Mc 9:43-48; Lc 16:26-31; Jo 5:28,29; Rm 6:22,23
7. Dn 12:2,3; Mt 16:27; 25:31-40; Lc 14:14; 16:22,23; Jo 5:28,29; 14:1-3; Rm 6:22,23; I Co 15:42-44; Ap 22:11,12
(Fonte: http://www.batistas.org.br/miolo.php?canal=143&sub=630&c=&d=1)

Como os CATÓLICOS entendem o juízo final?
No dia do juízo, por ocasião do fim do mundo, Cristo virá na glória para realizar o triunfo definitivo do bem sobre o mal os quais, como o trigo e o joio, terão crescido juntos ao longo da história.
O juízo final escatológico
A Igreja só entrará na glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor em sua Morte e Ressurreição. Portanto, o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal, que fará sua Esposa descer do Céu. O triunfo de Deus sobre a revolta do mal assumirá a forma do Juízo Final depois do derradeiro abalo cósmico deste mundo que passa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

AS TRÊS MENSAGENS ANGÉLICAS

O ano de 1844 foi um ano importante. Os mileritas experimentaram o Grande Desapontamento, levando a um completo aprofundamento das profecias relacionadas ao segundo advento. A crescente compreensão da Bíblia que resultou daquele estudo levou ao estabelecimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Naquele mesmo ano, Charles Darwin completou um resumo das suas referências sobre a evolução através da seleção natural. Ele referiu-se aos rascunhos como “abstratos”, mas era muito mais do que um livreto. Contudo, Darwin não publicou os seus "abstratos" naquele ano. Em 1844 também, Robert Chambers publicou anonimamente o livro Vestiges of the Natural History of Creation. Esse livro especula abertamente sobre a possibilidade de uma mudança evolucionista em longos períodos de tempo. Foi dito que este livro causou maior impacto no público do que o livro de Darwin 15 anos depois. A reação do público foi tão intensa à obra de Chambers que Darwin conteve-se durante 15 anos sem publicar o seu livro.
A ironia aqui é obvia: o nascimento da Igreja Adventista do Sétimo Dia, com a ênfase na criação bíblica em seis dias, coincidiu como a apresentação pública do pensamento evolucionista. Isto foi uma coincidência? Creio que não.
Os adventistas do sétimo dia consideram-se comissionados a apresentar uma mensagem especial ao mundo, chamada "As Três Mensagens Angélicas" de Apocalipse 14:6-12. O nosso propósito aqui é explorar o significado dessas mensagens e a sua relação com a doutrina da criação.
O Primeiro Anjo.
O contexto de Apocalipse 14 indica um cenário escatológico, prensado entre a perseguição apresentada nos capítulos 12 e 13 e a "colheita" do final do capítulo 14. Os adventistas compreendem que as três mensagens angélicas de Apocalipse 14 representam o movimento final preparando o mundo para a segunda vinda de Cristo. Os Adventistas do Sétimo Dia esperam desempenhar uma função importante na proclamação dessas mensagens. Consequentemente, precisamos compreender o que elas dizem.
Essas três mensagens estão em sequência, pois entre elas, existem elos subjacentes. Um elo é a doutrina da criação conforme foi registrada por Moisés; outro elo é a justificação pela fé. A igreja não pode alcançar êxito na pregação das três mensagens angélicas sem fé no relato bíblico da criação, que é fundamental para essas mensagens e indispensável para a nossa missão.
O primeiro anjo, (Ap 14:6) é descrito como tendo o "evangelho eterno". O evangelho é as boas novas da salvação, que é necessário devido à queda do homem. A história da criação forma a base para compreender essa queda: "Assim, pois, todos os que pecaram sem lei também sem lei perecerão; e todos os que com lei pecaram mediante lei serão julgados" (Rm 2:12, cf 1 Tm 2:13-14).
A mensagem do primeiro anjo consiste em duas partes. A primeira parte é (parafraseada): "Temei a Deus e dai-lhe glória, por causa do julgamento." Essa mensagem foi enfatizada no início da história do adventismo, nas doutrinas do juízo investigativo e executivo. A segunda parte é (novamente parafraseada): "Adorai Aquele que criou." Na escrita hebraica, a mesma idéia era frequentemente expressa duas vezes, usando diferentes palavras. Este é um modo de enfatizar um ponto. A primeira mensagem angélica pode ser tratada com tal paralelismo: