Daniel 11: 31- “E sairão a ele uns braços que profanarão o santuário e a fortaleza; e tirarão o contínuo estabelecendo a abominação desoladora”.
Na primeira parte do versículo é dito que “sairão a ele (rei do norte) uns braços”. Qual será o significado destes ? Iremos utilizar o princípio “Sola Scriptura”, ou seja, a Bíblia e ela só como regra áurea de interpretação. Consultemo-la para saber o que tem para nos dizer a este respeito. Assim temos: - (v.22)- “Portanto assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu estou contra Faraó, rei do Egipto, e quebrarei os seus braços, o forte como o que está quebrado, e farei cair da sua mão a espada. (…). (24)- E esforçarei os braços do rei de Babilónia e porei a minha espada na sua mão; mas quebrarei os braços de Faraó e diante dele gemerá como geme o traspassado” – Ezequiel 30. Então, o que significa? Nem mais nem menos do que – poderio militar. Significa ter ajuda de exércitos e estes só têm uma origem – o Estado. Encontramos aqui, de novo, neste texto de Daniel, a acentuada união entre a Igreja e o Estado. Aqui o – rei do Norte – nesta fase histórica, o mesmo é dizer, um novo nome a adicionar aos demais aplicados a este mesmo poder nas suas diferentes fases: 1- a amálgama resultante da união ilícita entre os elementos antagónicos Ferro/Barro (Daniel 2.43); 2- ao chifre pequeno saído de entre os 10 chifres pré existentes (Daniel 7.8,24). Ou ainda, quando o chifre pequeno se estende horizontalmente por toda a terra e, de repente, surge na posição vertical, ou seja na direcção do “Príncipe do exército”, no céu (Daniel 8.9-11); 3- ao Anticristo/Homem do pecado/Filho da perdição (II Tessalonicenses 2.3) 4- à besta (Apocalipse 13.2). Aqui, o rei do Norte, não terá unicamente uma vertente religiosa que o caracterizará, mas também o político – “E se fortalecerá a sua força, mas não pelo seu próprio poder (…)” - Daniel 8.24.
O texto do v. 31 continua e diz: - “(…) profanarão o santuário e a fortaleza (…)”. Mas, de que santuário se tratará? Vejamos, a este propósito o que refere o mesmo profeta: - “E se engrandeceu até ao príncipe do exército e por ele foi tirado o contínuo e o lugar do seu santuário foi lançado por terra” – Daniel 8.11. Como se pode ver, se, efectivamente, “o lugar do seu santuário foi lançado por terra”, então significa que, anteriormente, estava no céu! Na verdade, não se poderá lançar por terra o que, anteriormente já lá está, convenhamos! Lendo os versos seguintes temos: - (v.12)- “E o exército lhe foi entregue, com o sacrifício por causa das transgressões; e lançou a verdade por terra, fez isso e prosperou. (13)- Depois ouvi um santo que falava: e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do contínuo e da transgressão assoladora para que seja entregue o santuário e o exército, afim de serem pisados? (14) E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” – Daniel 8. Assim sendo, será que temos aqui um paralelo com o capítulo 11, na medida em que o chifre pequeno do capítulo 8 faz o mesmo que o rei do Norte, do capítulo 11? Claro que sim.
Aqui – Daniel 11.31 – ao falar do santuário, na verdade, de qual está a falar? Convém não esquecermos









