quarta-feira, 8 de junho de 2011

INTRODUCÃO AO LIVRO DE DANIEL



Para todos aqueles que se interessam e amam a Palavra de Deus, o livro do profeta Daniel e o Apocalipse são, sem sombra de dúvida, um verdadeiro tesouro.
Estes livros das Escrituras dão-nos a conhecer que a luta secular entre as trevas e a Luz, da criatura contra o Criador, do erro contra a Verdade, não se passa unicamente ao nível do indivíduo, visando a Igreja de Deus, mas também ao nível das nações e dos seus líderes. Acima dos grandes e poderosos deste mundo, a

quinta-feira, 2 de junho de 2011

DANIEL, A SUA ÉPOCA, OS SEUS ESCRITOS

Para que possamos compreender de uma forma satisfatória o livro do profeta Daniel cremos ser necessário abordar um pouco da época em que este homem de Deus viveu.
1- O profeta.Como veremos a seguir e tal como o livro do mesmo nome o relata, Daniel foi deportado para Babilónio quando o rei Nabucodonosor invadiu e exerceu soberania sobre a Judeia.
Tendo em conta o relato bíblico, como veremos e o cuidado dispensado pelo soberano vencedor a Daniel e aos seus companheiros, facilmente poderemos compreender e aceitar que o profeta poderá ter nascido no seio de uma família bem posicionada, socialmente falando, descendendo da alta nobreza de Judá, na Palestina. Quando lemos o historiador judeu Flávio Josefo ao relator acontecimentos desta época, corrobora claramente esta suposição.

terça-feira, 31 de maio de 2011

O PRIMEIRO DIA: O SONHO ESQUECIDO - A ESTÁTUA (Daniel 2:1-49)



Na verdade, é impossível estudar o livro do profeta Daniel sem nos maravilharmos da extraordinária precisão dos detalhes históricos, políticos e religiosos revelados por Deus ao seu profeta séculos antes de tudo acontecer.
A razão de ser do profetismo é a de nos fazer conhecer a vontade última do Deus que só Ele conhece. Efectivamente a profecia é isto mesmo, tal como o revela e define claramente o profeta Amós ao dizer: - “Certamente o Senhor Jeová não fará coisa alguma sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas” – Amós 3.7.
Seja agradável ou desagradável o quanto Deus tem para revelar à criatura, o profeta deverá ser o veículo desta informação. Sempre existiram dois tipos de profetas: 1- falsos; 2- verdadeiros. Antes de abordarmos o tema que nos ocupa, abramos um pequeno parêntesis para vermos no Antigo Testamento alguns exemplos de verdadeiros e de falsos profetas:
a)- I Reis 22.1-38
Recordaremos aqui o interessante episódio passado entre o rei de Judá Jeosafá e o rei de Israel Acabe ao se coligarem para fazerem guerra à Síria.
Antes de empreenderem tal propósito, Jeosafá, rei de Judá, quis saber qual a vontade de Deus (v. 5) e, para o efeito, Acabe juntou cerca de 400 profetas. Estes, a uma voz disseram ao rei: - “sobe, porque o Senhor a entregará na mão do rei” – v. 6. Estes comportaram-se como “profetas da corte”, profetas funcionários de Estado “cuja função era de dizer ao rei, aos príncipes e aos poderosos deste mundo o que eles aguardavam, o que eles esperavam e o que eles gostavam de ouvir”.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O SEGUNDO DIA: OS QUATRO ANIMAIS E UM TRIBUNAL (Daniel 7)

Encontramo-nos numa fase crucial na vida do profeta. Satanás utilizou todos os meios à sua disposição para silenciar o profeta de Deus, pois esta voz era muito incómoda para os seus planos e era preciso silenciá-la para todo o sempre. Os seus intuitos foram, um por um, anulados por Deus para que o profeta, ao ser preservado ao longo das provas anteriores – cap. 1 ao 6 – agora, estivesse pronto para inaugurar o ciclo de visões proféticas visando a trajectória do povo de Deus, ao longo dos séculos, até à gloriosa vinda do Senhor Jesus.
À medida que avançarmos, retomar e reforçar, aqui e ali, o que já aflorámos no decorrer deste trabalho para que, à medida que formos avançando se torne cada vez mais clara a nossa compreensão de quem é quem, neste caso específico – o chifre pequeno – sem qualquer receio de errar nas propostas a apresentar, as quais conduzirão o leitor a uma clara convicção acerca da origem, natureza e propósito deste poder contrário às Escrituras.
Ao longo do estudo deste capítulo iremos ver a continuidade do quanto pudemos ver no capítulo anterior – a estátua – para que possamos saber, à medida que avançamos este Poder contrário a Deus que actuará, sob diversas formas até à gloriosa vinda de Cristo. Assim, o que iremos fazer, desde já, é procurar algumas evidências, à luz das quais possamos concluir com segurança que esta personagem é, inquestionavelmente, a entidade que queremos mostrar. Consequentemente iremos mergulhar nas Sagradas Escrituras para que possamos sublinhar estas mesmas evidências que caracterizam este Poder que se manifesta de diferentes maneiras. Finalmente, a soma de todas as evidências encontradas nos mostrarão, claramente, a identidade que, tal como já vimos, apresenta-se, sub-repticiamente, como um modesto – barro de oleiro.
Façamos, desde já, ao iniciarmos este capítulo, um breve resumo do capítulo anterior, da estátua que era a figura principal do sonho do rei Caldeu:
Como podemos ver, na parte final da estátua (os pés), nestes encontramos ainda o elemento ferro, o que significa que Roma ainda está presente. A seguir, vimos que estes pés têm 10 dedos, ou seja, as correspondentes divisões do Império romano devido às incursões bárbaras – continuando a ser Roma. A seguir a esta fase – Roma dividida - irá juntar-se um outro elemento estranho – barro de oleiro – que representa a Igreja. Nesta última fase de Roma a Igreja unir-se-á a o Poder civil (Estado) apesar destes elementos serem totalmente incompatíveis (Ferro/Barro). De seguida, eis que surge, “no tempo destes reis” uma estranha “pedra” a qual representa o juízo e a 2ª vinda de Cristo; devido ao impacto desta aparecerá uma grande montanha que, representa, por sua vez, a implantação do reino eterno de Jesus Cristo, reino que será estabelecido após o período dos 1000 anos – cf. Apoc. 20. Na sucessão de todos estes elementos podemos ter um vislumbre do que acontecerá desde o rei Nabucodonosor até ao estabelecimento deste reino eterno de Cristo.
A visão
O texto bíblico e refere que foi mostrado ao profeta, em visão, que “os quatro ventos do céu combatiam no mar grande” – v. 2. Comecemos, desde já, por considerar estes dois elementos importantes - ventos e mar - que servem de base para todo o cenário que se segue.
a)- quatro ventos: - a referência aqui feita a estes quatro ventos é uma alusão subentendida dos quatro pontos cardiais (Norte, Sul, Este e Oeste). Estes ventos que agitam o mar, na profecia simbólica, são usados para representar: contendas, guerra, movimentações políticas, diplomáticas e militares – cf. Jeremias 49.36; Zacarias 6.1-5; – necessárias para a mudança de um Império para o outro.
b)- águas: - na Bíblia, quando a profecia se refere a águas, está a referir-se a “povos, multidões, nações, línguas” – cf. Jeremias 46.7,8; Isaías 8.7; 17.12,13; Apocalipse 17.15.
Estes elementos dados pelo profeta, indicam que haverá guerra entre as nações. Estas lutas são necessárias e, ao mesmo tempo, inevitáveis, pois nenhuma potência quer perder a supremacia adquirida. Desde já, estes primeiros elementos deixam antever uma clara sucessão de Impérios, tal como tinha sido anunciado no sonho de Nabucodonosor - a estátua – do capítulo 2. Os acontecimentos a que Daniel se refere, decorreriam na zona de maior aglomeração de população da época – a bacia do mar Mediterrâneo. Passemos agora à apreciação dos diferentes símbolos correspondentes aos sucessivos Impérios.
A- Os diferentes animais
O texto continua a fornecer alguns elementos que visam uma maior e melhor compreensão do que se seguirá, referindo que: - “quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar” – v. 3. Mas, qual o significado destes “animais”, o que é que eles representam? O profeta revela-nos que “são quatro reis que se levantarão da terra” – v. 17. Portanto, estes animais são “diferentes uns dos outros”, isto quer dizer que cada um tem um corpo próprio que o distingue dos demais. Na realidade histórica, cada monarquia universal tem o seu próprio território.
1) O leão
O primeiro animal do texto bíblico é caracterizado da seguinte maneira – “um leão que tinha asas de águia (…) que lhe foram arrancadas (…); foi levantado da terra e posto em pé como um homem e foi-lhe dado um coração de homem” – v. 4. A imagem do leão é símbolo de força, pois é o rei dos animais – Provérbios 30.30. A representação de Babilónia por este animal era familiar ao profeta Jeremias: - 49.19; 50.43,44. Este animal tinha asas de águia, a rainha das aves, a qual ilustra a rapidez das conquistas dos babilónios sob Nabucodonosor – Habacuque 1.6-8.
Depois, as asas foram arrancadas, denunciando que tanto a audácia como o espírito de conquista desapareceriam. Na realidade, a sucessão rápida dos soberanos em Babilónia muito contribuiu para o enfraquecimento e desaparecimento de tal esplendor.68 Um outro pormenor é acrescentado “foi levantado da terra e posto em pé como um homem e foi-lhe dado um

SEGUNDO DIA: OS QUATRO ANIMAIS E UM TRIBUNAL (Daniel 7) B

Ordem Histórico/Humana A medida de tempo que conhecemos está relacionada com o movimento dos astros e, consequentemente, o comprimento deste tempo tem uma explicação astronómica. Assim sendo podemos perceber alguns ciclos:
1º- O ciclo diário – Segundo esta ciência, o dia tem a duração de 24 horas. Este é o tempo que o nosso planeta precisa para dar uma volta completa no seu eixo.
2- O ciclo mensal – A mesma ciência dá-nos a conhecer este se desenvolve, sensivelmente, ao longo de 30 dias, ou seja, este é o tempo que a Lua demora a fazer uma revolução completa em torno da Terra.
3- O ciclo anual – Uma vez mais, a astronomia ensina-nos que este tem a duração de 365 dias + ¼ do dia, ou seja, o tempo resultante da Terra a efectuar uma revolução completa em torno do Sol. Devido ao excedente dos 365 dias é por isso que existe um ano bissexto em cada 4 anos.
4- O ciclo semanal – Este é totalmente diferente dos anteriores. A mesma ciência, curiosamente, acerca deste ciclo é simplesmente – MUDA! De onde teria vindo este ciclo de 7 dias? Pois este poderia ter 5, 10, ou mais dias.163 Mas, porquê 7 dias se não têm qualquer relação com os astros?
A nossa curiosidade é estimulada ao ponto de nos perguntarmos; - afinal, de onde vem este ciclo de 7 dias? Fora do relato bíblico, o silêncio deste é total.164 Ao olharmos para o relato da Criação – Génesis 1 e 2 – como cristãos, será que cremos que Deus poderia ter chamado à existência, caso fosse este o Seu plano, este mundo num só instante? 165 Claro, porque para Ele nada é impossível – cf. Lucas 1.37. Mas Ele decidiu criar este mundo em 7 dias de 24 horas cada um, porquê? Porque é que Ele deu uma e outra voz de comando e no final de cada uma delas deixou passar um espaço de 24 horas? Pensamos que a razão é muito simples, pois era Seu propósito criar um ciclo semanal para a obra-prima das Suas mãos – o homem.

SEGUNDO DIA: OS QUATRO ANIMAIS E UM TRIBUNAL (Daniel 7) C

Ordem Bíblica
Na afirmação feita acima - “Criação nova, inaugurada na Ressurreição de Cristo”, qual será a relação que esta terá com o “Sábado” para que este último seja substituído pelo Domingo? Na verdade, quando é invocado por todas as confissões religiosas a mudança do Sábado para o Domingo, esta mudança terá qualquer apoio bíblico? Para que estejamos claramente firmados na rocha, que é a Palavra de Deus, vejamos:
Na verdade, esta dita “Criação nova, inaugurada na Ressurreição de Cristo”, para que não seja considerada mais do que simples palavreado humano deverá estar atestada nas Sagradas Escrituras, pois assim manda a mais elementar coerência e honestidade intelectual. O que para nós é o Domingo, as Sagradas Escrituras unicamente o conhece por – 1º dia da semana – nada mais. Existem unicamente oito referências ao 1º dia da semana e, todas elas, no Novo Testamento. Iremos analisá-las e submeter, cada uma delas, a três perguntas para vermos se estes diferentes textos lhes dão uma resposta satisfatória. As perguntas são: - 1ª- Diz este texto bíblico que o Domingo ocupa o lugar do Sábado, como dia de repouso? 2ª- Diz este texto bíblico que o Domingo é um dia santo, que foi santificado e que deve ser guardado? 3ª- Há alguma indicação dada por Cristo, ou pelos apóstolos de que o Domingo deva ser

quarta-feira, 25 de maio de 2011

SEGUNDO DIA: OS QUATRO ANIMAIS E UM TRIBUNAL (Daniel 7) D

O juízo investigativo, no céu.
- “Eu continuei olhando, (…) e um ancião de dias se assentou” – v. 9ª. A expressão é mais uma descrição do que um título, pois refere-se a Deus, o Pai. Este entra em cena e o julgamento começa.
– “(…) assentaram-se os juízes” – v. 10b. Estas palavras implicam, como facilmente se compreenderá, uma postura que visa a apreciação sobre um certo número de casos.
- “(…) e abriram-se os livros” – v. 10. Depois de ser descrito o tribunal, o juízo que se seguirá é, manifestamente, investigativo ou fase pré-advento, devido à alusão da abertura dos registos (livros) que se encontram no céu. A abertura destes livros é importante, na medida em que estes contêm informações que deverão ser examinadas.
A questão que importa esclarecer é: - quem é que será investigado? Neste inquérito preliminar “os únicos casos a serem considerados são os do povo de Deus” – cf. I Pedro 4.17. Deus é o supremo juiz, enquanto que o papel de Cristo é o de Advogado e, em simultâneo, de Mediador – I Timóteo 2.5; Hebreus 9.11-15,23-26; I João 2.1. Tal como o texto refere – Daniel 7.18,27 - devido ao prévio exame dos seus casos, os santos receberão o reino como herança, após o julgamento; e só assim se compreenderá tal gesto. Assim, devido a este facto, “todos quantos desejem que o seu nome seja conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro”.
O juízo investigativo que tem por objectivo recapitular a obra da Graça e de justificar o carácter de Deus, “deve efectuar-se antes do segundo advento do Senhor”, antes: 1- que recaia a sentença sobre o pecado e pecadores; 2- da instauração de um mundo novo. Por isso, o povo de Deus é admoestado a “ter agora os olhos fixos no santuário celeste, onde se está processar o ministério final do nosso grande Sumo-sacerdote na obra do juízo – e onde está a interceder pelo Seu povo”. Assim, neste “juízo investigativo todos os casos serão examinados. Esta investigação não tem por objectivo informar Deus ou o Cristo, mas sim todo o

sexta-feira, 20 de maio de 2011

QUEM DIZ O PAPA SER NA TERRA?

Ao longo dos séculos da existência de Roma, os papas têm regularmente alegado serem divinos. Como o suposto sucessor de Pedro, o Papa afirma a infalibilidade, ocupar a posição de Deus na Terra, e ter a capacidade de julgar e excomungar os anjos.
O Concílio católico de Trento em 1545 declarou o seguinte:
“Nós definimos que a Santa Sé Apostólica (Vaticano) e o Pontífice Romano (Papa) têm a supremacia sobre todo o mundo” (The Most Holy Councils Volume XIII, Column 1167).
No mesmo século, o cardeal Roberto Belarmino afirmou o seguinte:
“Todos os nomes que nas escrituras se aplicam a Cristo, por virtude dos quais é estabelecido ser Ele cabeça da igreja, são aplicáveis ao papa” (Robert Bellarmine, On the Authority of Councils Volume 2: 266).
Em 1895, um artigo do National Catholic disse o seguinte:
“O Papa não é apenas o representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, Ele mesmo, oculto sob o véu da carne” (Catholic National – July 1895).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

QUEM FOI O NOSSO SUBSTITUTO

Como Deus podia expressar simultaneamente a Sua justiça no juízo e o Seu amor no perdão? A solução foi esta: providenciando um substituto para o pecador, de modo que o substituto recebesse o juízo, e o pecador, o perdão. É claro que nós, pecadores, ainda estamos sofrendo algumas das conseqüências dos nossos pecados, mas a conseqüência penal, a penalidade merecida pela rebelião contra Deus, essa foi levada por Outro em nosso lugar, e pela providência divina acabamos não precisando suportá-la.
A questão vital então é a seguinte: quem foi o nosso substituto? Quem tomou o nosso lugar, levou o nosso pecado, sofreu a nossa penalidade, morreu a nossa morte? É certo que a Escritura ensina: “Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rom. 5:8). Conquanto correta, essa é uma resposta superficial.

"Programa na Mira da Verdade" - Somente os "144 mil" serão salvos?