quinta-feira, 26 de maio de 2011

SEGUNDO DIA: OS QUATRO ANIMAIS E UM TRIBUNAL (Daniel 7) C

Ordem Bíblica
Na afirmação feita acima - “Criação nova, inaugurada na Ressurreição de Cristo”, qual será a relação que esta terá com o “Sábado” para que este último seja substituído pelo Domingo? Na verdade, quando é invocado por todas as confissões religiosas a mudança do Sábado para o Domingo, esta mudança terá qualquer apoio bíblico? Para que estejamos claramente firmados na rocha, que é a Palavra de Deus, vejamos:
Na verdade, esta dita “Criação nova, inaugurada na Ressurreição de Cristo”, para que não seja considerada mais do que simples palavreado humano deverá estar atestada nas Sagradas Escrituras, pois assim manda a mais elementar coerência e honestidade intelectual. O que para nós é o Domingo, as Sagradas Escrituras unicamente o conhece por – 1º dia da semana – nada mais. Existem unicamente oito referências ao 1º dia da semana e, todas elas, no Novo Testamento. Iremos analisá-las e submeter, cada uma delas, a três perguntas para vermos se estes diferentes textos lhes dão uma resposta satisfatória. As perguntas são: - 1ª- Diz este texto bíblico que o Domingo ocupa o lugar do Sábado, como dia de repouso? 2ª- Diz este texto bíblico que o Domingo é um dia santo, que foi santificado e que deve ser guardado? 3ª- Há alguma indicação dada por Cristo, ou pelos apóstolos de que o Domingo deva ser

quarta-feira, 25 de maio de 2011

SEGUNDO DIA: OS QUATRO ANIMAIS E UM TRIBUNAL (Daniel 7) D

O juízo investigativo, no céu.
- “Eu continuei olhando, (…) e um ancião de dias se assentou” – v. 9ª. A expressão é mais uma descrição do que um título, pois refere-se a Deus, o Pai. Este entra em cena e o julgamento começa.
– “(…) assentaram-se os juízes” – v. 10b. Estas palavras implicam, como facilmente se compreenderá, uma postura que visa a apreciação sobre um certo número de casos.
- “(…) e abriram-se os livros” – v. 10. Depois de ser descrito o tribunal, o juízo que se seguirá é, manifestamente, investigativo ou fase pré-advento, devido à alusão da abertura dos registos (livros) que se encontram no céu. A abertura destes livros é importante, na medida em que estes contêm informações que deverão ser examinadas.
A questão que importa esclarecer é: - quem é que será investigado? Neste inquérito preliminar “os únicos casos a serem considerados são os do povo de Deus” – cf. I Pedro 4.17. Deus é o supremo juiz, enquanto que o papel de Cristo é o de Advogado e, em simultâneo, de Mediador – I Timóteo 2.5; Hebreus 9.11-15,23-26; I João 2.1. Tal como o texto refere – Daniel 7.18,27 - devido ao prévio exame dos seus casos, os santos receberão o reino como herança, após o julgamento; e só assim se compreenderá tal gesto. Assim, devido a este facto, “todos quantos desejem que o seu nome seja conservado no livro da vida, devem, agora, nos poucos dias de graça que restam, afligir a alma diante de Deus, em tristeza pelo pecado e em arrependimento verdadeiro”.
O juízo investigativo que tem por objectivo recapitular a obra da Graça e de justificar o carácter de Deus, “deve efectuar-se antes do segundo advento do Senhor”, antes: 1- que recaia a sentença sobre o pecado e pecadores; 2- da instauração de um mundo novo. Por isso, o povo de Deus é admoestado a “ter agora os olhos fixos no santuário celeste, onde se está processar o ministério final do nosso grande Sumo-sacerdote na obra do juízo – e onde está a interceder pelo Seu povo”. Assim, neste “juízo investigativo todos os casos serão examinados. Esta investigação não tem por objectivo informar Deus ou o Cristo, mas sim todo o

sexta-feira, 20 de maio de 2011

QUEM DIZ O PAPA SER NA TERRA?

Ao longo dos séculos da existência de Roma, os papas têm regularmente alegado serem divinos. Como o suposto sucessor de Pedro, o Papa afirma a infalibilidade, ocupar a posição de Deus na Terra, e ter a capacidade de julgar e excomungar os anjos.
O Concílio católico de Trento em 1545 declarou o seguinte:
“Nós definimos que a Santa Sé Apostólica (Vaticano) e o Pontífice Romano (Papa) têm a supremacia sobre todo o mundo” (The Most Holy Councils Volume XIII, Column 1167).
No mesmo século, o cardeal Roberto Belarmino afirmou o seguinte:
“Todos os nomes que nas escrituras se aplicam a Cristo, por virtude dos quais é estabelecido ser Ele cabeça da igreja, são aplicáveis ao papa” (Robert Bellarmine, On the Authority of Councils Volume 2: 266).
Em 1895, um artigo do National Catholic disse o seguinte:
“O Papa não é apenas o representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, Ele mesmo, oculto sob o véu da carne” (Catholic National – July 1895).

quinta-feira, 19 de maio de 2011

QUEM FOI O NOSSO SUBSTITUTO

Como Deus podia expressar simultaneamente a Sua justiça no juízo e o Seu amor no perdão? A solução foi esta: providenciando um substituto para o pecador, de modo que o substituto recebesse o juízo, e o pecador, o perdão. É claro que nós, pecadores, ainda estamos sofrendo algumas das conseqüências dos nossos pecados, mas a conseqüência penal, a penalidade merecida pela rebelião contra Deus, essa foi levada por Outro em nosso lugar, e pela providência divina acabamos não precisando suportá-la.
A questão vital então é a seguinte: quem foi o nosso substituto? Quem tomou o nosso lugar, levou o nosso pecado, sofreu a nossa penalidade, morreu a nossa morte? É certo que a Escritura ensina: “Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rom. 5:8). Conquanto correta, essa é uma resposta superficial.

"Programa na Mira da Verdade" - Somente os "144 mil" serão salvos?

domingo, 15 de maio de 2011

TERCEIRO DIA - A MULHER E O DRAGÃO (Apocalipse 12)

Quando nos aproximamos do livro do Apocalipse parece que estamos numa espécie de ante câmara do quanto o apóstolo Pedro chamou de “outras Escrituras”, ou seja, o Antigo Testamento – II Pedro 3.16. Na verdade, dos quatrocentos e quatro versículos que compõem este livro, cerca de duzentos e setenta e oito pertencem a estas “outras Escrituras”. Tendo em conta este enraizamento, alguns comentadores precisam que “este livro do Novo Testamento é o que mais se refere ao Antigo Testamento e às instituições judaicas tradicionais. Neste contam-se, não menos de duas mil alusões ao Antigo Testamento, das quais quatrocentas alusões explícitas e noventa citações literais do Pentateuco ou dos profetas”.
Tendo em conta este contexto próximo, para podermos compreender este capítulo que nos ocupa, temos que entender um versículo que encontramos logo no princípio da Bíblia, um versículo de capital importância; diríamos até que, dentro da importância que todos os textos têm, este é um dos mais importantes, pois nele encontramos de uma forma resumida a razão de ser de toda a Escritura. O texto em causa encontramo-lo em Génesis 3.15. Aqui podemos ver um diálogo de Deus com Satanás: - “E porei inimizade entre ti e a mulher; e entre a tua semente e a sua semente; esta (este) te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. Aqui encontramos quatro aspectos: 1- inimizade; 2- serpente; 3- mulher; 4- duas sementes (do dragão e da mulher). Irá existir uma inimizade mortal entre a serpente e a mulher; entre a semente da serpente e a da mulher. Mas, como nos podemos aperceber, a verdadeira guerra não é entre a serpente e a mulher e as respectivas sementes.207 Se repararmos bem para a última parte do versículo, é dito que “(…) este te ferirá

segunda-feira, 9 de maio de 2011

QUARTO DIA: AS DUAS BESTAS DO APOCALIPSE (Apocalipse 13

Este capítulo comporta quatro temas principais: 1- a besta que sobe do mar; 2- a besta que sobe da terra; 3- a marca da besta; 4- o número misterioso 666. Assim começa o vidente de Patmos a sua visão: - “E eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres e sobre os seus chifres, dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfémia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso; e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade” – Apoc. 13.1,2.
Antes de mais, convinha precisar que, no princípio não existiam capítulos e versículos.224 Eles surgiram para conforto do leitor e, ao mesmo tempo, para facilitar qualquer citação de qualquer parte das Escrituras, pois assim com excepcional facilidade encontraremos o texto citado, o que não acontecia, por exemplo no tempo de Jesus. Por esta razão, quando lemos na Palavra de Deus que alguém está a citar as Escrituras, para apoiar o que pretende dizer ou ensinar, unicamente diz: - “Está escrito”. Vejamos alguns exemplos: - O próprio Jesus nas Suas tentações – Mateus 4.4; Ou o apóstolo S. Paulo quando falava equiparava o 1º ao 2º Adão (Cristo) - I Cor. 15.45; ou ainda quando o apóstolo Pedro falava no contexto do Pentecostes para justificar os sonhos e as visões, irá citar um profeta do Antigo Testamento – o profeta Joel - ou “O que foi dito pelo profeta Joel” – Actos 2.16.
Mas, como podemos ver, é citado unicamente: - “Está escrito” -, estando subentendido que o ouvinte sabia que a referida citação pertencia a este ou aquele profeta, pois não há qualquer contestação à referida citação. Mas, onde encontrar unicamente este pequeno excerto que compõe a citação no quanto o profeta escreveu? Convenhamos que era difícil, não é verdade? No caso de Jesus, bastaria ter citado – Deut. 8.3 –

quarta-feira, 4 de maio de 2011

QUINTO DIA: A FALSA IGREJA DO APOCALIPSE (Apocalipse 17)

Há muita especulação, no presente, em relação a este capítulo do livro do Apocalipse. Há muitas interpretações na Igreja Adventista que, numa análise mais profunda das mesmas, não estão fundamentadas, baseadas na palavra profética mais segura. A razão pela qual se chega a determinadas interpretações deste capítulo é, devido ao facto, de isolar este capítulo do contexto profético de Daniel 2 e 7 e de Apocalipse 12 e 13. Ora, se este capítulo fosse analisado à luz deste contexto, certamente que não haveria nenhum problema em compreender este capítulo. O conteúdo deste fala-nos da última etapa do domínio do chifre pequeno, da besta ou do homem do pecado.
Como vimos até aqui, existem 3 símbolos que representam o mesmo poder na História: 1- o chifre pequeno; 2- a besta; 3- o homem do pecado; 4- a mulher prostituta. Aqui iremos falar da prostituta, mas na sua 2ª fase de domínio, ou seja, no período em que a sua ferida mortal foi curada após um período de 1260 anos. O chifre pequeno, na sua 2ª fase, é o último poder que irá dominar o mundo até à 2ª vinda de Cristo e, consequentemente, o cap. 17 do Apocalipse deverá ter algo que ver com esta mesma etapa. Este capítulo, de modo algum, se poderá referir a outra coisa, porque não há mais poder nas profecias, pois o último que domina é, efectivamente, o chifre pequeno, a besta, o homem do pecado e, consequentemente, esta

quarta-feira, 27 de abril de 2011

SEXTO DIA: O HOMEM DO PECADO, O FILHO DA PERDIÇÃO (II Tessalonicenses 2)

Vamos examinar algo que não se encontra directamente, nem nos escritos do profeta Daniel nem no livro do Apocalipse, mas que está relacionado com o tema em causa. Apercebemo-nos que existe um elemento comum a todos os escritos proféticos, ou seja, a figura do chifre pequeno que persegue, implacavelmente, o povo de Deus. Aqui iremos analisar uma profecia que se enquadra no que já vimos até aqui, ou seja, a actividade do chifre pequeno.
Nos escritos do apóstolo S. Paulo esta entidade não tem este nome, mas um outro, ou seja – o homem do pecado. Vejamos o que o apóstolo Paulo escreveu acerca deste assunto. Quando é que Paulo escreveu o que se encontra em II Tess. 2.1-9? Qual é o último poder que governará o mundo antes que Cristo venha e que será destruído nesta mesma ocasião? Como já analisámos até aqui, é o chifre pequeno em conluio com a besta. Este poder que S. Paulo descreve é o mesmo que o chifre pequeno e a besta, não somente pelas suas características que iremos evidenciar, como também porque o apóstolo S. Paulo disse que este poder será destruído no momento no momento da 2ª vinda de Cristo. Se “o homem do pecado” irá ser destruído quando Cristo voltar, então é porque é o ultimo poder que governará o mundo. O poder que estava a dominar o mundo na época de S. Paulo era o Império romano. Isto quer dizer que, o que o apóstolo descreve encontra-se no futuro, O apóstolo S. Paulo está a viver sob o poder simbolizado pelo dragão – Roma. Isto quer dizer que, o que ele escreveu deverá acontecer depois do dragão, Roma. Para que possamos compreender perfeitamente - II Tess. 2.1-9 – temos que ter presente o seu contexto que se encontra na Iª carta aos Tessalonicenses – a 2ª vinda de Cristo.
I- Introdução
Vejamos então o texto que se encontra em I Tess. 4.15-17: - “Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque

sábado, 16 de abril de 2011

A SACUDIDURA E O TEMPO DO FIM.

Em Amós 9:9, existe um texto ao qual precisamos prestar atenção: “Porque eis que darei ordens e sacudirei a casa de Israel entre todas as nações, assim como se sacode trigo no crivo, sem que caia na terra um só grão”.
Deus advertiu através do seu mensageiro, que haveria um processo de sacudidura naquele tempo, entre a casa de Israel, o povo escolhido de Deus; disse que separaria a palha do grão. Essa idéia de sacudidura, ou peneiramento, foi extraída da agricultura. Os grãos de trigo, cevada, lentilha, por exemplo, eram colhidos, mas estavam com muita casca, palha, pedrinhas e coisas semelhantes. Colocava-se uma porção numa peneira e começava-se a sacudir, primeiro com menos intensidade e ia-se aumentando gradualmente. A sujudidade saía e o grão ficava. Isso até hoje é praticado. Em diversas zonas rurais podemos ver o peneiramento de feijão, milho e outros tipos de ceriais.
Para o grão, é um processo terrível, mas necessário. Ser sacudido de um lado para o outro, e não sair da peneira, permitindo somente que saia a pragana, requer uma habilidade por parte do peneirador. Mas quando termina o processo, somente permanece o grão, e o supérfluo foi expelido. Guarde bem este conceito. O que não presta sai, o grão fica. Este conceito simples, mas profundo, é a mensagem que Deus deu a Amós, a fim de que o povo de Deus naquele tempo entendesse os tempos difíceis pelos quais passaria, mas o resultado seria maravilhoso.
Assim como Deus deu uma mensagem profética de advertência sobre esse terrível, mas necessário processo espiritual da sacudidura entre o povo de Israel, Ele também advertiu o povo remanescente de que isso aconteceria entre nós. Ao estudarmos e refletirmos sobre a sacudidura (também denominada de