segunda-feira, 16 de agosto de 2010

CONFLITO ENTRE O BEM E O MAL

Quem é realmente quem? Que solene pergunta? Mas quem terá a resposta? No conflito entre o Bem e o Mal, tanto quanto saibamos, só um único livro tem autoridade para falar e nos esclarecer – as Sagradas Escrituras!
Vejamos, muito brevemente, o capítulo 13 do Apocalipse, que mais não é do que a descrição, em detalhe, do quanto acabámos de analisar acima. Aqui encontramos alguns elementos desta mesma tensão. Este capítulo fala-nos do Dragão e de duas bestas: 1- Uma que vem do mar – v. 1-10; 2- Outra que vem da terra – v. 11-18.

a) A Besta do mar
Na sequência das possíveis interpretações, esta “besta que sobe do mar reconhecemos ser o Império idólatra dos 10 primeiros Césares”, ou um poder contrário a Deus , o “Anticristo”.
O v. 4 diz: “Adoraram o Dragão porque deu à besta o seu poder e adoraram a besta, dizendo: «Quem é semelhante à Besta (…)»”. (sublinhado nosso). Numa primeira conclusão vemos que o Dragão é adorado pela besta, assim como esta última também o é!
Note-se, inerente a esta besta, uma particularidade interessante! Esta, após ser ferida de morte, recupera e os seus adoradores exclamam: “Quem é semelhante à Besta”! Em primeiro lugar, este título, encontramo-lo, no Antigo Testamento, unicamente atribuído ao próprio Deus: 1- “Quem entre os deuses é como Tu, Senhor (…)” – Êxodo 15:11; 2- “(…) «Senhor, quem é como vós?» (…)” – Salmo 35 (34):10. Em segundo lugar, este mesmo título está associado a Miguel (Mi ka ‘el) - Aquele que luta pelo povo de Deus.
O livro do profeta Daniel revela-nos que: “(…) Miguel, um dos principais Príncipes, veio em meu socorro (…). Ninguém me ajuda nestes trabalhos a não ser Miguel, o vosso Príncipe” – Daniel 10:13,21. No livro do Apocalipse: “Travou-se, então, uma batalha no céu: Miguel e os seus anjos pelejavam contra o Dragão (…)” – Apocalipse 12:7.
O título “Miguel, na angelologia de Daniel, é o anjo que conduz o povo de Deus e o defende contra os seus inimigos. O seu nome significa: «Quem é como Deus?»”
A besta, neste grito de vitória dito pelos seus adoradores: - “Quem é semelhante a” - está a chamar a si mesma um título que pertence, como vimos, exclusivamente, à divindade!
Isto quer dizer que neste capítulo 13 estamos em presença de: dois chefes supremos, duas forças e, consequentemente, de duas religiões! Ainda neste capítulo, e como veremos mais abaixo no detalhe, quando abordarmos a sua marca de identificação, veremos uma espécie de “Trindade Satânica”, constituída pelo: 1- Dragão; 2- Besta do mar; 3- Besta da terra.
Iremos, de seguida, fazer algumas comparações entre estes dois poderes, estas duas expressões - “Quem é semelhante a”. Vejamos:

b) A Besta da terra
Esta profecia, começa por dar a conhecer um pormenor estranho, esta tem: “(…) dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, mas falava como o dragão” - V. 11. Quem poderá ser esta segunda besta vinda da terra? Transcreveremos uma ideia que, apesar de ser expressa por outras palavras é comum a muitos comentadores: “Se se reconheceu na primeira besta o símbolo do Império divinizado, é normal que se veja nesta segunda o falso profeta, o sacerdote imperial”.
O texto bíblico continua e diz: “(…) e obrigava a terra e os seus habitantes a adorar a primeira besta” – v. 12. Aqui notamos uma coisa interessante: Contrariamente à primeira besta, esta não chama a si qualquer adoração mas, unicamente obriga a adorar a primeira besta! Será que isto quererá dizer que esta segunda besta não é, a exemplo da primeira, um poder religioso mas político, na medida em que vai ao ponto de usar meios coercivos para se fazer obedecer? Pensamos que sim!
Eis algumas das suas características:

1-Foi-nos dito que tinha algo de “cordeiro” mas que, por oposição, falava como o “dragão”. Aparentemente é mansa - como um cordeiro – mas escondendo a arrogância e ferocidade de um – dragão! Esta “(…) persuadiu-os a fazer uma imagem da Besta que sobrevivera ao golpe da espada” – v.14. Esta age sob o poder do Dragão, o qual já sabemos de quem se trata!

2- Logo a seguir, somos informados que esta “exercia todo o poder da primeira besta (…) – v. 12. Se assim acontece e, tendo em conta que esta primeira besta recebe o seu poder do Dragão v.4, então ambas actuam sob o mesmo patronato – o Dragão!

3- “(…) persuadiu-os a fazer uma imagem da Besta que sobrevivera ao golpe da espada” – v.14. (sublinhado nosso). Segundo somos esclarecidos por alguns comentadores, estas bestas representam o sistema imperial romano! No entanto, este texto esclarece que a primeira besta reviveria! Será que iremos ter, de novo, um Império como o do passado ou este pequeno pormenor quer revelar-nos outra realidade bem diferente? Assim, a identificação feita pela generalidade dos comentadores não nos parece lá muito sólida, convenhamos!

c) Autoridade ou submissão?
Quando lemos o capítulo 13 do Apocalipse, é-nos declarado que o Dragão dá a estas duas bestas um grande poderio. Mas se fizermos uma leitura mais atenta, veremos que este “poderio” não é mais do que uma situação episódica, muito embora se estenda pelo tempo longo!
Assim, em ambas as bestas encontramos uma característica que lhes é comum, isto é, a forma verbal – Edothê (consentir em dar). Esta é um derivado do verbo – Didômi (dar). Portanto, um SER muito acima do Dragão lhe outorga poder para que este, por sua vez, o conceda a outrém!

1- Quanto à besta do mar: é-nos dito que: 1- “Foi-lhe permitido (Edothê) proferir
palavras arrogantes (…) e deram-lhe (Edothê) o poder de agir (…)” - v. 5; 2- “Foi-lhe permitido (Edothê) fazer guerra aos santos (…); deu-se-lhe (Edothê) poder sobre (…)” – v. 7.

2- Quanto à besta da terra: as Escrituras informam-nos que executará: 1- “(…) prodígios que lhe foi permitido (Edothê) fazer (…)” – v. 14; 2- “Foi-lhe concedido (Edothê) o poder de (…) v. 15.

Que quererá isto dizer? Apesar do Dragão ter tanto poder, tudo o que faz é sob – autorização, permissão, concessão! Isto faz-nos recordar um certo professor que tivemos que dizia a respeito de Satanás: “o raio de acção desta personagem é o mesmo do de um cão feroz”! Por outras palavras, a ferocidade deste é igual ao tamanho da corda que o prende à casota. Pois se estivermos um pouco afastados desta corda, para que servirá a sua ferocidade? Ele não nos consegue alcançar porque a corda é curta, não é verdade?
Assim se passa o mesmo com Satanás. Ele só vai até onde Deus o permitir, até onde a corda esticar, nem mais um centímetro! Assim sendo, esta personagem não tem o direito natural de: 1- Governar; 2- E, muito menos… de ser Adorada!
Ora, se esta permissão (Edothê) lhe é outorgada, também esta acção implica, forçosamente, a existência de um período de tempo útil, não para todo o sempre! Por outras palavras – este poder - lhe será retirado, até mesmo a sua própria existência! O poder lhe foi outorgado e, num determinado tempo, este lhe será retirado por esse Ser Todo Poderoso – o Grande DEUS Criador!
Qual o porquê desta outorga de poder; a existência do Mal e respectivos representantes? Será pelo prazer de ver sofrer os Seus filhos? Leiamos a resposta dada pelo Senhor na Sua Palavra: “Não vos sobreveio tentação alguma que ultrapasse as forças humanas. Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças. Pelo contrário, junto com a tentação, também vos dará meios de suportá-la para que assim possais resistir-lhe” – I Coríntios 10:14; ou ainda “Feliz o homem que suporta a provação, porque depois de ter sido provado, receberá a coroa da vida que o Senhor prometeu aos que O amam” – Tiago 1:12.
Como é que provamos, mesmo até a nós mesmos, que amamos de verdade se não formos testados acerca do que dizemos amar e querer? Deus deseja formar um povo, homens e mulheres de fibra. Exactamente como alguém o disse: “homens que se não comprem nem se vendam; homens que, no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exacto; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é recto, ainda que caiam os céus”. Eis o objectivo supremo do teste.

d) O Prodígio
A besta aproveitará o dom que Deus lhe outorgou – o Tempo! Tentará fazer o máximo no pouco tempo que lhe resta! Não foi o Tempo criado por Deus? Satanás sabe-o muito bem! E, permita-nos que o diga: sabe-o muito melhor do que nós! Ele tem consciência do “pouco tempo” que lhe foi concedido para que possa actuar! Só que este “tempo” é relativo; para ele, devido à sua dimensão cósmica, não para nós que estamos limitadíssimos no tempo!
O nosso tempo de existência, grosso modo, em média são 70 anos, enquanto que ele permanece! Tantas e tantas vezes desperdiçamos o nosso tempo em futilidades! Este nunca o faz! Vejamos dois avisos de Deus acerca desta personagem, ligados ao tempo: 1- “Sede sóbrios e vigiai! O diabo, vosso adversário, anda ao redor de vós como um leão que ruge, buscando a quem possa tragar (…)” – I Pedro 5:8 (sublinhado nosso); 2- “Ai dos que vivem na terra e no mar, porque o Demónio desceu sobre vós, cheio de furor, sabendo que já tem pouco tempo” – Apocalipse 12:12 (sublinhado nosso).
Portanto, em síntese: 1- Convite à vigilância; 2- Denunciado o Adversário; 3- Busca incessante de incautos; 4- Inimigo cheio de ódio; 5- Sabe que tem pouco tempo.
Mas existe uma promessa: o verdadeiro filho de Deus será VENCEDOR! Sim, prezado leitor, apesar de tudo isto, da dureza das provas e aflições, o povo de Deus vencerá! Mas como? Com que poder? O livro do Apocalipse o revela claramente! Ora veja: “Eles venceram-no pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho (…)” – Apocalipse 12:11. Aqui temos o segredo da vitória.
Em Apocalipse 12:17, como vimos, encontrámos o objecto da ira do Dragão. Vejamos, em paralelo as semelhanças entre os dois textos:
Se virmos bem: as razões que motivam a guerra do Dragão são as mesmas que produzirão a vitória dos filhos de Deus! Ou seja: os vitoriosos só poderão ser aqueles que manejam bem a “palavra do seu testemunho”; aqueles que aproveitam o melhor possível o tempo que lhes foi dado por Deus para conhecerem o Seu “testemunho” – a Sua Palavra!
Assim, como o seu tempo será curto, para que consolide o seu prestígio; e para que a demonstração do seu poder fique sem qualquer contestação, operará grandes prodígios, como se de Deus! Esta manifestação de poder será de tal ordem que “(…) até fez descer fogo do céu sobre a terra, à vista de todos os homens” – Apocalipse 13:13.
Este tipo de manifestação de poder não é nada de novo! Recordamos aqui o episódio do profeta Elias quando orou para que Deus se manifestasse através do fogo: “De repente o fogo do Senhor baixou do céu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a poeira e até mesmo a água do sulco” – I Reis 18:38; cf. II Reis 1:10.
Mais tarde, esta manifestação será recordada por dois discípulos de Jesus – quando os samaritanos os não receberam. Estes, indignados, perguntaram a Jesus: “«Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma?»” – Lucas 9:54
O profeta Elias é recordado porque, segundo a profecia de Malaquias: “Eis que vou enviar-vos o profeta Elias, antes que chegue o meu dia, grande e terrível. Ele aproximará o coração dos pais do dos filhos (…) – Malaquias 3:23,24 (4:5,6). Assim, a besta procederá “como Elias, chamando fogo do céu à vista de todos os homens. Como um falso Elias ela preparará o caminho para o falso Messias”.
Estes prodígios têm uma particularidade interessante: “Engana os habitantes da terra com os prodígios que lhe foi permitido fazer (…) – Apocalipse 13:14 (sublinhado nosso). Mas como é que isto é possível? Será que o fogo é irreal? Será que não se vê? Será que é só uma aparência de fogo? Continuamos a pensar na literalidade do texto! Então se assim é, onde é que está o engano? Quanto a nós, este reside não na manifestação, porque é visível, mas em nome de quem tudo é feito!
Tudo se passará em nome de Deus! Para aqueles que, uma vez mais, não conhecerem a Palavra de Deus e os Seus ensinos acerca desta personagem e métodos de actuação - tudo se passará em nome de Deus! Só que a verdade é outra, bem diferente! Repetimos: só o conhecedor das Escrituras saberá distinguir a subtileza do erro! Ele não será desmascarado de outra forma! Tal qual como vimos acima, ele será desmascarado e vencido, somente por aqueles que “têm a palavra do Seu testemunho”.
Jesus, já no Seu tempo alertou os seus discípulos para os sinais do fim do tempo, da história desta terra. Ele disse: “hão-de surgir falsos Cristos e falsos profetas que farão grandes milagres e prodígios, a ponto de desencaminharem, se possível, até os eleitos” – S. Mateus 24:24 (sublinhado nosso). Que prodígios serão estes assim tão sublimes que, “se possível desencaminharão os próprios eleitos”? Veja! Se isto poderá até “desencaminhar” os que conhecem, então o que há-de acontecer àqueles que nada conhecem? Uma vez mais, para estes últimos, tudo se passará como sejam fenómenos feitos pelos verdadeiros servos de Deus!
E quanto ao poder de Satanás? S. Paulo o esclarece: 1- “Esses tais falsos apóstolos, operários desonestos, que se disfarçam em apóstolos de Cristo. E não é de estranhar, porque o próprio Satanás, se disfarça em anjo de luz” – II Coríntios 11:13,14 (sublinhado nosso). Se se disfarça é porque não é a entidade que está a representar, não é verdade? Este poder fará tudo para parecer ser o que, infelizmente, sempre desejou ser – igual a Deus – como acima já o dissemos! Pobre criatura!; 2- A sua derradeira cartada de mestre será imitar o esplendor que acompanhará a segunda vinda de Jesus.
S. Paulo nos alerta para este facto: “Então aparecerá o ímpio, que o Senhor Jesus destruirá com o sopro da Sua boca e aniquilará com o resplendor da Sua aparição. A vinda do ímpio será acompanhada, graças ao poder de Satanás, de toda a espécie de milagres, de sinais e de prodígios enganadores” – II Tessalonicenses 2:8,9 (sublinhado nosso). Já reparou? Ele virá, precedido por grandes milagres, sinais e prodígios - de MENTIRA! Graças a Deus porque não nos deixa em trevas acerca do que irá acontecer!
E nos nossos dias, o que é que está a acontecer? Nada de novo, ou algo que nos faça pensar, em termos espirituais? Vejamos: Hoje, mais do que nunca, os Movimentos religiosos não cessam de aparecer! E o que é que têm para oferecer? Tudo o que o prezado leitor desejar ouvir! Porque não uma cura?! Passando por cima de fraudes financeiras e afins, destas ditas confissões religiosas, iremos ver este procedimento, unicamente à luz do quanto vimos até aqui:
O que é que as Escrituras nos dizem a este respeito? Através delas será que poderemos detectar a falsificação destes actos praticados em nome de Deus? Uma vez mais, a Palavra de Deus tem a resposta. Vejamos: “Pelos seus frutos, pois, os conhecereis. Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus. Muitos Me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não foi em Teu nome que profetizámos, em Teu nome que expulsámos os demónios e em Teu nome que fizemos muitos milagres? E então, dir-lhes-ei: Nunca vos conheci; afastai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade.” – S. Mateus 7:20-23.
Vamos a imaginar a cena: Jesus encontra-se, permitam-nos, à porta do reino dos Céus. Ali se apresentarão os eventuais usufrutuários e apresentarão as suas credenciais! Estas quais são? Nós fizemos isto e mais isto – EM TEU NOME! E, para que não hajam dúvidas até trouxemos o vídeo respectivo das sessões feitas na Igreja! E eis que agora Tu nos dizes: “Nunca nos conheceste”? Mas que brincadeira vem a ser esta? Então, os milagres, curas, exorcizações e profetismo? Estas manifestações foram feitas em nome de quem? Segundo o vídeo que trouxemos, tudo foi feito no TEU NOME! Repare que, este candidato à eternidade tinha a impressão de ter invocado o nome de Jesus… não o do (outro)!
Pois é, tudo em nome de Jesus…e Ele nunca ali esteve! Que tristeza, não é verdade? Não esqueçamos o conselho áureo do próprio Jesus: “Pelos seus frutos, pois, os conhecereis. Nem todo o que Me diz: Senhor, Senhor, entrará no reino dos Céus, mas sim aquele que faz a vontade de Meu Pai que está nos Céus (…)”. É aqui, prezado amigo leitor, que reside o cerne da questão! A nossa religiosidade não pode ser só - o faz de conta, a aparência, a maioria, o parece bem, nada mais! Por isso Cristo acrescentou: 1- “Nunca vos conheci;”; 2- “afastai-vos de Mim, vós que praticais a iniquidade (Anomia)” – isto é, ilegalidade, injustiça, pecado.
Poderia a Palavra de Deus ser mais clara? Cremos nela encontrar tudo quanto precisamos, a nível da informação para resistir ao embate final que se avizinha! Preparemo-nos, eis o convite da Palavra de Deus a todos aqueles que desejam vencer pelo Seu testemunho – a Sua Palavra!

e) Adoração
Quem é que tem direito à adoração? A resposta é única: DEUS! E porquê? Pela simples razão de que só Ele é o Criador “dos céus, da terra, do mar e de tudo o que existe” – Apocalipse 14:7
Devido ao seu estatuto de “criaturas criadas”, por muito excelsas que o sejam, não têm esse direito, repetimos! Certa vez, Simão Barjonas recebeu na sua casa um gentio romano chamado Cornélio. Este, ao aproximar-se “(…) caindo-lhe aos pés, prostrou-se (Proskuneô). O apóstolo levantou-o, dizendo: «Levanta-te, que eu também sou homem»” – Actos 10:25,26. No Apocalipse encontramos: 1- Quando S. João se preparava para adorar o anjo que com ele falava: “Prostrei-me aos seus pés para o adorar (Proskuneô), mas ele disse-me: «Não faças isso; sou um servo como tu e como os teus irmãos (…)” – Apocalipse 19:10; 2- “Depois de as ver e ouvir prostrei-me aos pés do anjo, que mas mostrava, para o adorar (Proskuneô). Mas ele disse-me: «Não faças isso! Sou um servo como tu (…). Adora (Proskuneô) a Deus” – Apocalipse 22:8,9
Portanto, pudemos ver que, quer anjos e homens, todos estão excluídos do direito à adoração. E quanto ao Dragão, o Diabo, Satanás, a antiga Serpente? É um deus ou só um anjo magnífico em poder? Quem é ele? A Bíblia o trata por muitos nomes: Acusador, sedutor, pai da mentira, príncipe deste mundo, anjo de luz, etc, etc.
No profeta Ezequiel encontramos uma descrição acerca do rei de Tiro. Mas, de uma forma velada, o texto em questão vai muito para lá deste monarca, pois representa uma outra realidade que não o rei de Tiro. Vejamos o texto: “Estavas no Éden, jardim de Deus; cobrias-te de toda a espécie de pedras preciosas (…) desde o dia em que foste criado. Eras um querubim (anjo) protector (…). Eras irrepreensível em tua conduta desde o dia em que nasceste, até que se achou iniquidade em ti.” – Ezequiel 28:13-15.
Pelo teor dos versículos, vê-se claramente que a realidade tem outra dimensão para além do humano rei de Tiro! Este nunca esteve no jardim do Éden e, muito menos, era um “querubim”! Este deve ser um dos versos bíblicos que esta entidade mais odeia! Sabe porquê? Porque põe a nu aquilo que ele sempre foi: uma criatura criada! Porque, só um ser Criador é que tem direito à Adoração! E, tanto quanto saibamos, este poder está ausente desta entidade! Provas? As Escrituras no-lo revelam claramente. Vejamos alguns exemplos bíblicos: as Pragas do Egipto; até que ponto esta personagem tentou anular o plano de Deus para o Seu povo:
Água em sangue “(…) Araão levantou a vara e todas as águas se transformaram em sangue” – Êxodo 7:19,20 “(…) Os magos do Egipto fizeram o mesmo com os seus encantamentos (...)" - Êxodo 7:22

Rãs “(…) estende a tua vara e manda subir rãs (…) – Êxodo 8:1(5) “Mas os magos do Egipto fizeram o mesmo com os seus encantamentos (...)" - Êxodo 8:3(7)

Mosquitos “(…) fere o pó da terra e este transformar-se-á em mosquitos (…). Todo o pó da terra se transformou em mosquitos.” – Êxodo 8:12,13,(16,17) “Os magos lançaram mão dos seus encantamentos, mas não conseguiram. (…). Eles disseram ao Faraó: «Está aí o dedo de Deus»” – Êxodo 8:14,15,(18,19)

O que é que este quadro nos mostra? Exactamente as limitações do seu enorme poder! Só numa manifestação é que falhou! Sim, prezado leitor, não conseguiu dar poder a estes magos para poderem imitar a 3ª praga! Porquê? Porque se tratava de um ACTO CRIADOR! As pragas anteriores consistiam em suscitar o que já existia! Esta última visava fazer com que o pó se “transformasse” num ser vivo! Perante esta impossibilidade, os falsos criadores tiveram que reconhecer, vencidos, que aquilo os ultrapassava, mesmo ao seu patrono, porque era um acto digno do “dedo de Deus”!
Assim, com este pano de fundo, já poderemos compreender o porquê da segunda besta ter que usar meios coercivos, mesmo a morte, para obrigar aqueles que o não desejam fazer, isto é, – adorar a besta e a sua imagem! Não o querem fazer! Não porque sejam teimosos ou mal educados, mas porque sabem que só o verdadeiro Deus tem esse direito – o Deus Criador.
O convite é feito por Deus; somos livres de o aceitar ou não; a opção é nossa e feita em toda a liberdade! Este tem o seguinte teor: “«Temei a Deus e dai-lhe glória, porque chegou a hora do seu julgamento. Adorai (Proskuneô) Aquele que fez o Céu e a Terra, o mar e as fontes das águas»” – Apocalipse 14:7 (sublinhado nosso).
Este é o convite a todo o ser vivente. Compete-nos, pois, fazer a melhor escolha!

f) A Marca
Falámos acima na junção destes três poderes, que por sua vez, formavam “a Trindade da imperfeição”.
No final da actuação da besta da terra, é lançado um desafio ao leitor mais atento, quando é dito: “É aqui que é preciso sabedoria. Quem for dotado de inteligência calcule o número da Besta, porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” – Apocalipse 13:18. Que número será este: 666? Quanto já foi dito e escrito a propósito?! Que poderemos nós, a este nível, acrescentar de “inteligente”? Todavia, gostaríamos de tecer umas breves considerações:
No senso comum o número 7 (sete) é o da perfeição; o número de Deus, da plenitude.
O Sétimo dia da obra criadora é um tempo sagrado – um pilar da Criação! Todo o contexto fala de ADORAÇÃO! Quando nesta se fala, entende-se a Criação por intermédio de um Deus Criador – Apocalipse 14:7. E qual é, dos dias da semana, o memorial da Criação e o qual também nos revela o nome do Criador de todas as coisas? Uma vez mais, é o 7º dia – o Sábado (Êxodo 20:8-11)!
Assim, o número 7 (sete) é um número, em termos religiosos, verdadeiro! É o número santificado por Elohim; é a pluralidade da divindade. Assim sendo, esta santidade só se poderá manifestar de uma forma tripla, isto é: Deus, o Pai = 7; Deus, o Filho = 7; Deus, o Espírito Santo = 7, portanto, não queremos chegar ao 777 (Setecentos e setenta e sete) mas a três números iguais em significado e plenitude: 7- 7- 7.
Quanto ao 6 é um número abaixo do 7. Nunca será o número da perfeição, da Criação, sem o Sábado. É, por conseguinte, um número imperfeito, o número do homem sem religião, sem Deus! Assim, de igual modo, por analogia, tal como o referimos acima, estamos perante uma Trindade Satânica, a saber: O Dragão = 6; a besta do mar = 6; a besta da terra = 6. Não nos alongaremos em explicações, quiçá, especulativas, acerca de quem aqui é representado! Para nós, neste preciso contexto, faremos a associação destas três forças malignas: 6- 6- 6! Este número 6 é quase, mas não é: a Plenitude, a Perfeição, a Verdade!
Assim, “666, o número da besta, é um querer e não poder; pois por mais que se esforce, nunca chegará a 7 7 7”. Que comparação poderá existir entre os números 6-6-6 e 7-7-7? Matematicamente e teologicamente, são diferentes! A não ser a veleidade de querer parecer ser 7-7-7, mesmo que para isso tenha que recorrer à mais extrema violência! Quanto a nós tudo está simples, compreensível, coerente racionalmente e em consonância, esperamos, com o espírito da letra do texto.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A IMORTALIDADE DA ALMA

Por exclusão de partes, Deus reconhece como seus, todos os que, com sinceridade, O desejam conhecer e os que praticam a Sua vontade. Isto quer dizer que este “remanescente” ensinará a verdade e só a verdade contida nas Escrituras. É esta Verdade que o Dragão não gosta que se divulgue para que o ser humano não possa conhecer qual a vontade de Deus nem o desmascarar. Esta verdade não é outra, segundo Jesus: as Escrituras!
Abramos aqui um pequeno parêntesis: Convém não esquecer que hoje, em termos da ciência moderna e até certas confissões religiosas (!) o ensinam: Satanás, o Diabo, não existe! Saiba que esta realidade lhe dá muito prazer! E sabe porquê? Recorda-se da imagem medieval que a Igreja tradicional inventou acerca da sua pessoa? Isto é: um ser com cornos, pés de cabra, um rabo e um grande aguilhão na mão! Se falarmos em Satanás, esta é a única imagem que se forma na mente de qualquer pessoa, não é verdade?
Biblicamente, nada corresponde a nada. Como já vimos, simbolicamente, o que é dito em relação ao rei de Tiro! Essa é a descrição desta sublime entidade, tal qual ela é! Por isso é que, como vimos e agora poderemos compreender um pouco melhor, a razão pela qual os milagres e afins são realizados em nome de Deus, com todo o poder; mas de Deus só tem o nome, nada mais!
Assim, quando ele aparecer, disfarçado de Deus em poder, o qual, nenhum de nós, mortais, presenciou até ao momento! Ao vermos tanto esplendor, a quem o atribuiremos? Claro, a Deus! E porquê? Porque a maioria, acerca dele só tem a tal imagem medieval e não aquela que corresponde à realidade; e também porque desconhece o que as Escrituras falam a seu respeito! Nestas, este aparece como um ser sublime, belo, majestoso; a tal ponto que, “se possível fora até enganaria os próprios escolhidos” – S. Mateus 24:24!
O convite para escutar, para ler e conhecer a vontade de Deus é universal, como o próprio Deus o é. Não basta aderir a esta ou aquela confissão religiosa e respectivas doutrinas. Não aderir só por aderir e continuar a fazer a nossa vontade, porque assim não ganharemos nada com isso! De cristãos, unicamente teremos a etiqueta, cujos dizeres nada terão a ver com aqueles que a usam!
Quanto a nós, encontramos esta situação nas Escrituras, nomeadamente na – parábola das bodas – cf. S. Mateus 22:1-14, “este esboço da história da salvação tenciona fundamentar a passagem da missão aos pagãos: Israel não o quis”. Passaremos a tecer uns brevíssimos comentários a propósito. O texto articula-se, quanto a nós, em três tempos:

1- Fala-nos de um primeiro convite ao Israel, como povo. Este rejeitou o convite: 1- “Mandou os servos chamar os convidados (…) mas não quiseram comparecer” – v. 3; 2- “De novo mandou outros servos (…). Dizei: (…) vinde às bodas. Mas eles sem se importarem foram um para o seu campo, outro para o seu negócio” – v. 4,5; 3- “Os restantes, apoderando-se dos servos, maltrataram-nos” – v.6.
Eis o convite para as bodas (ceia), que foi rejeitado, e esta “é a ceia do tempo da salvação”.

2- Devido à rejeição de Israel, o convite passa para a gentilidade, todos aqueles que, fisicamente, não pertenciam ao povo da aliança. Agora, procede-se a um convite global: “Disse depois aos servos: «O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide, pois, às saídas dos caminhos e convidai para as bodas todos quantos encontrardes». – v. 8,9 (sublinhado nosso).
Vemos aqui, neste segundo momento do texto, o convite universal – a todos – sem qualquer excepção!

3- Agora estamos perante o que achamos de mais curioso e estranho da narrativa! Esta revela-nos que: “(…) e a sala do banquete encheu-se de convidados” – v. 10. Mas, quando o rei chega “ para ver os convidados”, reparou que alguém se tinha apresentado “sem traje nupcial” – v. 11! Depois, aproximou-se deste convidado e perguntou: “Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial? O outro emudeceu.” – v. 12. Esta observação ou pergunta parece muito estranha!
Porquê, perguntará? Pela simples razão que não encontramos nada no texto que nos diga que, para esta festa, se deveria “trajar” desta ou daquela maneira! É verdade que era uma boda! Mas, será que a indumentária seria assim tão importante? Até porque, segundo o texto, o convite fora feito a pessoas de muito baixa condição social! Portanto, o que está em causa, não é a qualidade da roupa, mas o tipo da mesma!

Qual a lição que o texto apresenta? O que é que Deus nos quer revelar? O facto de termos acesso ao convite, quer dizer que depende unicamente da graça de Deus através do noivo – Cristo! Assim “é por isso que ninguém poderá ser admitido revestido do velho vestido que era o seu e que é incapaz, por isso, de cobrir, aos olhos do rei, a miséria e a nudez naturais”.
Como resolver tudo isto? Uma vez mais as Escrituras nos dão a resposta. Leiamos o que ela diz a este respeito. O livro do Apocalipse tem, quanto a nós, a solução para esta estranha exigência do Pai do noivo! Eis o que anjo diz ao exilado de Patmos - uma das sete Bem-aventuranças (Apocalipse 1:3; 14:13; 16:15; 19:9; 20:6; 22:7,14), que diz: “Felizes os que foram convidados para o banquete de núpcias do Cordeiro” – 19:9.
Portanto aqui, dá-nos a conhecer que os convidados são pessoas de eleição, ou seja, não para umas bodas quaisquer! Depois, o mesmo livro, através de uma outra Bem-aventurança, dá-nos a conhecer o tipo e, ao mesmo tempo o porquê da observação feita pelo Pai do noivo. Eis o texto: “Felizes os que lavam as suas vestes, para terem direito à Árvore da Vida e poderem entrar, pelas portas, na cidade” – 22:14.
O conselho, como dissemos, não é ter um fato novo e de grande qualidade, mas sim o “lavar as vestes para terem direito”! Mas, lavar onde? No profeta Isaías encontramos um vislumbre de resposta: “(…) e o meu coração exulta no meu Deus, porque me revestiu com a roupagem da salvação e me cobriu com o manto da justiça (…)” – Isaías 61:10; no Novo Testamento: “Todos os que fostes baptizados em Cristo, vos revestistes de Cristo” – Gálatas 3:27, ou ainda “revestir-vos do homem novo, criado em conformidade com Deus” – Efésios 4:24.
Eis os ingredientes necessários: lavado, revestido - um homem novo em Cristo Jesus. O passado morreu e com ele as vestes antigas; todos nós teremos que ser novas criaturas em Cristo e não permanecer no faz de conta! Resumindo: O convite é feito a todos, mas atenção! Apesar deste ser livre, assim como deverá ser a nossa resposta ao mesmo, mesmo assim, não nos poderemos apresentar perante Deus… não importa como! Não de qualquer maneira, mas unicamente em Cristo.
Assim, a nossa conduta, tudo na nossa vida, deverá ser pautado pelas Sagradas Escrituras. E em relação a certas doutrinas? Não deverão estas, de igual modo estar em verdadeira consonância com as Sagradas Letras? Continuamos a pensar que sim. Analisemos, como de costume, mais um postulado desta confissão religiosa.

1- Preliminares
A Palavra de Deus é, contrariamente ao que muitos afirmam e, particularmente, o nosso autor, o seu próprio intérprete, isto é, ela explica-se a si mesma! Podemos não a conhecer e, por isso, não saber onde se encontra a resposta para esta ou aquela questão, nossa contemporânea, mas ela está lá.
O que é que queremos dizer com tudo isto? É muito simples: que as Sagradas Letras nos alertam para certos desvios à Verdade e para as suas perniciosas consequências! Eis-nos perante um primeiro exemplo: “Porque virá o tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina. Desejosos de ouvir novidades, escolherão para si uma multidão de mestres, ao sabor das suas paixões, e hão-de afastar os ouvidos da verdade, aplicando-os às fábulas” – II Timóteo 4:3,4.
Tal como acima temos referido, o nosso autor não nos deixa de surpreender aqui e ali! Em todo o seu livro, nota-se, vá lá perceber-se porquê, um receio atroz dos métodos ditos “historicistas”, “concordistas” ou até, como gosta de chamar: “fundamentalistas”! Enfim, quase que nos leva a crer que só o seu método é que é o verdadeiro, genuíno e, consequentemente, eficaz! Sabemos, segundo o Catecismo, à luz da definição de Magistério que, por não estarmos ligados a Roma, estamos arredados de um juízo e interpretação capazes acerca das Escrituras! Podiam ter sido menos contundentes, convenhamos!
Assim, estes – historicistas, concordistas e fundamentalistas – sem direito ou autoridade a qualquer interpretação, segundo o que acabámos de dizer, chamam a si e à sua maneira de ver as coisas, o sentido que estes acham que deverá ter as Escrituras! Para não sermos só do contra, por agora, iremos fazer de conta que concordamos com esta falácia e analisemos: - Que dizer dos métodos utilizados pelo autor? Vejamos um exemplo das suas inquestionáveis interpretações acerca de um episódio das Escrituras: - a ressurreição de Lázaro (S. João 11:1-44)!
Para o autor o que é que o texto descreve? Ao examinar esta problemática, este esclarece os seus leitores que: “o que aconteceu na ressurreição de Lázaro é uma parábola em acção de toda esta doutrina do Jesus Joanino, e a doutrina é: quem acreditar em Jesus já ressuscitou da morte para a vida (…)”. Ficamos perplexos em conhecer, por este erudito e autoridade em matéria escriturística, que afinal, este acontecimento tão importante no ministério de Jesus, não passa de uma “parábola em acção”?! Realmente o autor é uma verdadeira caixinha de surpresas! Por este andar, já não sabemos quem é quem ou quem diz o quê! Será que até o próprio Jesus não passará de uma “parábola”? A ler o que temos lido, acredite, prezado leitor, que já nada nos espantará!
Depois, ao falar mais especificamente da ressurreição, o autor faz mais uma declaração verdadeiramente espantosa! Conclui o seu raciocínio, dizendo que: “a Bíblia está cheia de textos, mormente o Novo Testamento, que afirmam a ressurreição dos crentes na vida eterna após a morte, e de modo algum relacionada com a ressurreição na terra quando esta for dominada pelo Reino de Deus, isto é, depois da segunda vinda de Cristo”. De facto, esta é mais uma das conclusões que não esperávamos ler de quem, repetimos, nos merece todo o respeito! Agora, confessemos em abono da verdade, que ficámos sem saber se sempre haverá um dia, sim ou não, uma ressurreição corpórea e, por conseguinte, visível?!
Mas para já, à luz do quanto acabámos de transcrever, estamos em crer que não! Além do mais, a julgar pelos epitáfios que encontramos nos cemitérios, tudo indica que não! Porquê, perguntará? Pela análise simples do conteúdo destes! O leitor há-de reparar que, na sua grande maioria, todos têm uma característica comum: “Eterna saudade de… “. Ora a ser verdade esta frase, então, nunca mais reveremos os queridos que ali sepultámos, com tanto carinho e dor! Esta separação é, segundo o que a frase deixa transparecer, – eterna! Caso contrário, tais palavras não terão qualquer sentido, porque a ressurreição serve para isso mesmo – rever e reaver os nossos queridos ali deixados naquela terra fria ou noutra situação qualquer!
A seguir, o autor diz que não existe no Novo Testamento textos que apontem para a ressurreição quando da segunda vinda de Jesus Cristo! Mas, perguntamos mansamente, em que Bíblia é que o autor lê? A não ser, pensamos, que as Escrituras que circulam não sejam as mesmas que existem na sua posse!
Se exceptuarmos os Apócrifos, pois como já acima nos referimos, estes não têm qualquer credibilidade em matéria de fé; estes, nesta vertente espiritual, contradizem frontalmente a homogeneidade do Cânone sagrado. Aliás, não deverá ser, de modo algum, por mero acaso que, para que esta confissão religiosa, repetimos, igual a tantas outras, possa defender algumas doutrinas, nomeadamente a que nos ocupa neste momento – A Imortalidade da Alma – terá que, forçosamente, recorrer aos Apócrifos! Caso contrário, onde as iria fundamentar?
Terá, nas Escrituras, sérias dificuldades para sustentar os seus pontos de vista, repetimos, meramente humanos! Esta foi uma das razões, como é sabido, para a convocação do famoso Concílio de Trento, isto é, com o fim de colocar a Tradição e os Apócrifos ao mesmo nível das Sagradas Escrituras – estas que são a única expressa vontade de Deus! Examinemos, sumariamente, uma corrente religiosa que ensina esta mesma doutrina.

2- Movimentos Espíritas
“O homem é eterno”. Foi sob este título que foi anunciada a visita a Portugal do espírita Divaldo Pereira Franco, considerado o maior conferencista deste século, nesta área! Veio a Portugal, a convite da Federação Espírita para fazer uma série de palestras sobre “o «autodescobrimento» e a eternidade do homem”.
Este homem “diz conhecer o segredo da eternidade humana. Esse segredo simples, tão simples como viver e morrer, reencarnar e viver, morrer de novo (…), expiando assim no nosso tempo os pecados cometidos noutras vidas; essa certeza fantástica e tranquilizante que é encarar a morte como um passamento para outro estado vivencial donde, num dos próximos séculos, se poderá sair para outro corpo humano, para outra vida de grandezas ou misérias no planeta Terra”.
Depois, falando da sua mediunidade, diz que a descobriu aos quatro anos e meio de idade, na sua cidade natal, a Baía. Ali, disse na entrevista: “Apareceu-me a minha avó (em espírito). Pediu-me para chamar a minha mãe, o que eu fiz. A minha mãe não a conheceu, porque esta morreu em consequência do parto. A minha mãe teve um choque. Fomos a casa de uma irmã dela que havia conhecido a mãe e eu descrevi-lhe o espírito. E então ela disse: É a minha mãe!”
Que fazer, perante tudo isto? Crer! Não crer! Que dizer? Como é que se poderá saber se um nosso semelhante está na condição e na dimensão acima descritas? Quanto a nós, pensamos, que só a Palavra de Deus nos ajudará a saber, realmente, o que se passa! E porquê? Porque só esta tem autoridade para falar e corrigir tudo o que se relaciona com a dimensão espiritual

a) A Palavra e o seu significado
Comecemos pelo princípio e perguntemos: O que é o homem? As Sagradas Letras, quer acreditemos na resposta ou não, revelam-nos o seguinte: “O Senhor Deus formou o homem do pó da terra e insuflou-lhe pelas narinas o sopro de vida, e o homem transformou-se num ser vivo” – Génesis 2:7. (sublinhado nosso). A palavra traduzida por - ser vivo – é, na língua original (hebreu) – nèfèsh. Ora, o que é que significa esta palavra? Esta é traduzida no Novo Testamento, língua grega, por – psuchê (Alma) – por exemplo: “Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma” – S. Mateus 10:28
Que significado tem este termo – nèfèsh? Autoridades na matéria revelam: “certamente que não é alma. Esta palavra compreende aqui, simultaneamente, a figura, a estatura total do ser humano, em particular a sua respiração; assim, o homem não tem uma – nèfèsh (Alma) – mas ele é nèfèsh (Alma), ele vive enquanto nèfèsh (Alma)”. (sublinhado nosso)
Ora, se entendemos bem, o ser humano não tem uma ALMA que lhe seja exterior ou separada dele, mas ele mesmo é uma ALMA VIVENTE! Aliás, como foi perfeitamente bem traduzido: “ser vivo”. Por esta simples razão é que encontramos nas Escrituras textos como este: “Mal deixam de respirar, voltam ao seu pó, nesse mesmo dia acabam os seus pensamentos” – Salmo 146(145):4. Se virmos bem, faltando o tal - Rouah (o sopro de vida) - o ser humano volta ao pó, de onde saiu. É como se de um boneco se tratasse… acabou-se a pilha e, de repente, fica parado, deixa de ser o que foi, nada resta, a não ser uma carcaça que o tempo se encarregará de desfazer, nada mais!
Esta é uma das razões pela qual, os ídolos, imagens de escultura, são assim caracterizados: “Então todo o homem se tem por néscio e imbecil; todo o artista tem vergonha do ídolo que concebeu, porque fundiu apenas vaidade, desprovida de vida. São apenas nada, obras ridículas (…)” – Jeremias 10:14,15 (sublinhado nosso). Aqui encontramos várias particularidades: 1- No que respeita ao homem que as faz e as adora, biblicamente falando, é tido por: néscio e imbecil! 2- Quanto às imagens de escultura. Elas são: 1- Vaidade e sem vida; 2- São apenas NADA!
Ao nível do texto original compreende-se toda a riqueza do texto expresso. Quando é dito que o ídolo é “vaidade, desprovida de (rouah) vida. São apenas (hèbèl) nada”! Teria porventura um bocado de madeira, pedra, ferro, ouro, prata, qualquer vida? Não, não é verdade! Logo, a imagem, em si mesma, não passa de vaidade, de um ser sem ser! Portanto, é o mesmo que qualquer um de nós sem o Espírito, a energia, o elemento motriz!
Assim, perante estes factos, ainda acrescentaríamos que “dentro deste emprego extremamente abundante de nèfèsh (Alma), traduzido por – vida – resta notar que a nèfèsh nunca tem o significado de uma substância vital, indestrutível distinta da vida corporal e que poderia subsistir independentemente do corpo”. Se chegássemos a compreender esta explicação, quão tudo seria diferente. Portanto, o homem nada tem de eterno ou imortal!
Na matemática, “o todo é igual à soma das partes”. O homem - alma vivente – cf. Génesis 2:7, é um todo, composto pelo corpo e este Espírito que lhe comunica o movimento. No momento da morte “e o pó volte à terra donde saiu, e o espírito volte para Deus que o deu” – Eclesiastes 12:9! Isto não é mais nem menos do que o contrário do que aconteceu no que deu existência ao ser humano: “O Senhor Deus formou o homem do pó da terra e insuflou-lhe pelas narinas o sopro da vida, e o homem transformou-se num (nèfèsh) ser vivo” – Génesis 2:7. Assim: “A nèfèsh é o resultado da basar (corpo), animado pela rouach (Espírito). (…) Não há vida sem espírito, é o que ensina claramente Génesis 2:7”.
Portanto, o que resta na morte? O corpo desaparece. O Espírito, segundo o texto bíblico, volta para Deus. É, permitam-nos a comparação, como se fôssemos um carro! O espírito é a gasolina que faz com que o carro ande durante a nossa existência, mais ou menos longa! Mas será este “Espírito” a nossa “alma”? Claro que não! Até porque, como já vimos, não temos uma Alma, mas SOMOS, no nosso TODO uma ALMA!
Assim, os malefícios feitos pelo condutor deste carro, ao longo da nossa existência, serão atribuídos à gasolina, ao tal Espírito? Claro que não! Só nós, condutores, é que seremos responsáveis, não é verdade? Já alguma vez se viu um Agente de Seguros, a polícia ou um juiz pedir responsabilidades à gasolina? É por esta razão que S. Paulo pôde escrever: “Porque todos havemos de comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba o que mereceu, conforme o bem ou o mal que tiver feito, enquanto estava no corpo” – II Coríntios 5:10. Portanto, é o corpo e não o Espírito que é o culpado! O Espírito, a exemplo da gasolina, é neutro! Logo, nada existe em nós de imortal!
Reforçando esta verdade é-nos dito que: “as palavras espírito e alma encontram-se 1700 vezes na Bíblia. Ora, jamais elas são acompanhadas do adjectivo: imortal”. Quando procuramos este adjectivo nas Escrituras, encontramo-lo, unicamente, aplicado a Deus, não ao homem: “Ao Rei dos séculos, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amen.” – I Timóteo 1:17

b) As Escrituras e os Médiuns
Quando falámos neste médium brasileiro e no que ele diz acerca da tal reencarnação, vimos que, biblicamente falando, o ser humano nada tem em si mesmo que possa reencarnar, seja em quem for! Mas se este diz que sim, para que evidenciemos o que queremos mostrar, por agora, digamos que estamos de acordo com tal afirmação!
Depois contou também a sua experiência ao ter-lhe aparecido a “sua avó”! Uma vez mais, continuamos a não duvidar da narração do autor! Não estamos a negar que tivesse vivido o que ele diz, ou outro qualquer o possa afirmar! O que negamos, frontalmente, é a personagem que ele diz que aparece, ou seja, um seu amigo ou familiar, neste caso, a avó! Portanto, dizemos que se tal facto existiu ou existe, também afirmamos, ao mesmo tempo, que esta personagem não é a avó que apareceu! Então quem é? É muito simples! Firmando a nossa opinião nas Sagradas Escrituras, é alguém por ela, imitando-a em tudo, na perfeição!

3- O Caso de Saúl (I Samuel 28:1-25)

a) Saúl estava em guerra com os filisteus e, em desespero de causa, queria saber o que Deus lhe tinha reservado, mas “o Senhor não lhe respondeu nem pelos sonhos, nem pelos sacerdotes, nem pelos profetas” - v. 6.
Depois, foi procurar uma médium (bruxa, feiticeira) para que o pusessem em contacto com o já falecido profeta Samuel! Sabemos, pelas Escrituras que “(…) os mortos não sabem nada (…)” – Eclesiastes 9:5. O procedimento de Saúl é ilógico! Porquê? Se Deus não lhe responde por meios lícitos (sonhos, sacerdotes, profetas), como o poderia fazer por meios por Ele condenados?

b) “Disse-lhe então a mulher: «A quem invocarei»? Respondeu-lhe Saúl: «Faz com que me apareça Samuel».” – v. 11. A consulta continuou: “E a mulher tendo visto Samuel, soltou um grande grito, e disse ao rei:«Porque me enganaste»? Disse-lhe o rei: «Não temas! Que vês»? - «Vejo, respondeu a mulher, um Deus que sobe da terra». Saúl replicou: “«Qual é o seu aspecto?» - «O de um ancião, envolto de um manto», respondeu ela. Saúl compreendeu que era Samuel e prostrou-se com o rosto em terra.” – v. 11-14. 
Saúl não viu Samuel, como seria natural caso ele aparecesse! O rei – entendeu – pensou, que se tratava verdadeiramente do profeta Samuel, segundo a descrição feita pela Pitonisa!
Por outro lado: se Samuel “sobe da terra”, então, verdadeiramente ressuscitou! Mas como é que ele sobe na terra de En-Dor, ao sul do mar da Galileia, a 10 km da cidade de Nazaré, (ver mapa) – se o verdadeiro Samuel estava sepultado em Ramá (I Samuel 25:1), ao norte do mar da Galileia, cerca de 100 km de En-Dor! E para cúmulo, este lhe aparece, por intermédio de uma feiticeira!

c) De seguida, o diálogo estabelece-se sob duas vertentes: 1- O pseudo profeta no v. 17,18 fala do passado. E para falar do passado – cf.15:1-29, cremos não ser necessário assim tanto poder! Bastará recordar, nada mais! 2- Fala do futuro imediato – v. 19. Sabendo o desespero do rei, não seria nada difícil prever o desfecho da batalha que se avizinhava!
Mas, quando fala do futuro, eis o que o pseudo profeta Samuel diz: “Amanhã, tu e teus filhos estareis comigo (…)” – v. 19. Perguntamos: O verdadeiro Samuel era justo. Se em vida se retirou de Saúl por causa da sua iniquidade, iria viver com ele na morte, no dia seguinte? Portanto, a narração é feita segundo a linguagem das aparências e não segundo a veracidade da doutrina bíblica. Mas, quanto à causa da morte de Saúl? As Escrituras não nos deixam sem resposta. Ei-las:

1- Porque Lhe foi infiel;
2- As Suas palavras não observou;
3- Por ter consultado necromantes (médiuns)
Cf. – I Crónicas 10:13.

E em que palavras é que prevaricou? Eis a ordem de Deus que ele voluntariamente esqueceu a qual contribuiu para a sua morte: “ao feiticeiro, ao espiritismo, aos sortilégios ou à invocação dos mortos. Porque o Senhor abomina aqueles que se entregam a semelhantes práticas (…)” – Deuteronómio 18:11,12. Portanto, para nós são bem claras as razões da sua morte.

d) Quem procura comunicar com os mortos comunica, na realidade com os demónios – cf. Salmo 106(105):28,37; I Coríntios 10:20. Através do quanto pudemos ver até aqui, o Senhor abomina tais práticas: “Quando vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos?” – Isaías 8:19.
Portanto, poderá Deus dizer duas coisas diferentes acerca do mesmo assunto? E a prova que não é assim – o resultado foi a morte do rei Saúl, tal como vimos! Ora: se tudo se passou como se… então quem esteve por trás de todos estes acontecimentos do passado? E, de igual modo, quem está presente nos mesmos factos do presente? Uma vez mais as Escrituras não nos deixam sem luz: “E não é de estranhar, porque o próprio Satanás se transfigurará em anjo de luz” – II Coríntios 11:14.
Repetimos: Nunca negámos que tal não é verdade, antes pelo contrário! Tudo “realmente” aconteceu! Só que, os personagens representados e, supostamente aparecidos, não são quem dizem ser! As personagens reais repousam, segundo o texto bíblico, no pó da terra, aguardando a ressurreição! Mas esta personagem, excelsa em poder, imitará com a maior das facilidades tudo o que for inerente ao falecido, pois tem poder para isso – exactamente como o denuncia, veementemente, S. Paulo, como vimos pelas Escrituras!

4- Detalhes
Foi no Concílio de Latrão, em 1513, que a teoria da imortalidade natural da alma foi adoptada como dogma eclesiástico. Mas, uma vez mais, além das precisões que acima fizemos, teceremos uma ou outra questão sobre o assunto.
Se ainda subsistir qualquer dúvida na nossa mente acerca da entidade do Espírito, isto é, se este é consciente, então perguntaremos: como compreender, por exemplo, as palavras de Cristo? Na cruz disse: “(…) Pai, nas Tuas mãos entrego o Meu espírito” – S. Lucas 23:46. Se este “espírito fosse uma parte consciente, só por si, então como entenderíamos as palavras de Jesus a Maria Madalena, pouco depois da Sua ressurreição, quando lhe disse: “Não me detenhas, porque ainda não subi para Meu Pai (…).” – S. João 20:17?
Seria bom que pudéssemos recordar o caso de Adão e de Eva. Se houve um Homem que teve ao seu alcance a imortalidade, segundo o relato bíblico, esse homem foi Adão! Mas quando o primeiro casal, deliberadamente, se afastou de Deus, o Criador não teve outra alternativa a não ser expulsá-los do Jardim do Éden: “Depois de ter expulsado o homem colocou, querubins a oriente do jardim do Éden, querubins armados de espada flamejante para guardar o caminho da árvore da vida” – Génesis 3:24. Perguntamos: se sempre foi eterno em si mesmo, então para quê barrar ao homem, o acesso à árvore da vida? Portanto, a imortalidade era constantemente adquirida! Esta lhe era comunicada pela “árvore da vida”!
Ensinam que a nossa “alma” é o “Espírito”, que por essência é imortal, claro! Ora, se a Alma e o Espírito são a mesma entidade, então, o Espírito que é uma entidade por essência - imortal – e, se na morte, a tal “alma” ou “Espírito”, tanto de maus como de bons, segundo as Escrituras “volta para Deus” – Eclesiastes 12:7. Perguntamos: então, coabitarão no mesmo sítio “almas” boas e más e, ainda por cima, imortais? E depois, se por definição estas são “imortais”, então quem as poderá aniquilar para todo o sempre?
Mas que confusão quando queremos misturar teorias humanas, pagãs, com a harmonia do ensino bíblico!
Acerca do estado do homem na morte, as Escrituras nos informam, com toda a clareza que: ”Os que estão vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem recebem mais recompensa, porque a sua lembrança está esquecida. O amor, o ódio, a inveja pereceram juntamente com eles; não terão mais parte alguma, para o futuro, no que se faz debaixo do céu” – Eclesiastes 9:5,6. Outros ensinam que este mesmo espírito irá para o céu, para junto do Senhor, louvá-Lo! Também para estes as Escrituras têm uma palavra elucidativa: “(…) na mansão dos mortos quem vos louvará” – Salmo 6:5,6; ou ainda “a morada dos mortos não vos louvará, nem a morte vos celebrará, nem esperam na vossa fidelidade os que descem à sepultura. Os vivos são os que vos louvam como eu vos louvo agora” – Isaías 38:18,19. Portanto, cinco palavras apenas, resumem o estado do homem na morte:

1- Silêncio;
2- Esquecimento;
3- Inconsciência;
4- Sono;
5- Repouso.

Note que a Palavra de Deus caracteriza a morte como um “sono”! Exactamente como o Senhor Jesus o disse claramente no caso da morte do Seu amigo Lázaro: “Lázaro, o nosso amigo, dorme; mas vou despertá-lo (…). Então Jesus disse-lhes claramente:«Lázaro está morto» (…)” – S. João 11:11,14. É aqui, prezado leitor que reside a nossa suprema esperança. Se a morte é comparada, biblicamente, a um sono, então, graças a Deus por isto, porque a acção de dormir pressupõe um ACORDAR! Quer o leitor maior certeza?
E mais! Falámos da noção de “repouso”. Quando alguém morre, para onde é que este vai? Sim, exactamente para aí, onde está a pensar – o cemitério! Mas sabia que esta palavra – koimêtérion (cemitério) – deriva do verbo – koimizô (adormecer) ! Portanto, o cemitério é um lugar para dormir, repousar, nada mais! Um lugar de espera para um posterior acordar e não um sítio onde vamos depositar os nossos queridos para todo o sempre, como certas confissões religiosas, infelizmente, o ensinam! Que maravilhosa esperança! Que Deus espantoso!
Dr. Ilídio Carvalho

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O PURGATÓRIO

Existe, dizem, um determinado lugar onde se reúnem os Espíritos de todos os que morrem. Esta doutrina contraria frontalmente o claro ensino das Escrituras. Este local tem um nome – Purgatório! Aqui a Alma de tal pessoa purgará os seus pecados antes de possuir a eternidade!

1- As Origens
Analisemos, sumariamente, onde tudo isto começou, para que possamos sentir que esta ambiência nada tem com Deus. Os sábios da Grécia recusavam-se admitir que um ser como o homem pudesse, unicamente, estar confinado a um lugar na terra! Era necessário, que os seus feitos, a sua fama, fossem transportados para lá da memória. Assim “nesta favorável disposição recorriam à ajuda da ciência, ou melhor, à linguagem da metafísica. Não tardaram a descobrir que, dado nenhuma das propriedades da matéria se aplicar às operações da mente, a alma humana devia consequentemente ser uma substância distinta do corpo, pura, simples e espiritual, incapaz de dissolução e susceptível de um grau muito elevado de virtude e felicidade, após a saída da sua prisão corpórea”.

a) Concepção pagã de purificação após a morte

Esta noção de purificação está ligada ao filósofo grego Platão, que viveu no século IV a. C. Deste, chegou até nós uma obra em forma de diálogo que se chama Fédon. Vejamos alguns excertos:
1) A alma é exterior ao corpo - “E esta libertação e separação da alma em relação ao corpo não será aquilo a que se chama a morte? É exactamente isso”.
2) Definição do local para onde as almas vão - “O Aqueronte, para onde se dirigem as almas da maior parte dos mortos. Depois, de aí permanecerem um tempo marcado pelo destino, umas mais tempo, outras menos, são de novo mandadas para renascer no meio dos vivos”.
3) Os que tiveram um porte mediano de comportamento - “Aí ficam a residir enquanto se purificam. Se cometeram injustiças, pagam a respectiva pena e são absolvidos; se praticaram boas acções, obtêm a recompensa, cada um segundo o próprio mérito”.
4) Os que são considerados como incuráveis - “Devido à enormidade dos seus crimes, por haverem cometido múltiplos e graves sacrilégios, inúmeros homicídios contra a justiça e a lei ou qualquer outro delito do mesmo género, a esses cabe a sorte de serem precipitados no Tártaro, de onde não voltarão mais a sair”.

Um pouco mais à frente é dito que “defender que tais coisas sejam como eu as descrevi não é próprio de pessoa sensata; todavia, parece-me que assim, ou mais ou menos assim, deva ser no que se refere às nossas almas e às suas moradas, pois que aceitámos ser a alma imortal. Não é presunção defender tal coisa e, acreditando nela, vale a pena correr tal risco, um risco que é belo” (sublinhado nosso).
Para quê, prezado leitor, “correr tal risco” se a certeza, a VERDADE, está tão claramente demonstrada na Palavra de Deus?! É sobre esta forma de actuar que a Bíblia aconselha a toda a confissão religiosa, o seguinte: “Nada acrescentes às suas palavras, para que não te repreenda e sejas achado mentiroso” – Provérbios 30:6.
Vemos assim que, entre os pagãos, ao introduzir-se o cristianismo no mundo greco-romano, se acreditava na possibilidade de uma purificação após a morte. Quanto à Patrística e respectiva Igreja de Roma, não fizeram mais do que dar continuidade a esta crença que floresceu nesta sopa em que se tornou o cristianismo!

2- Os Apócrifos
Nada condizia nem condiz com nada e cada um ensinava, cria e praticava como era seu desejo, visto que a Norma, o Cânone, era, agora, após Trento, um todo confuso e contraditório! Enfim, um Cânone que se limitava-se a possuir unicamente o nome, nada mais! Assim, graças aos Apócrifos, se encontram, finalmente, justificadas as seguintes doutrinas, muito embora as Sagradas Escrituras as condenem claramente! Vejamos:
a) Oração em favor dos defuntos e sacrifício expiatório – “Porque, se não esperasse que os mortos ressuscitariam, teria sido vão e supérfluo rezar por eles. (…). Era este um pensamento santo e piedosos. Por isso, pediu um sacrifício expiatório para que os mortos fossem livres das suas faltas” – II Macabeus 12:44,46.
b) Oferta que expia os pecados e livra da morte - “Em verdade, a esmola liberta da morte e não permite que a alma desça para as trevas” – Tobias 4:10. “Pois a esmola livra da morte e limpa de todo o pecado” – Tobias 12:9.
c) Invocação e intercessão dos santos - “Onias que tinha sido sumo sacerdote (já falecido) (…) com as mãos levantadas orava por todo o povo judeu” – II Macabeus 15:12. “Senhor, Todo-Poderoso, Deus de Israel, ouvi a oração dos mortos de Israel (…)” – Baruc 3:4.

3- A Doutrina
Historicamente falando, o verdadeiro pai da ideia de um Purgatório foi o bispo de Hipona, St. Agostinho (354-430).
Recordamos que a Igreja Romana para poder fundamentar as suas doutrinas, teve que recorrer, seja à Tradição seja aos livros Apócrifos. A homologação da Tradição e dos Apócrifos ao nível das Escrituras, irá ser decretada nos Concílios. Assim, esta confissão religiosa define-o assim: “(…). Há um Purgatório e as almas, ali detidas, são socorridas pelas orações dos fiéis e especialmente pelo aceitável sacrifício do Altar”. Depois, o Catecismo, refere que a formulação doutrinária inerente foi elaborada no Concílio de Florença (1439) e no de Trento (1545-1563). O apoio escriturístico da doutrina, isto é, - a prática da oração em favor dos mortos - encontra-se, dizem: - “na Sagrada Escritura”! Perguntamos: Mas, em que Escrituras? E quando vamos procurar nas ditas Escrituras encontramos unicamente a menção do lote dos – Livros Apócrifos! Livros que este sistema religioso sabe perfeitamente, assim como toda a cristandade restante que estes não pertencem ao Cânone Sagrado!
No entanto, para provarem as suas doutrinas, meramente humanas, vão ao ponto de reafirmar que estes livros têm autoridade! Qual a base de apoio a tal postulado? A inspiração divina? Eis a resposta que não deixa margem para dúvidas: “Estes livros, porém, têm precisamente a mesma autoridade que tem o Evangelho de S. Mateus, ou qualquer outra parte da Bíblia; porque a canonicidade das Sagradas Escrituras baseia-se unicamente na autoridade da Igreja Católica, que as proclamou inspiradas”. Respondido assim com tal prepotência, quanto a nós, ficámos esclarecidos!
O Papa João Paulo II, após lhe ter sido perguntado se realmente existia o Paraíso, o Purgatório e o Inferno, respondeu assim acerca do Purgatório: “Um argumento muito convincente acerca do purgatório foi-me oferecido, para além da bula de Bento XII, no século XIV, pelas obras místicas de S. João da Cruz. A chama viva de amor, de que fala, é antes de mais uma chama purificadora. As noites místicas, descritas por este grande doutor da Igreja a partir da sua própria experiência são, em certo sentido, aquilo que corresponde ao purgatório” (sublinhado nosso). Perguntamos: onde está, uma vez mais a base escriturística para tal doutrina? Uma vez mais, unicamente nos pensamentos e palavras humanas!
Cremos ter toda a razão de ser, invocar aqui a parábola do Rico e do pobre Lázaro. Sem entrarmos na profundidade das lições que encerra e para trazer um pouco de luz à temática que estamos a abordar, destacaremos um pormenor tremendamente importante e elucidativo. Qual o contexto? A parábola refere que “morreu o mendigo e foi levado para o seio de Abraão; morreu o rico e foi sepultado” – v. 22. Depois, este de onde estava “no inferno e viu Lázaro no seio de Abraão” – v. 23. A seguir solicita a Abraão para que tenha misericórdia dele e que mande Lázaro para o aliviar dos seus tormentos – cf. v. 24. Depois, Abraão recorda-lhe que isso não pode acontecer, pois está um em cada lado – cf. v. 25,26.
Finalmente chegamos ao interessante v. 26 que diz: “Além disso, entre nós e vós foi estabelecido um grande abismo, de modo que, se alguém pretendesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo, nem tão pouco vir daí para junto de nós” – S. Lucas 16:26 (sublinhado nosso). Este interessante texto suscita-nos uma pergunta: por que é que não existe aqui o tal lugar intermediário como o ensina esta confissão religiosa? O prezado leitor saberá responder? Quanto a nós, também reconhecemos a nossa ignorância! O que sabemos, à luz do texto, é que de um lado para o outro não há qualquer ponte de acesso! Por outro lado, Jesus mostra-nos que não conhece nem reconhece qualquer doutrina que se assemelhe à do purgatório! Tão simples, não é verdade? Quanto a nós cremos que sim!

Conta-se que certa vez, um sacerdote sem grande experiência e acabado de chegar à sua nova paróquia, viu-se confrontado com algumas perguntas embaraçosas sobre este assunto. As pessoas perguntavam para onde iam os mortos, se ali eram felizes ou não! Em caso contrário, quando saiam de lá para outro local mais agradável? Mas a pergunta mais difícil de responder era a seguinte: «Quantas missas eram necessárias para sufragar uma alma»?
O jovem sacerdote, embaraçado com estas questões, resolveu apresentá-las ao seu superior hierárquico, visto que não sabia quantas missas eram necessárias para que uma alma transitasse do purgatório para o céu? Com todo o ar paternalista, este velho homem experiente, disse-lhe:
- Meu filho, tu não sabes quantas missas são necessárias para sufragar uma alma?
O jovem olhou para o seu superior e respondeu candidamente:
- Não sei – foi a resposta!
De seguida, o seu interlocutor disse:
- Bem… as missas necessárias para sufragar uma alma, para que esta possa transitar do purgatório para o céu, meu filho, são tantas quantas as bolas de neve necessárias para acender uma fogueira!

O prezado leitor já experimentou, no Inverno, acender a sua lareira na sala com a ajuda de bolas de neve? Quantas serão necessárias? Pensamos que será muito difícil, para não dizer, impossível, com elas acender seja o que for! Muito menos uma fogueira!
Os mortos, segundo as Escrituras, aguardam na sepultura a ressurreição para a vida eterna, pelo poder da voz de Deus. Recordemos a morte e ressurgimento de Lázaro - o amigo de Jesus - aquele que morava em Betânia. O texto diz que, só quatro dias, após a sua morte é que Jesus chegou junto da família enlutada! Depois, acompanhado das irmãs do falecido, dirigiu-se ao túmulo onde Lázaro fora sepultado. Ali, Jesus fala para dentro do túmulo. Repare nas palavras de Jesus: bradou em alta voz, dizendo: “Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu (…)” - S. João 11:43,44. Ora, o que é que aconteceu ali, quais os factos, após Lázaro ter saído do túmulo? Vejamos:

1- Total inconsciência do ressuscitado – desde a altura que ali foi colocado, até que saiu!
2- Jesus não ordenou: “Espírito, desce”! mas - “Lázaro, sai”!

Como podemos ver, uma vez mais, se o espírito se encontrasse em algures e consciente, então por que é que o Senhor não ordenou: “Espírito, desce”? Realmente, prezado leitor, já reparou que, quando nos afastamos da clareza dos ensinos da Palavra de Deus, não sabemos como responder! Já prevendo situações embaraçosas, S. Paulo nos deixou escrita esta tão preciosa informação: “Não queremos, irmãos que ignoreis coisa alguma a respeito dos mortos, para não vos entristecerdes como os outros que não têm esperança (…). Por ocasião da vinda do Senhor, nós, os que estivermos vivos, não precederemos os mortos. Quando for dado o sinal, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá do Céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro. Depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens; iremos ao encontro do Senhor nos ares e assim estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, portanto uns aos outros com estas palavras”- I Tessalonicenses 4:13-18.
Que palavras! Que esperança! Que consolo! Graças a Deus que não nos deixou na ignorância acerca dos que já dormem (morreram). É esta, prezado amigo, a bendita esperança de todo o cristão, de todo aquele que interioriza o ensino da Sagrada Escritura.
Como já acima abordámos, para as duas mulheres (Igrejas), Deus tem um “resto” – a Igreja, aquela que observa e guarda a Palavra, a Verdade – para o nosso tempo. Resta-nos uma suprema certeza: A Palavra de Deus não mente acerca de qualquer assunto. Na carta de Tiago, a este propósito é-nos dito que: “na esperança da vida eterna prometida desde os mais antigos tempos pelo Deus que não mente” - Tito 1:2
A doutrina bíblica, ela, prezado leitor, é justa, porque os vivos determinam o seu próprio destino. Recorde-se do que já referimos atrás – as indulgências! Estas serviram, no passado, para explorar escandalosamente os crentes vivos, pobres e ricos, sob o pretexto de ajudar os mortos a saírem o mais rapidamente possível de um purgatório imaginário que a Bíblia, como vimos, ignora totalmente.
Martinho Lutero, como vimos, indignou-se com esta forma de extorsão de dinheiro ao pobre crente, quando ele sabia que “a Igreja do Castelo de Vitemberg continha relíquias capazes de assegurar aos devotos cerca de cento e trinta mil anos de indulgências”! Relíquias, e coisas afins! A salvação à mercê de coisas feitas e existentes à imagem e semelhança humanas – para os crentes! E quanto à Igreja que as inventava? “ As relíquias dos santos valiam mais do que o ouro ou as pedras preciosas; estas incitaram o clero a multiplicar os tesouros da Igreja. Sem muita atenção à verdade ou à probalidade, os padres inventaram nomes para esqueletos e acções para nomes”.
Prezado amigo, não se ganha o céu num hipotético e imaginário purgatório ou noutra forma de existência qualquer! É aqui e agora que tudo se joga – durante a nossa vida. Quanto ao mais, tudo não passa de ideias, de comentários meramente humanos!

BIBLIOGRAFIA:
Edward Gibbon, op. cit, Vol. I, pp. 180,181
Pierre Ducassé, As Grandes Correntes da Filosofia, 5ª ed., Lisboa, Ed. Europa-América, 1970, p. 30
Platão, Diálogos III – Apologia de Sócrates Críton, Fédon, 2ª ed. Lisboa, Ed. Europa-América, sd., Fédon, cap. XII, p. 98
Idem, cap. LXI, p. 159
Idem, cap. LXII, p. 160
Ibidem
Idem, cap. LXIII, p. 161
Na nota 14 de rodapé, da Bíblia dos Capuchinhos, esclarece-nos: “A passagem diz-nos como é eficaz a oração dos santos (mortos) perante Deus”.
Cf. Jacques Le Goff, O Nascimento do Purgatório, 2ª ed., Lisboa, Ed. Estampa, 1983, pp. 84-86
Cardeal Gbbons, op. cit., p. 209; Cf. Catecismo, p. 232, nº 1031
Catecismo, Idem
Idem, p. 233, nº 1032
Cardeal Gbbons, op. cit., p. 210
João Paulo II, Atravessar o Limiar da Esperança, pp. 165,172
J. Jeremias, As Parábolas de Jesus, p. 186

Nota: O nosso sincero agradecimento ao Dr. Ilídio Carvalho, mais um tema fascinante que nos oferece, claro e de palavra inteira, eis como ele trata o tema do Purgatório.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

SIMÃO BARJONAS

Se quisermos ser correctos, como, em sã consciência, poderemos explicar a primazia desta confissão religiosa, sobre uma outra qualquer sua congénere? Porquê a de Roma e não a de Antioquia, Constantinopla ou outra? A explicação que circula não é espiritual ou escriturística, mas só porque esta cidade era a capital do império – Roma!
Antes de abordarmos a nossa visão dos factos, passaremos a tecer breves comentários sobre o capítulo que tem por título - O Papa, o Anticristo do Apocalipse – que, na ocorrência, é o último do livro do autor. Aqui, para demonstrar o seu ponto de vista, na qualidade de sacerdote, o autor comenta o que um Pastor de outra confissão religiosa refuta da Primazia de Pedro. Vejamos:
1- Magistério: Direito ou Usurpação?
O autor declara que os Novos Movimentos religiosos “classificam o Papa como o Anticristo do Apocalipse”. Depois, diz que esta classificação é, nem mais nem menos, resultante da maneira “como é que se lê a Bíblia e se lê a própria história”. Tanto quanto nós saibamos, só existe uma única maneira de ler a Bíblia e a História! Sabe qual é, prezado leitor? É muito simples! O método é infalível! Isto é, ler realmente o que lá está – o documento - sem submeter o relatado às nossas convicções pessoais e ideias pré concebidas!
É assim que se faz em História: ler o documento, analisar o que lá se encontra e confirmar se o que sempre ensinámos, até ali, está conforme ao documento encontrado e lido! Só porque o conteúdo deste contradiz o nosso ensino, vamos rejeitá-lo ou adaptá-lo à nossa maneira de viver e de ensinar?! Isto é o que, infelizmente, se faz com demasiada vulgaridade! Só que esta atitude, nenhum ser vivente tem autoridade para praticá-la! Eis o método! E, por estranho que possa parecer, este método não é o que segue a confissão religiosa que ousa chamar a si o direito de catalogar tudo e todos! Claro, não à luz do que está escrito no tal livro, que, na ocorrência, é a Bíblia – a Norma. E porquê? Porque esta confissão religiosa, como temos vindo a ver até aqui, diremos que, para não sermos radicais, a quase globalidade das suas doutrinas, não tem base escriturística!
Portanto esta confissão religiosa está na mesma situação, ou pior, que as que cataloga e condena! Quem diria!
O autor denuncia um, entre outros tipos de interpretação – o Concordista. Mas, não é, por exemplo, este o método por excelência para o conhecimento e compreensão das Escrituras? Para que saibamos se a nossa interpretação está correcta, teremos, forçosamente, que a comparar com outros textos para que saibamos se determinada interpretação não contradiz o ensino dos demais profetas? Esta forma de proceder, repetimos, é praticamente desconhecida na confissão religiosa em causa! No entanto, prezado leitor, o conselho das Sagradas Escrituras é este mesmo! Ora veja: “Caríssimos, não deis fé a qualquer espírito, mas examinai se os espíritos são de Deus, porque muitos falsos profetas se levantaram no mundo” – I S. João 4:1.
O conselho é sempre o mesmo! Aconselha, manda EXAMINAR. Mas onde? Será a Tradição? O Magistério da Igreja? Unicamente as Escrituras! Como avaliar pseudo profetas a não ser pelas Escrituras? Que outro método haverá? Só nesta confissão religiosa é diferente! E porquê? Porque, tal como o dissemos, ela pensa que é, ela própria, o Método!
Mais adiante e sempre a condenar os pressupostos utilizados pelo referido Pastor e não concordando com a forma, segundo ele “historicista”, “concordista” de ver a Palavra de Deus, diz que o seu interlocutor “é pródigo em misturar alhos com bugalhos. A última vez que um Papa falou ex cathedra foi Pio XII sobre a doutrina da Assumpção de Nossa Senhora”.
Portanto, o nosso autor ataca um pretenso erro de interpretação com um outro ainda maior – com a doutrina da Assunção de Maria ao céu – já por nós analisada! Este é um dos casos em que se aplica o adágio popular: “Na casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”!
Logo a seguir e voltando a agitar o fantasma do Concordismo – o qual, como acima já o referimos, o nosso autor não gosta, (pois só os que usa é que são os correctos), condena-o uma vez mais! De seguida, refutando e tentando anular o comentário e respectiva interpretação que aquele Pastor faz do texto - S. Mateus 16:18 - acrescenta este pensamento impregnado de erudição interpretativa, semelhante à que temos vindo a destacar ao longo deste trabalho, a saber: “Não foi o Jesus histórico que pronunciou aquelas palavras sobre Simão, filho de Jonas, mas a Igreja de Mateus que as colocou na boca de Jesus (…)” (sublinhado nosso).
Só por este rasgo clarividente de interpretação das Sagradas Escrituras, facilmente deixa adivinhar que nunca se chegará a lado algum, em termos ecuménicos! Seremos só nós que não concordamos com tais afirmações gratuitas? Veja-se, a este propósito, o que outros afirmam, não nós, pobres historiadores! Somos informados que: “a palavra de Mateus 16:17 e seguinte é autêntica, ela foi pronunciada por Jesus (…)”. Ou este autor também é duvidoso? Nunca se sabe!
Que nos seja permitido abrir aqui um pequeno parêntesis: A este propósito realçaremos a maneira como o nosso autor interpreta as Escrituras. A este propósito e para mostrarmos, uma vez mais, a teimosia do autor em querer torcer as Escrituras, num dos seus escritos, para provar que o evangelho de S. Mateus foi escrito tardiamente, pega num relato deste evangelho que diz: “(…) a fim de que sobre vós caia todo o sangue do justo Abel, ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.” – S. Mateus 23:35 (sublinhado nosso).
O texto de S. Mateus unicamente transcreve um outro do Antigo Testamento, que é: “O Senhor enviou-lhes profetas para que eles se convertessem (…). Então o espírito de Deus desceu sobre Zacarias, filho do sacerdote Jojada (…). Mas eles revoltaram-se contra ele e apedrejaram-no por ordem do rei no átrio do templo do Senhor (…)” – II Crónicas 24:19-21. (sublinhado nosso).
Ora, os dois textos apresentam um nome diferente para o pai de Zacarias! Assim, o nosso autor chega à brilhante (!) conclusão, aliás, semelhante às que já nos habituou, dizendo: “O mais natural é que se refira ao martírio de Zacarias perpetrado pelos Zelotas no ano 68 (…) o redactor-autor do evangelho refere com toda a certeza o mártir Zacarias do ano 68. Desta feita, as maldições de Jesus contra os fariseus de Mateus 23 não foram pronunciadas por Jesus, mas postas na boca de Jesus pela comunidade cristã de Mateus (…)”. (sublinhado nosso). É caso para perguntar: Como será possível chegar-se a tais afirmações? Já reparou na força, na convicção do nosso autor?! Apesar das meias certezas, sempre vai tirando as suas conclusões!
Façamos um quadro comparativo para vermos com mais realce as diferenças:
Fizemos algumas consultas para tentar saber a que Zacarias é que Jesus se refere, tendo em conta, como já o referimos que, segundo os textos, o pai deste aparece com nomes diferentes!
Como resultado das nossas consultas, apercebemo-nos que a questão nada tem de nova! Aliás, porventura haverá alguma coisa nova debaixo dos céus? Outros comentadores já pensaram na solução milagrosa apresentada pelo nosso autor, portanto, - em nada inédito! Mas, curiosamente, esta foi abandonada por várias razões:

1- O nome do pai, no texto de Flávio Josefo, não é o mesmo daquele que aqui é tratado.
2- O texto de S. Mateus, não contém a menor alusão a acontecimentos futuros, mas no passado, como por exemplo: “(…) que matastes”.
3- Jesus, ao citar o acontecimento, unicamente, apontava para todos os crimes perpetrados e mencionados desde o primeiro livro do Cânone do Seu tempo - (Génesis), até aos mencionados no último livro deste mesmo Cânone - (II Crónicas). Nota: (Noção de amplitude e conteúdo do Cânone já, por nós, abordada anteriormente).

Várias soluções são propostas para uma plausível explicação. Vejamos uma entre outras: “(…) algum copista a tenha inserido, por confusão, ou substituído o nome de Jojada por aquele que se lê logo no começo do livro do profeta Zacarias, crendo assim dar-lhe mais autoridade moral ou literária: “(…) Zacarias, filho de Baraquias (…)” – Zacarias 1:1
Portanto, quem poderá ter razão? Será, como já vem sendo hábito, que serão as conclusões apressadas e sem o mínimo de fundamento do autor! Este conclui, curiosamente, sem hesitação: “O mais natural é que se refira ao martírio de Zacarias perpetrado pelos Zelotas no ano 68 (…) o redactor-autor do evangelho refere com toda a certeza o mártir Zacarias do ano 68. Desta feita, as maldições de Jesus contra os fariseus de Mateus 23 não foram pronunciadas por Jesus, mas postas na boca de Jesus pela comunidade cristã de Mateus (…)”. Que o prezado leitor, em plena liberdade e sã consciência, possa também ter uma opinião sobre tais conclusões. Ora recordemos os postulados do nosso autor:

1- “O mais natural é que se refira “;
2- “refere com toda a certeza”;
3- “as maldições de Jesus (…) não foram pronunciadas por Jesus, mas postas na boca de Jesus pela comunidade cristã de Mateus”

Estas conclusões, repetimos, academicamente falando, são muito estranhas de perceber, de tão deficientes que são!
Sabe, prezado leitor, estas palavras do nosso autor avivam-nos a memória para uma pequena história que se conta acerca de uma personagem da historiografia portuguesa da segunda metade do Século XIX – Oliveira Martins.
Este homem muito dinâmico e versátil, conviveu com nomes bem sonantes da nossa praça das letras, integrando um famoso grupo conhecido por – Os Vencidos da Vida – nome, aliás, por ele dado! Este integrava nomes como: Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Guerra Junqueiro, entre outros!
Conta-se que Oliveira Martins quando escrevia a sua - História de Portugal – ia submetendo os diferentes manuscritos para apreciação, à pessoa de Éça de Queirós. Certa vez, ao escrever acerca do Fontismo, e em particular sobre aquele que deu origem a este slogan – Fontes Pereira de Melo (1818-1887), aconteceu algo de interessante!
A dada altura, o escritor, começa a descrever uma cena, hipoteticamente passada no gabinete do visado - Fontes Pereira de Melo. E, para lhe dar mais realismo, acrescentou: “Fontes Pereira de Melo, sentado na sua cadeira de cabedal, recostado para trás e, tirando um charuto, cortando a ponta do mesmo, acendeu um fósforo e começou a fumar; saboreava o charuto, lançando o fumo para o ar, calmamente (…)!
Conta-se, repetimos, que Eça, ao ler o referido manuscrito e, em particular o teor que acabámos de transcrever, parece que lhe escreveu, dizendo: “Mas, tu, Oliveira Martins, estavas lá a ver o que descreves? Estavas?!” Ouvimos, numa aula de literatura, repetimos, este episódio. Corresponde à verdade dos factos? Para aqui é o que menos importa! O que interessa é que, quanto a nós ilustra perfeitamente a citação referida pelo nosso autor!
Tal como Eça de Queirós perguntou a Oliveira Martins, de igual modo também o perguntamos ao nosso autor: Como é que sabe que “não foi Jesus que pronunciou aquelas palavras sobre Simão, mas sim a Igreja de Mateus, que as colocou na boca de Jesus”? O nosso autor esteve lá? A mesma pergunta se estenderá às fontes das quais o autor, eventualmente, se tenha recorrido para suporte de tais afirmações! Diríamos, com mais acerto, conclusões!
Para o nosso autor, repetimos, nada conta, em termos de métodos interpretativos, tais como: Historicismo, Literalismo, Concordismo; o que ele diz, isso sim, corresponde, infalivelmente, aos acontecimentos relatados na Palavra de Deus, como se tivesse sido, quiçá, testemunha ocular! O nosso autor é, pois, a última palavra! Compreendemos, contudo, e em certa medida o nosso autor, este não faz mais do que ser o reflexo do sistema religioso em que está inserido!
Não é assim que esta confissão religiosa faz? Como qualificar o método – ex cathedra? Assim somos informados: “Desta infalibilidade goza o pontífice romano(…) quando proclama, por um acto definitivo, um ponto de doutrina respeitante à fé ou aos costumes (...) deve-se aderir na obediência na fé a tais definições". Portanto este procedimento é aplicável unicamente ao pontífice romano, não ao nosso autor, por enquanto! Assim, as suas afirmações, tal como esta doutrina da infalibilidade, não é para levar a sério, pela simples razão que partem de postulados meramente humanos!
Portanto, se fosse verdade o que o autor refere acerca dos textos das Escrituras, perguntamos: Quem saberá quem disse o quê? Tudo se põe, dispõe e compõe a nosso belo prazer! Assim, como é que se chamará esta forma de interpretar as Escrituras? Certamente que isto não é INTREPRETAÇÃO mas sim MUTILAÇÃO do texto! Mas, quem somos nós para julgar!
Um outro exemplo é o que o autor refere acerca do famoso texto de S. Mateus: “Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja (…).” S. Mateus 16:18 Mas, uma vez mais, sendo o autor a última palavra, esclarece: “Não foi o Jesus histórico que pronunciou aquelas palavras sobre Simão filho de Jonas, mas a Igreja de Mateus que as colocou na boca de Jesus”. Afinal, o que ele (Jesus) disse, não foi Ele que disse! Segundo este, tal como acabámos de ler, foi a Igreja quem as proferiu e as pôs na boca d’Ele! Em matéria interpretativa, estamos mais do que esclarecidos! Realmente, quem faria melhor!
Graças a Deus que o autor declara que: “A riqueza da Bíblia está nesta maneira multifacetada de abordarmos o mistério de Deus”. Isto porque diz, e muito bem, a nosso ver, que cada autor dos evangelhos vê, à sua maneira, os acontecimentos que envolveram Jesus. Assim, como resultado destas diferentes perspectivas, temos várias vertentes da vida do nosso Salvador. Um evangelho realça mais um aspecto; outro, o vê diferentemente, acrescentando este ou aquele pormenor, etc, etc. Para exemplificarmos o que queremos dizer, vejamos, o evangelho de S. Lucas. Este, por exemplo, é o único a relatar que, quando Jesus ao ser baptizado sai da água, ora e o céu se abre; ouve-se, logo de seguida, uma voz de aprovação do acto – cf. S. Lucas 3:21; é também o único a inserir a genealogia de Jesus (3:23) entre o Seu baptismo (3:21) e a tentação (4:1), enfatizando assim uma teologia tipicamente Paulina!
Dizemos isto para mostrar que, na diversidade, é que reside a complementaridade e também, em consequência, haverá muito mais luz sobre este ou aquele pormenor que um outro evangelista só relata muito ao de leve, sem detalhe! Vejamos outro exemplo bastante elucidativo. O evangelho de S. Mateus refere que Jesus, um pouco antes da Sua prisão, que o levaria ao Calvário, foi para o Getsêmani orar; enquanto que o de S. Lucas contém detalhes suplementares. Iremos mostrá-los através de um quadro comparativo e assim realçar as diferenças entre estes dois evangelhos:

Se virmos bem, acerca do que se passou, entre o tempo que Jesus os deixou um pouco à parte, e quando voltou, o evangelho de S. Mateus é omisso! Enquanto que o de S. Lucas sobre a mesma cena, já nos revela o que é que aconteceu naquele pequeno espaço de tempo entre as duas situações:

1- Precisa a distância a que Jesus se afastou;
2- O aparecimento de um anjo;
3- A agonia com que orava e o suor como sangue.

Portanto, repetimos, são estes pormenores que demonstram a riqueza dos evangelhos, que, neste caso, diz respeito a um aspecto do ministério de Jesus. Mas o mesmo se poderá dizer e fazer para qualquer ponto doutrinário, até porque é altamente temerário e perigoso elaborar um ponto de doutrina, unicamente, alicerçado num único texto das Escrituras! Portanto, quer queiramos, quer não, sempre, contrariamente ao que refere o nosso autor, nós temos o direito e o dever de proceder à comparação dos textos para que possamos realçar o seu todo harmónico!
Voltando ao nosso autor: Este termina o seu comentário ao dito Pastor acerca dos textos que, segundo os quais, demonstra que S. Pedro nada tem que ver com Roma e, muito menos, com o absurdo da titulatura de Papa – S. Mateus 16:16; 18:18; S. João 21:15-17. Pobre, dizemos nós, Simão Barjonas! Mal imaginaria ele que, um dia, iria estar na base de um reino temporal, algo que o seu Mestre nunca tolerou aos Seus contemporâneos ao tentarem entronizá-Lo como rei dos Judeus (político e espiritual) - S. João 6:15!
Finalmente, conclui que: “foi a partir deste texto de João 21:15-17 e Mateus 16:19 que o Concílio Vaticano I (1870) concluiu que Jesus deu autoridade própria a Pedro em relação aos outros Apóstolos com a respectiva sucessão deste primado no decurso da história”. (sublinhado nosso). Não queremos ser tidos como detractores ou demolidores do nosso autor; certos autores, mais inteligentes do que nós, a este respeito, nos dizem que: “nem a Escritura, nem a história da Igreja antiga não permitem fazer do primado romano um direito divino (…) nem justificam um tal princípio de sucessão”. Assim, para o nosso autor, o Concílio decidiu – está decidido – nem mais!
Ainda como nota final, acerca dos textos em questão, afirma: “que são redaccionais, isto é, não foram proclamados directamente pelo Jesus histórico, mas pelo Jesus apostólico que se confunde com a própria Igreja”. (sublinhado nosso). Poderíamos perguntar: 1- Em que é que o autor se apoia para fazer esta dicotomia em Cristo Jesus? 2- “Confunde-se com a própria Igreja”; mas qual Igreja? A confissão religiosa que o representa e conhece, ou a anónima, dita – Igreja primitiva – cândida e pura até, grosso modo, ao IV século d.C.?
Enfim, este conjunto de homens e mulheres “(…) que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” – Apocalipse 12:17. Uma vez mais, prezado leitor, a abordagem é desigual, isto é, o que o Pastor disse ao interpretar sob este ou aquele método as Escrituras, seja qual for o resultado obtido, estará sempre incorrecto aos olhos do nosso autor, pois este é todo poderoso! Coitado de quem ouse refutar ou ter uma interpretação diferente, mesmo que apoiada nas Escrituras!
Queremos dizer com isto que continuamos a não saber por que é que os textos são puramente “redaccionais”; assim como não conseguimos adivinhar por que é que o autor, à luz de que pressupostos, diz ou escreve, com toda a convicção de que estes ditos não “foram proclamados directamente pelo Jesus histórico, mas pelo Jesus apostólico (…)”! (sublinhado nosso). Reiteramos o que acima dissemos: o autor estava lá para saber? Viu ou perguntou a alguém coevo?
Uma vez mais reiteramos a nossa total ignorância acerca deste malabarismo de palavras, deste manusear a gosto pessoal! Perguntamos: a que disciplina pertencerá? Histórica? Não certamente, porque o autor lhe tem horror! Concordista? Muito menos, porque vai ao sabor daquele que o usa! Liberalista? Também não, porque não se pode ser escravo do texto e, dever-se-á evitar a todo o custo, ser chamado de “literalista psicologizante”. Fundamentalista? Nem pensar, porque isso cheira ao mais baixo e redutor Protestantismo!
Então, qual é o método do autor? Diríamos que é o mesmo de sempre – o do sistema romano! Esta confissão religiosa, apesar de ser tida como qualquer outra, chama a si, inexplicavelmente, a primazia em matéria espiritual, de fé! Aliás como vem consagrado no Catecismo desta confissão, acerca da definição de Magistério: “O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus (…) foi confiado só ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo, isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma”. (sublinhado nosso). Quer, o prezado leitor, algo mais estreito, chamar-lhe-emos de: teologia de funil! Pois é tacanha e redutora tal afirmação!
O nosso autor, à luz do teor do Catecismo e na qualidade de sacerdote desta confissão religiosa, está totalmente autorizado a interpretar as Escrituras como quiser e bem entender, visto estar “em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma”! Aliás, não foi sempre assim que fez, ao longo da sua triste história, a confissão religiosa que representa? Enquanto que este Pastor, quem é?! Segundo o Catecismo, este não está em consonância com o pretenso “sucessor de Pedro”, logo, sem qualquer autoridade para interpretar seja o que for e, muito menos, as Escrituras!
Como, prezado leitor, o dito poder de julgar os outros é tão efémero e subjectivo! Queira Deus que o nosso autor nunca tenha de exercer o seu ministério num país muçulmano; ali, em minoria, curiosamente, deixa de ser a – Norma - e, como tal, perde o direito de catalogar quem é seita e quem não é!
Já reparou, prezado amigo que, num país deste género, esta confissão religiosa, a ser tolerada não passa, agora neste preciso contexto, de uma seita como outra qualquer! Compreende agora melhor o que dissemos acerca das duas mulheres (Igrejas)? Deus fala, repetimos, de um remanescente, isto é, todo e qualquer que O aceitar como seu Salvador.

Bibliografia:
Joaquim Carreira das Neves, OFM, op. cit., p. 267 (Doutorado em Teologia, sacerdote e professor da Igreja Católica em Portugal)
Ibidem
Idem, p. 269
Idem, p. 273
Idem, p. 274
Oscar Cullmann, Saint Pierre, Disciple-Apôtre-Martyr, Neuchatel, Ed. Delachaux & Niestlé, 1952, p. 191
Joaquim Carreira das Neves, OFM, Jesus Cristo História e Fé, Braga, Editorial Franciscana, 1989, pp. 46,47
Flávius Josèphe, op. cit., 2ª parte, Livro IV, XIX, p. 813
Para pormenores da questão – cf. Manuel de Tuya O. P., op. cit., pp. 376,377
António Pinto Ravana, “OLIVEIRA MARTINS, Joaquim Pedro de” in Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, Lisboa, Publicações Alfa, 1990, Vol. II, p. 56
Cf. Jorge Miguel Pedreira, “FONTES PEREIRA DE MELO, António Maria de”, in Dicionário Enciclopédico da História de Portugal, Vol. I, pp. 263-265
Catecismo, pp. 206,207, nº 891
Joaquim Carreira das Neves, OFM, op. cit., p. 274
Idem, p. 276
A expressão “tiro de pedra” equivale mais ou menos a uns 30 metros. Cf. Manuel de Tuya, O.P., op. cit., p. 425
Joaquim Carreira das Neves, OFM, op. cit., p. 285
Oscar Cullmann, Saint Pierre, Disciple-Apôtre-Martyr, p. 213
Joaquim Carreira das Neves, OFM, op. cit., p. 285
Cf. Idem, pp. 275,276
Catecismo, p. 36, nº 85