quarta-feira, 14 de abril de 2010

O GRANDE DIA DO SENHOR ESTÁ PERTO.

O grande dia do Senhor está perto; sim, está perto, e se apressa muito; ei-la, amarga é a voz do dia do Senhor; clama ali o homem poderoso.
Aquele dia é dia de indignação, dia de tribulação e de angústia, dia de alvoroço e de assolação, dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de densas trevas.” Sofonias 1:14-15.
Nota: o livro de Sofonias tal como o de Joel, centram-se no “grande dia do Senhor”. Para compreender o significado desta expressão estudaremos alguns textos da Bíblia, estamos certos que o Espírito Santo que guiou os Seus profetas nos guiará também neste estudo.
1. Outras referências ao “dia do Senhor”.
• “Dia de trevas e de escuridão, dia de nuvens e de negrume! Como a alva, está espalhado sobre os montes um povo grande e poderoso, qual nunca houve, nem depois dele haverá pelos anos adiante, de geração em geração.” Joel 2:2.
• “E o Senhor levanta a sua voz diante do seu exército, porque muito grande é o seu arraial; e poderoso é quem executa a sua ordem; pois o dia do Senhor é grande e muito terrível, e quem o poderá suportar?” Joel 2:11.
• “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.” Joel 2:31
Nota: Joel 2:2, apresenta este acontecimento como “dia de trevas”, a linguagem pode compreender-se de forma figurativa, como de advertência; ou literal, como “trevas” causadas pelas pragas, tal como o Egipto foi assolado (Êxodo 10). Em Joel 2:31 anuncia-se o escurecimento do sol.
No texto ainda fala de “alva” (hebreus shajar – a luz que precede o amanhecer), um contraste entre trevas e alvor da madrugada, este é o tema.
2. Dá a Bíblia alguma ideia acerca do tempo do “dia do Senhor”, em que vai acontecer este contraste entre trevas e alva?
• “Uivai, porque o dia do Senhor está perto; virá do Todo-Poderoso como assolação.” Isaías 13:6.
• “Pois as estrelas do céu e as suas constelações não deixarão brilhar a sua luz; o sol se escurecerá ao nascer, e a lua não fará resplandecer a sua luz.” Isaías 13:10
Nota: Esta expressão “dia do Senhor” aparece pelo menos 20 vezes no Antigo Testamento. Tem sempre uma relação com o castigo divino sobre a cidade ou nação (nunca para referir-se ao castigo individual, de uma só pessoa), relaciona-se também com o castigo final que virá sobre todos os habitantes da terra. É a ocasião quando o Deus Eterno conclui o tempo da história, termina o Seu tempo de graça, seja sobre uma cidade, nação ou quando selará o destino de todos os homens.
Entre o tempo de “trevas” e o começo da “alva” é um período em que os homens e as nações são livres para exercer a faculdade de escolher, eleger entre o bem e o mal, mas quando chegar o “dia do Senhor”, a vontade de Deus será suprema, pois já não haverá limites para o exercício da vontade humana.
3. Encontramos um texto na Bíblia que na leva a perceber esta passagem do momento (trevas e alba)? Sim!
• E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro..., e a lua toda tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram...” Apocalipse 6:12,13.
Nota: Os acontecimentos do sexto selo revelam a destruição do mundo físico. O profeta Joel usou estas figuras de um tremor de terra para descrever os cataclismos na natureza no dia do Senhor (Joel 2:10; cf. Isaías 13:9-11; Amos 8:9).
Dado que ao tremor de terra segue-se o escurecimento do sol, resta que a alva desabrocha em seguida.
• “Porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?” Apocalipse 6:17.
• “E o Senhor levanta a sua voz diante do seu exército, porque muito grande é o seu arraial; e poderoso é quem executa a sua ordem; pois o dia do Senhor é grande e muito terrível, e quem o poderá suportar?”
Nota: Uma classe de pessoas – os que elegeram não preparar-se – clamarão “aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos do rosto d´Aquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro.” Apocalipse 6:15,16. (Ver também Sofonias 1:14).
Outra classe de pessoas – elegeram preparar-se para este dia do Senhor – dirão naquele dia: “Eis que Este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e Ele nos salvará; Este é o Senhor, a quem aguardávamos; na Sua salvação gozaremos e nos alegraremos.” Isaías 25:9.
4. De quem devemos buscar auxílio, para estar de pé no “dia do Senhor”?
• “Buscai ao Senhor, vós todos os mansos da terra, que tendes posto por obra o seu juízo; buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do Senhor.” Sofonias 2:3
• “Confiai sempre no Senhor; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna.” Isaías 26:4 (ver também Joel 2:12,13,32)
5. Que apelos nos faz Deus, a nós pessoalmente?
* “11 Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade,
12 aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?
13 Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça.
14 Pelo que, amados, como estais aguardando estas coisas, procurai diligentemente que por ele sejais achados imaculados e irrepreensível em paz.” 2ª Pedro 3:11-14.
Conclusão: Visto que toda a forma de pecado será completamente destruída, é necessário que os que sabem que o “dia do Senhor” está iminente, em que este mundo será completamente reduzido a cinza pelo fogo, devemos ser diligentes em buscar a Cristo para que elimine todo o traço ou vestígio de pecado nos nossos pensamentos e coração.
O texto de 2ª de Pedro, apela a andar “em santidade e piedade”. Ambos os substantivos estão no plural no contexto grego, o que mostra que Pedro procurava que o seu pensamento fosse totalmente abrangente. Ele desejava que todos os seus leitores pusessem cada detalhe da sua conduta em harmonia com as mais elevadas normas cristãs.
Este é o apelo do Senhor tão misericordioso e compassivo, Ele quer alcançar-te a ti e a mim.
Que o Espírito Santo nos unja com o poder revitalizador, amem.

domingo, 11 de abril de 2010

O ÚLTIMO PROFETA ELIAS

Há uma afirmação no livro do Apocalipse um tanto ou quanto surpreendente, é a seguinte: “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.” (Apoc. 14:12)
Quer estudar comigo este assunto? Seremos surpreendidos pelo Espírito Santo, mas que importa? É isso que nós queremos não é verdade, ser surpreendidos? Vamos então procurar a chave deste verso na Bíblia.
1. Encontramos no Antigo Testamento uma referência feita a Elias pelo Senhor através do profeta Malaquias, diz assim: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.” (Malaquias 4:5)
Nota: Esta profecia induziu muitos judeus dos tempos posteriores a esperarem o profeta Elias em pessoa à terra (cf. 1:21). No entanto, esta é uma profecia que refere alguém que deve vir “no espírito e poder de Elias” (Lucas 1:17). Ou seja, pregaria uma mensagem similar à de Elias.
2. Antes de Jesus ter sido baptizado, apareceu alguém “no espírito e poder de Elias”?
“10 Perguntaram-lhe os discípulos: Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?
11 Respondeu ele: Na verdade Elias havia de vir e restaurar todas as coisas;
12 digo-vos, porém, que Elias já veio, e não o reconheceram; mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim também o Filho do homem há de padecer às mãos deles.
13 Então entenderam os discípulos que lhes falava a respeito de João, o Batista.” (Mateus 17:10-13).
Nota: Os discípulos acreditavam como todo o judeu que Elias viria antes do Messias, tinham porém visto a transfiguração de Jesus. Este ladeado por Elias e Moisés. Perguntam a Jesus: “Por que dizem então os escribas que é necessário que Elias venha primeiro?”
Jesus refere que isso já aconteceu e eles entendem que João Baptista era o profeta anunciado por Malaquias (ver Mat. 11:14).
3. Quem foi Elias?
“17 E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu, perturbador de Israel?
18 Respondeu Elias: Não sou eu que tenho perturbado a Israel, mas és tu e a casa de teu pai, por terdes deixado os mandamentos do Senhor, e por teres tu seguido os baalins.” (1ª Reis 18:17,18).
Nota: Israel apartara-se de Deus, esqueceu-se de Seus mandamentos e entregar-se à idolatria. Jezabel, mulher de Acabe, ímpia e idólatra, que destruíra os profetas do Senhor (v.4), estava mantendo centenares de profetas de Baal, e buscava Elias para o matar. Elias orou para que houvesse fome na Terra, e disse a Acabe: “Vive o Senhor Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra” (1ª Reis 17:1). A mensagem de Elias era um convite para o arrependimento e obediência aos mandamentos de Deus.
4. Que proposta clara fez Elias a todo o Israel?
“21 E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal, segui-o. O povo, porém, não lhe respondeu nada.” (1ª Reis 18:21).
Nota: O povo de Israel estava numa encruzilhada. Ou recusariam Deus para sempre, o Deus que os tinha estabelecido como SEU povo, um povo separado, ou aceitariam o deus Baal como amo e senhor. Se Jeová é Deus, era a Ele que deveria ser adorado. Se Baal era Deus, então era Baal que deveria ser obedecido. Elias apresentou esta exortação e deixou o povo escolher.
Convido os meus amigos a lerem na vossa Bíblia até ao verso 38 para melhor compreender o que está em cena.
No verso 39 lemos “Quando o povo viu isto, prostraram-se todos com o rosto em terra e disseram: O senhor é Deus! O Senhor é Deus!”
5. Qual foi o assunto principal de João Batista?
“Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos Céus.” “Produzi frutos dignos de arrependimento.” (Mateus 3:2 e 8).
6. Qual foi o resultado da mensagem proclamada por João Batista?
“5 Então iam ter com ele os de Jerusalém, de toda a Judéia, e de toda a circunvizinhança do Jordão,
6 e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.” (Mateus 3:5-6).
Nota: Houve genuína operação de arrependimento e reforma. João não se satisfazia com uma mera profissão de religião. Dizia aos fariseus e saduceus que buscavam o batismo, que produzissem “frutos” dignos de “arrependimento.” Queria ver a religião na vida, no coração e no lar. Assim preparou um povo para o primeiro advento de Cristo.
7. Completou-se totalmente a profecia de Malaquias em João Batista?
“1 Pois eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como restolho; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.
5 Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.” (Malaquias 4:1 e 5).
Nota: “Pois eis que aquele dia vem ardendo...(v.1) “enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.” (v.5). João Batista cumpriu no espírito de Elias a proclamação relacionada com o primeiro aparecimento de Jesus. Este texto do profeta Malaquias tem uma segunda aplicação que está no futuro. Por conseguinte, o trabalho feito por João Batista no primeiro advento de Cristo, não pode ser tudo quanto contém a profecia referente ao envio do profeta Elias. Deverá, pois, haver outro e maior cumprimento da profecia anterior ao segundo advento de Cristo, para preparar ou aprontar um povo para esse grande acontecimento.
8. Que mensagem encontramos antes do nosso texto inicial (Apoc. 14:12)?
“6 E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,
7 dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.
8 Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.
9 Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão,
10 também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.”
Nota: Tal como as mensagens de Elias e João, esse é um convite ao arrependimento e reforma – um apelo para o abandono do culto falso e idólatra, e para a volta a Deus e ao culto d´Ele e d´Ele só. A primeira parte desta tríplice mensagem aponta para o Deus verdadeiro Criador, em linguagem muito semelhante à encontrada no quarto mandamento, ou mandamento do sábado. Esta é a mensagem que deve ser, está sendo pregada ao mundo agora. Os que proclamam estas mensagens são o Elias para este tempo, assim como João e seus auxiliares o foram ao tempo do primeiro advento de Cristo.
9. Como é descrito o povo que é formado pela tríplice mensagem aqui apresentada?
Nota: Leia outra vez o verso inicial. Você conhece alguma religião que guarde os mandamentos de Deus e tenha a fé de Jesus?
Esses são os que estarão preparados para encontrar a Jesus, quando vier. Atenderam ao convite de Elias para o arrependimento e a reforma. Interessaram-se não somente por sua própria salvação, mas pela salvação dos seus amigos e parentes. Por essa menagem, o coração dos pais se volta para os filhos, e o coração dos filhos para seus pais. Um se interessa pela conversão e salvação do outro. Haverá pouca religião no coração de quem não cuida dos interesses eternos dos seus entes queridos. Quando esta mensagem tenha feito o seu trabalho, Deus ferirá a Terra com maldição; cairão as sete últimas pragas, prenunciadoras do grande dia do Senhor.
Deus o/a abençoe e aceite Jesus e os Seus mandamentos e torne-se um discípulo agora. Ficar em silêncio, não é bom sinal! Desça o Espírito Santo sobre si e mim e queime o lixo que deve ser queimado e Jesus reine Soberano no nosso coração. Amem.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

APOCALIPSE AS BODAS DO CORDEIRO

(Ap. 19:1-10; cf.4:5).
Como em cada prelúdio a um ciclo de sete, a visão pára sobre uma cena de adoração. Esta visão está relacionada com o trono celeste, os vinte e quatro anciãos, os quatro seres viventes e o cordeiro. O que está sentado sobre o trono é claramente identificado: “Deus que está assentado no trono” (Ap. 19:4).
1- É a última liturgia.
Pela primeira vez, nem templo nem nenhum dos móveis ou objectos que se encontravam neste lugar são mencionados. Todos os ritos da expiação que deveriam cumprir-se no templo estão terminados, por esta razão o templo já não tem razão de ser. O ritual do Yom Kipur (Dia da Expiação), os bodes emissários que faziam parte dos sacrifícios (Levíticos 16:9-10,20-26), estes tipos encontraram o cumprimento, o bode por Azazel (bode enviado para o deserto carregando os pecados, tipo de Satanás) foi lançado no “deserto” (os mil anos), o povo no cumprimento do Yom Kupur, ficava completamente liberto do mal.
1-1 Na perspectiva profética, a lição é de esperança. Deus não se contentou em perdoar os nossos pecados graças ao sacrifício da expiação.
1-2 Ele vai igualmente livrar-nos para sempre de todo o mal. O diabo, representado pelo bode emissário ou Azazel, será levado para o deserto para ser definitivamente destruído. No final da expiação levanta-se um clamor de alegria e louvor a Deus.
Nos textos apresentados (Apocalipse) ressoa a mais plena alegria que festeja a destruição do mal e antecipa a habitação com Deus. Babilónia caiu e os salvos preparam-se para entrar na Jerusalém celeste. A prostituta morreu, consuma-se o casamento!
1-3 O céu regozija com cinco gritos da multidão: “Aleluia!” (19:1,3,4,5,6).
A expressão hebraica remonta aos cânticos dos Salmos. Alleluiah significa “louvai (hallelu) Yah” (abreviação do nome de Deus YHWH). O sentido deste louvor é sugerido pelas palavras que lhe estão associadas:
* “Cantar”, “compor uma melodia” (Salmo 146:2; 149:3).
* “Dizer, contar, proclamar” (Salmo 22:23)
* “Agradecer”, “render graças” (Salmo 35:18; 44:9; 109:30)
* “Glorificar” (Salmo 22:24)
* “Abençoar” (Salmo115:17; 145:2)
* “Alegrar-se” (Jeremias 3:7).
1-4 É interessante notar que os antigos rabinos começaram a usar no Templo a palavra Alleluiah só a partir do Salmo 104, e particularmente a partir do versículo: “Sejam extirpados da terra os pecadores, e não subsistam mais os ímpios. Bendize, ó minha alma, ao Senhor. Louvai ao Senhor.” (Salmo 104:35).
2- Esta Aleluia tem relação com a Aleluia dos salvos.
É o tipo de aleluia que a grande multidão do Apocalipse entoa, uma aleluia que lembra os cânticos responsos do templo de Jerusalém. A palavra Alleluiah funcionava então como uma resposta da parte dos fiéis de forma alternada com o canto dos solistas. A própria sintaxe da palavra supõe um género litúrgico. É um imperativo no plural que une a multidão no louvor a Deus.
* A ALELUIA é cantada por todos, “uma grande voz de numerosa multidão, que dizia: Aleluia!” (Ap. 19:1, cf. 19:6), envolve “numerosa multidão”, os “vinte e quatro anciãos” e os “quatro seres viventes” (Ap. 19:4), representação de toda a criação; e enfim, uma voz anónima que sai do trono de Deus (Ap. 19:5).
2-1 As duas primeiras aleluias são pronunciadas pela multidão e têm um sentido (viradas) do passado.
a) A primeira aleluia funde-se sobre o reconhecimento da justiça executada sobre a grande prostituta (Ap. 19:2).
b) A segunda aleluia intensifica-se na emoção ao ver a “fumaça” que “sobe para todo o sempre”, significa a destruição definitiva (Ap. 19:3), implica igualmente a destruição final do mal e da morte.
2-2 As duas aleluias seguintes são pronunciadas pelos seres celestes (os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes) e a razão é centrada no próprio Deus, Ele próprio.
a) O terceiro aleluia justifica-se “a Deus, que está sentado no trono,” (Ap. 19:4), quer dizer o Deus que reina e julga.
b) A quarta aleluia é justificada sobre o temor de Deus (Ap. 19:5) que caracteriza os seres humanos, “seus servos” (Ap. 1:1).
Experiência de John o escravo (nos EU, um homem comprou um escravo, pelo caminho e sentado na carroça, o escravo repetia: “Não obedecerei”. Ao chegar ao rancho. O proprietário disse: “Esta é a tua casa, és livre” e afastou-se. O homem corria atrás a gritar e quero ser seu “SERVO”.
2-3 A quinta e última aleluia ressoa mais forte que as anteriores. O profeta ouve-a “como a voz de fortes trovões,” (Ap. 19:6). Esta aleluia é decididamente voltada para o futuro. É uma antecipação do reino de Deus. “Aleluia! porque já reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso. Regozijemo-nos, e exultemos, e demos-lhe a glória; porque são chegadas as bodas do Cordeiro, e já a sua noiva se preparou,” (Ap. 19:6-8).
Do anúncio da morte da prostituta ao anúncio das bodas com a esposa, o Apocalipse recorre uma vez mais à metáfora conjugal. O povo de Deus toma enfim o seu lugar de esposa legítima do Cordeiro.
3- A relação que une Deus e o Seu povo é da mesma natureza que a do casal.
É uma relação de amor recíproco que se compromete na responsabilidade conjugal. Nos nossos textos, a responsabilidade da esposa é a da mesma forma sublinhada: “já a sua noiva se aprontou” (Ap. 19:7). O texto grego retoma o pronome “ela” (eauten) para colocar em realce o sujeito: “ela aprontou-se ela própria” (tradução literal).
3-1 A salvação não é de todo uma atitude passiva. Deus espera uma resposta humana. Segundo o costume, a esposa deve preparar-se para esse grande evento das bodas, cuidadosa em estar bela para agradar ao seu esposo, e conservar-se virgem para ele. A tarefa de se preparar é tão meticulosa que ela tem a necessidade da ajuda das suas amigas. Ela é coberta completamente por um véu que lhe esconde a face, este véu só será retirado na câmara nupcial. À volta da sua cintura terá uma faixa que só será desapertada pelo esposo.
3-2 Por outro lado, a profecia, diz: “Foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, resplandecente e puro.” (Ap. 19:8). Não só, o modelo e a qualidade da roupa, mas também, o acto de poder ser vestida, são lhe dados como uma graça do Alto. O “linho fino” representa aqui “os actos de justiça dos santos” (Ap. 19:8), enquanto que este linho fino era um sinal de luxo insolente para a prostituta. A simplicidade do seu vestido “resplandecente e puro” contrasta com o vestido “de linho fino, púrpura, de escarlate, e adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas” (Ap. 18:16) da prostituta.
3-3 A humildade e a modéstia da esposa opõe-se ao orgulho e falta de pudor da prostituta. Esta antítese confirma uma vez mais a que ponto no espírito do profeta estava bem claro, que as duas mulheres têm a mesma origem.
Tal como a esposa, a prostituta participa da metáfora conjugal e da mesma referência na aliança. A mesma alegria que rompe nas ruas e os cânticos das bodas (Ap. 19:7,9) fazem contraste com a tristeza e lamentações, os gritos e as lágrimas, do próprio silêncio dos músicos (Ap. 18:10-11,16,19,22).
E esta grande felicidade invade de repente a cena terrestre de João: “Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro.” (Ap. 19:9).
CONCLUSÃO:
“Então me lancei a seus pés para adorá-lo, mas ele me disse: Olha, não faças tal: sou conservo teu e de teus irmãos, que têm o testemunho de Jesus; adora a Deus; pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.” (Ap. 19:10)
A felicidade é contagiosa. A bênção maior de participar na festa reside no facto de convidar todos a nela participar.
Assim que João ouviu as palavras, prostra-se aos pés do anjo “para o adorar” (Ap. 19:10). A reacção do profeta é surpreendente. É o gesto de alguém que perdeu a postura, não se contém, tais os sentimentos que o invadem. O anjo por seu lado, apressa-se a lembrar-lhe que é apenas “conservo no serviço”. Só a Deus é devida a adoração. E para fundamentar o seu argumento, o anjo justifica-se dando razões que parecem à priori fora de contexto, “porque o testemunho de Jesus é o espírito de profecia.” (Ap. 19:10)

sábado, 3 de abril de 2010

UM LIVRO ABERTO - 1

A PESSOA CENTRAL DO APOCALIPSE - 2

O TRAIDOR NO APOCALIPSE - 3

AS BOAS NOVAS DO APOCALIPSE - 4

AS 7 CARTAS ÀS IGREJAS - 5

O APOCALIPSE ANUNCIA A VINDA DE JESUS - 6

SATANÁS É PRESO - 7