sábado, 6 de março de 2010

O GRANDE JULGAMENTO DE DEUS

Temos diante de nós um estudo muito interessante acerca do julgamento. Creia que necessitamos da ajuda de Deus para compreender este tema. Que o Espírito Santo nos dê a Sua unção para discernir e agir.
NO tema anterior vimos na Bíblia como o Senhor apresenta o julgamento a começar em 1844. Daniel 8:14 “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.” Falámos que o santuário seria purificado no fim dos 2 300 dias. A Bíblia diz que a purificação do santuário acontecia uma vez por ano, quando o sumo-sacerdote entrava no Lugar Santíssimo, para purificar o povo de todos os pecados que tinha cometido (Levítico 16:15-19). Aprendemos que esta prática representava o julgamento que iria ter início nos últimos dias, em 1844.
Vejamos como o livro de Apocalipse equaciona a abertura do Lugar Santíssimo do santuário no Céu com a hora do julgamento.
Apocalipse 11:
“18 Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.
19 Abriu-se o santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto; e houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande saraivada.”
Nota: Fica claro que o tempo está o Céu e que quando se abre o caminho para o Lugar Santíssimo, onde está a arca do concerto, é chegada a hora do julgamento.
Também foi mostrado a João que, antes de Jesus voltar, deus dirá a todos que o julgamento começou. Vamos ver em Apocalipse 14:
“6 E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo,
7 dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”
Nota: Repare que esta mensagem é dirigida a todo o mundo e declara: “É vinda a hora do seu juízo.” Ela será pregada a todo o mundo antes de Jesus voltar. É este o contexto, uma vez que os versos 14,15 falam da segunda vinda. “a hora de ceifar” é o fim do mundo.
Ver Mateus 13:39.
Outros escritores da Bíblia também mencionam que Deus estabeleceu uma hora para o julgamento:
Actos 17:31 “porquanto determinou um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que para isso ordenou; e disso tem dado certeza a todos, ressuscitando-o dentre os mortos.”
Nota: Deus indicou um dia para julgar o mundo.
Eclesiastes 3:17 “Eu disse no meu coração: Deus julgará o justo e o ímpio; porque há um tempo para todo propósito e para toda obra.”
Nota: Deus irá julgar. Ele tem um tempo destinado para isso.
Actos 24:25 “E discorrendo ele sobre a justiça, o domínio próprio e o juízo vindouro, Félix ficou atemorizado e respondeu: Por ora vai-te, e quando tiver ocasião favorável, eu te chamarei.”
Nota: Paulo pregou acerca do julgamento que viria.
Todos estes homens de Deus ansiavam o julgamento que está para vir. Mas, em Apocalipse, lemos acerca de um tempo em que o povo de Deus poderá dizer: “É vinda a hora do Seu juízo.”
Tal como constatamos nos últimos estudo, este tempo definido para o julgamento é o ano de 1844.
Vamos agora ver como é que o julgamento começo em 1844. Todos os julgamentos têm três partes, tanto os tribunais terrenos como o tribunal de Deus.
1. Há a Fase de Investigação, onde os factos do caso são investigados.
2. Depois vem a Fase do Veredicto, em que o júri determina a culpa ou a inocência e é anunciado o veredicto.
3. Por último, há a Execução da Sentença, em que o réu é libertado ou penalizado.
Vamos analisar, na Bíblia, estas três fases do julgamento de Deus.
O tema já vai longo, não quero que desista, recomeçaremos amanhã, não falte, este é um tema central da Bíblia, toda a gente tem medo de falar do juízo de Deus, no entanto, a Bíblia apresenta-o como algo real e por esta razão devemos saber como é e estar prontos.
No julgamento celestial a INVESTIGAÇÃO está descrita em Daniel 7:
“9 Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; o seu vestido era branco como a neve, e o cabelo da sua cabeça como lã puríssima; o seu trono era de chamas de fogo, e as rodas dele eram fogo ardente.
10 Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades assistiam diante dele. Assentou-se para o juízo, e os livros foram abertos.”
Nota: O trono de Deus aparece simbolizado com rodas e movendo-se. Desloca-se para um ministério de julgamento, tal como o sacerdote se moveu do seu ministério de julgamento, tal como o sacerdote se moveu do seu ministério no Lugar Santo para o ministério do Lugar Santíssimo. O julgamento é convocado, como é revelado em Daniel 7, e os livros são abertos. Em Daniel 8 é-nos indicado o tempo do julgamento.
Os livros usados no julgamento contêm a biografia de cada pessoa. Vários textos mencionam estes livros. Analisemos alguns.
Apocalipse 21:27 “E não entrará nela coisa alguma impura, nem o que pratica abominação ou mentira; mas somente os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.”
Nota: O livro da vida contém os nomes daqueles que professaram Cristo e são Seus cooperadores (Filipenses 4:3).
Apocalipse 3:5 “O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos.”
Nota: O livro da vida, no fim, terá apenas os nomes daqueles que irão para o Céu, porque eles são vencedores através de Jesus.
Malaquias 3:16 “Então aqueles que temiam ao Senhor falaram uns aos outros; e o Senhor atentou e ouviu, e um memorial foi escrito diante dele, para os que temiam ao Senhor, e para os que se lembravam do seu nome.”
Neemias 13:14 “Por isto, Deus meu, lembra-te de mim, e não risques as beneficências que eu tenho feito para a casa do meu Deus e para o serviço dela.”
Nota: O livro memorial regista a vida espiritual e as boas da pessoa.
Isaías 65:
“6 Eis que está escrito diante de mim: Não me calarei, mas eu pagarei, sim, deitar-lhes-ei a recompensa no seu seio;
7 as suas iniquidades, e juntamente as iniquidades de seus pais, diz o Senhor, os quais queimaram incenso nos montes, e me afrontaram nos outeiros; pelo que lhes tornarei a medir as suas obras antigas no seu seio.”
Nota: Até os nossos pecados estão escritos nos livros de Deus.
Salmo 87:4 “Farei menção de Raabe e de Babilónia dentre os que me conhecem; eis que da Filístia, e de Tiro, e da Etiópia, se dirá: Este nasceu ali.”
Nota: O livro do ambiente tem em consideração o lugar onde a pessoa nasceu e os meios que teve para aprender a verdade. Quando o Senhor regista o Seu povo, tem em consideração se essa pessoa nasceu num ambiente cristão (Sião), ou num ambiente não-cristão (Babilónia). Terá em conta se ela conhecia a verdade e se lhe obedeceu. (Tiago 4:17).
Na fase de investigação do julgamento, Deus examina o registo biográfico de toda a gente, tal como ele está registado nos Seus livros. Procura ver se aqueles que professam Cristo Lhe entregaram verdadeiramente as suas vidas e se O amam de todo o coração. Jesus referiu esta necessidade em Mateus 7:
“21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
22 Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demónios? e em teu nome não fizemos muitos milagres?
23 Então lhes direi claramente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.
24 Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática, será comparado a um homem prudente, que edificou a casa sobre a rocha.
25 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa; contudo não caiu, porque estava fundada sobre a rocha.
26 Mas todo aquele que ouve estas minhas palavras, e não as põe em prática, será comparado a um homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia.
27 E desceu a chuva, correram as torrentes, sopraram os ventos, e bateram com ímpeto contra aquela casa, e ela caiu; e grande foi a sua queda.”
Nota: Existem muitas pessoas que se intitulam cristãos e não seguem verdadeiramente Cristo. Deus não pode deixá-las entrar no Céu, porque elas iriam trazer o seu coração não convertidos, e acabariam com a paz do Céu. Durante a investigação fica definido quem são os verdadeiros seguidores de Cristo.
A fase seguinte é o ANÚNCIO DO VEREDICTO.
Apocalipse 22:
“11 Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda.
12 Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.”
Nota: Aqui, Deus declara quem é justo e está pronto para ir para o Céu e quem não está nessas condições. Repare que o anúncio do veredicto é feito antes de Jesus voltar, porque quando Ele voltar trará os prémios com ele. Portanto, o julgamento tem de ser feito ANTES da Sua volta (Ilustração: as escolas e as empresas têm cerimónias de entrega de prémios. Os prémios obedecem a alguns critérios. ANTES da cerimónia de entrega, os LIVROS (registos) são estudados para ver quem está qualificado para receber o prémio. A avaliação é feita ANTES DA CERIMÓNIA. Depois todos comparecem na cerimónia e são entregues os prémios.) Acabámos de ler, no nosso texto, que Jesus trará os Seus prémios COM Ele. Sendo assim, o julgamento tem de acontecer ANTES da Sua vinda. Segundo Daniel 8:14, este julgamento começou em 1844.
A fase final é a EXECUÇÃO DA SENTENÇA.
Apocalipse 22:12 “Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra.”
Nota: Depois do veredicto ser anunciado no Céu, Jesus regressa rapidamente para dar os prémios. Alguns receberão vida eterna porque aprenderam a confiar em Jesus como seu Senhor e Salvador. Outros perderão as bênçãos do Céu e morrerão.
A boa notícia acerca do julgamento é que podemos ter a certeza da salvação vejamos como em Apocalipse 22:17 “E o Espírito e a noiva dizem: Vem. E quem ouve, diga: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, receba de graça a água da vida.”
Nota: Se estivermos sedentos por Jesus, pela verdade da Sua palavra, e O quisermos seguir, Ele enviará o Seu Espírito para nos levar à água da vida. Quando ouvimos o Espírito de Deus a falar ao nosso coração, convidando-nos a ir a Jesus, só temos de responder. E a melhor notícia de todas é que a salvação é um dom gratuito.
Ao longo dos nossos estudos tenho tido a impressão que muitos amigos têm seguido estes estudos com muito interesse, dou graças a Deus por isso, faço sinceros votos que o Espírito Santo encontre no vosso coração receptividade para introduzir Jesus.
Nós continuaremos, o estudo da Bíblia e das profecias é inesgotável. Jesus fique agora com você. Amem.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A PROFECIA DE TEMPO MAIS LONGO – 2 300 DIAS (I)

HOJE vamos estudar a profecia de tempo mais longa encontrada na Bíblia e que termina perto da época em que vivemos. Comecemos por pedir ao Senhor que nos dirija na compreensão deste tão importante assunto.
Vamos rever o que estudámos na semana passada. (Reveja 70 semanas. São os primeiros 490 dias dos 2 300 dias proféticos.)
Podemos ver que os 490 dias proféticos terminaram no ano 34 d.C. No último estudo aprendemos que esta profecia faz parte da profecia dos 2 300 dias proféticos. Portanto, se os primeiros 490 dias/anos nos levam até ao ano 34 d.C., os restantes 1810 anos levam-nos até 1844 d.C. (Some 1810 a 34 = 1844.) O que é que a profecia dos 2 300 dias previu que iria acontecer em 1844? É isso que queremos estudar hoje. Vamos começar por ler a profecia dos 2 300 dias de novo.
Daniel 8:14: “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Nota: Segundo a profecia, a purificação do santuário começou em 1844. mas o que é que isso significa? Responderemos a esta pergunta hoje.
Primeiro é importante ver o que era o santuário. Abra a Bíblia em Êxodo 25:
“8 E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.
9 Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.”
Nota: Deus disse a Moisés para Lhe fazer um santuário para que Ele pudesse viver no meio deles. Deus deu a Moisés o modelo exacto para a construção do santuário.
* Que modelo deu Deus a Moisés para o santuário? Vejamos em Êxodo 8:
“1 Então disse o Senhor a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.
2 Mas se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos.
5 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com a vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre a terra do Egito.”
Nota: O “verdadeiro” santuário estava no Céu. Deus mostrou-o a Moisés através de uma visão e depois ordenou-lhe que fizesse um modelo à escala do santuário celestial. A cópia de Moisés seria conhecida como o santuário terrestre e o santuário celestial.
Vejamos qual era o aspecto do santuário. (ver imagens)
O santuário tinha três partes: o pátio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.
* O pátio tinha o altar do holocausto. Era aí que os judeus sacrificavam os animais. Essa prática simbolizava a morte de Jesus na cruz. Ele pagou pelos nossos pecados para que não tivéssemos de morrer eternamente.
Depois do altar havia a pia que era um grande vaso cheio de agua. Antes do sacerdote entrar no Lugar Santo lavava as mãos e os pés para se assegurar que estava limpo. Esta prática simbolizava a forma como o Espírito de Deus nos limpa do pecado.
* O Lugar Santo era o primeiro compartimento do santuário. Está descrito em Hebreus 9:2 “Pois foi preparada uma tenda, a primeira, na qual estavam o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; a essa se chama o santo lugar.”
Nota: Nele havia o candeeiro, o altar do incenso e a mesa dos pães da proposição.
A separar o Lugar Santo do Lugar Santíssimo havia uma cortina grossa. Podemos ler acerca do que havia lá dentro nos seguintes textos: Hebreus 9:
“3 mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos santos,
4 que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto;
5 e sobre a arca os querubins da glória, que cobriam o propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente.”
Nota: O incensário de ouro era portátil. O summo-sacerdote usava-o quando entrava no Lugar Santíssimo. A arca do concerto era uma arca coberta de ouro que continha os dez mandamentos. A cobrir os dez mandamentos estava o propiciatório feito de ouro.
Vamos agora ver o que o santuário ensinava: Hebreus 9:
“11 Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação),
12 e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção.
13 Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne,
14 quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?”
Nota: Deus deu o santuário terrestre a Israel para eles entenderem o que Jesus iria, um dia, fazer no plano de salvação.
O pátio representa o que Jesus faria na Terra como nosso Salvador. O Lugar Santo e o Lugar Santíssimo representam o que Jesus faria no Céu para a nossa salvação (Hebreus 9:23).
Como é que o santuário terrestre ensina o plano da salvação? Vamos ver Levítico 4:29 “porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado, e a imolará no lugar do holocausto.”
Nota: No antigo Israel, quando alguém pecava levava uma oferta, um cordeiro, até ao pátio. O pecador confessava os seus pecados na cabeça do cordeiro inocente. Depois, com a sua própria mão, cortava o pescoço do cordeiro e matava-o. Jesus é o cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29). Foi o nosso pecado que provocou a Sua morte. O santuário ensina-nos que precisamos dum Salvador que pode pagar o preço do pecado, para que possamos viver. Tal como o cordeiro não podia ter defeito, também o nosso Salvador tem de ser perfeito, sem pecado, para que possa pagar o preço do nosso pecado. A boa noticia é que Jesus é o Cordeiro de Deus sem mancha que deu voluntariamente a Sua vida por nós (1ª Pedro 1:19).
* O que acontecia depois com esta oferta?
Levíticos 4:
“30 Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; e todo o resto do sangue derramará à base do altar.
31 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico, e a queimará sobre o altar, por cheiro suave ao Senhor; e o sacerdote fará expiação por ele, e ele será perdoado.”
Nota: O sacerdote aspergia o sangue do animal nas quatro pontas do altar. A seguir queimava o animal ou a sua gordura no altar. Esta prática simbolizava o impacto que o pecado tem na Terra. Quando pecamos não nos magoamos apenas a nós. É como o efeito duma bola de neve, o sofrimento passa de pessoa para pessoa e de geração para geração. A oferta simbolizava a morte de Jesus no calvário.
A seguir o sumo-sacerdote lava-se na pia antes de levar o sangue para o Lugar Santo. Depois salpica o sangue nas quatro pontas do altar do incenso. Podemos ler isso em Levíticos 4:
“6 e, molhando o dedo no sangue, espargirá do sangue sete vezes perante o Senhor, diante do véu do santuário.
7 Também o sacerdote porá daquele sangue perante o Senhor, sobre as pontas do altar do incenso aromático, que está na tenda da revelação; e todo o resto do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da revelação.”
Nota: Isto representava o impacto que o pecado tem não só nos seres que habitam na Terra, mas também o impacto que tem no Céu. Pense bem. Foi por causa do pecado que Jesus teve de deixar o Céu. Os anjos estão envolvidos em serviço a nosso favor, a tempo inteiro, porque somos pecadores. Não podemos compreender totalmente como é que o pecado afectou a vida no Céu.
Esta foi a primeira parte do nosso estudo, vamos parar aqui e continuar amanhã. Temos tanta coisa para dizer sobre este fantástico assunto que seria uma pena você cansar-se. Gostou desta parte? Então esteja atento porque não vamos demorar. Até lá que Deus o/a abençoe em Jesus. Amem.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A PROFECIA DE TEMPO MAIS LONGO – 2 300 DIAS (II)

Vamos aprofundar mais acerca deste tema. Convido a ler Jeremias 7:1 “O pecado de Judá está escrito com um ponteiro de ferro; com ponta de diamante está gravado na tábua do seu coração e nas pontas dos seus altares.”
Nota: o sangue aspergido nas pontas simbolizava um registo escrito do pecado e da nossa confissão no Céu. No próximo estudo vamos ver que Deus tem um registo da vida de toda a gente no Céu. (Apoc. 20:12).
Tudo o que acabámos de ler fazia parte do chamado serviço diário. Todos os dias os pecadores traziam as suas ofertas, confessavam os pecados, ofereciam sacrifícios e transferiam o sangue para o Lugar Santo.
Mas, depois, havia um dia muito especial incluído nos serviços anuais. Este dia era chamado o Dia da Expiação ou de purificação do santuário.
O serviço anual está descrito em Hebreus 9.
Hebreus 9:7 “Mas na segunda só o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, o qual ele oferece por si mesmo e pelos erros do povo.”
Nota: Este serviço acontecia uma vez por ano. O sacerdote nunca podia entrar no Lugar Santíssimo, excepto neste dia. Este serviço tão especial chamava-se purificação do santuário. E é este evento que é referido em Daniel 8:14 “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Vamos ver a purificação do santuário e o seu significado actual. Vamos a Levíticos 16:
“15 Depois imolará o bode da oferta pelo pecado, que é pelo povo, e trará o sangue o bode para dentro do véu; e fará com ele como fez com o sangue do novilho, espargindo-o sobre o propiciatório, e perante o propiciatório;
16 e fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, sim, de todos os seus pecados. Assim também fará pela tenda da revelação, que permanece com eles no meio das suas imundícias.
17 Nenhum homem estará na tenda da revelação quando Arão entrar para fazer expiação no lugar santo, até que ele saia, depois de ter feito expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.
18 Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação pelo altar; tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor.
19 E do sangue espargirá com o dedo sete vezes sobre o altar, purificando-o e santificando-o das imundícias dos filhos de Israel.”
Nota: Repare que no versículo 16 o sangue foi levado para o Lugar Santíssimo e foi aspergido no propiciatório que cobre a arca. Este sangue foi aspergido ali para “fazer expiação...por causa das IMUNDÍCIAS dos filhos de Israel e das suas transgressões, segundo TODOS os seus pecados.” Depois, era levado mais sangue e aspergido n altar do incenso no Lugar Santo (verso 18). O versículo 19 diz que este acto se destinava a PURIFICAR o altar das IMUNDÍCIAS de Israel. Esta é a purificação do santuário referida em Daniel 8.
Os altares precisavam de ser purificados cerimoniosamente por causa de “todos os seus pecados” (verso 16) que tinham sido cometidos durante o ano. Todos os dias do ano os pecadores tinham cometido e confessado pecados. Estes pecados eram representados como se fossem escritos no Céu pelo sangue que era aspergido nas pontas doa altar. No Dia da Expiação estes pecados eram todos apagados, esquecidos, de uma vez por todas, através da purificação do santuário.
Agora venha ler comigo em Levítico 23:
“27 Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor.
28 Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é o dia da expiação, para nele fazer-se expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.
29 Pois toda alma que não se afligir nesse dia, será extirpada do seu povo.
30 Também toda alma que nesse dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo.
31 Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.
32 Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.”
Nota: O Dai da Expiação era um dia muito solene. Nenhum trabalho era feito. As pessoas examinavam o seu coração para terem a certeza de que os pecados que confessaram durante o ano tinham passado por arrependimento e sido verdadeiramente esquecidos. Deus ordenou que todos aqueles que não participassem fossem sentenciados à morte (verso 29-30). Os judeus consideravam este dia como o dia do julgamento. Ainda hoje eles celebram o Dia da Expiação como o dia do julgamento, quando têm de responder perante Deus pelos pecados que cometeram durante o ano. Ouça esta citação de um livro judeu:
“É o Rosh Hashana, o dia do julgamento. Os pergaminhos do destino desenrolam-se perante o Senhor. Nestes pergaminhos cada Homem escreveu com a sua mão as suas acções do ano passado. Deus lê as entradas e profere o julgamento ... Yom Kippur, o último destes dias de graça é uma crise de confissão e arrependimento. À medida que o sol cai no horizonte, o pergaminho do destino fecha-se. Os destinos de todos os Homens para o ano seguinte estão selados. O julgamento anual termina ao pôr do Sol com um toque de corneta.” (Herman Wouk, This My God, /Este é o Meu Deus/ pp. 85-86.
Voltemos ao texto que estamos a estudar, Daniel 8:14 “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Nota: A purificação do santuário, o dia do julgamento, representa o julgamento nos últimos dias.
Já definimos as datas desta profecia e descobrimos que os 2 300 dias proféticos nos levam até 1844. Em 1844 Jesus começou o julgamento deste planeta. É a última data específica e significativa que nos é dada através da profecia.
Algumas pessoas têm medo do julgamento e de viver nos últimos dias. Não temos de ter medo se demos o nosso coração a Jesus. O santuário ensina-nos claramente isto. O pecador não precisa de morrer pelos seus pecados. Jesus já pagou o preço por nós! São boas notícias, não acha? Deus pode apagar a nossa culpa. Pode dar-nos paz interior. E tudo com um dom gratuito se simplesmente Lhe pedirmos que entre na nossa vida. Posso fazer-lhe uma pergunta? Já aceitou Jesus como seu salvador? Você pode no silêncio do seu espaço dizer: “Senhor por favor perdoa os meus pecados, eu aceito-Te como meu Salvador pessoal, agora. Amem.”

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A PROFECIA MAIS IMPORTANTE DA BÍBLIA – DANIEL 9 (I)

HOJE vamos estudar a profecia mais importante na Bíblia. Ela confirma que Jesus é o Messias. Então, precisamos do poder do Espírito Santo de forma poderosa para que nos guie neste estudo.
Comecemos por ler a nossa Bíblia em Daniel 8:27: “E eu, Daniel, desmaiei, e estive enfermo alguns dias; então me levantei e tratei dos negócios do rei. E espantei-me acerca da visão, pois não havia quem a entendesse.”
Nota: No nosso último estudo lemos a visão que Daniel teve descrita no capítulo 8, acerca do carneiro, do bode e da ponta pequena. No fim da visão, ele diz que desmaiou e quando acordou não entendia a visão. Esta é uma declaração interessante porque Deus enviou o Seu anjo Gabriel para a explicar.
Daniel 8:16: “E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, faze que este homem entenda a visão.”
Nota: Gabriel explicou a visão? Sim. Ele disse a Daniel que o carneiro simbolizava a Medo-Persia, o bode a Grécia e a ponta pequena é o reino seguinte. Mas repare que Gabriel não explicou os 2 300 dias. Primeiro vamos ler a profecia e depois vemos a forma com Gabriel a explica.
Daniel 8:13,14, 26:
“13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados?
14 Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.
26 E a visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias mui distantes.”
Nota: Gabriel não explica os 2 300 dias. Ele apenas diz a Daniel que os 2 300 dias são reais e que fazem parte da profecia, mas como o seu cumprimento está muito longínquo ele deverá selar a visão para o tempo futuro.
Portanto a única parte da profecia que Daniel não entendeu foi a dos 2 300 dias. Isto leva-nos a Daniel 9, acerca de 12 anos mais tarde.
Daniel 9:1,2:
“1 No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
2 no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.”
Nota: Não acha interessante o capítulo 8 terminar com Daniel a não entender a profecia de tempo e o capítulo 9 começar com ele a estudar para entender essa profecia? Por que será que isto acontece? Daniel quer entender os 2 300 dias e saber como é que eles estão relacionados com o seu povo.
Sabe, os 2 300 dias previram o tempo em que o santuário iria permanecer desolado.
Daniel 8:13,14: “Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados? Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Nota: Daniel está a tentar entender como é que estes 2 300 dias estão relacionados com o santuário de Jerusalém, que Nabucodonosor tinha destruído muitos anos antes. Ao estudar as profecias de Jeremias, Daniel fica a saber que Deus disse que os judeus permaneceriam em Babilónia durante 70 anos. Na altura dos acontecimentos de Daniel 9 aproxima-se esse período de 70 anos. Daniel está a tentar encaixar tudo. Ele pensa que talvez Deus lhe esteja a dizer que eles permaneciam em Babilónia por mais de 70 anos e que irá adicionar mais 2 300 dias ao seu cativeiro.
Deixe-me mostrar-lhe como é que ele sabe isto:
Daniel 9:17-19:
“Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome; pois não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e põe mãos à obra sem tardar, por amor de ti mesmo, ó Deus meu, porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome.”
Nota: Daniel está a orar pelo santuário que está destruído. é disto que trata a profecia dos 2 300 dias (Daniel 8:13,14). Vemos que a tristeza do seu coração é expresso aqui na última parte da sua oração no versículo 19. Ele roga a Deus para que não tarde. O que é que significa “não tardar”? Não atrasar. O que é que ele não quer que seja atrasado? O seu regresso de Babilónia para Israel para poderem reconstruir o santuário.
O que o levaria a pensar que Deus estava a considerar a hipótese de atrasar o seu regresso? Não tinha Deus declarado que eles estariam em Babilónia durante 70 anos? (Jeremias 29:10). Sim, mas agora Daniel tinha esta profecia dos 2 300 dias que parecia indicar um prolongamento do seu cativeiro. E como o anjo não a tinha explicado, Daniel está à procura do seu significado e a orar acerca disso. É exactamente nesta altura que Gabriel regressa. Lemos isto em Daniel 9:20-22:
“20 Enquanto estava eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus,
21 sim enquanto estava eu ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me à hora da oblação da tarde.
22 Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, vim agora para fazer-te sábio e entendido.”
Nota: Daniel refere-se a Gabriel como “o varão Gabriel, que tinha visto na SUA visão ao princípio.” Em que visão é que ele viu Gabriel? Capítulo 8. Gabriel diz: “Daniel, AGORA saí para fazer-te entender o sentido.” Consegue ver a ligação entre estes dois capítulos? Gabriel está a dizer: “Voltei para te explicar a parte da profecia que deixei sem explicação.”
Sendo assim, seria de esperar que a sua explicação começasse por referir tempo. Vamos ler.
Daniel 9:24 “Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo.”
Nota: então, esta profecia tem a ver com a explicação de Gabriel dos 2 300 dias e da forma como eles estão relacionados com os judeus e o santuário.
O que é que significa 70 semanas “estão determinadas sobre” o judeus? A palavra “determinadas” aqui é uma palavra important. Na língua original a palavra usada é “chathak” que significa “cortar”. Portanto, a frase significa que 70 semanas são “cortadas” para o povo de Daniel, os judeus. Daniel estava a orar para obter uma resposta acerca de como os 2 300 dias estão relacionados com o seu povo e com o templo. Gabriel diz que 70 semanas (ou 490 dias – dias por semana, 7 X 70 = 490 dias) desses 2 300 dias se referem ao povo de Israel, a que pertencia o santuário.
Vamos ver como as 70 semanas se cumpriram com o povo de Israel. Daniel 7:25 “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos.”
Nota: A profecia de tempo começaria com o decreto para reconstruir e restaurar Jerusalém.
A Bíblia diz-nos quando é que este decreto saiu.
Esdras 7:
“7 Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos netinins, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
11 Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu a Esdras, o sacerdote, o escriba instruído nas palavras dos mandamentos do Senhor e dos seus estatutos para Israel:
12 Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu: Saudações.
13 Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser ir a Jerusalém, vá contigo.”
Nota: Em 457 a.C., o sétimo ano de Artaxerxes. O rei fez um decreto que autorizava o regresso dos judeus a Israel e deu-lhes autorização para restaurarem o tempo e adorarem nele.
Ver: Esdras 6:14 menciona três decretos, sendo o último, o de Artaxerxes, o que conta como o decreto para completar a reconstrução.
Nota: Agora temos o nosso ponto de partida para contar as 70 semanas ou 490 dias. O que iria acontecer durante este tempo? Vamos ver.
Daniel 9:25 “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos.”
Nota: Segundo este versículo, estão previstos dois acontecimentos que terão lugar durante dois períodos de tempo. Os dois eventos são: “restaurar e edificar Jerusalém” e “até ao Messias, o Príncipe.” Os dois períodos de tempo são sete semanas e sessenta e duas semanas. Gabriel está a dizer que demorará sete semanas para reconstruir Jerusalém e mais sessenta e duas semanas até ao Messias.
Agora temos de recorrer a algo que já estudámos num estudo anterior. A que é que equivale um dia na profecia? (Resposta: Um dia simboliza um ano literal. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6) Então os 490 dias simbólicos representam na realidade 490 anos literais.
Dado que esta profecia de tempo se inicia em 457 a.C, as 7 semanas/49 anos para construir Jerusalém levam-nos ao ano 408 a.C. (gráfico). Então as 62 semanas/434 anos levam-nos ao ano 27 d.C. até ao Messias, o Príncipe.
Ver: Lembre-se que não existe ano 0 (zero) quando contamos de a.C. a d.C. É por essa razão que adicionamos um ano quando fazemos o cálculo)
Vamos ver como Jesus cumpriu esta profecia no ano 27 d.C. A palavra hebraica para Messias significa ungido. A palavra grega para ungido é Cristo. Messias e Cristo significam a mesma coisa. Assim, a profecia prevê a unção de Jesus como libertador do povo de Deus.
Portanto a pergunta natural é: “Como é que Jesus foi ungido?”
Vamos continuar este estudo nos próximos dias. Se gostou e foi de força espiritual para si não perca a continuação. O final é sempre o melhor.
Deus o abençoe em Jesus. Amem.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A PROFECIA MAIS IMPORTANTE DA BÍBLIA – DANIEL 9 (II)

Olá, tudo bem?
Vamos continuar o nosso estudo sobre Daniel 9. a questão que colocámos: “Como é que Jesus foi ungido?” vamos ler:
Actos 10:37 “Esta palavra, vós bem sabeis, foi proclamada por toda a Judéia, começando pela Galileia, depois do baptismo que João pregou,”
Nota: Jesus foi ungido com o Espírito Santo. Quando é que Ele foi ungido com o Espírito?
Lucas 3:21”Quando todo o povo fora batizado, tendo sido Jesus também batizado, e estando ele a orar, o céu se abriu”
Nota: No Seu baptismo.
Leia o que Jesus disse imediatamente depois do Seu baptismo.
Lucas 4:
“18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
19 e para proclamar o ano aceitável do Senhor.”
Nota: Ele diz que foi ungido com o Espírito. Agora quero contar-lhe algo maravilhoso. A única data que nos é dada acerca da vida de Jesus é a data do Seu baptismo – a data em que é ungido. Isto acontece porque essa é a data que confirma a profecia de Daniel 8 e 9. prova que Jesus foi baptizado exactamente nesse ano. Vamos ler:
Lucas 3:
“1 No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Ituréia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene,
2 sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.
3 E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados.”
Nota: O quinto ano de Tibério foi 27 d.C. Depois de ser baptizado, Jesus começou a pregar declarando que tinha cumprido esta profecia de tempo. Pode ver em Marcos 1:
“14 Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus
15 e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho.”
Nota: Jesus disse: “O tempo está cumprido.” Não foi uma declaração casual. Ele está a pregar o cumprimento das 70 semanas. O que é mais interessante aqui é que Jesus sabia exactamente quando começar o Seu ministério público devido à profecia de Daniel 9. aos 12 anos Jesus teve conhecimento da Sua missão (Lucas 2:49-52). Mas Ele esperou até ao ano 27 d.C. para sair de casa e começar o Seu ministério público. Se Jesus tivesse iniciado o seu ministério um ano mais cedo ou mais tarde, não teria cumprido esta profecia. Então agora estamos nas 69 semanas desta profecia.
Agora deixe-me fazer-lhe uma pergunta. Quanto tempo durou o ministério de Jesus? Três anos e meio. Tal como a profecia de Daniel previu o ano em que Jesus daria início ao Seu ministério, ela também previu quando o terminaria. Jesus compreendia que havia um tempo previsto para a Sua morte.
Vamos ver como a profecia previu a morte de Jesus.
Daniel 9:26 “E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.”
Nota: O Messias seria cortado, mas não para Ele mesmo. Ser cortado significa ser morto. (Ver Isaías 53:8 onde está previsto que Jesus seria “cortado da terra dos viventes” por causa dos nossos pecados.)
Daniel 9:27 “E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.”
Nota: Aqui diz que no meio da semana Ele fará “cessar o sacrifício e a oferta de manjares.” Metade de uma semana são 3 dias e meio. É por isso que o ministério de Jesus durou exactamente 3 anos e meio e que Ele não permitiu que o matassem antes do Seu tempo.
Vamos ler como é que Jesus não Se expôs à morte antes do Seu tempo.
João 7:
“1 Depois disto andava Jesus pela Galiléia; pois não queria andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo.
2 Ora, estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos.
3 Disseram-lhe, então, seus irmãos: Retira-te daqui e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
4 Porque ninguém faz coisa alguma em oculto, quando procura ser conhecido. Já que fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo.
5 Pois nem seus irmãos criam nele.
6 Disse-lhes, então, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo; mas o vosso tempo sempre está presente.
7 O mundo não vos pode odiar; mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más.
8 Subi vós à festa; eu não subo ainda a esta festa, porque ainda não é chegado o meu tempo.
9 E, havendo-lhes dito isto, ficou na Galiléia.”
Nota: Este capítulo acontece no Outono do ano 30 d.C., depois de 3 anos de ministério público. Ele sabe que se aceitar o desafio dos Seus irmãos para ir a Jerusalém abertamente e provar que é o Messias, os líderes judeus O matarão. Mas fazê-lo no ano 30 d.C., significaria que morreria seis meses mais cedo e não cumpriria a profecia. Por isso Ele não cede a essa tentação.
Mas repare no que Jesus fez quando se encontra exactamente a 3 anos e meio depois do Seu baptismo – “na metade da semana.”
João 13:1 “Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.”
Nota: Jesus sabia que a Sua hora tinha chegado. Como é que Ele sabia isso? Ele baseou-se na profecia de Daniel 9. Tal como esta profecia Lhe disse quando começar o Seu ministério, ela também Lhe disse quando ele terminaria.
Até as últimas palavras de Jesus na cruz são significativas à luz desta profecia.
João 19:
“28 Depois, sabendo Jesus que todas as coisas já estavam consumadas, para que se cumprisse a Escritura, disse: Tenho sede.
29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Puseram, pois, numa cana de hissopo uma esponja ensopada de vinagre, e lha chegaram à boca.
30 Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”
Nota: Ele clamou. “Está consumado.” Completou a Sua missão.
Mateus 27:
“50 De novo bradou Jesus com grande voz, e entregou o espírito.
51 E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam.”
Nota: Por altura da Sua morte, no templo, o véu que separava o Lugar Santíssimo do Lugar Santo foi rasgado em dois pela mão de Deus. assim ficou aberto o caminho para o Lugar Santíssimo, onde ninguém antes tinha entrado com a excepção do Sumo-sacerdote. Com o rasgar do véu Deus revela que pôs um fim ao sistema sacrificial. Já não havia necessidade dele. Jesus morreu na cruz como nosso sacrifício pelos pecados. São boas notícias, não são?
Jesus morreu no ano 31 d.C., a meio da última semana desta profecia. Os restantes 3 anos e meio foram cumpridos pelos apóstolos dando ao povo de Israel uma oportunidade de se arrepender e seguir Jesus. Vamos ver o que aconteceu no fim das 70 semanas.
Actos 7:
“59 Apedrejavam, pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
60 E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte.”
Actos 8:
“1 Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samária.
2 E uns homens piedosos sepultaram a Estêvão, e fizeram grande pranto sobre ele.
3 Saulo porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão.
4 No entanto os que foram dispersos iam por toda parte, anunciando a palavra.
5 E descendo Filipe à cidade de Samária, pregava-lhes a Cristo.”
Nota: Quando Estêvão foi sentenciado à morte pela instituição jurídica mais importante dos judeus (o Sinédrio) Deus permitiu que os apóstolos fossem pregar o evangelho por todo o lado. Quando Israel apedrejou Estêvão eles diziam. “Não queremos este Jesus.” Com isto Deus disse: Se vos recusais a fazê-lo, eu irei a outros par que levem o evangelho ao mundo.”
Estêvão foi apedrejado no ano 34 d.C., no fim das 70 semanas. O aceitarem como seu Senhor, mas eles recusaram. Agora Ele recorre aos gentios. Individualmente os israelitas ainda podiam ser salvos, mas como nação Israel já não era apontada como Seu porta-voz.
(Mateus 21:42-45 especialmente os vs. 42,45 comparando com 1 Pedro 2:4-10).
Para mim o que é mais notável nesta profecia é a exactidão com que Deus previu a vida e a morte de Jesus. Ainda mais notável é a forma como Jesus foi obediente à visão e se ofereceu voluntariamente como sacrifício pelos nossos pecados. Isso dá-me ânimo. Por vezes Deus chama-nos ou permite que tenhamos experiências que, por vontade própria, não teríamos. Mas temos a certeza de qe se formos corajosos, se confiarmos em Deus e Lhe obedecermos, Ele abençoar-nos-á com a capacidade de O glorificar na nossa vida. Eu quero fazer isso, e você?
Até aqui já estudámos as primeiras 70 semanas ou 490 anos dos 2 300 dias. Isto significa que ainda temos 1810 anos por explicar. No nosso próximo estudo vamos ver a data final dos 2 300 dias proféticos.
Decida dar a Jesus a sua vida. Chegou o tempo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

UM ATAQUE AUDAZ CONTRA DEUS - DANIEL 8 (I)



Hoje vamos estudar Daniel 8 e ver como a ponta pequena atacou com audácia Jesus e a Sua verdade. Antes de continuar o nosso estudo, gostaria de saber se estudou o assunto anterior: A PONTA PEQUENA DA PROFECIA – DANIEL7? Seria bom que o analisasse, no entanto, poder ser que esteja só interessado/a no tema de hoje, oro a Deus para que o Espírito dos profetas o/a guie.

Vamos abrir a nossa Bíblia em Daniel 8:1-4 (vou postar todos os textos bíblicos):
“1 No ano terceiro do reinado do rei Belsazar apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio.
2 E na visão que tive, parecia-me que eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; e conforme a visão, eu estava junto ao rio Ulai.
3 Levantei os olhos, e olhei, e eis que estava em pé diante do rio um carneiro, que tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos; mas um era mais alto do que o outro, e o mais alto subiu por último.
4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia conforme a sua vontade, e se engrandecia.” (Daniel 8:1 a 4)
Nota: Daniel teve uma visão. A primeira coisa que viu foi um carneiro. O que este carneiro tem de interessante é que ele tem uma ponta maior que a outra.
Hoje, quero mostra-lhe como usar as ferramentas de interpretação da profecia. Vai interpretar esta e eu vou ajudá-lo/a.
O que representa um animal na profecia na profecia bíblica? (Daniel 7:17,23)) (Um reino)
Então este carneiro representa uma nação. A pergunta é: “Que reino?”
Lembre-se do principio de repetição e ampliação de que falamos no estudo anterior (Clicar). Lembre-se que vimos o assunto de Daniel 2 se repetiu em Daniel 7. Vamos usar Daniel 7 para entender o capítulo 8. Qual é o animal em Daniel 7 que partilha a característica semelhante de ter um lado mais alto que o outro? (Resposta: o urso. Daniel 7:5) Que nação representava o urso? (Resposta: Medo-Pérsia.) Então vamos concluir que o urso representa o reino da Medo-Pérsia.
Vamos ler o que acontece a seguir: Daniel 8:5-7:
“5 E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre a face de toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre notável entre os olhos.
6 E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no furor da sua força.
7 Vi-o chegar perto do carneiro; e, movido de cólera contra ele, o feriu, e lhe quebrou os dois chifres; não havia força no carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos pés; também não havia quem pudesse livrar o carneiro do seu poder.”
Nota: um bode veio e destruiu o carneiro. A característica interessante do bode é que ele corria rapidamente sem tocar no chão (v.5).
Daniel 8:8 “O bode, pois, se engrandeceu sobremaneira; e estando ele forte, aquele grande chifre foi quebrado, e no seu lugar outros quatro também notáveis nasceram para os quatro ventos do céu.”
Nota: O bode tinha uma ponta grande que se partiu e foi substituída por quatro pontas.
Em Daniel 7 que animal era conhecido pela sua grande velocidade e se dividiu em quatro partes? (Resposta: o leopardo. Daniel 7:6) Em Daniel 7 que nação representava o leopardo? (Resposta: a Grécia). Digamos que este bode representa a Grécia e a divisão do império entre os quatro generais de Alexandre, após a sua morte.
Continuamos a ler para descobrir a parte seguinte da profecia.
Daniel 8:9 “Ainda de um deles saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.”
Nota: a seguir cresceu uma ponta pequena e tornou-se grande.
Daniel 8:10 “e se engrandeceu até o exército do céu; e lançou por terra algumas das estrelas desse exército, e as pisou.”
Nota: Opôs-se ao exército do Céu.
Daniel 8:11 “Sim, ele se engrandeceu até o príncipe do exército; e lhe tirou o holocausto contínuo, e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo.”
Nota: Exaltou-se contra o Príncipe do exército, retirou o sacrifício contínuo, e derrubou o lugar do santuário.
Daniel 8:12 “E o exército lhe foi entregue, juntamente com o holocausto contínuo, por causa da transgressão; lançou a verdade por terra; e fez o que era do seu agrado, e prosperou.”
Nota: Ele lançou a verdade por terra, pôs isso em prática e prosperou.
Em Daniel 7 vemos novamente uma ponta pequena profetizada? (Resposta. Sim. Daniel 7:8). O que é que ela representava? (O papado romano). Podemos dizer então que a ponta pequena do capítulo 8 é o papado romano.
Na visão o que acontece a seguir?
Daniel 8:13-14:
“13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados?
14 Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Nota: Daniel ouve a pergunta que é feita: “Até quando durará” tudo isto? A resposta é 2 300 dias.
O que iria acontecer depois da ponta pequena em Daniel 7? (Daniel 7:9,10). O julgamento é estabelecido. Podemos dizer que os 2 300 dias estão relacionados com o julgamento.
Agora vamos rever o que temos até aqui:
• O cordeiro é a Medo-Pérsia.
• O bode é a Grécia. As suas quatro pontas representam a divisão do império de Alexandre entre os seus quatro generais.
• A ponta pequena é Roma e o papado.
• 2 300 dias estão em paralelo com o início do julgamento.
Temos estado a usar o princípio de repetição e acréscimo para nos ajudar a interpretar esta profecia. Agora vamos ler o resto do capítulo 8 para ver se estamos correctos.
Daniel 8:15-19:
“15 Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la, e eis que se me apresentou como que uma semelhança de homem.
16 E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, faze que este homem entenda a visão.
17 Veio, pois, perto de onde eu estava; e vindo ele, fiquei amedrontado, e caí com o rosto em terra. Mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.
18 Ora, enquanto ele falava comigo, caí num profundo sono, com o rosto em terra; ele, porém, me tocou, e me pôs em pé.
19 e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao determinado tempo do fim.”
Nota: Deus envia o anjo Gabriel ordenando-lhe que faça com que Daniel entenda a sua visão. Gabriel explica que o sonho esteder-se-á até ao tempo do fim. Veja a interpretação de Gabriel.
Daniel 8:20 “Aquele carneiro que viste, o qual tinha dois chifres, são estes os reis da Média e da Pérsia.”
Nota: O carneiro é o império Medo-Persa. Portanto está certo!
Daniel 8:21 “Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei.”
Nota: O bode é o reino da Grécia. Também está certo!
Daniel 8:21 (última parte). A ponta grande é o primeiro rei, Alexandre o Grande.
Daniel 8:22 “O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, porém não com a força dele.”
Nota: As quatro pontas são os quatro generais que herdaram o reino de Alexandre.
Portanto o anjo confirma o que dissemos. Não acha interessante perceber como a Bíblia se interpreta a si mesma? Mas ainda não acabámos.
Que nação veio a seguir à Grécia? (Resposta: Roma). Veja como, em Daniel 8, a ponta pequena é usada para descrever a nação que vem depois da Grécia. Vamos ler o que o anjo diz acerca deste poder.
Está de acordo se paramos por aqui? Ainda temos tanta informação bíblica sobre este assunto. Seria uma pena não o aprofundar! Espero por você, Deus o/a abençoe em Jesus. Amem!

UM ATAQUE AUDAZ CONTRA DEUS - DANIEL 8 (II)

Este estudo temos seguido o caminho da Bíblia e nela tem-nos sido revelado a sucessão dos impérios, ou dizem alguns autores, “a História” A um reino (características mundiais) tem se sucedido outro e assim será até aos últimos acontecimentos “tudo o que está escrito é para nosso ensino”. Para dar continuidade devemos ler: Daniel 8:23-25.

“23 Mas, no fim do reinado deles, quando os transgressores tiverem chegado ao cúmulo, levantar-se-á um rei, feroz de semblante e que entende enigmas.
24 Grande será o seu poder, mas não de si mesmo; e destruirá terrivelmente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo.
25 Pela sua sutileza fará prosperar o engano na sua mão; no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o príncipe dos príncipes; mas será quebrado sem intervir mão de homem.”
Nota: Daniel não refere o nome de Roma para evitar que, mais tarde na História, Roma se enfurecesse, mas ele descreve-a em pormenor.Em Daniel 7 também temos uma ponta pequena. Ela representa o papado romano. Aqui em Daniel 8, também é representada Roma. Mas aqui é Roma nas suas duas fases – a Roma pagã e a Roma papal.
Isto é um acréscimo ao que foi apresentado em Daniel 7. Neste capítulo a profecia estava concentrada no tempo em que a ponta pequena iria surgir e nas suas raízes políticas em Roma. Mas no capítulo 8 a profecia concentra-se nas raízes filosóficas da Grécia.
Tal como a Enciclopédia Católica do Século XX declara: “Ela (a Igreja Católica) copiou a sua organização do império romano, preservou e fez prosperar as instituições filosóficas de Sócrates, Platão e Aristóteles.” (Vol. 88, pág. 85.)
Vamos ver como a Roma pagã e a Roma papal cumpriram esta profecia.
“Daniel 8: 24 Grande será o seu poder, mas não de si mesmo; e destruirá terrivelmente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo.”
Nota: “destruirá os poderosos e o povo santo.” A Roma pagã perseguiu os cristãos do primeiro século atirando-os aos leões, queimando-os, etc. a Roma papal fez a mesma coisa. Perseguiu aqueles que não estavam de acordo com as filosofias gregas pagãs que ela introduziu na Igreja.
“Daniel 8:25 Pela sua sutileza fará prosperar o engano na sua mão; no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o príncipe dos príncipes; mas será quebrado sem intervir mão de homem.”
Nota: “Pela sua sutileza fará prosperar o engano.” A Roma pagã usou o engano para conquistar os cristãos. No início os imperadores romanos tentaram destruir o cristianismo perseguindo os cristãos. Mas quanto mais cristãos matavam, mais conversões havia. Finalmente, o imperador Constantino conseguiu um plano eficiente. Ele converteu-se ao cristianismo e disse aos cristãos que já não os mataria. Depois definiu uma táctica apra trazer a sua antiga adoração pagã para a Igreja. A Igreja estava tão contente por se libertar da perseguição que muitos líderes da Igreja cederam perante essas transgressões. Deuses pagãos receberam nomes cristãos para que fossem aceites pelos cristãos. Ídolos, orações aos santos e muitas outras doutrinas não bíblicas entraram na Igreja durante este período.
A Roma papal também usou uma política falaciosa. Os papas disseram às pessoas que eles eram os porta-vozes de Deus na Terra. Afastaram as pessoas da Bíblia e declararam que as tradições da Igreja eram mais importantes que a apalavra de Deus. as pessoas ficaram na ignorância e a Igreja entrou num período de corrupção obscura enquanto os papas incorporavam as transgressões de Constantino nas doutrinas oficiais da Igreja.
Daniel 8:25 (ler) “e se levantará contra o príncipe dos príncipes.” O príncipe dos príncipes é Jesus. A Roma pagã insurgiu-se contra Jesus quando Pilatos, o governador romano, enviou Jesus para a morte e os soldados romanos O crucificaram. A Roma papal insurgiu-se contra Jesus quando o sacerdote substituiu Jesus como meio de salvação ao usar o confessionário e a eucaristia. Ouça o que estas declarações oficiais da Igreja dizem acerca disso:
“O padre ora meramente para que os seus pecados sejam perdoados? Não, actuando como instrumento de Deus e ministro ordenado, ele perdoa verdadeiramente os pecados.” (Reverendo William J. Cogan, Catecismo para Adultos, p. 78 – Chicago, Il: Adult Catechetical Teaching Aids Foundation, 1975)
“Isto não é uma mera repetição ritual ou um exercício psicológico” (Ibid.).
“O padre perdoa realmente os seus pecados? ...o padre perdoa realmente os seus pecados. O padre não ´reza´meramente pelos seus pecados” (Ibid, p. 80).
“Cristo deixou o seu sacerdote...para ocupar o Seu lugar na Terra com mediador entre Deus e o homem.” (St. Alphonsus de Liguori, Dignity and Duties of the Priest or Self, - Redemptorist Fathers of Brooklyn, pag. 34).
“O padre detém o lugar do próprio Salvador ...ele absolve do pecado.” (Ibid, pág. 34).
É evidente que ninguém pode perdoar os nossos pecados, só Jesus o pode fazer (1ª Timóteo 2:5). Todos os cristãos concordam com isto, não acha?
Portanto a ponta pequena representa claramente tanto a Roma paga como a papal.
Agora, a segunda parte da visão tem a ver com os 2 300 dias. Vamos ver a interpretação dada pelo anjo Gabriel.
Daniel 8:26-27:
“26 E a visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias mui distantes.
27 E eu, Daniel, desmaiei, e estive enfermo alguns dias; então me levantei e tratei dos negócios do rei. E espantei-me acerca da visão, pois não havia quem a entendesse.”
Nota: Gabriel diz a Daniel que a visão da tarde e da manhã é verdadeira, mas que será cumprida num futuro muito longínquo e que ele deveria fechar o livro. Daniel desmaia, mas quando acorda diz que não entendeu a visão.
Que parte é que ele não entendeu? Ele entendeu a parte do carneiro, do bode e das pontas. O anjo explicou-lhe cada um destes símbolos. Os 2 300 dias ficaram por explicar.
Na próxima semana vamos estudar Daniel 9 para vermos que Gabriel volta para explicar a profecia dos 2 300 dias, que acaba por ser a profecia mais importante da Bíblia.
Penso que seria bom pensarmos acerca do significado espiritual do que lemos hoje. Esta profecia mostra até que ponto o diabo vai para manter Jesus afastado de nós. Ele usou a Roma pagã para matar Jesus. Ele usou o papado para substituir o significado da morte de Jesus. Mas Deus é mais poderoso. Deus revelou as tácticas do inimigo há muito há muito tempo atrás. Entender esta profecia era uma fonte de poder para os cristãos ao longo dos séculos e ela pode ajudar-nos hoje também. Não temos de ficar na ignorância. Podemos entender a verdade. E, o mais importante de tudo, podemos dar as nossas vidas a Jesus e sentir a Sua paz no nosso coração.
Guarde estas palavras no seu coração e receberá força para viver com Deus. Amem.