quinta-feira, 4 de março de 2010

A PROFECIA DE TEMPO MAIS LONGO – 2 300 DIAS (I)

HOJE vamos estudar a profecia de tempo mais longa encontrada na Bíblia e que termina perto da época em que vivemos. Comecemos por pedir ao Senhor que nos dirija na compreensão deste tão importante assunto.
Vamos rever o que estudámos na semana passada. (Reveja 70 semanas. São os primeiros 490 dias dos 2 300 dias proféticos.)
Podemos ver que os 490 dias proféticos terminaram no ano 34 d.C. No último estudo aprendemos que esta profecia faz parte da profecia dos 2 300 dias proféticos. Portanto, se os primeiros 490 dias/anos nos levam até ao ano 34 d.C., os restantes 1810 anos levam-nos até 1844 d.C. (Some 1810 a 34 = 1844.) O que é que a profecia dos 2 300 dias previu que iria acontecer em 1844? É isso que queremos estudar hoje. Vamos começar por ler a profecia dos 2 300 dias de novo.
Daniel 8:14: “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Nota: Segundo a profecia, a purificação do santuário começou em 1844. mas o que é que isso significa? Responderemos a esta pergunta hoje.
Primeiro é importante ver o que era o santuário. Abra a Bíblia em Êxodo 25:
“8 E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles.
9 Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis.”
Nota: Deus disse a Moisés para Lhe fazer um santuário para que Ele pudesse viver no meio deles. Deus deu a Moisés o modelo exacto para a construção do santuário.
* Que modelo deu Deus a Moisés para o santuário? Vejamos em Êxodo 8:
“1 Então disse o Senhor a Moisés: Vai a Faraó, e dize-lhe: Assim diz o Senhor: Deixa ir o meu povo, para que me sirva.
2 Mas se recusares deixá-lo ir, eis que ferirei com rãs todos os teus termos.
5 Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua mão com a vara sobre as correntes, e sobre os rios, e sobre as lagoas, e faze subir rãs sobre a terra do Egito.”
Nota: O “verdadeiro” santuário estava no Céu. Deus mostrou-o a Moisés através de uma visão e depois ordenou-lhe que fizesse um modelo à escala do santuário celestial. A cópia de Moisés seria conhecida como o santuário terrestre e o santuário celestial.
Vejamos qual era o aspecto do santuário. (ver imagens)
O santuário tinha três partes: o pátio, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo.
* O pátio tinha o altar do holocausto. Era aí que os judeus sacrificavam os animais. Essa prática simbolizava a morte de Jesus na cruz. Ele pagou pelos nossos pecados para que não tivéssemos de morrer eternamente.
Depois do altar havia a pia que era um grande vaso cheio de agua. Antes do sacerdote entrar no Lugar Santo lavava as mãos e os pés para se assegurar que estava limpo. Esta prática simbolizava a forma como o Espírito de Deus nos limpa do pecado.
* O Lugar Santo era o primeiro compartimento do santuário. Está descrito em Hebreus 9:2 “Pois foi preparada uma tenda, a primeira, na qual estavam o candeeiro, e a mesa, e os pães da proposição; a essa se chama o santo lugar.”
Nota: Nele havia o candeeiro, o altar do incenso e a mesa dos pães da proposição.
A separar o Lugar Santo do Lugar Santíssimo havia uma cortina grossa. Podemos ler acerca do que havia lá dentro nos seguintes textos: Hebreus 9:
“3 mas depois do segundo véu estava a tenda que se chama o santo dos santos,
4 que tinha o incensário de ouro, e a arca do pacto, toda coberta de ouro em redor; na qual estava um vaso de ouro, que continha o maná, e a vara de Arão, que tinha brotado, e as tábuas do pacto;
5 e sobre a arca os querubins da glória, que cobriam o propiciatório; das quais coisas não falaremos agora particularmente.”
Nota: O incensário de ouro era portátil. O summo-sacerdote usava-o quando entrava no Lugar Santíssimo. A arca do concerto era uma arca coberta de ouro que continha os dez mandamentos. A cobrir os dez mandamentos estava o propiciatório feito de ouro.
Vamos agora ver o que o santuário ensinava: Hebreus 9:
“11 Mas Cristo, tendo vindo como sumo sacerdote dos bens já realizados, por meio do maior e mais perfeito tabernáculo (não feito por mãos, isto é, não desta criação),
12 e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção.
13 Porque, se a aspersão do sangue de bodes e de touros, e das cinzas duma novilha santifica os contaminados, quanto à purificação da carne,
14 quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará das obras mortas a vossa consciência, para servirdes ao Deus vivo?”
Nota: Deus deu o santuário terrestre a Israel para eles entenderem o que Jesus iria, um dia, fazer no plano de salvação.
O pátio representa o que Jesus faria na Terra como nosso Salvador. O Lugar Santo e o Lugar Santíssimo representam o que Jesus faria no Céu para a nossa salvação (Hebreus 9:23).
Como é que o santuário terrestre ensina o plano da salvação? Vamos ver Levítico 4:29 “porá a mão sobre a cabeça da oferta pelo pecado, e a imolará no lugar do holocausto.”
Nota: No antigo Israel, quando alguém pecava levava uma oferta, um cordeiro, até ao pátio. O pecador confessava os seus pecados na cabeça do cordeiro inocente. Depois, com a sua própria mão, cortava o pescoço do cordeiro e matava-o. Jesus é o cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1:29). Foi o nosso pecado que provocou a Sua morte. O santuário ensina-nos que precisamos dum Salvador que pode pagar o preço do pecado, para que possamos viver. Tal como o cordeiro não podia ter defeito, também o nosso Salvador tem de ser perfeito, sem pecado, para que possa pagar o preço do nosso pecado. A boa noticia é que Jesus é o Cordeiro de Deus sem mancha que deu voluntariamente a Sua vida por nós (1ª Pedro 1:19).
* O que acontecia depois com esta oferta?
Levíticos 4:
“30 Depois o sacerdote, com o dedo, tomará do sangue da oferta, e o porá sobre as pontas do altar do holocausto; e todo o resto do sangue derramará à base do altar.
31 Tirará toda a gordura, como se tira a gordura do sacrifício pacífico, e a queimará sobre o altar, por cheiro suave ao Senhor; e o sacerdote fará expiação por ele, e ele será perdoado.”
Nota: O sacerdote aspergia o sangue do animal nas quatro pontas do altar. A seguir queimava o animal ou a sua gordura no altar. Esta prática simbolizava o impacto que o pecado tem na Terra. Quando pecamos não nos magoamos apenas a nós. É como o efeito duma bola de neve, o sofrimento passa de pessoa para pessoa e de geração para geração. A oferta simbolizava a morte de Jesus no calvário.
A seguir o sumo-sacerdote lava-se na pia antes de levar o sangue para o Lugar Santo. Depois salpica o sangue nas quatro pontas do altar do incenso. Podemos ler isso em Levíticos 4:
“6 e, molhando o dedo no sangue, espargirá do sangue sete vezes perante o Senhor, diante do véu do santuário.
7 Também o sacerdote porá daquele sangue perante o Senhor, sobre as pontas do altar do incenso aromático, que está na tenda da revelação; e todo o resto do sangue do novilho derramará à base do altar do holocausto, que está à porta da tenda da revelação.”
Nota: Isto representava o impacto que o pecado tem não só nos seres que habitam na Terra, mas também o impacto que tem no Céu. Pense bem. Foi por causa do pecado que Jesus teve de deixar o Céu. Os anjos estão envolvidos em serviço a nosso favor, a tempo inteiro, porque somos pecadores. Não podemos compreender totalmente como é que o pecado afectou a vida no Céu.
Esta foi a primeira parte do nosso estudo, vamos parar aqui e continuar amanhã. Temos tanta coisa para dizer sobre este fantástico assunto que seria uma pena você cansar-se. Gostou desta parte? Então esteja atento porque não vamos demorar. Até lá que Deus o/a abençoe em Jesus. Amem.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A PROFECIA DE TEMPO MAIS LONGO – 2 300 DIAS (II)

Vamos aprofundar mais acerca deste tema. Convido a ler Jeremias 7:1 “O pecado de Judá está escrito com um ponteiro de ferro; com ponta de diamante está gravado na tábua do seu coração e nas pontas dos seus altares.”
Nota: o sangue aspergido nas pontas simbolizava um registo escrito do pecado e da nossa confissão no Céu. No próximo estudo vamos ver que Deus tem um registo da vida de toda a gente no Céu. (Apoc. 20:12).
Tudo o que acabámos de ler fazia parte do chamado serviço diário. Todos os dias os pecadores traziam as suas ofertas, confessavam os pecados, ofereciam sacrifícios e transferiam o sangue para o Lugar Santo.
Mas, depois, havia um dia muito especial incluído nos serviços anuais. Este dia era chamado o Dia da Expiação ou de purificação do santuário.
O serviço anual está descrito em Hebreus 9.
Hebreus 9:7 “Mas na segunda só o sumo sacerdote, uma vez por ano, não sem sangue, o qual ele oferece por si mesmo e pelos erros do povo.”
Nota: Este serviço acontecia uma vez por ano. O sacerdote nunca podia entrar no Lugar Santíssimo, excepto neste dia. Este serviço tão especial chamava-se purificação do santuário. E é este evento que é referido em Daniel 8:14 “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Vamos ver a purificação do santuário e o seu significado actual. Vamos a Levíticos 16:
“15 Depois imolará o bode da oferta pelo pecado, que é pelo povo, e trará o sangue o bode para dentro do véu; e fará com ele como fez com o sangue do novilho, espargindo-o sobre o propiciatório, e perante o propiciatório;
16 e fará expiação pelo santuário por causa das imundícias dos filhos de Israel e das suas transgressões, sim, de todos os seus pecados. Assim também fará pela tenda da revelação, que permanece com eles no meio das suas imundícias.
17 Nenhum homem estará na tenda da revelação quando Arão entrar para fazer expiação no lugar santo, até que ele saia, depois de ter feito expiação por si mesmo, e pela sua casa, e por toda a congregação de Israel.
18 Então sairá ao altar, que está perante o Senhor, e fará expiação pelo altar; tomará do sangue do novilho, e do sangue do bode, e o porá sobre as pontas do altar ao redor.
19 E do sangue espargirá com o dedo sete vezes sobre o altar, purificando-o e santificando-o das imundícias dos filhos de Israel.”
Nota: Repare que no versículo 16 o sangue foi levado para o Lugar Santíssimo e foi aspergido no propiciatório que cobre a arca. Este sangue foi aspergido ali para “fazer expiação...por causa das IMUNDÍCIAS dos filhos de Israel e das suas transgressões, segundo TODOS os seus pecados.” Depois, era levado mais sangue e aspergido n altar do incenso no Lugar Santo (verso 18). O versículo 19 diz que este acto se destinava a PURIFICAR o altar das IMUNDÍCIAS de Israel. Esta é a purificação do santuário referida em Daniel 8.
Os altares precisavam de ser purificados cerimoniosamente por causa de “todos os seus pecados” (verso 16) que tinham sido cometidos durante o ano. Todos os dias do ano os pecadores tinham cometido e confessado pecados. Estes pecados eram representados como se fossem escritos no Céu pelo sangue que era aspergido nas pontas doa altar. No Dia da Expiação estes pecados eram todos apagados, esquecidos, de uma vez por todas, através da purificação do santuário.
Agora venha ler comigo em Levítico 23:
“27 Ora, o décimo dia desse sétimo mês será o dia da expiação; tereis santa convocação, e afligireis as vossas almas; e oferecereis oferta queimada ao Senhor.
28 Nesse dia não fareis trabalho algum; porque é o dia da expiação, para nele fazer-se expiação por vós perante o Senhor vosso Deus.
29 Pois toda alma que não se afligir nesse dia, será extirpada do seu povo.
30 Também toda alma que nesse dia fizer algum trabalho, eu a destruirei do meio do seu povo.
31 Não fareis nele trabalho algum; isso será estatuto perpétuo pelas vossas gerações em todas as vossas habitações.
32 Sábado de descanso vos será, e afligireis as vossas almas; desde a tardinha do dia nono do mês até a outra tarde, guardareis o vosso sábado.”
Nota: O Dai da Expiação era um dia muito solene. Nenhum trabalho era feito. As pessoas examinavam o seu coração para terem a certeza de que os pecados que confessaram durante o ano tinham passado por arrependimento e sido verdadeiramente esquecidos. Deus ordenou que todos aqueles que não participassem fossem sentenciados à morte (verso 29-30). Os judeus consideravam este dia como o dia do julgamento. Ainda hoje eles celebram o Dia da Expiação como o dia do julgamento, quando têm de responder perante Deus pelos pecados que cometeram durante o ano. Ouça esta citação de um livro judeu:
“É o Rosh Hashana, o dia do julgamento. Os pergaminhos do destino desenrolam-se perante o Senhor. Nestes pergaminhos cada Homem escreveu com a sua mão as suas acções do ano passado. Deus lê as entradas e profere o julgamento ... Yom Kippur, o último destes dias de graça é uma crise de confissão e arrependimento. À medida que o sol cai no horizonte, o pergaminho do destino fecha-se. Os destinos de todos os Homens para o ano seguinte estão selados. O julgamento anual termina ao pôr do Sol com um toque de corneta.” (Herman Wouk, This My God, /Este é o Meu Deus/ pp. 85-86.
Voltemos ao texto que estamos a estudar, Daniel 8:14 “Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Nota: A purificação do santuário, o dia do julgamento, representa o julgamento nos últimos dias.
Já definimos as datas desta profecia e descobrimos que os 2 300 dias proféticos nos levam até 1844. Em 1844 Jesus começou o julgamento deste planeta. É a última data específica e significativa que nos é dada através da profecia.
Algumas pessoas têm medo do julgamento e de viver nos últimos dias. Não temos de ter medo se demos o nosso coração a Jesus. O santuário ensina-nos claramente isto. O pecador não precisa de morrer pelos seus pecados. Jesus já pagou o preço por nós! São boas notícias, não acha? Deus pode apagar a nossa culpa. Pode dar-nos paz interior. E tudo com um dom gratuito se simplesmente Lhe pedirmos que entre na nossa vida. Posso fazer-lhe uma pergunta? Já aceitou Jesus como seu salvador? Você pode no silêncio do seu espaço dizer: “Senhor por favor perdoa os meus pecados, eu aceito-Te como meu Salvador pessoal, agora. Amem.”

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A PROFECIA MAIS IMPORTANTE DA BÍBLIA – DANIEL 9 (I)

HOJE vamos estudar a profecia mais importante na Bíblia. Ela confirma que Jesus é o Messias. Então, precisamos do poder do Espírito Santo de forma poderosa para que nos guie neste estudo.
Comecemos por ler a nossa Bíblia em Daniel 8:27: “E eu, Daniel, desmaiei, e estive enfermo alguns dias; então me levantei e tratei dos negócios do rei. E espantei-me acerca da visão, pois não havia quem a entendesse.”
Nota: No nosso último estudo lemos a visão que Daniel teve descrita no capítulo 8, acerca do carneiro, do bode e da ponta pequena. No fim da visão, ele diz que desmaiou e quando acordou não entendia a visão. Esta é uma declaração interessante porque Deus enviou o Seu anjo Gabriel para a explicar.
Daniel 8:16: “E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, faze que este homem entenda a visão.”
Nota: Gabriel explicou a visão? Sim. Ele disse a Daniel que o carneiro simbolizava a Medo-Persia, o bode a Grécia e a ponta pequena é o reino seguinte. Mas repare que Gabriel não explicou os 2 300 dias. Primeiro vamos ler a profecia e depois vemos a forma com Gabriel a explica.
Daniel 8:13,14, 26:
“13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados?
14 Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.
26 E a visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias mui distantes.”
Nota: Gabriel não explica os 2 300 dias. Ele apenas diz a Daniel que os 2 300 dias são reais e que fazem parte da profecia, mas como o seu cumprimento está muito longínquo ele deverá selar a visão para o tempo futuro.
Portanto a única parte da profecia que Daniel não entendeu foi a dos 2 300 dias. Isto leva-nos a Daniel 9, acerca de 12 anos mais tarde.
Daniel 9:1,2:
“1 No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da linhagem dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus.
2 no ano primeiro do seu reinado, eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falara o Senhor ao profeta Jeremias, que haviam de durar as desolações de Jerusalém, era de setenta anos.”
Nota: Não acha interessante o capítulo 8 terminar com Daniel a não entender a profecia de tempo e o capítulo 9 começar com ele a estudar para entender essa profecia? Por que será que isto acontece? Daniel quer entender os 2 300 dias e saber como é que eles estão relacionados com o seu povo.
Sabe, os 2 300 dias previram o tempo em que o santuário iria permanecer desolado.
Daniel 8:13,14: “Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados? Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Nota: Daniel está a tentar entender como é que estes 2 300 dias estão relacionados com o santuário de Jerusalém, que Nabucodonosor tinha destruído muitos anos antes. Ao estudar as profecias de Jeremias, Daniel fica a saber que Deus disse que os judeus permaneceriam em Babilónia durante 70 anos. Na altura dos acontecimentos de Daniel 9 aproxima-se esse período de 70 anos. Daniel está a tentar encaixar tudo. Ele pensa que talvez Deus lhe esteja a dizer que eles permaneciam em Babilónia por mais de 70 anos e que irá adicionar mais 2 300 dias ao seu cativeiro.
Deixe-me mostrar-lhe como é que ele sabe isto:
Daniel 9:17-19:
“Agora, pois, ó Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor. Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos, e ouve; abre os teus olhos, e olha para a nossa desolação, e para a cidade que é chamada pelo teu nome; pois não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e põe mãos à obra sem tardar, por amor de ti mesmo, ó Deus meu, porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome.”
Nota: Daniel está a orar pelo santuário que está destruído. é disto que trata a profecia dos 2 300 dias (Daniel 8:13,14). Vemos que a tristeza do seu coração é expresso aqui na última parte da sua oração no versículo 19. Ele roga a Deus para que não tarde. O que é que significa “não tardar”? Não atrasar. O que é que ele não quer que seja atrasado? O seu regresso de Babilónia para Israel para poderem reconstruir o santuário.
O que o levaria a pensar que Deus estava a considerar a hipótese de atrasar o seu regresso? Não tinha Deus declarado que eles estariam em Babilónia durante 70 anos? (Jeremias 29:10). Sim, mas agora Daniel tinha esta profecia dos 2 300 dias que parecia indicar um prolongamento do seu cativeiro. E como o anjo não a tinha explicado, Daniel está à procura do seu significado e a orar acerca disso. É exactamente nesta altura que Gabriel regressa. Lemos isto em Daniel 9:20-22:
“20 Enquanto estava eu ainda falando e orando, e confessando o meu pecado, e o pecado do meu povo Israel, e lançando a minha súplica perante a face do Senhor, meu Deus, pelo monte santo do meu Deus,
21 sim enquanto estava eu ainda falando na oração, o varão Gabriel, que eu tinha visto na minha visão ao princípio, veio voando rapidamente, e tocou-me à hora da oblação da tarde.
22 Ele me instruiu, e falou comigo, dizendo: Daniel, vim agora para fazer-te sábio e entendido.”
Nota: Daniel refere-se a Gabriel como “o varão Gabriel, que tinha visto na SUA visão ao princípio.” Em que visão é que ele viu Gabriel? Capítulo 8. Gabriel diz: “Daniel, AGORA saí para fazer-te entender o sentido.” Consegue ver a ligação entre estes dois capítulos? Gabriel está a dizer: “Voltei para te explicar a parte da profecia que deixei sem explicação.”
Sendo assim, seria de esperar que a sua explicação começasse por referir tempo. Vamos ler.
Daniel 9:24 “Setenta semanas estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o santíssimo.”
Nota: então, esta profecia tem a ver com a explicação de Gabriel dos 2 300 dias e da forma como eles estão relacionados com os judeus e o santuário.
O que é que significa 70 semanas “estão determinadas sobre” o judeus? A palavra “determinadas” aqui é uma palavra important. Na língua original a palavra usada é “chathak” que significa “cortar”. Portanto, a frase significa que 70 semanas são “cortadas” para o povo de Daniel, os judeus. Daniel estava a orar para obter uma resposta acerca de como os 2 300 dias estão relacionados com o seu povo e com o templo. Gabriel diz que 70 semanas (ou 490 dias – dias por semana, 7 X 70 = 490 dias) desses 2 300 dias se referem ao povo de Israel, a que pertencia o santuário.
Vamos ver como as 70 semanas se cumpriram com o povo de Israel. Daniel 7:25 “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos.”
Nota: A profecia de tempo começaria com o decreto para reconstruir e restaurar Jerusalém.
A Bíblia diz-nos quando é que este decreto saiu.
Esdras 7:
“7 Também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, dos sacerdotes, dos levitas, dos cantores, dos porteiros e dos netinins, no sétimo ano do rei Artaxerxes.
11 Esta é, pois, a cópia da carta que o rei Artaxerxes deu a Esdras, o sacerdote, o escriba instruído nas palavras dos mandamentos do Senhor e dos seus estatutos para Israel:
12 Artaxerxes, rei dos reis, ao sacerdote Esdras, escriba da lei do Deus do céu: Saudações.
13 Por mim se decreta que no meu reino todo aquele do povo de Israel, e dos seus sacerdotes e levitas, que quiser ir a Jerusalém, vá contigo.”
Nota: Em 457 a.C., o sétimo ano de Artaxerxes. O rei fez um decreto que autorizava o regresso dos judeus a Israel e deu-lhes autorização para restaurarem o tempo e adorarem nele.
Ver: Esdras 6:14 menciona três decretos, sendo o último, o de Artaxerxes, o que conta como o decreto para completar a reconstrução.
Nota: Agora temos o nosso ponto de partida para contar as 70 semanas ou 490 dias. O que iria acontecer durante este tempo? Vamos ver.
Daniel 9:25 “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se reedificará, mas em tempos angustiosos.”
Nota: Segundo este versículo, estão previstos dois acontecimentos que terão lugar durante dois períodos de tempo. Os dois eventos são: “restaurar e edificar Jerusalém” e “até ao Messias, o Príncipe.” Os dois períodos de tempo são sete semanas e sessenta e duas semanas. Gabriel está a dizer que demorará sete semanas para reconstruir Jerusalém e mais sessenta e duas semanas até ao Messias.
Agora temos de recorrer a algo que já estudámos num estudo anterior. A que é que equivale um dia na profecia? (Resposta: Um dia simboliza um ano literal. Ver Números 14:34 e Ezequiel 4:6) Então os 490 dias simbólicos representam na realidade 490 anos literais.
Dado que esta profecia de tempo se inicia em 457 a.C, as 7 semanas/49 anos para construir Jerusalém levam-nos ao ano 408 a.C. (gráfico). Então as 62 semanas/434 anos levam-nos ao ano 27 d.C. até ao Messias, o Príncipe.
Ver: Lembre-se que não existe ano 0 (zero) quando contamos de a.C. a d.C. É por essa razão que adicionamos um ano quando fazemos o cálculo)
Vamos ver como Jesus cumpriu esta profecia no ano 27 d.C. A palavra hebraica para Messias significa ungido. A palavra grega para ungido é Cristo. Messias e Cristo significam a mesma coisa. Assim, a profecia prevê a unção de Jesus como libertador do povo de Deus.
Portanto a pergunta natural é: “Como é que Jesus foi ungido?”
Vamos continuar este estudo nos próximos dias. Se gostou e foi de força espiritual para si não perca a continuação. O final é sempre o melhor.
Deus o abençoe em Jesus. Amem.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A PROFECIA MAIS IMPORTANTE DA BÍBLIA – DANIEL 9 (II)

Olá, tudo bem?
Vamos continuar o nosso estudo sobre Daniel 9. a questão que colocámos: “Como é que Jesus foi ungido?” vamos ler:
Actos 10:37 “Esta palavra, vós bem sabeis, foi proclamada por toda a Judéia, começando pela Galileia, depois do baptismo que João pregou,”
Nota: Jesus foi ungido com o Espírito Santo. Quando é que Ele foi ungido com o Espírito?
Lucas 3:21”Quando todo o povo fora batizado, tendo sido Jesus também batizado, e estando ele a orar, o céu se abriu”
Nota: No Seu baptismo.
Leia o que Jesus disse imediatamente depois do Seu baptismo.
Lucas 4:
“18 O Espírito do Senhor está sobre mim, porquanto me ungiu para anunciar boas novas aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos, e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos,
19 e para proclamar o ano aceitável do Senhor.”
Nota: Ele diz que foi ungido com o Espírito. Agora quero contar-lhe algo maravilhoso. A única data que nos é dada acerca da vida de Jesus é a data do Seu baptismo – a data em que é ungido. Isto acontece porque essa é a data que confirma a profecia de Daniel 8 e 9. prova que Jesus foi baptizado exactamente nesse ano. Vamos ler:
Lucas 3:
“1 No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes tetrarca da Galiléia, seu irmão Filipe tetrarca da região da Ituréia e de Traconites, e Lisânias tetrarca de Abilene,
2 sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.
3 E ele percorreu toda a circunvizinhança do Jordão, pregando o batismo de arrependimento para remissão de pecados.”
Nota: O quinto ano de Tibério foi 27 d.C. Depois de ser baptizado, Jesus começou a pregar declarando que tinha cumprido esta profecia de tempo. Pode ver em Marcos 1:
“14 Ora, depois que João foi entregue, veio Jesus para a Galiléia pregando o evangelho de Deus
15 e dizendo: O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos, e crede no evangelho.”
Nota: Jesus disse: “O tempo está cumprido.” Não foi uma declaração casual. Ele está a pregar o cumprimento das 70 semanas. O que é mais interessante aqui é que Jesus sabia exactamente quando começar o Seu ministério público devido à profecia de Daniel 9. aos 12 anos Jesus teve conhecimento da Sua missão (Lucas 2:49-52). Mas Ele esperou até ao ano 27 d.C. para sair de casa e começar o Seu ministério público. Se Jesus tivesse iniciado o seu ministério um ano mais cedo ou mais tarde, não teria cumprido esta profecia. Então agora estamos nas 69 semanas desta profecia.
Agora deixe-me fazer-lhe uma pergunta. Quanto tempo durou o ministério de Jesus? Três anos e meio. Tal como a profecia de Daniel previu o ano em que Jesus daria início ao Seu ministério, ela também previu quando o terminaria. Jesus compreendia que havia um tempo previsto para a Sua morte.
Vamos ver como a profecia previu a morte de Jesus.
Daniel 9:26 “E depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações.”
Nota: O Messias seria cortado, mas não para Ele mesmo. Ser cortado significa ser morto. (Ver Isaías 53:8 onde está previsto que Jesus seria “cortado da terra dos viventes” por causa dos nossos pecados.)
Daniel 9:27 “E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador.”
Nota: Aqui diz que no meio da semana Ele fará “cessar o sacrifício e a oferta de manjares.” Metade de uma semana são 3 dias e meio. É por isso que o ministério de Jesus durou exactamente 3 anos e meio e que Ele não permitiu que o matassem antes do Seu tempo.
Vamos ler como é que Jesus não Se expôs à morte antes do Seu tempo.
João 7:
“1 Depois disto andava Jesus pela Galiléia; pois não queria andar pela Judéia, porque os judeus procuravam matá-lo.
2 Ora, estava próxima a festa dos judeus, a dos tabernáculos.
3 Disseram-lhe, então, seus irmãos: Retira-te daqui e vai para a Judéia, para que também os teus discípulos vejam as obras que fazes.
4 Porque ninguém faz coisa alguma em oculto, quando procura ser conhecido. Já que fazes estas coisas, manifesta-te ao mundo.
5 Pois nem seus irmãos criam nele.
6 Disse-lhes, então, Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo; mas o vosso tempo sempre está presente.
7 O mundo não vos pode odiar; mas ele me odeia a mim, porquanto dele testifico que as suas obras são más.
8 Subi vós à festa; eu não subo ainda a esta festa, porque ainda não é chegado o meu tempo.
9 E, havendo-lhes dito isto, ficou na Galiléia.”
Nota: Este capítulo acontece no Outono do ano 30 d.C., depois de 3 anos de ministério público. Ele sabe que se aceitar o desafio dos Seus irmãos para ir a Jerusalém abertamente e provar que é o Messias, os líderes judeus O matarão. Mas fazê-lo no ano 30 d.C., significaria que morreria seis meses mais cedo e não cumpriria a profecia. Por isso Ele não cede a essa tentação.
Mas repare no que Jesus fez quando se encontra exactamente a 3 anos e meio depois do Seu baptismo – “na metade da semana.”
João 13:1 “Antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, e havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.”
Nota: Jesus sabia que a Sua hora tinha chegado. Como é que Ele sabia isso? Ele baseou-se na profecia de Daniel 9. Tal como esta profecia Lhe disse quando começar o Seu ministério, ela também Lhe disse quando ele terminaria.
Até as últimas palavras de Jesus na cruz são significativas à luz desta profecia.
João 19:
“28 Depois, sabendo Jesus que todas as coisas já estavam consumadas, para que se cumprisse a Escritura, disse: Tenho sede.
29 Estava ali um vaso cheio de vinagre. Puseram, pois, numa cana de hissopo uma esponja ensopada de vinagre, e lha chegaram à boca.
30 Então Jesus, depois de ter tomado o vinagre, disse: está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.”
Nota: Ele clamou. “Está consumado.” Completou a Sua missão.
Mateus 27:
“50 De novo bradou Jesus com grande voz, e entregou o espírito.
51 E eis que o véu do santuário se rasgou em dois, de alto a baixo; a terra tremeu, as pedras se fenderam.”
Nota: Por altura da Sua morte, no templo, o véu que separava o Lugar Santíssimo do Lugar Santo foi rasgado em dois pela mão de Deus. assim ficou aberto o caminho para o Lugar Santíssimo, onde ninguém antes tinha entrado com a excepção do Sumo-sacerdote. Com o rasgar do véu Deus revela que pôs um fim ao sistema sacrificial. Já não havia necessidade dele. Jesus morreu na cruz como nosso sacrifício pelos pecados. São boas notícias, não são?
Jesus morreu no ano 31 d.C., a meio da última semana desta profecia. Os restantes 3 anos e meio foram cumpridos pelos apóstolos dando ao povo de Israel uma oportunidade de se arrepender e seguir Jesus. Vamos ver o que aconteceu no fim das 70 semanas.
Actos 7:
“59 Apedrejavam, pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito.
60 E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte.”
Actos 8:
“1 Naquele dia levantou-se grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judéia e da Samária.
2 E uns homens piedosos sepultaram a Estêvão, e fizeram grande pranto sobre ele.
3 Saulo porém, assolava a igreja, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão.
4 No entanto os que foram dispersos iam por toda parte, anunciando a palavra.
5 E descendo Filipe à cidade de Samária, pregava-lhes a Cristo.”
Nota: Quando Estêvão foi sentenciado à morte pela instituição jurídica mais importante dos judeus (o Sinédrio) Deus permitiu que os apóstolos fossem pregar o evangelho por todo o lado. Quando Israel apedrejou Estêvão eles diziam. “Não queremos este Jesus.” Com isto Deus disse: Se vos recusais a fazê-lo, eu irei a outros par que levem o evangelho ao mundo.”
Estêvão foi apedrejado no ano 34 d.C., no fim das 70 semanas. O aceitarem como seu Senhor, mas eles recusaram. Agora Ele recorre aos gentios. Individualmente os israelitas ainda podiam ser salvos, mas como nação Israel já não era apontada como Seu porta-voz.
(Mateus 21:42-45 especialmente os vs. 42,45 comparando com 1 Pedro 2:4-10).
Para mim o que é mais notável nesta profecia é a exactidão com que Deus previu a vida e a morte de Jesus. Ainda mais notável é a forma como Jesus foi obediente à visão e se ofereceu voluntariamente como sacrifício pelos nossos pecados. Isso dá-me ânimo. Por vezes Deus chama-nos ou permite que tenhamos experiências que, por vontade própria, não teríamos. Mas temos a certeza de qe se formos corajosos, se confiarmos em Deus e Lhe obedecermos, Ele abençoar-nos-á com a capacidade de O glorificar na nossa vida. Eu quero fazer isso, e você?
Até aqui já estudámos as primeiras 70 semanas ou 490 anos dos 2 300 dias. Isto significa que ainda temos 1810 anos por explicar. No nosso próximo estudo vamos ver a data final dos 2 300 dias proféticos.
Decida dar a Jesus a sua vida. Chegou o tempo.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

UM ATAQUE AUDAZ CONTRA DEUS - DANIEL 8 (I)



Hoje vamos estudar Daniel 8 e ver como a ponta pequena atacou com audácia Jesus e a Sua verdade. Antes de continuar o nosso estudo, gostaria de saber se estudou o assunto anterior: A PONTA PEQUENA DA PROFECIA – DANIEL7? Seria bom que o analisasse, no entanto, poder ser que esteja só interessado/a no tema de hoje, oro a Deus para que o Espírito dos profetas o/a guie.

Vamos abrir a nossa Bíblia em Daniel 8:1-4 (vou postar todos os textos bíblicos):
“1 No ano terceiro do reinado do rei Belsazar apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio.
2 E na visão que tive, parecia-me que eu estava na cidadela de Susã, na província de Elão; e conforme a visão, eu estava junto ao rio Ulai.
3 Levantei os olhos, e olhei, e eis que estava em pé diante do rio um carneiro, que tinha dois chifres; e os dois chifres eram altos; mas um era mais alto do que o outro, e o mais alto subiu por último.
4 Vi que o carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte e para o sul; e nenhum dos animais lhe podia resistir, nem havia quem pudesse livrar-se do seu poder; ele, porém, fazia conforme a sua vontade, e se engrandecia.” (Daniel 8:1 a 4)
Nota: Daniel teve uma visão. A primeira coisa que viu foi um carneiro. O que este carneiro tem de interessante é que ele tem uma ponta maior que a outra.
Hoje, quero mostra-lhe como usar as ferramentas de interpretação da profecia. Vai interpretar esta e eu vou ajudá-lo/a.
O que representa um animal na profecia na profecia bíblica? (Daniel 7:17,23)) (Um reino)
Então este carneiro representa uma nação. A pergunta é: “Que reino?”
Lembre-se do principio de repetição e ampliação de que falamos no estudo anterior (Clicar). Lembre-se que vimos o assunto de Daniel 2 se repetiu em Daniel 7. Vamos usar Daniel 7 para entender o capítulo 8. Qual é o animal em Daniel 7 que partilha a característica semelhante de ter um lado mais alto que o outro? (Resposta: o urso. Daniel 7:5) Que nação representava o urso? (Resposta: Medo-Pérsia.) Então vamos concluir que o urso representa o reino da Medo-Pérsia.
Vamos ler o que acontece a seguir: Daniel 8:5-7:
“5 E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre a face de toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha um chifre notável entre os olhos.
6 E dirigiu-se ao carneiro que tinha os dois chifres, ao qual eu tinha visto em pé diante do rio, e correu contra ele no furor da sua força.
7 Vi-o chegar perto do carneiro; e, movido de cólera contra ele, o feriu, e lhe quebrou os dois chifres; não havia força no carneiro para lhe resistir, e o bode o lançou por terra, e o pisou aos pés; também não havia quem pudesse livrar o carneiro do seu poder.”
Nota: um bode veio e destruiu o carneiro. A característica interessante do bode é que ele corria rapidamente sem tocar no chão (v.5).
Daniel 8:8 “O bode, pois, se engrandeceu sobremaneira; e estando ele forte, aquele grande chifre foi quebrado, e no seu lugar outros quatro também notáveis nasceram para os quatro ventos do céu.”
Nota: O bode tinha uma ponta grande que se partiu e foi substituída por quatro pontas.
Em Daniel 7 que animal era conhecido pela sua grande velocidade e se dividiu em quatro partes? (Resposta: o leopardo. Daniel 7:6) Em Daniel 7 que nação representava o leopardo? (Resposta: a Grécia). Digamos que este bode representa a Grécia e a divisão do império entre os quatro generais de Alexandre, após a sua morte.
Continuamos a ler para descobrir a parte seguinte da profecia.
Daniel 8:9 “Ainda de um deles saiu um chifre pequeno, o qual cresceu muito para o sul, e para o oriente, e para a terra formosa.”
Nota: a seguir cresceu uma ponta pequena e tornou-se grande.
Daniel 8:10 “e se engrandeceu até o exército do céu; e lançou por terra algumas das estrelas desse exército, e as pisou.”
Nota: Opôs-se ao exército do Céu.
Daniel 8:11 “Sim, ele se engrandeceu até o príncipe do exército; e lhe tirou o holocausto contínuo, e o lugar do seu santuário foi deitado abaixo.”
Nota: Exaltou-se contra o Príncipe do exército, retirou o sacrifício contínuo, e derrubou o lugar do santuário.
Daniel 8:12 “E o exército lhe foi entregue, juntamente com o holocausto contínuo, por causa da transgressão; lançou a verdade por terra; e fez o que era do seu agrado, e prosperou.”
Nota: Ele lançou a verdade por terra, pôs isso em prática e prosperou.
Em Daniel 7 vemos novamente uma ponta pequena profetizada? (Resposta. Sim. Daniel 7:8). O que é que ela representava? (O papado romano). Podemos dizer então que a ponta pequena do capítulo 8 é o papado romano.
Na visão o que acontece a seguir?
Daniel 8:13-14:
“13 Depois ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão relativamente ao holocausto contínuo e à transgressão assoladora, e à entrega do santuário e do exército, para serem pisados?
14 Ele me respondeu: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; então o santuário será purificado.”
Nota: Daniel ouve a pergunta que é feita: “Até quando durará” tudo isto? A resposta é 2 300 dias.
O que iria acontecer depois da ponta pequena em Daniel 7? (Daniel 7:9,10). O julgamento é estabelecido. Podemos dizer que os 2 300 dias estão relacionados com o julgamento.
Agora vamos rever o que temos até aqui:
• O cordeiro é a Medo-Pérsia.
• O bode é a Grécia. As suas quatro pontas representam a divisão do império de Alexandre entre os seus quatro generais.
• A ponta pequena é Roma e o papado.
• 2 300 dias estão em paralelo com o início do julgamento.
Temos estado a usar o princípio de repetição e acréscimo para nos ajudar a interpretar esta profecia. Agora vamos ler o resto do capítulo 8 para ver se estamos correctos.
Daniel 8:15-19:
“15 Havendo eu, Daniel, tido a visão, procurei entendê-la, e eis que se me apresentou como que uma semelhança de homem.
16 E ouvi uma voz de homem entre as margens do Ulai, a qual gritou, e disse: Gabriel, faze que este homem entenda a visão.
17 Veio, pois, perto de onde eu estava; e vindo ele, fiquei amedrontado, e caí com o rosto em terra. Mas ele me disse: Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.
18 Ora, enquanto ele falava comigo, caí num profundo sono, com o rosto em terra; ele, porém, me tocou, e me pôs em pé.
19 e disse: Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira; pois isso pertence ao determinado tempo do fim.”
Nota: Deus envia o anjo Gabriel ordenando-lhe que faça com que Daniel entenda a sua visão. Gabriel explica que o sonho esteder-se-á até ao tempo do fim. Veja a interpretação de Gabriel.
Daniel 8:20 “Aquele carneiro que viste, o qual tinha dois chifres, são estes os reis da Média e da Pérsia.”
Nota: O carneiro é o império Medo-Persa. Portanto está certo!
Daniel 8:21 “Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e o grande chifre que tinha entre os olhos é o primeiro rei.”
Nota: O bode é o reino da Grécia. Também está certo!
Daniel 8:21 (última parte). A ponta grande é o primeiro rei, Alexandre o Grande.
Daniel 8:22 “O ter sido quebrado, levantando-se quatro em lugar dele, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, porém não com a força dele.”
Nota: As quatro pontas são os quatro generais que herdaram o reino de Alexandre.
Portanto o anjo confirma o que dissemos. Não acha interessante perceber como a Bíblia se interpreta a si mesma? Mas ainda não acabámos.
Que nação veio a seguir à Grécia? (Resposta: Roma). Veja como, em Daniel 8, a ponta pequena é usada para descrever a nação que vem depois da Grécia. Vamos ler o que o anjo diz acerca deste poder.
Está de acordo se paramos por aqui? Ainda temos tanta informação bíblica sobre este assunto. Seria uma pena não o aprofundar! Espero por você, Deus o/a abençoe em Jesus. Amem!

UM ATAQUE AUDAZ CONTRA DEUS - DANIEL 8 (II)

Este estudo temos seguido o caminho da Bíblia e nela tem-nos sido revelado a sucessão dos impérios, ou dizem alguns autores, “a História” A um reino (características mundiais) tem se sucedido outro e assim será até aos últimos acontecimentos “tudo o que está escrito é para nosso ensino”. Para dar continuidade devemos ler: Daniel 8:23-25.

“23 Mas, no fim do reinado deles, quando os transgressores tiverem chegado ao cúmulo, levantar-se-á um rei, feroz de semblante e que entende enigmas.
24 Grande será o seu poder, mas não de si mesmo; e destruirá terrivelmente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo.
25 Pela sua sutileza fará prosperar o engano na sua mão; no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o príncipe dos príncipes; mas será quebrado sem intervir mão de homem.”
Nota: Daniel não refere o nome de Roma para evitar que, mais tarde na História, Roma se enfurecesse, mas ele descreve-a em pormenor.Em Daniel 7 também temos uma ponta pequena. Ela representa o papado romano. Aqui em Daniel 8, também é representada Roma. Mas aqui é Roma nas suas duas fases – a Roma pagã e a Roma papal.
Isto é um acréscimo ao que foi apresentado em Daniel 7. Neste capítulo a profecia estava concentrada no tempo em que a ponta pequena iria surgir e nas suas raízes políticas em Roma. Mas no capítulo 8 a profecia concentra-se nas raízes filosóficas da Grécia.
Tal como a Enciclopédia Católica do Século XX declara: “Ela (a Igreja Católica) copiou a sua organização do império romano, preservou e fez prosperar as instituições filosóficas de Sócrates, Platão e Aristóteles.” (Vol. 88, pág. 85.)
Vamos ver como a Roma pagã e a Roma papal cumpriram esta profecia.
“Daniel 8: 24 Grande será o seu poder, mas não de si mesmo; e destruirá terrivelmente, e prosperará, e fará o que lhe aprouver; e destruirá os poderosos e o povo santo.”
Nota: “destruirá os poderosos e o povo santo.” A Roma pagã perseguiu os cristãos do primeiro século atirando-os aos leões, queimando-os, etc. a Roma papal fez a mesma coisa. Perseguiu aqueles que não estavam de acordo com as filosofias gregas pagãs que ela introduziu na Igreja.
“Daniel 8:25 Pela sua sutileza fará prosperar o engano na sua mão; no seu coração se engrandecerá, e destruirá a muitos que vivem em segurança; e se levantará contra o príncipe dos príncipes; mas será quebrado sem intervir mão de homem.”
Nota: “Pela sua sutileza fará prosperar o engano.” A Roma pagã usou o engano para conquistar os cristãos. No início os imperadores romanos tentaram destruir o cristianismo perseguindo os cristãos. Mas quanto mais cristãos matavam, mais conversões havia. Finalmente, o imperador Constantino conseguiu um plano eficiente. Ele converteu-se ao cristianismo e disse aos cristãos que já não os mataria. Depois definiu uma táctica apra trazer a sua antiga adoração pagã para a Igreja. A Igreja estava tão contente por se libertar da perseguição que muitos líderes da Igreja cederam perante essas transgressões. Deuses pagãos receberam nomes cristãos para que fossem aceites pelos cristãos. Ídolos, orações aos santos e muitas outras doutrinas não bíblicas entraram na Igreja durante este período.
A Roma papal também usou uma política falaciosa. Os papas disseram às pessoas que eles eram os porta-vozes de Deus na Terra. Afastaram as pessoas da Bíblia e declararam que as tradições da Igreja eram mais importantes que a apalavra de Deus. as pessoas ficaram na ignorância e a Igreja entrou num período de corrupção obscura enquanto os papas incorporavam as transgressões de Constantino nas doutrinas oficiais da Igreja.
Daniel 8:25 (ler) “e se levantará contra o príncipe dos príncipes.” O príncipe dos príncipes é Jesus. A Roma pagã insurgiu-se contra Jesus quando Pilatos, o governador romano, enviou Jesus para a morte e os soldados romanos O crucificaram. A Roma papal insurgiu-se contra Jesus quando o sacerdote substituiu Jesus como meio de salvação ao usar o confessionário e a eucaristia. Ouça o que estas declarações oficiais da Igreja dizem acerca disso:
“O padre ora meramente para que os seus pecados sejam perdoados? Não, actuando como instrumento de Deus e ministro ordenado, ele perdoa verdadeiramente os pecados.” (Reverendo William J. Cogan, Catecismo para Adultos, p. 78 – Chicago, Il: Adult Catechetical Teaching Aids Foundation, 1975)
“Isto não é uma mera repetição ritual ou um exercício psicológico” (Ibid.).
“O padre perdoa realmente os seus pecados? ...o padre perdoa realmente os seus pecados. O padre não ´reza´meramente pelos seus pecados” (Ibid, p. 80).
“Cristo deixou o seu sacerdote...para ocupar o Seu lugar na Terra com mediador entre Deus e o homem.” (St. Alphonsus de Liguori, Dignity and Duties of the Priest or Self, - Redemptorist Fathers of Brooklyn, pag. 34).
“O padre detém o lugar do próprio Salvador ...ele absolve do pecado.” (Ibid, pág. 34).
É evidente que ninguém pode perdoar os nossos pecados, só Jesus o pode fazer (1ª Timóteo 2:5). Todos os cristãos concordam com isto, não acha?
Portanto a ponta pequena representa claramente tanto a Roma paga como a papal.
Agora, a segunda parte da visão tem a ver com os 2 300 dias. Vamos ver a interpretação dada pelo anjo Gabriel.
Daniel 8:26-27:
“26 E a visão da tarde e da manhã, que foi dita, é verdadeira. Tu, porém, cerra a visão, porque se refere a dias mui distantes.
27 E eu, Daniel, desmaiei, e estive enfermo alguns dias; então me levantei e tratei dos negócios do rei. E espantei-me acerca da visão, pois não havia quem a entendesse.”
Nota: Gabriel diz a Daniel que a visão da tarde e da manhã é verdadeira, mas que será cumprida num futuro muito longínquo e que ele deveria fechar o livro. Daniel desmaia, mas quando acorda diz que não entendeu a visão.
Que parte é que ele não entendeu? Ele entendeu a parte do carneiro, do bode e das pontas. O anjo explicou-lhe cada um destes símbolos. Os 2 300 dias ficaram por explicar.
Na próxima semana vamos estudar Daniel 9 para vermos que Gabriel volta para explicar a profecia dos 2 300 dias, que acaba por ser a profecia mais importante da Bíblia.
Penso que seria bom pensarmos acerca do significado espiritual do que lemos hoje. Esta profecia mostra até que ponto o diabo vai para manter Jesus afastado de nós. Ele usou a Roma pagã para matar Jesus. Ele usou o papado para substituir o significado da morte de Jesus. Mas Deus é mais poderoso. Deus revelou as tácticas do inimigo há muito há muito tempo atrás. Entender esta profecia era uma fonte de poder para os cristãos ao longo dos séculos e ela pode ajudar-nos hoje também. Não temos de ficar na ignorância. Podemos entender a verdade. E, o mais importante de tudo, podemos dar as nossas vidas a Jesus e sentir a Sua paz no nosso coração.
Guarde estas palavras no seu coração e receberá força para viver com Deus. Amem.


domingo, 14 de fevereiro de 2010

0 ENGANO FINAL

Satanás, há muito tempo, tem estado a preparar-se para o seu esforço final com o propósito de enganar o mundo. O fundamento da sua obra foi posto na afirmação a Eva no Éden: "É certo que não morrereis." Génesis 3:4. Pouco a pouco ele tem preparado o caminho para a sua magistral obra de engano: O desenvolvimento do espiritismo. Ainda não conseguiu realizar completamente os seus desígnios; mas estes serão atingidos no fim do que resta do tempo. Diz o profeta: "Vi... três espíritos imundos semelhantes a rãs... São espíritos de demónios operadores de sinais e se dirigem aos reis do mundo inteiro com o fim de ajuntá-los para a peleja do grande dia do Deus Todo Poderoso." Apocalipse 16:13.14. Salvo os que estiverem guardados pelo poder de Deus, mediante a fé em Sua Palavra, o mundo todo será envolvido por este engano. O povo está se deixando adormecer rapidamente, acalentado por uma segurança fatal e somente despertará com o derramamento da ira de Deus.
Os que não estão dispostos a aceitar as verdades claras e incisivas da Bíblia, procuram continuamente fábulas agradáveis, que acalmem a consciência. Quanto menos espirituais, altruístas e mais "ego"  forem as doutrinas apresentadas, tanto maior será o favor com que serão recebidas. Demasiado sábios no seu próprio conceito para examinarem as Escrituras sem contrição de alma e sem fervorosa oração rogando a guia divina, deixam de ter o escudo contra o engano. Satanás está pronto para suprir o desejo do coração, e apresenta os seus enganos em lugar da verdade. Foi assim que o papado alcançou o seu poderio sobre o entendimento dos homens; e, pela rejeição da verdade, visto como ela implica uma cruz, os protestantes estão também seguindo o mesmo caminho. Todos os que negligenciam a Palavra de Deus a fim de estudarem conveniências e expedientes para que se não achem em desacordo com o mundo, serão deixados a acolher condenável heresia em lugar da verdade bílica. Toda a forma inimaginável de erro será aceite pelos que voluntariamente rejeitam a verdade. Quem olha com levianamente para um engano, receberá facilmente outro. O apóstolo Paulo, falando de uma classe de pessoas que, "não receberam o amor da verdade para se salvarem", declara: "Por isso Deus lhes enviará a operação do erro para que creiam na mentira: para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade". 2 Tessalonicenses 2:10-12.
"PALAVRAS QUE MURMURAM"
"Há um extenso interesse nos fenómenos psíquicos (chamados psi) em Washington.' A qualquer momento dado, aproximadamente um quarto dos membros do Congresso estarão activamente interessados em psi, seja pelo restabelecimento da saúde, profecia, visão distante ou manifestações físicas, poderes psíquicos (tais como dobrar colheres, apagar programas de computador)' de acordo com o Representante Charlie Rose (D.N.C.)... que fundou a Câmara de Compensação do Congresso sobre o Futuro, um tribunal que outorgou a alguns psíquicos, uma plataforma na capital... Fontes de informação dizem que os muitos simpatizantes da psi na capital. satisfazem a sua curiosidade na Zona Tenebrosa, consultando em particular os videntes e discutindo este tema com os seus colegas que pensam igual. " U.S. News World Report, 5 de Dezembro de 1988.
"Em Mistérios do Desconhecido, você investigará reportagens intrigantes de primeira mão e descobertas de laboratório sobre experiências fora do corpo, experiências acerca da morte e sobre a reencarnação... Em Viagens Psíquicas você descobrirá como e porque o espírito muitas vezes abandona o corpo - em reportagens extraordinariamente consistentes de todas as partes do mundo." Ad. Time Life Books, Time Magazine, 20 de Março de 1989.
Um movimento de pessoas para Noroeste em estranha emigração.
"Os emigrantes dizem que foram motivados pelos ensinamentos apocalípticos dos antepassados mortos, espíritos reencarnados que, falando através de seres humanos vivos, a quem os crentes se referem como "médiuns", lhes aconselham que o Noroeste Pacífico seria o lugar mais seguro num futuro cheio de terramotos, maremotos, contaminação atmosférica e contaminação da terra e das águas." The Denver Post, 16 de 1986.
Na Nova Era, a crença da reencarnação está a aumentar.
"Outro índice na plataforma da Nova Era inclui médiuns, no qual os espíritos ou 'entidades', utilizam um ser humano para transmitir mensagens, experiências fora do corpo, nas quais a alma faz uma viagem, deixando o corpo atrás; e a percepção extra-sensorial, a qual facilita que a pessoa demonstre façanhas psíquicas." The News Tribune, Tacoma, Washington, segunda-feira, 13 de Julho de 1987.
Comunicar com os mortos.
"Militares dos Estados Unidos e da CIA estão usando ocasionalmente psíquicos para espiar o armamento da União Soviética e ao General Manuel Noriega... E além de procurar ajuda neste mundo, alguns legisladores, ajudantes de congressistas e oficiais da governo, têm buscado guia espiritual. O Senador Claiborn Pell, presidente do Comité de Relações Exteriores no Senado, ... disse quê tem... tratado de comunicar-se com seus familiares mortos." U. S. News & World Report 5 de Dezembro de 1988.
Hollywood vai ao Céu.
"Os produtores de filmes estão embruxando os teatros com uma onda de filmes sobre a vida após a morte. Será que estão buscando o Todo-Poderoso, ou o todo poderoso dólar?...
Palavras que murmuram... Os produtores estão de repente em reuniões a portas fechadas considerando o intangível; morte, ressurreição, salvação, reencarnação, expiação e ainda comportamento santo. Não menos de uma dezena de filmes sobre a vida após a morte serão exibidas neste ano...
A preocupação com a vida após a morte reflecte a obsessão de Los Angeles, a capital dos cristais e médiuns do país, onde as pessoas podem mencionar suas vidas antepassadas com a mesma seriedade com que fazem um check-up no motor de seus carros." Time, 3 de Julho de 1991.
CONCLUSÃO
Agora, enquanto nosso grande Sumo Sacerdote esta a fazer expiação por nós, devemos procurar tornar-nos perfeitos em Cristo. Nem mesmo por um pensamento poderia nosso Salvador ser levado a ceder ao poder da tentação. Satanás encontra nos corações humanos algum ponto em que obter apoio; algum desejo pecaminoso é acariciado, por meio do qual suas tentações asseguram a sua força. Mas Cristo declarou de Si mesmo: "Aproxima-se o príncipe deste mundo, e nada tem em Mim." Jo. 14:30. Satanás nada pode achar no Filho de Deus que o habilitasse a alcançar a vitória. Tinha guardado os mandamentos de Seu Pai, e não havia n´Ele pecado que Satanás pudesse usar para a sua vantagem. Esta é a condição em que devem encontrar-se os que subsistirão no tempo de angústia.
É nesta vida que devemos afastar de nós o pecado pela fé no sangue expiatório de Cristo. Nosso precioso Salvador nos convida a unir-nos a Ele, a ligar nossa fraqueza à Sua força, nossa ignorância à Sua sabedoria, aos Seus méritos nossa indignidade.
Companheiro peregrino, estamos ainda em meio às sombras e tumultos das actividades terrenas; mas logo nosso Salvador deverá aparecer para nos dar livramento e repouso. Olhemos pela fé ao bendito futuro, tal como a mão de Deus o pinta. Aquele que morreu pelos pecados do mundo está franqueando as portas do Paraíso a todo que nEle crê. Logo a batalha estará finda, e a vitória ganha. Breve veremos Aquele em quem se têm centralizado nossas esperanças de vida eterna. Em Sua presença as provas e sofrimentos desta vida parecerão como se nada fora. "Não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão". "Não rejeiteis pois a vossa confiança, que tem grande e avultado galardão. Porque necessitais de paciência, para que, depois de haverdes feito a vontade de Deus, possais alcançar a promessa. porque ainda um poucochinho de tempo. E o que há de vir virá, e não tardará." Is. 65:17; Hb, 10:35-37.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A PONTA PEQUENA DA PROFECIA DANIEL 7 - ESTUDO APROFUNDADO (A)

SE quiser ler a última postagem deste estudo (CLIQUE).
PENSO que vai achar o nosso estudo de hoje muito interessante. Aprenderemos quem é a ponta pequena de Daniel 7 e a besta de Apocalipse 13. Gostava de começar o nosso estudo pedindo a Deus a Sua santa orientação. O Seu poder sobre o que apresenta o estudo, sobre o que lê e o que ouve, no poder do Espírito Santo. Amem.
Em Daniel 7:1-3 lemos:
“1 No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas.
2 Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande.
3 E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar.”
O que é que estes animais simbolizam? Só a Bíblia está autorizada a dar a resposta: Daniel 7:15-17, 23
“15 Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do corpo, e as visões da minha cabeça me perturbavam.
16 Cheguei-me a um dos que estavam perto, e perguntei-lhe a verdadeira significação de tudo isso. Ele me respondeu e me fez saber a interpretação das coisas.
17 Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da terra.
23 Assim me disse ele: O quarto animal será um quarto reino na terra, o qual será diferente de todos os reinos; devorará toda a terra, e a pisará aos pés, e a fará em pedaços.”
Nota: Isto lembra-nos um princípio muito importante: a Bíblia interpreta-se a si mesma. É chamado o princípio da repetição e ampliação. No capítulo 2 Deus mostrou a Daniel estes quatro grandes reinos através do símbolo da estátua de quatro metais. (Rever a estátua de Daniel 2. CLICAR). Estes metais representavam os quatro reinos mais poderosos desde os dias da Babilónia até ao regresso de Jesus: Babilónia, Medo-Persia, Grécia, Roma, Europa Ocidental e a volta de Cristo. Daniel 7 repete o que foi dito no capítulo 2, mas também acrescenta informação ao dar mais detalhes. Vamos ver como isto funciona.
O primeiro reino em Daniel 2 é Babilónia representada pelo rei dos metais – o ouro. Em Daniel 7 começamos com o rei dos animais – o leão – que representa Babilónia.
Daniel 4:7 ver: “Então entraram os magos, os encantadores, os caldeus, e os adivinhadores, e lhes contei o sonho; mas não me fizeram saber a interpretação do mesmo.” O rei da Babilónia usava o leão alado para representar a sua nação. Ele tinha leões alados nos azulejos que formavam as paredes da rua que conduzia ao palácio na Babilónia antiga. Hoje em dia pode vê-los expostos num museu de Istambul e noutras capitais.
O segundo reino de Daniel 2 era a Medo-Pérsia. É representada aqui por um urso, levantado de um lado, e com três costelas na boca.
Daniel 7:5 “Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne.”
Nota: A razão por que o urso tem um lado mais levantado é porque os Medos e os Persas governavam juntos, mas os Persas tornaram-se mais poderosos. As três costelas representam as três nações conquistadas pelos Medos e pelos Persas quando subiram ao poder. (Lídia, Babilónia e Egipto).
O terceiro reino era o reino da Grécia.
Daniel 7:6 “Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio.”
Nota: Aqui é representado por um leopardo de quatro cabeças. O leopardo é um animal muito rápido. Este é super rápido porque tem quatro porque tem quatro asas nas costas. Representa a forma rápida como os gregos conquistaram o mundo em dez curtos anos. As quatro cabeças representam os quatro generais que dividiram o reino quando Alexandre o Grande, o primeiro rei da Grécia, morreu.
O quarto reino é Roma.Daniel 7:7 “Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres.”
Nota: É um animal “terrível e espantoso” porque Roma era um poder muito cruel que matou muitas pessoas sem piedade.
Quando Roma caiu ficou dividida em dez nações. Em Daniel 2 isto é simbolizado pelos dez pés. Aqui são dez pontas.
Leia de novo Daniel 7:7 (última parte do verso) Repare que o anjo diz a Daniel que estas dez pontas representam dez reinos no verso 24 “Quanto aos dez chifres, daquele mesmo reino se levantarão dez reis; e depois deles se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá a três reis.”
Nota: Até agora Daniel 7 tem sido um paralelo com Daniel 2. agora vem o acréscimo. Daniel 7 dá detalhes acerca do que irá acontecer antes de Deus estabelecer o Seu reino.
Daniel 7:8-10 apresenta dois detalhes adicionais que não existiam em Daniel 2. vamos continuar amanhã se Deus o permitir. Daniel e Apocalipse são uma mina cheia de pepitas de ouro. Uma mina com duas portas; Daniel e Apocalipse. Quem compreender estes dois livros é possuidor de uma riqueza que nem o ouro nem a prata deste mundo podem comprar. São, no entanto, oferecidos de graça para entrarmos e desfrutarmos do conhecimento de Deus e em breve entrar no Seu Reino. Anime-se a continuar em Jesus. Amem!