quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A PONTA PEQUENA DA PROFECIA DANIEL 7 - ESTUDO APROFUNDADO (C)

 Fomos obrigados a organizar este tema em três partes. Ele é demasiado importante para ser tratado de forma ligeira, ainda, que tenha a parte (SIMPLES) um pouco abaixo. Foi no entanto, levar mais longe este estudo espero que seja abençoado/a com isso no nome de Jesus.
“Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.” (Daniel 7:25)
Proferir palavras contra o Altíssimo significa blasfemar, só se blasfema contra Deus. E esta é a última característica deste pode é que blasfema contra Deus. O que é uma blasfémia?
Vamos ler em João 10:33 “Responderam-lhe os judeus: Não é por nenhuma obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfêmia; e porque, sendo tu homem, te fazes Deus.” E vamos ler também em Lucas 5:21 “Então os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que profere blasfêmias? Quem é este que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão só Deus?”
Nota: Um homem que declara ter poder para perdoar pecado, está a blasfemar. Blasfemou Jesus? Não. Porquê? Ele é Deus.
Vamos rever... A ponta pequena de Daniel 7 e o animal de Apocalipse 13 são o mesmo poder. Este poder:
1- Sair da Roma pagã. Raízes romanas. Daniel 7:7,8,23,34.
2- Surgirá depois da queda de Roma pagã em 476 d.C. Daniel 7:24.
3- Surgirá na Europa. Daniel 7:8.
4- Derrotará três reinos. O terceiro reino, pertencente aos dez, foi derrotado em 538 d.C. É por esta altura que a ponta pequena sobe ao poder. Daniel 7:8,20,24.
5- Reinará durante 1260 anos desde 538 d.C., até 1798 e depois perderá o seu poder mundial. Nos últimos dias ganhará de novo o seu poder mundial. Daniel 7:25; Apocalipse 13:5.
6- Fará guerra e perseguirá os cristãos durante 1260 anos. Daniel 7:21,25; Apocalipse 13:7.
7- Terá à cabeça um homem que falará e verá por ela. Daniel 7:8.
8- Dirá blasfémias: declarará ser Deus na Terra e que tem o poder de perdoar pecados. Daniel 7:25; Apocalipse 13:5; João 10:33; Lucas 5:21.
9- Será diferente das outras nações da Europa: um poder religioso e político. Daniel 7:24; Apocalipse 13:4,8.
10- Será universal e mundial. Não terá limites fronteiriços, difundir-se-á por todas as nações. Apocalipse 13:3,7-8.
Isto é o que a Bíblia diz. Só temos de recorrer à História para ver quem cumpre esse 10 pontos. Gostava que parasse o estudo e se dedicasse a descobrir por si mesmo quem é este sistema POLÍTICO/RELIGIOSO.
Já investigou?
Então podemos continuar:
1. A Igreja Romana veio da própria Roma.
2. Ganhou poder sobre a Europa em 538 d.C., depois da queda de Roma.
3. surgiu na Europa.
4. Os três reinos que foram derrotados tinham crenças religiosas diferentes do papado e por isso foram depostos.
5. O papado governou de 538 d.C., até 1798 quando o general francês Berthier levou o papa preso e o mandou de volta para França. Aos olhos do mundo parecia que o papado tinha acabado. Os estudiosos da Bíblia previram a quedo do papado em 1798 baseados nesta profecia.
6. O papado foi responsável por martirizar milhões de cristãos fiéis durante a Idade Média, por estes não seguirem os ensinos não bíblicos da Igreja.
7. O papado é a cabeça da Igreja e vê e fala por ela.
8. O papado declara que tem poder de Deus de perdoar os pecados e que é o representante de Deus na Terra. O papa Leão XIII disse: “Temos nesta Terra o lugar do Deus Todo-Poderoso.” (The Great Encyclical Letters of Leo, XIII, pág. 304 ´As Grandes Cartas Encíclicas de Leão XIII´).. “O padre ora meramente para que os seus pecados sejam perdoados? Não, actuando como instrumento de Deus e ministro ordenado, ele perdoa verdadeiramente os pecados” (Reverendo William J.Cogan, Catecismo para Adultos, Chicago, IL: Adult Catechetical Teaching Aids Foundation, 1975, p. 78).
9. A cidade do Vaticano é o centro duma Igreja e dum estado independente. A Igreja é a única denominação que é também um império político.
10. A Igreja Romana é universal e mundial.

“Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos sete pecados, e para que não incorras nas suas pragas.” (Apocalipse 18:4)
Este texto sagrado é um apelo: “Sai dela, povo meu” se o seu coração foi sensibilizado pelo Espírito Santo a compreender este estudo. Deus o/a guiará nos passos seguintes. Amem.

GUERRA CÓSMICA: ENTRE O BEM E O MAL


Existem fantasias científicas que prendem a nossa imaginação. Viagem no tempo. O universo cheio de alienígenas de todos os tipos. Um universo cheio de conflitos e defeitos. Por mais estranho que possa parecer, o livro de Daniel revela uma guerra cósmica não muito diferente daquelas encontradas nas cenas de ficção científica. Na Terra, o surgimento e queda de impérios e reinos não simplesmente acontecimentos na história do mundo. Cada evento é uma parte da grande controvérsia que se iniciou muito tempo atrás entre Jesus e Satanás. Somente quando isto é visto no contexto desta batalha cósmica, o livro de Daniel pode ser entendido correctamente. O tema central do livro de Daniel é o drama cósmico tendo tido lugar na Babilónia antiga. Estes eventos são simbólicos do final do grande conflito que vai ter lugar no tempo final. Nos últimos dias, forças cósmicas trabalham na tentativa de destruir aqueles que são fiéis a Jesus.
Quem é derrotado na abertura do livro de Daniel? (Daniel 1:1,2)
“...No ano terceiro do reinado de Joaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilónia, a Jerusalém, e a sitiou...”
O que ultimamente tem acontecido ao povo de Deus? (Daniel 12:1)
“... e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo...”
O PODEROSO PROTETOR
O tema cósmico da batalha entre as forças do bem e do mal. Nesta guerra, o vilão é Satanás e o protector é Jesus. Bem como na batalha cósmica na Babilónia antiga, Jesus vai ser o grande protector do povo de Deus no tempo do fim. Vamos ver como o livro de Daniel apresenta Jesus como o poderoso protector do povo de Deus.
Após Nabuconodosor haver lançado Sadraque, Mesaque e Abedenego dentro da fornalha ardente, quantas pessoas ele viu no fogo e Como se parecia este homem caminhando pelo fogo com Sadraque, Mesaque e Abedenego? (Daniel 3:25)
“... Eu, porém, vejo quatro homens soltos, que andam passeando dentro do fogo, e nenhum dano sofrem... e o aspecto do quarto é semelhante a um filho dos deuses...”
NOTA: Enquanto que Nabucodonosor lançou só três homens dentro da fornalha, ele agora vê um quarto homem caminhando com os outros três. Nabucodonosor reconheceu que estava a ver alguma coisa sobrenatural – um “filho dos deuses”. Quando os servos de Deus caminham em meio às mais difíceis dificuldades, o Filho de Deus vai com eles. Aqui está a tremenda figura de Jesus. Ele vem para proteger o Seu povo fiel no meio das provas de fogo. Jesus é o Protector.
Descreva Aquele que deu encorajamento a Daniel numa das suas visões e o Ser que apareceu a João como o Revelador do livro de Apocalipse. (Daniel 10:5,6 e Apocalipse 1:13-16)
“... levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, cujos ombros estavam cingidos com ouro puro de Ufaz; o seu corpo era como turquesa, e o seu rosto como um relâmpago, os seus olhos, como tochas de fogo, os seus braços e os seus pés brilhavam como cor de bronze açacalado; e a voz das suas palavras era como duma multidão...” (Daniel 10:5,6)
“... e no meio dos candeeiros um semelhante a Filho de Homem, com vestes compridas e cingido, à altura do peito com um cinto de ouro... os olhos como chama de fogo; os pés, semelhantes a latão reluzente como que refinado numa fornalha... a voz, como a voz de muitas águas... o seu rosto brilhava como o sol , na sua força.” (Apocalipse 1:13-16)
NOTA: Comparando as descrições que vimos, concluímos que Daniel e João viram a mesma pessoa.
Quem é Este que apareceu a Daniel e João? (Apocalipse 1:13)
“...Um semelhante a o filho do Homem...”
NOTA: Jesus é apresentado como sendo O Filho do Homem no Apocalipse e Filho de Deus em Daniel. O único apresentado como o Protetor, Aquele que mantém constante comunhão com Seus servos tanto nos tempos do Antigo quanto do Novo Testamento, não é nenhum outro senão Jesus.
O OPRESSOR
Que nomes são usados pela Bíblia para aquele que se opõe a Jesus e que tipo de ser esse quando ele foi criado? (Apocalipse 12:9, Isaías 14:12, Ezequiel 28:12-15)
“... E foi expulso o grande dragão , a antiga serpente , que se chama Diabo e Satanás , o sedutor de todo o mundo ...” (Apocalipse 12:9)
“... Como caíste do céu, ó estrela da manhã , filha da alva !” (Isaías 14:12)
“...Perfeito eras nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado, até que se achou iniquidade em ti ...” (Ezequiel 28:15)
NOTA: Deus não criou um demónio mal. Ele criou um anjo perfeito chamado Lúcifer. Lúcifer se tornou mal porque ele assim escolheu.
O que Lúcifer tentou fazer e como resultado de sua rebelião, o que aconteceu a ele? (Isaías 14:13 e Apocalipse 12:7-9)
“... tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono ; e no monte da congregação me assentarei ...” (Isaías 14:13)
“... E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente... e, com ele, os seus anjos...” (Apocalipse 12:9)
NOTA: Lúcifer procurou se sentar onde se assentava Deus. Ele procurou colocar regras onde Deus colocou regras. Ele sentiu que poderia ser melhor que Deus regendo o universo, então se rebelou contra Deus. Uma guerra teve lugar no céu, não em alguma parte remota do universo. A rebelião que se iniciou com Lúcifer finalmente em ser lançado fora do céu.
Quando Lúcifer foi lançado fora do céu, quem ele procurou enganar e como ele engana o povo? (Apocalipse 12:12 e 2 Coríntios 11:12-15)
“... Ai dos que habitam na terra e no mar! pois o Diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta...” (Apocalipse 12:12)
“... E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz ... Não é muito, pois, que também os seus próprios ministros se transformam em ministros de justiça ...” (2 Coríntios 11:14-15)
NOTA: Tenham cuidado os habitantes da terra e do mar O diabo está cheio de fúria porque seu tempo é curto. Satanás não aparecerá como sendo mal. Ele tentará enganar o povo professando ter grande luz e verdade.
Satanás pode realmente operar milagres e até quem ele vai enganar? (Apocalipse 16:12,14 e Mateus 24:24)
“... Porque eles são espíritos de demónios, que fazem sinais...” (Apocalipse 16:14)
“... porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios escolhidos.”(Mateus 24:24)
NOTA: Os enganos de Satanás nos últimos dias vão ser tão convincentes que muitos vão ser enganados. Nossa fé não pode descansar em milagres, sinais ou prodígios; nossa fé tem que descansar segura somente na Palavra de Deus.
Com quem o povo de Deus vai fazer contenda nas batalhas da vida e como poderão os cristãos resistir ao adversário? (Efésios 6:11-13)
“... Revesti-vos de tomai toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo .... porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue e sim contra os principados e potestades, contra os príncipes das trevas deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestes.”
NOTA: Os cristãos não estão em guerra com outro povo, mas contra as forças que procuram constantemente nos destruir. O Novo Testamento claramente amplifica o que foi revelado por Daniel. Há uma grande controvérsia acontecendo entre Jesus e Satanás, uma batalha sendo enfrentada por qualquer pessoa.
O que é esta armadura? (Efésios 6:14-17)
“... Estai, pois, firmes, cingindo-vos com a verdade e vestindo-vos com a couraça da justiça. Calçai os pés com a preparação do evangelho da paz; embraçando sempre o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus...”
NOTA: Nossa única defesa contra as ciladas do inimigo é a firme confiança em Jesus, um profundo relacionamento pessoal com Ele, e um contínuo estudo de Sua palavra. Este é o único meio de vencer o inimigo. Existe uma grande guerra cósmica entre Jesus e Seus anjos e Satanás e seus anjos. Atrás destas cenas da história humana, forças invisíveis estão trabalhando. Uma batalha está sendo travada em toda alma. A boa nova do livro de Daniel é que Deus vai ter a vitória, Satanás e suas hostes vão ser derrotados, e o povo de Deus vai ser vitorioso.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A PONTA PEQUENA DA PROFECIA DE DANIEL 7 - ESTUDO SIMPLES

Hoje, vamos fazer uma leve introdução a este tema da "ponta pequena", por ser um assunto complexo faremos em duas partes; estudo simples e estudo aprofundado.
O capítulo inicia ao prover uma data para a visão, pois no verso 1 diz: "No primeiro ano de Belsazar". Nabucodonosor havia falecido há nove anos. Os seus sucessores no trono não foram pessoas de grande nível, e Belsazar que vai terminar com a cabeça de ouro, foi de carácter fraco. Tratava-se de um período de incerteza política para todos, inclusive para os judeus que viviam em Babilônia. O Próprio Daniel já não era mais um jovenzinho. Achava-se por volta dos setenta anos, embora com certeza ainda estivesse na ativa(Veja Daniel 8:27).
A queda de Babilônia(capítulo 5) e sua experiência na cova dos leões(capítulo 6) ainda se encontravam no futuro, pois os capítulos de Daniel não estavam em ordem cronológica. Entretanto, 50 anos haviam decorrido desde a visão do capítulo 2.
Era noite. Daniel estava dormindo - talvez depois de um dia de profunda oração e cuidadoso estudo da profecia da imagem. Águas encheram a vista que tinha diante de si - águas em movimento, agitadas e envolvidas em tumulto pelos ventos que provinham de todas as direções. Repentinamente, enquanto seus olhos tentavam acompanhar a agitação incessante das ondas, sua admiração foi despertada para o aparecimento de um enorme leão, semelhante ao qual ele jamais havia visto outro antes. O leão possuía asas! Enquanto Daniel observava, as asas foram "arrancadas" e "lhe foi dada mente de homem", e foi colocado em pé, "como homem". Daniel 7:4.
O leão não abandonou a cena, mas a atenção de Daniel foi a seguir desviada para um urso que aparecia; este se mostrava estranhamente mais alto de um lado que do outro. O urso "se levantou sobre um dos seus lados", observou Daniel. Além disso, ele trazia três costelas na boca. Verso 5. O urso saliente de um dos lados foi logo ladeado por um leopardo possuidor de quatro cabeças e quatro asas(verso 6), aos quais se seguiu um monstro aterrador que desafiava qualquer classificação zoológica. Daniel jamais havia visto qualquer coisa a que pudesse comparar esse animal. Ele o descreve como "terrível, espantoso, sobremodo forte", "diferente de todos os animais que apareceram antes dele". Daniel acrescenta, então, que o animal possuía "dez chifres". Este animal extremamente feio, postado evidentemente num pedaço de solo, apareceu na visão com aspecto ameaçador e assassino, com enormes unhas de bronze e dentes de ferro. Ele "devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava". Versos 7 e 19.
Enquanto contemplava maravilhado o estranho e selvagem animal, Daniel - embora assustado - pôde discernir o décimo primeiro chifre, "pequeno", tentando fazer espaço para si entre os outros dez; em seguida percebeu que, daqueles 10 chifres, três se tornavam frouxos, caíam, e cediam o seu espaço para o chifre pequeno. "E eis que neste chifre haviam olhos, como os de homem, e uma boca que falava insolência." Verso 8. Neste ponto a atenção de Daniel foi desviada misericordiosamente da horrível cena que tinha diante de si, sendo conduzida para uma grande e gloriosa cena no Céu. Lá ele pôde ver o Ancião de Dias em sua obra de julgamento, próximo ao fim dos dias. O profeta viu ainda a Quarta besta morta, enquanto "domínio, e glória, e o reino" foram dados a "um como o Filho do homem". Versos 9 a 14.
Ele tinha razão em sentir-se grandemente aliviado. Por certo assim aconteceu. Mas ele também continuou profundamente impressionado com a Quarta besta e seus 10 chifres, a ainda mais especialmente com o "chifre pequeno". Percebendo que se aproximava uma pessoa útil e agradável, alegrou-se logo muitíssimo ao descobrir que se tratava de um personagem celestial, o qual podemos imaginar como sendo um anjo. Este se colocou ao lado do profeta. Daniel pediu ao anjo que lhe contasse "a verdade acerca de tudo isto". Verso 16. O anjo respondeu simplesmente: "Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da Terra." Imediatamente o ser celestial chamou a atenção do profeta para o final feliz da visão: "Os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo sempre, de eternidade em eternidade." Versos 17 e 18. Mas Daniel não ficou satisfeito com esse resumo! Ele suplicou ao anjo(Verso 19 a 22) que lhe concedesse detalhes acerca do quarto animal e seus chifres. Graciosamente, o anjo acedeu(Versos 23 a 27). Depois que o anjo terminou a primeira parte da explanação, disse ele a Daniel- e, através do profeta a todos nós- "O quarto animal será um quarto reino da Terra". Verso 23.
A partir do momento em que sabemos que o quarto animal, reconhecemos estar tratando da mesma série de potências mundiais que encontramos pela primeira vez no sonho da estátua de Nabucodonosor, apresentado no capítulo 2: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma, seguidos na seqüência de eventos pelo reino de Deus. Babilônia, representada na grande estátua pela cabeça de ouro, é apropriadamente representada por um leão, o rei dos animais. As pessoas que visitam Babilônia podem ainda hoje ver as figuras de leões em baixo-relevo nos muros e paredes construídos com tijolos queimados; podem ver também o enorme leão de pedra que, depois de 2400 anos, ainda está agachado sobre uma mulher de pedra, caída. O Império Medo-Persa, simbolizado na grande estátua pelo peito e braços de prata, é facilmente distinguível como o urso com um dos seus lados mais alto, em Daniel 7. Nossa identificação será plenamente confirmada mais tarde, quando chegarmos em Daniel 8, onde os dois chifres desiguais de um carneiro são explicitamente identificados como os reis da Média e da Persa. O ventre e coxas da estátua representam a Grécia. O mesmo ocorre com o leopardo do presente capítulo. Em Daniel 8, o bode que ataca o carneiro medo-persa será interpretado como o "rei da Grécia". Por fim, as pernas de ferro que representavam Roma em Daniel 2, são aqui substituídas pelo animal terrível e espantoso, para o qual não parece haver classificação zoológica. Assim, não pode haver dúvida quanto a identificação das quatro bestas; quanto às águas, também é fácil identificá-las segundo a Bíblia. Apocalipse 17 :15 afirma que águas simbólicas são: "povos, multidões, nações e línguas".
Talvez você queira verificar os textos de Isaías 17:12 e 13, e Jeremias 46:8; 47:1 e 2. A mente de homem significa a mudança do caráter de Babilônia após a morte de Nabucodonosor. As três costelas na boca do urso podem ser identificadas como Babilônia, Lídia e Egito, as três principais entidades conquistadas pelo Império Medo-Persa. Asas denotam facilmente a presença de velocidade. Habacuque 1:8 descreve a cavalaria babilônica como lançando os seus ataques com a velocidade de águias, e a rapidez demonstrada por Alexandre à frente dos exércitos gregos obteve admiração do mundo. Partindo praticamente do nada, Alexandre uniu entre si os contenciosos gregos e conquistou o poderoso império persa em doze curtos anos. Ele conquistou os persas e morreu quando estava com apenas 32 anos de idade! As quatro cabeças do leopardo estão identificadas em Daniel 8:22 como os quatro reinos em que seria dividido o império helenístico de Alexandre após a sua morte. -Cassandro ficou com a Macedônia e a Grécia; -Lisímaco tomou a Trácia e grande parte da Ásia Menor; -Ptolomeu reteve o Egito, a Cirenaica e a Palestina; -Seleuco ficou com o restante da Ásia(isto é, a Síria e as terras que Alexandre conquistara no leste).
O Chifre Pequeno[Os Sinais identificadores]: Daniel 7 provê oito marcas identificadoras, que nos ajudam no trabalho de identificação do chifre pequeno. Estas podem ser assim enunciadas: 1-Ele surgiu da Quarta besta. Versos 8 e 24. 2-Ele apareceu depois dos dez outros chifres. 3-Ele era pequeno quando foi contemplado pela primeira vez, mas com o passar do tempo veio a tornar-se "mais robusto do que os seus companheiros" Versos 8 e 20. 4 -De diante desse chifre deveriam cair três outros, de modo que, diante de seu aparecimento, estes "foram arrancados". Versos 8 e 24. 5-Nesse chifre "havia olhos como os de homens, e uma boca que falava com insolência", dirigindo suas palavras "contra o Altíssimo". Versos 8 e 25. 6-Ele haveria de "magoar[ou destruir] os santos do Altíssimo". Verso 25. 7-Uma de suas pretensões seria "mudar os tempos e a lei" Verso 25. 8-Foi-lhe concedido poder especial durante "um tempo, dois tempos e metade de um tempo". Verso 25.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O SEGREDO PARA OBTER A PAZ PESSOAL – DANIEL 4

HOJE vamos conhecer o único capítulo da Bíblia que foi escrito por um rei pagão. Trata-se de Daniel 4, escrito pelo rei Nabucodonosor, que nos conta como ele se converteu. Vamos em frente com a preciosa ajuda do Espírito Santo.
“1 Nabucodonosor rei, a todos os povos, nações, e línguas, que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada.
2 Pareceu-me bem-fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus, o Altíssimo, tem feito para comigo.
3 Quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas! O seu reino é um reino sempiterno, e o seu domínio de geração em geração.” (Dan. 4:1-3).
Nabucodonosor diz-nos que descobriu o segredo para alcançar paz. (v. “Paz vos seja multiplicada”). Ele vai mostrar-nos como se pode encontrar paz em Deus e não nas coisas deste mundo.
Lembre-se que ele era o rei mais rico e poderoso do mundo. Leia: ”Eu, Nabucodonosor, estava sossegado em minha casa, e próspero no meu palácio.” (Dan. 4:4). Tinha tudo aquilo que este mundo tem para oferecer, mas não tinha vida eterna, nem paz com Deus. Contudo, Deus vem até ele para o levar a concentrar a sua atenção nas coisas eternas, e não nos prazeres passageiros deste mundo. Vamos ler a história tal como aconteceu: “5 Tive um sonho que me espantou; e estando eu na minha cama, os pensamentos e as visões da minha cabeça me perturbaram.
6 Portanto expedi um decreto, que fossem introduzidos à minha presença todos os sábios de Babilónia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.
7 Então entraram os magos, os encantadores, os caldeus, e os adivinhadores, e lhes contei o sonho; mas não me fizeram saber a interpretação do mesmo.
8 Por fim entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos; e eu lhe contei o sonho, dizendo:
9 Ó Beltessazar, chefe dos magos, porquanto eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum mistério te é difícil, dize-me as visões do meu sonho que tive e a sua interpretação.” (Dan. 4:5-9)
Deus fá-lo ter um sonho. Ele chama de novo os mesmos sábios que não conseguiram ajudá-lo numa situação semelhante em Daniel 2. Porque é que não chamou Daniel de imediato? Ele sabia que Daniel poderia interpretar os sonhos.
Será que tinha medo da verdade? Às vezes somos assim. Evitamos as verdades de Deus porque temos medo que elas nos magoem. (Isto é apenas aquilo que Satanás quer que pensemos.) As verdades da palavra de Deus e o dom da vida eterna nunca irão ferir-nos. Elas visam salva-nos e melhorar a nossa vida.
(João 8:32 “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.)
Vejamos como o rei reage ao que Daniel tem para lhe dizer.
“10 Eram assim as visões da minha cabeça, estando eu na minha cama: eu olhava, e eis uma árvore no meio da terra, e grande era a sua altura;
11 crescia a árvore, e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até o céu, e era vista até os confins da terra.
12 A sua folhagem era formosa, e o seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos; debaixo dela os animais do campo achavam sombra, e as aves do céu faziam morada nos seus ramos, e dela se mantinha toda a carne.
13 Eu via isso nas visões da minha cabeça, estando eu na minha cama, e eis que um vigia, um santo, descia do céu.
14 Ele clamou em alta voz e disse assim: Derrubai a árvore, e cortai-lhe os ramos, sacudi as suas folhas e espalhai o seu fruto; afugentem-se os animais de debaixo dela, e as aves dos seus ramos.
15 Contudo deixai na terra o tronco com as suas raízes, numa cinta de ferro e de bronze, no meio da tenra relva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais na erva da terra.
16 Seja mudada a sua mente, para que não seja mais a de homem, e lhe seja dada mente de animal; e passem sobre ele sete tempos.
17 Esta sentença é por decreto dos vigias, e por mandado dos santos; a fim de que conheçam os viventes que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até o mais humilde dos homens constitui sobre eles.
18 Este sonho eu, rei Nabucodonosor, o vi. Tu, pois, Beltessazar, dize a interpretação; porquanto todos os sábios do meu reino não puderam fazer-me saber a interpretação; mas tu podes; pois há em ti o espírito dos deuses santos.” (Dan. 10-18)
O rei conta-lhe que sonhou com uma grande árvore que foi cortada por ordem divina e roga a Deus que lhe diga o que isso significa.
Daniel precisa de alguns minutos até conseguir dizer ao rei o seu significado.
“19 Então Daniel, cujo nome era Beltessazar, esteve atónito por algum tempo, e os seus pensamentos o perturbaram. Falou, pois, o rei e disse: Beltessazar, não te espante o sonho, nem a sua interpretação. Respondeu Beltessazar, e disse: Senhor meu, seja o sonho para os que te odeiam, e a sua interpretação para os teus inimigos.” (Dan. 4:19)
Daniel fica muito preocupado com este sonho. Ele apercebe-se que não tem uma mensagem favorável, mas, de qualquer forma, conta a verdade ao rei.
“20 A árvore que viste, que cresceu, e se fez forte, cuja altura chegava até o céu, e que era vista por toda a terra;
21 cujas folhas eram formosas, e o seu fruto abundante, e em que para todos havia sustento, debaixo da qual os animais do campo achavam sombra, e em cujos ramos habitavam as aves do céu;
22 és ,tu, ó rei, que cresceste, e te fizeste forte; pois a tua grandeza cresceu, e chegou até o céu, e o teu domínio até a extremidade da terra.
23 E quanto ao que viu o rei, um vigia, um santo, que descia do céu, e que dizia: Cortai a árvore, e destruí-a; contudo deixai na terra o tronco com as suas raízes, numa cinta de ferro e de bronze, no meio da tenra relva do campo; e seja molhado do orvalho do céu, e seja a sua porção com os animais do campo, até que passem sobre ele sete tempos;
24 esta é a interpretação, ó rei é o decreto do Altíssimo, que é vindo sobre o rei, meu senhor:
25 serás expulso do meio dos homens, e a tua morada será com os animais do campo, e te farão comer erva como os bois, e serás molhado do orvalho do céu, e passar-se-ão sete tempos por cima de ti; até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
26 E quanto ao que foi dito, que deixassem o tronco com as raízes da árvore, o teu reino voltará para ti, depois que tiveres conhecido que o céu reina.” (Dan. 4:20-26).
Daniel diz ao rei que ele é a árvore. Deus está a preparar-se para executar o Seu julgamento sobre ele devido aos seus pecados. Deus tinha tentado de diferentes formas que o rei se arrependesse. Mostrou-lhe todos os factos que lemos nos capítulos 2 e 3. Mas o rei recusou arrepender-se. Então, como é dito no capítulo 4, Deus vem até ele e diz: “Vou dar-te uma última oportunidade. Eu amo-te e quero que te salves. Mas, se continuares a pecar, perder-te-ás.”
Deus foi misericordioso ao prevenir o rei de que o tempo estava a esgotar-se. Deus não quer que ninguém se perca, portanto Ele avisa-nos. Mas depende de cada pessoa aceitar Cristo. Deus respeita as nossas escolhas. Não nos obriga a nada. Se recusamos ou adiamos a entrega do nosso coração a Deus, Ele respeita essa escolha. Mesmo que isso signifique que nos vamos perder. Eu quero sempre tomar as decisões certas para seguir a Deus, e você?
Daniel reconhece que é um momento crucial para o rei.
Daniel 4:27: “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e as tuas iniquidades, usando de misericórdia com os pobres, se, porventura, se prolongar a tua tranquilidade.”
Daniel apela ao rei que se converta. Há aqui uma questão importante que não quero que deixemos para trás. Repare na forma como Daniel define conversão. Ele diz que ela envolve um “rompimento com os nossos pecados”. É difícil pôr de lado alguns pecados, mas Deus ajudar-nos-á se o fizermos com fé e pela Sua graça.
Como podemos afastar-nos do pecado? Daniel diz que “rompemos” com o pecado “pela justiça”. Justiça é “fazer o bem.” A única forma de encontrar poder para fazer o bem é pedir a Jesus que entre no nosso coração (Filipenses 1:11).
Infelizmente, o rei adiou a sua decisão de seguir o concelho de Daniel:
“28 Tudo isso veio sobre o rei Nabucodonosor.
29 Ao cabo de doze meses, quando passeava sobre o palácio real de Babilónia,
30 falou o rei, e disse: Não é esta a grande Babilónia que eu edifiquei para a morada real, pela força do meu poder, e para a glória da minha majestade?
31 Ainda estava a palavra na boca do rei, quando caiu uma voz do céu: A ti se diz, ó rei Nabucodonosor: Passou de ti o reino.
32 E serás expulso do meio dos homens, e a tua morada será com os animais do campo; far-te-ão comer erva como os bois, e passar-se-ão sete tempos sobre ti, até que conheças que o Altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer.
33 Na mesma hora a palavra se cumpriu sobre Nabucodonosor, e foi expulso do meio dos homens, e comia erva como os bois, e o seu corpo foi molhado do orvalho do céu, até que lhe cresceu o cabelo como as penas da águia, e as suas unhas como as das aves.” (Dan. 4:28-33).
Um ano mais tarde, o rei ainda não tinha mudado. Ele não reconhecia Deus como Soberano e Senhor da sua vida. “Não é esta a grande Babilónia que eu edifiquei..., com a força do MEU poder, e para glória da MINHA magnificência?” Deus, relutantemente, retira as Suas bênçãos do rei e ele enlouquece.
Sabe qual é a grande causa da perda das pessoas? É o ADIAMENTO – adiar uma decisão de deixar o pecado e ir a Jesus. Por isso é tão importante dizer “sim” a Deus quando estamos convictos de que O queremos seguir. Tomei a decisão de me esforçar para seguir imediatamente as convicções que eu recebo da palavra de Deus e não adiar.
Tenho visto que quando a pessoa adia, o diabo fá-la cair na armadilha da desobediência e, um dia, é tarde de mais. Tenho a certeza que Nabucodonosor estava profundamente afectado pelas palavras de Daniel e tinha toda a intenção de as seguir, mas achava que não precisava de o fazer já. Que erro trágico. Felizmente este não é o fim da história. Deus é muito misericordioso.
“34 Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonosor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração.
35 E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?
36 No mesmo tempo voltou a mim o meu entendimento; e para a glória do meu reino voltou a mim a minha majestade e o meu resplendor. Buscaram-me os meus conselheiros e os meus grandes; e fui restabelecido no meu reino, e foi-me acrescentada excelente grandeza.
37 Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, e exalto, e glorifico ao Rei do céu; porque todas as suas obras são rectas, e os seus caminhos justos, e ele pode humilhar aos que andam na soberba.” (Dan. 4:34-37)
Nabucodonosor finalmente aprende a lição que o leva ao arrependimento e a uma mudança de coração. Consciencializa-se que Deus é o Soberano do universo e que (verso 35) “segundo a sua vontade ele opera ... não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes?” Quando o rei aprendeu esta lição, a sua razão voltou.
Esta é uma lição muito importante também para nós. Muitos argumentam com Deus. Tentam questioná-l´O, tal como Nabucodonosor. Não devemos questionar a autoridade de Deus e o direito de fazer as coisas à Sua maneira. Podemos não entender sempre, mas temos de confiar que Ele nos ama e obedecer-Lhe. Temos de aprender a responder a Deus segundo a Sua palavra e obedecer-Lhe sempre sem questionar e adiar.
Leia de novo o versículo 37. Outra lição é que o ORGULHO leva a que muitos percam a vida eterna. O orgulho é o embrião de todo o pecado. O orgulho diz: “Vou fazer as coisas à MINHA MANEIRA independentemente do que Deus diz.” O orgulho pecaminoso tem de ser abandonado.
Nabucodonosor encontrou a paz que só Deus pode dar. Gostaria de terminar o nosso estudo lendo quatro textos das Escrituras que nos dizem como podemos ter também essa paz.
1- João 3:16:” Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” Crer que Deus nos ama imensamente. Jesus morreu por nós.
2- Actos 11:18: “Ouvindo eles estas coisas, apaziguaram-se e glorificaram a Deus, dizendo: Assim, pois, Deus concedeu também aos gentios o arrependimento para a vida.” Arrependermo-nos dos nossos pecados porque eles causam dor a Deus.
3- 1ª João 1:9: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” Confessar os nossos pecados a Jesus em oração.
4- Apocalipse 3:20: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Permitir que ele entre no nosso coração para ser nosso amigo e dirigir a nossa vida.
Posso fazer-lhe uma pergunta pessoal acerca do que estudámos?
Já tomo esta decisão tão importante de seguir Cristo? Se perdesse a sua vida hoje, teria a certeza de que passaria a eternidade com Jesus? Deus abençoe a sua decisão. Amem!

domingo, 24 de janeiro de 2010

O PROCESSO LENTO DA MUDANÇA DO SÁBADO PARA O DOMINGO

Não creia que apresento este assunto para ferir ou magoar alguém, não. Oro ao Deus Eterno que me derrame sobre mim e sobre você o Espírito Santo, necessitamos do poder para compreender este assunto e tomar a decisão contra a "corrente". Deixe a Bíblia falar, nós perguntamos e ela responde, o Senhor nos abençoe em Jesus. Amém!
Introdução: Denifinição do Dicionário (KLS) relativa à palavra: LEI
"Lei - Regra necessária ou obrigatória: submeter-se a uma lei/Acto de autoridade soberana, que regula, ordena, autoriza ou veda: promulgar uma lei/Lei Divina, conjunto dos preceitos que Deus ordenou aos homens pela revelação.
Faz o Sábado parte da Lei Divina?
(Êxodo 20:8-11) - Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Qual, segundo a revelação, seria a atitude de Cristo em relação à Lei?
(Isaías 42:21) - O SENHOR se agradava dele por amor da sua justiça; engrandeceu-o pela lei, e o fez glorioso.
No primeiro discurso de Cristo, como se referiu à Lei?
(Mateus 5:17) - Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
A Lei de Deus é para durar por quanto tempo?
(Mateus 5:18) - Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
Nota: Torna-se óbvio por estas afirmações do Senhor Jesus que a Lei de Deus na qual se incorpora o Sábado como mandamento, não seria abolido na dispensação cristã, e que Cristo não tinha em mente fazer qualquer alteração a algum dos mandamentos. No entanto a prática cristã é bem diferente, ou seja, em vez de ter em alta estima a Lei de Deus e naturalmente o Sábado, guardam o Domingo, crendo que foi Cristo que fez esta abolição. Vemos nas próprias palavras do Senhor que não faz nenhuma alusão a alterar. Deve buscar-se, pois, em qualquer outra parte a responsabilidade dessa mundança.
Que disse Deus, pelo profeta Daniel (ver neste site o portal: viverpelaverdade), que o poder representado pela "ponta pequena" cuidaria em fazer?
(Daniel 7:25) - E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.
Que disse o Apóstolo Paulo, faria "o homem do pecado"?
(II Tessalonicenses 2:2,3) - Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.
Nota: Só existe um meio pelo qual qualquer poder pode exaltar-se acima de Deus, e esse é pretender mudar a Lei de Deus, e exigir obediencia à sua própria lei em lugar à Lei de Deus.
Que poder se atribui autoridade para mudar a Lei de Deus?
* O papado.
"O Papa é de tão grande autoridade e poder que ele pode modificar, explicar ou interpretar mesmo as leis divinas... O Papa pode modificar uma Lei Divina, visto o seu poder não provir de homem, mas de Deus, e ele age como representante de Deus na Terra." Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca, "Papa," art. 2.
Que mandamento da Lei de Deus especialmente cuidou o papado em mudar?
* O quarto mandamento.
"Eles (os Católicos) alegam que o Sábado foi mudado para o Domingo, o dia do Senhor, contrariamente ao Decálogo, como é evidente; nem existe exemplo algum de maior jactância do que a mudança do dia de repouso. Grande, dizem eles, é o poder e autoridade da Igreja, visto haver dispensado um dos Dez Mandamentos." - Augsburg Confessions, Art. XXVIII.
"Ela (a Igreja Católica Romana) subverteu o quarto mandamento, dispensando o Sábado da Palavra de Deus e substituindo-o pelo Domingo, como dia santificado." - S. Summerbell, em History of the Christians, p. 418.
Qual foi o propósito de Deus ao ordenar a Israel ao sanfiticar o Sábado?
(Ezequiel 20:20) - E santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR vosso Deus.
Como o Sábado foi dado para que o homem se lembrasse de Deus como Seu Criador, pode perceber-se imediatamente que um poder buscasse exaltar-se acima de Deus, um poder que procuraria em primeiro lugar cobrir ou remover aquilo que chama a atenção do homem para o Seu Criador. Isto não poderia ser feito com mais eficiência do que pondo de parte a memória divina - o Sábado do sétimo dia. A esse trabalho do papado faz Daniel referencia, ao dizer: "Ele cuidará em mudar os tempos e a lei." Daniel 7:25.
Reconhece o papado ter mudado o Sábado?
* Sim.
- Pergunta: Como podeis provar que a Igreja possui poder de ordenar festas e dias santos?
- Resposta: Pelo próprio acto da mudança do dia de descanso para o Domingo, o qual todos os Protestantes aceitam; e portanto, contradizem-se positivamente, observando o Domingo, e violando a maioria dos outros dias de festas ordenados pela mesma Igreja.
Abridgement of Christian Doctrine, plo Rev. Henry Tuberville, D.D., do Douay College, França (1649), p. 58.
- Pergunta: Tendes qualquer outra maneira de provar que a Igreja tem poder de instituir festas por preceito?
- Resposta: Não tivesse ela esse poder, e não poderia ter feito aquilo em que concordam todos os Dirigentes das Religiões Cristãs - não poderia ter substituído a observancia do Sábado do sétimo dia da semana, pela do Domingo, o primeiro dia, mudança para a qual não há autoridade Escriturística." Catecismo Doutrinal, do Reverendo Stephan Keenan, p. 174.
"A Igreja Católica, por sua própria e infalível autoridade criou o Domingo como dia santificado para substituir o Sábado, da Lei." Kansas City Catholic, de 9 de Fevereiro de 1893.
Reconhecem as autoridades católicas não ter a Bíblia mandamento algum para a santificação do Domingo?
"Podereis ler a Bíblia do Génesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do Domingo. As Escrituras ordenam a observancia religiosa do Sábado, dia que nós não santificamos." Cardeal Gibbons em The Faith of Our Fathers, edição de 1892, p. 111.
"O Domingo é uma instituição católica, e a sua observancia só pode ser defendida por principios católicos. De principio a fim das Escrituras não é possível encontrar uma única passagem que autorize a mudança do culto público semanal, do último para o primeiro dia da semana."
Catholic Press (Sidney, Australia), 25 de Agosto de 1900.
Reconhecem isso os escritores Protestantes?
* Sim.
O Dr. Edward T. Hiscox, autor do Manual Baptista, fez perante um grupo de pastores, a seguinte e sincera admissão: "Havia e há um mandamento de manda santificar o Sábado, mas esse Sábado não era o Domingo. Dir-se-á, entretanto, e com alguma demonstração de triunfo, que o Sábado foi transferido do sétimo dia para o primeiro dia da semana, com todos os seus deveres, privilégios e sanções. Sinceramente desejo de informação sobre esse assunto, que estudei por muitos anos, pergunto: Onde é possível encontrar-se o registo de uma tal mudança? Não no Novo Testamento, absolutamente não. Não existe prova escrituristica da mudança da instituição do Sábado do sétimo dia para o primeiro dia da semana.
"É claro" conua ele, "que sei prefeitamente ter o Domingo entrado em uso, como dia religioso, na primitiva história cristã, o que sabemos através dos pais da Igreja e de outras fontes. Que pena, porém, que ele nos venha assinalado com a marca do paganismo e baptizado com o nome do deus Sol, em seguida adoptado e sancionado pela apostasia papal, e legado ao protestantismo como uma doação sagrada." De um discurso feito a 13 de Novembro de 1893.
Presbiterianos: "O Sábado cristão (domingo) não se encontra na Escritura, e não era pela Igreja Primitiva chamado o Sábado." Tratado de Teologia de Dwight, vol. 4, p. 401.
Congregacionalistas: "Não existe na Bíblia mandamento que requeira de nós a observancia do primeiro dia da semana como sendo o Sábado cristão." Mode and Subjects of Baptism, por Fowler.
Episcopais: "A festa do Domingo, como todas as outras festividades, foi sempre uma ordenança simplesmente humana, e estava longe das cogitações so Apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina - longe deles e da Primeira Igreja Apostólica transferir para o Domingo as leis do Sábado." The History of the Christians Religion and Church, Neander, p. 186.
Metodistas: "É certo não haver mandamento positivo para o baptismo infantil... Também não o há para santificar o primeiro dia da semana." Theological Compend (1902), Rev. Amós Binney, ps. 180,181.
Luteranos: "A observancia do dia do Senhor (domingo) não se baseia em nenhum mandamento de Deus, mas sim na autoridade da Igreja." Augsburg Confession of Faith.
Como se processou esta mudança na observancia dos dias, subitamente ou gradualmente?
* Gradualmente.
"A Igreja Cristã não operou uma transferência formal de um dia para o outro, mas sim gradual e quase inconscientemente." The Voice from Sinai, Archdeacon F. W. Farrar, p. 167.
Nota. Esta é em si mesma, a prova de não ter havido mandamento divino para a mudança do Sábado.
Durante quanto tempo foi o Sábado observado na Igreja Cristã?
* Por muitos séculos. Efectivamente, a sua observancia nunca cessou completamente entre os cristãos.
Nota: Diz o Sr. Mrer, ilustre clérigo da Igreja da Inglaterra: "Os primitivos cristãos tinham grande veneração pelo Sábado e passavm o dia em devoção e sermões. E não é de duvidar que os próprios Apóstolos tenham tido esta pratica." Diálogos Sobre o Dia do Senhor, p. 189.
"O Sábado foi religiosamente observado na Igreja do Oriente, durante mais de trezentos anos depois da paixão do Salvador." Learned Treatise of the Sabbath, pelo Professor E. Brerwood, do Gresham College, Londres (Episcopal), p. 77.
Lyman Coleman, criterioso e sincero historiador, diz: "Retrocedendo até ao quinto século, foi contínua a observancia do Sábado na Igreja Cristã, mas com rigor e solenidade gradualmente decrescente, até ser de todo abolida." Ancient Christianity Exemplified, cap. 26, secção 2.
Diz o historiador Sócrates, que escreveu em medados do século V: "Quase todas as igrejas do Mundo celebram os sagrados mistérios no Sábado de cada semana; não obstante os cristãos de Alexandria e de Roma, em vista de alguma antiga tradição, recusaram-se a fazê-lo." Ecclesiastical historiy, Livro V, cap. 22.
Sozomen, outro historiador do mesmo período, escreveu: "O povo de Constantinopla e de outras cidade, congrega-se tanto ao Sábado como no dia imediato; costume esse que nunca é observado em Roma." Idem, Livro 7, cap. 19.
Tudo isto teria sido impensável e impossível caso houvesse sido dado um mandamento divino para a mudança do Sábado. As útimas duas citações mostram também que foi Roma a dar inicio a apostasia do Sábado.
Como se originou a observância do Domingo?
“A oposição ao judaísmo introduziu a festividade particular do domingo, muito cedo, realmente, em substituição do Sábado… A festa do Domingo, como todas as outras festividades, era de cariz humana, e estava longe do pensamento dos Apóstolos de o introduzir em substituição do Sábado (apesar da cultura e religiosidade pagã terem como dia de culto religioso o Domingo), longe deles e da Primeira Igreja Apostólica, transferir para o Domingo o mandamento do Sábado. No fim do segundo século, começou a surgir uma progressiva alteração do pensamento cristão, pois a esse tempo o homem (os pagãos) considerava pecado o trabalho aos domingos.” Church History, de Neander, p. 186.
Quem pela primeira vez promulgou por lei de observar o Domingo?
* Constantino o Grande.
“A mais antiga documentação relativa ao culto aos Domingo como imposição legar é o édito de Constantino, em 321 A. D., que decreta que as cortes de justiça, os habitantes da cidades e o comércio em geral, devessem repousar ao Domingo (venerabili die Solis) exceptuando-se apenas os que se empenhavam em trabalhos agrícolas.” – Enciclopédia Britânica, nona edição, artigo Domingo.
“Constantino o Grande fez uma lei para todo o Império, (321 A. C.), instituindo que o Domingo fosse observado como dia de repouso em todas as cidades e vilas; mas permitindo que os camponeses prosseguissem nos seus trabalhos.” – Enciclopédia Americana, artigo Sábado.
A que obrigava a Lei de Constantino?
“Que os juízes e o povo das cidades, bem como os comerciantes, repousem no venerável dia do Sol. Aos moradores dos campos, porém, concede-se atender livre e desembaraçadamente aos cuidados da sua lavoura, visto suceder frequentemente não haver dia mais adequado à sementeira e ao plantio das vinhas, pelo que não convém deixar passar a ocasião oportuna e privar-se a gente das provisões deparadas pelo Céu.” Édito de 7 de Março de 321, A. D., Corpus Júris Civilis cord., Liv. 3, Tit. 12,3.
Que testemunho dá Eusébio (270-336), célebre bispo e admirador de Constantino, reputado historiador eclesiástico?
“Todas as coisas, sejam quais forem, que era dever fazer ao Sábado, nós as transferimos para o dia do Senhor (Domingo).” – Commentary on the Psalms, Cox´s Sabbath Literature, Vol. 1, p. 361.
Nota: A mudança do Sábado foi o resultado dos esforços conjugados da Igreja e do Estado, e passaram-se séculos antes desta concertação.
Em que Concílio a Igreja proíbe o Sábado e adopta o Domingo?
“O sétimo dia, Sábado, foi… Cristo prestava culto neste dia, igualmente os Apóstolos e os Cristãos Primitivos, até ao Concílio de Laodicéia, de certo modo, foi neste Concílio que foi abolido inteiramente a sua observância… O concílio de Laodicéia (364 A. D.)… estabeleceu pela primeira vez a observância do dia do Senhor.” – Dissertation ond the Lord´s Day Sabbath de Prynne, p. 163.
História das primeiras denegações Bíblicas
* “Os Cristãos não deverão judaizar e permanecer ociosos no Sábado, mas trabalharão nesse dia… Se, porém, forem achados a judaizar (observar o Sábado), serão separados de Cristo.” History oh the Conusils of the Church, de Hefele, Vol. 2, p. 316.
“Em 386, sob Graciano. Valenciano e Teodósio, foi decretado que todo o litígio e trabalho devessem cessar (ao domingo) …
“Entre as doutrinas prescritas em carta do Papa Inocêncio I, escrita no último ano do seu pontificado (416), lê-se que o Sábado devia ser observado como dia de jejum…
“Em 425, sob Teodósio o Jovem, foi remendada a abstenção de ir a teatros e circos (aos domingos) …
“Em 538, no Concílio de Orleans, … foi ordenado que tudo quanto era previamente permitido ao Domingo fosse legar; mas houvesse abstenção do trabalho de arar a terra, ou nas vinhas, derrubadas, colheitas, debulha, plantação e cercas, a fim de que o povo pudesse mais facilmente frequentar a igreja…
“No ano 590 o Papa Gregório, em carta ao povo romano, denunciou como profetas do anticristo os que mantivessem que se não devia trabalhar no sétimo dia.” Law of Sunday, por James T. Ringgold, ps. 265-267.
Nota: A última citação é demonstrativa que no ano de 590 havia na Igreja os que ensinavam a respeitar o Sábado, o sétimo dia.
De quem diz a Bíblia que somos servos?
(Romanos 6:16) – Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
Quando o Senhor Jesus fosse tentado a adorar Satanás, qual foi a Sua resposta?
(Mateus 4:10,11) – Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.
Que pensam os Católicos dos Protestantes por estes observarem o Domingo?
“Foi a Igreja Católica que, por autorização de Jesus Cristo, transferiu este repouso para o Domingo, em comemoração da ressurreição de nosso Senhor. Assim, a observância do Domingo pelos Protestantes é uma homenagem que, contra si próprios, prestam à autoridade da Igreja (Católica).” – Plain Talk About Protestantism f Today, por Mons. Ségur, p. 213
Como se refere o Senhor Jesus ao culto que não está em conformidade com os Mandamentos de Deus?
(Mateus 15:9) – Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.
Quando Israel apostatou, e o culto a Baal se generalizou, qual foi o apelo de Elias?
(I Reis 18:21) - Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o.

Conclusão: Em tempos de ignorância Deus tolera o que de outro modo seria pecado; mas quando a Sua luz chega e anuncia a todos os homens e em todo o lugar que se arrependam. Qual deve ser a atitudes que este devem tomar?
Qual será a sua decisão?

sábado, 23 de janeiro de 2010

A QUESTÃO DA MARCA DA BESTA NO APOCALIPSE: 666



O que é a marca da besta? A maioria das pessoas diz que a marca da besta é o 666 tatuado na mão ou na testa. Será isso? Vamos ver o que a Bíblia diz em…Apocalipse 13:16,17: “E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse a marca, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.
Quantas coisas estão referidas que as pessoas devem ter para poder comprar ou vender? Devem ter um destes três itens:
1. A marca;
2. O nome;
3. O número do seu nome.
Qual deles é o 666? É a marca, o nome ou o número do nome? O próximo versículo diz-nos. Vamos ler em Apocalipse 13: 18 (leia na sua Bíblia) “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.”
O 666 é o número do nome da besta. Não é a marca da besta. O nome é uma coisa, o número é outra e a marca da besta é diferente de ambos. Muitos cristãos foram levados a crer que a marca é o 666. Portanto, estão à procura de algo que nem sequer está previsto na Bíblia.
É importante saber o que é a marca da besta. Os avisos mais temíveis na Bíblia são dados àqueles que recebem a marca.
Apocalipse 14:9,10 “Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.”
Como é que as pessoas podem evitar a marca da besta se não sabem o que ela é? Se pensam que é o 666, então não saberão o que recusar. É por isso que é tão importante entender este assunto.
Se não é o 666 então o que é exactamente a marca da besta? Hoje vamos estudar o que a Bíblia diz. Vamos rever a identidade da besta. Encontramos em Apocalipse 13:1-3 a descrição desta besta.
Apocalipse 13:1-3 “Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças nomes de blasfémia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade. Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta.” (apresentamos os textos bíblicos, apelamos a que confira na sua Bíblia). Num dos nossos estudos anteriores explicamos que a besta e a ponta pequena de Daniel 7 são a mesma coisa.
Lembra-se do que aprendemos em relação ao que eles representam? (Resposta: o papado romano). Não se esqueça que isto não quer dizer que quem pertencer à Igreja Romana é a besta ou tem a marca. Deus tem pessoas verdadeiras em todas as Igrejas. Em vez disso, significa que o sistema de adoração não segue a Bíblia e terá um papel relevante nos últimos dias.
Os números na Bíblia são simbólicos. O sete representa a perfeição ou totalidade. Deus criou o mundo em sete dias e descansou no Sábado. Seis é o número do homem. Ele foi criado no sexto dia. Assim, o 666 representa o papado exaltando-se acima da autoridade de deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Agora vamos ver o contexto em que aparece a marca da besta. Vai dar-nos pistas acerca do que a marca da autoridade do papado quer provar – que é Deus na Terra.
O livro do Apocalipse descreve dois grupos de pessoas nos últimos dias. Um é leal a Deus e o outro é desleal.
Apocalipse 14:9-12 (ler) "Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus."
Os dois grupos são: de um lado aqueles que adoram a besta e recebem a sua marca e do outro os que são leais a Deus e guardam os Seus mandamentos.
Um adora o Criador; o outro adora a besta.
Apocalipse 14:7 “Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” Nos últimos dias, Deus chama-nos para O adorarmos como Criador.
Apocalipse 14:9 “Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão,” E avisa-nos para não seguirmos a besta.
Cada um destes dois grupos tem a sua marca ou selo para os representar.
Acabámos de ler acerca da marca em Apocalipse 13:16. Agora vamos ler acerca do selo que Deus coloca
no Seu povo obediente e fiel.
Apocalipse 7:2,3 “E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: Não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus.” O povo fiel de Deus, que O adora como Criador, está selado com o selo de Deus na testa. O povo do inimigo que adora a besta está marcado com a marca da besta.
Portanto, temos dois grupos de pessoas que estão definidos pela forma como adoram a Deus. Um adora-O como Criador; o outro segue uma prática de culto estabelecida pelo papado. O povo de Deus está simbolicamente selado por causa da sua lealdade. E o outro grupo está marcado com a autoridade do papado.
O que é exactamente a marca e o selo? Primeiro vamos identificar o selo de Deus e depois vamos ver o que é a marca da besta.
O que é que Deus sela entre o Seu povo?

Isaías 8:16 “Ata o testemunho, sela a lei entre os meus discípulos.” Os selos estão associados aos docum entos legais. Para se vender uma propriedade, tem de ser feito um papel oficial com um selo. Portanto, o selo de Deus faz parte de um documento legal – os dez mandamentos. Ele diz: “sela a lei entre os meus discípulos.”
Todos os selos têm de ter três elementos: o nome da pessoas cuja autoridade é representada pelo selo; o título oficial; e o território sobre o qual tem autoridade. Os presidentes dos países têm selos. O selo do Presidente dos Estados Unidos da América tem os três elementos: o nome: (presidente actual); o título: Presidente; e o território: Estados Unidos da América. O selo de um notário público também tem esses três elementos.
O que é o selo de Deus? Sabemos que está relacionado com a Sua lei. Mas que parte da lei de Deus contém os três elementos de um selo? Vamos ler os dez mandamentos para descobrir. Só há um lugar na lei onde encontramos os três elementos. É no quarto mandamento. Vamos lê-lo...Êxodo 20:8-11
“8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.” Aqui estão eles. O SEU nome...O SENHOR, O Seu título: Criador e Mantenedor. O Seu território: o Céu e a Terra.
Sem o seu selo no quarto mandamento esta lei seria um documento sem selo e não oficial. Então os mandamentos poderiam ser atribuídos a qualquer deus ou pessoa. Buda podia dizer: “Não tenham outros deuses perante mim, etc.” Mas apenas o Deus verdadeiro podia selar a Sua lei com o Seu nome, título e território. Só Deus poderia dar a razão para obedecermos a estas leis, porque “sou o teu criador e a Terra é o meu domínio.”
A Bíblia deixa bem claro que o Sábado é um sinal ou selo especial de Deus. Podemos ler, acerca disto, em Romanos 4:11 onde nos diz que o selo e o sinal são a mesma coisa. As palavras são usadas de forma intercalada.
Romanos 4:11 “E recebeu o sinal da circuncisão, selo da justiça da fé que teve quando ainda não era circuncidado, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles na incircuncisão, a fim de que a justiça lhes seja imputada.”
A circuncisão era um sinal exterior da fé interior de Abraão. Portanto, um sinal ou selo é a mesma coisa. Vamos a Ezequiel 20:12 para ver como o Sábado é também um sinal exterior, ou selo, do povo de Deus que tem uma fé interior para O seguir como seu Criador.
Ezequiel 20:12 “Demais lhes dei também os meus sábados, para servirem de sinal entre mim e eles; a fim de que soubessem que eu sou o Senhor que os santifica.”
Ezequiel 20:20 “E santificai os meus sábados; e eles servirão de sinal entre mim e vós para que saibais que eu sou o Senhor vosso Deus.”

O Sábado de Deus é um sinal entre Ele e o Seu povo, uma demonstração de que ele adora o verdadeiro Deus criador ao não adorar à sua maneira. Ele adora de acordo com a forma como Deus especificou.
Sendo assim, o selo de Deus é o Sábado, guardado pelo povo de Deus por ter aprendido a confiar n´Ele a amá-l`O e obedecer-Lhe como Deus amoroso e poderoso que é.
Por outro lado, temos a marca da besta. Um sinal representa submissão a Deus; o outro rebelião. O que é a marca da besta?
Repare que a marca da besta tem a ver com a adoração. Apocalipse 14:9,10 “Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.” Aqui diz-nos que existe uma forma de NÃO adoração.
Deus pede-nos para O ADORAR...
Apocalipse 14:6,7 “E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.”
Na mensagem do primeiro anjo, é-nos dito para adorar o Criador. Como é que o fazemos? Honrar a Deus como o Senhor da nossa vida. Se Ele nos diz na Bíblia para O honrar guardando o Sábado como um memorial a Ele como Criador, então devemos fazê-lo, não para ganhar a salvação, mas porque amamos e respeitamos Deus.
Enquanto a mensagem do primeiro anjo nos pede que adoremos Deus como Criador, o terceiro anjo avisa-nos para não adorarmos a besta. É evidente que existe uma forma de ADORAR e outra forma de NÃO ADORAR. Deus estabeleceu o Sábado como memorial à criação. Apocalipse 14:7 até cita o quarto mandamento.
Portanto, o tema central é a adoração. Vamos adorar o Criador dando-Lhe a nossa vida e santificando o sábado do sétimo dia; ou vamos adorar a besta? Repare na forma como o próximo versículo descreve as pessoas que dão a sua vida a Jesus e O adoram como Criador.
Apocalipse 14:12 “Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.”
O povo de Deus é descrito como tendo fé em Jesus, consequentemente guardam os Seus mandamentos. Eles guardam o Sábado.
Então a marca da besta é o oposto ao selo de Deus – o Sábado. Sabemos que o poder da besta é o papado. Sendo assi m, a marca deve identificar aqueles que seguem as tradições e os ensinos não bíblicos do papado. O que é que o papado diz ser a sua marca de autoridade?
Vamos consultar algumas fontes católicas para ver como é que o papado responde a sua alegação de ter o poder de Deus na Terra.
“O Domingo é a nossa MARCA de autoridade...A Igreja (de Roma) está acima da Bíblia; e esta transferência da observância do Sábado para o Domingo é a prova desse facto” (Catholic Record, 1 de Setembro de 1923) Registo Católico.
Leu? Eu fico impressionado!
“A coisa mais audaz, a mudança mais revolucionária que a Igreja fez aconteceu no primeiro século. O dia santo, o Sábado, foi alterado do Sábado para o Domingo... não a partir de instruções dadas nas Escrituras, mas pela percepção que a Igreja tem do seu próprio poder...aquelas pessoas que pensam que as Escrituras deveriam ser a única autoridade, deveriam logicamente tornar-se Adventistas do Sétimo Dia e guardar o sábado” – Saint Catherine Catholic Church Sentinel (Sentinela da Igreja Católica de Santa Catarina, 21 de Maio de 1995. Jornal de uma igreja católica em Michigan).
Adorar no Domingo não tem qualquer fundamento bíblico. Jesus nunca guardou o domingo. Os discípulos não guardaram o Domingo. A única pessoa no mundo que alegou ter autoridade para alterar o Sábado para o Domingo foi o papa.
Não se confunda com as questões acerca do nosso dever de obedecer a Deus ou não. O assunto é muito simples. A guarda do Sábado está na Bíblia. O Domingo não está. A Igreja Católica entende a simplicidade deste assunto. A guarda do Domingo está baseada na tradição da Igreja Romana. A Bíblia apenas profetiza sobre um poder que iria mudar a lei – o papado romano.
Agora surge a pergunta: Qual vamos escolher? Vamos optar por honrar Deus como nosso Criador? Ou vamos optar por guardar um dia que honra o poder que Deus disse que iria alterar os tempos e a lei?
Vivemos no tempo em que Deus está a selar o Seu povo. Hoje ninguém tem a marca da besta. Ainda está no futuro o dia em que o papado (acompanhe o blogue: http://tempocrise.blogspot.com) se unirá com outras igrejas para pressionar as pessoas a obedecer à marca da sua autoridade. Mas, estamos a preparar-nos para receber o selo ou a marca. Hoje queremos declarar a nossa aliança com Jesus. É seu desejo seguir Jesus e honrá-l`O santificando o Sábado e não o Domingo, o falso Sábado do papado?
Convido/a a orar. Rogue a Deus que confirme no seu coração se este estudo vem da Sua parte. Se Deus o confirmar, implore força para ser fiel. Lembre-se que você não pode ser fiel sem o poder do Espírito Santo e a graça de Jesus. Deus o/a abençoe.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

OS LOUCOS DO APOCALIPSE

“Je n´ai jamais connu une personne qui ait entrepris l´étude des prophéties et qui ait écrit là-dessus qui ne soit devenue folle. »
William Ramsey

« C´est le signe d´un bon équilibre mental que de ne s´être jamais occupé de l´Apocalypse. »
Johann G. von Herder

« Ou bien l´Apocalypse trouve un homme fou, ou bien elle le quitte fou. »
Anonyme

É uma legião de loucos que rodeia o Apocalipse. E nunca foram tão numerosos como nestes últimos anos. Depois da Segunda Guerra Mundial, no amanhecer do Holocausto de Hiroshima, e mais recentemente seguindo os cuidados ecológicos, da epidemia da Sida e da explosão demográfica, o Apocalipse tornou-se uma referência dramática. Não só nos meios das ciências religiosas, mas também na literatura, no cinema, musica e a pintura têm sido os transmissores de exprimir esta febre que exprime a angústia nervosa dos nossos contemporâneos.
E quanto mais avançamos nesta década do século 21, mais o movimento se intensifica. Desde os anos 80, se têm verificado “uma verdadeira explosão do tema apocalíptico” (J.-P.PREVOST, Pour lire l´Apocalypse, 1991, p.7; cf. B. McGINN, Apocalyptic Spiritality, Londres, 1980, p. 141; cf. T.K.FREIMAN, Postscripts, p.157: “À medida que o mundo se aproxima do terceiro milénio e a partir dos anos 80, a referencia ao fim torna-se mais e mais intensa.”). Não se trata simplesmente de um “tema” abstracto dado simplesmente para nos entreter ou no melhor dos casos para nossa inspiração. À boca de cena, mais e mais os loucos tornam-se actores do Apocalipse.
Ainda está na nossa consciência David Koresh, nos Estados Unidos. Na base de uma intensa referencia ao Apocalipse, ele citava capítulos inteiros de memória. Vernon Howell, aliás, David Koresh, apresentava-se como messias-Deus, e arrogava o direito de ter relações sexuais com todas as mulheres do seu grupo (casadas ou não, jovens ou menos jovens). Ele armazenou um enorme arsenal de armas e transformou a sua casa numa verdadeira fortaleza. Ele esperava o fim do mundo e desafiou as forças armadas dos Estados Unidos durante um cerco de cinquenta dias. Os seus propósitos incoerentes e os seus actos imprevisíveis tornaram as negociações difíceis. Terminou, dia 19 de Abril de 1993, arrastando mais de uma centena de pessoas, entre elas crianças, para uma morte horrível que chocou todo o mundo.

Uma tragédia parecida aconteceu algum tempo depois no Japão. Desta vez, o messias Shoko Asahara apresentava-se como um guru cabeludo inspirado nas religiões budistas e hindus. A seita, que tinha começado de forma inocente a partir de escolas de yoga, afirma-se na realidade no tipo apocalíptico. Esta seita esperava o fim do mundo e previa o Apocalipse para 1997. No seu livro intitulado “O Desastre Aproxima-se do País do Sol Nascente” (1995), Asahara anunciava a vinda do Armagedom sob a forma de um gás proveniente dos Estados Unidos, enviado por Judeus e franco-maçons. Tal como David Koresh, o guru dominava os seus discípulos e incitava-os a cometer actos criminosos de toda a espécie. O ataque ao metro de Tóquio, a 20 de Março de 1995, tem a sua assinatura. Um gás mortal, o sarin, produzido por nazis com o objectivo de exterminar pessoas de forma massiva, foi utilizado em cinco lugares diferentes a horas de ponta. O balanço elevou-se a vários milhares de pessoas intoxicadas e uma dezena de mortos. A polícia japonesa relatou ter descoberto nos aposentos da seita material suficiente para destruir 4 a 5 milhões de pessoas.
Na Suíça, arredores de Fribourg e também em Valais, a 27 de Outubro de 1994, os habitantes de Cheiry e de Granges-sur-Salvan viveram a mesma angústia. O fogo onde morreram mais de cinquenta pessoas, entre as quais várias crianças, testemunha da loucura de uma outra seita chamada “Templo Solar” cujo messias, Luc Jouret, médico homeopata, pregava, ele também, sobre o Apocalipse e não cessava de repetir que tinha chegado a hora do Apocalipse.
Na propriedade foram descobertos vários cadáveres vestidos de vestes de culto brancas, vermelhas e negras; dispostos em círculo, eles estavam amarrados e tinham recebido uma bala na cabeça. Nunca se chegou a saber se se tratou de um suicídio colectivo ou de um outro tipo de crime. Também aqui, a polícia que investigou descobriu um importante arsenal de armas que a seita tinha adquirido para a batalha final. No ano seguinte, a 23 de Dezembro de 1995, aconteceu o mesmo cenário de horror atingiu a França. Nos arredores de Grenoble, perto da aldeia de Pierre-de-Chérennes, quinze pessoas da mesma seita do “Templo do Sol”, entre as quais várias crianças, foram encontradas abatidas a revólver em igual dramática circunstância.
Estes três exemplos, entre outros (Lembramo-nos dos acontecimentos na Guyane em Novembro de 1978, onde mais de novecentas pessoas se suicidaram por envenenamento sob a ordem do seu guru, Jim Jones), são incontestavelmente o sintoma da nossa civilização. A análise do fenómeno revela um certo número de circunstâncias:
1- Presença de um profeta-messias-Deus do tipo carismático, que pretende deter a palavra da verdade e move um grupo de pessoas a vê-lo como mestre. Estas fazem tudo para lhe agradar.
2- Rejeição do sistema estabelecido e suspeição sobre todos os que não se conformam com as regras e as ideias do grupo. Esta raiva do tipo xenófoba manifesta-se frequentemente por uma vida comunitária fechada a toda a influência do exterior, esta é julgada maléfica. O grupo pratica actos criminosos às ordens do mestre, considerados actos de “justiça”.
3- Fixação sobre a mensagem apocalíptica em detrimento do amor ao próximo, da razão e da ética.
4- Obsessão em ver cumprir-se o Apocalipse já e aqui, o que conduz frequentemente estas “seitas do Apocalipse” (expressão usada pelo o sociólogo americano J.R.Hall, livro “The Apocalypse at Jonestown”) a tornarem-se os actores da profecia e a produzirem acontecimentos do Apocalipse.
Este carácter pode concentrar-se num só indivíduo, que vive concentrado sobre ele próprio, ele é simultaneamente profeta e seita. Nota-se também que o fenómeno aparece em todas as tendências religiosas. Não só entre os cristãos, mas também, entre os judeus, muçulmanos, nas religiões orientais e na Nova Era.
Apesar de algum paralelismo com certos movimentos isolados na história passada do cristianismo (os Taboristas da Boémia no século XV, ou os “exaltados” de Muntzer no século XVI), este fenómeno é novo pelo seu carácter patológico e violento. A nossa civilização está atingida pelo sindroma Apocalipse.
A Igreja que tem uma mensagem a proclamar (Mateus 24:14) no contexto do Apocalipse, deve, como pessoas e como igreja a ser dirigida pelo Espírito Santo. Todos os fiéis anseiam que “as primeiras coisas passem”. Estou a escrever no contexto da Tragédia do Haiti, o meu coração dói, mas meu dever, meu chamado é a proclamar o amor, a paz que o Homem de Nazaré veio trazer, salvação e esperança. Sou chamado a ser muito zeloso no amor, a buscar os perdidos e a falar de Cristo como o “Príncipe da Paz”.
Amigos e amigas que acompanham este blogue quero dar-vos uma palavra de amor e de amizade em Jesus. Sei, uma ou outra vez ficam estupefactos com uma ou outra afirmação, desejo que percebam que estou falando num contexto de análise bíblica e nunca, Deus me livre, num sentido proselitista, menos ainda catastrofista, tudo será dirigido pelo Senhor que tudo fez bem e tudo fará muito bem, amem!