quinta-feira, 26 de novembro de 2009

DANIEL TAMBÉM SONHOU


Em Daniel 7, encontramos o sonho fascinante de Daniel. Sonha com quatro animais, alguns eram-lhe familiares mas não todos, acompanhe com a sua Bíblia.
Estudaremos mais uma profecia que mostra o tempo em que estamos vivendo e porquê creio que estamos vivendo no tempo do fim.
Daniel teve essa visão no ano 553 a.C. quando contava com cerca de 70 anos de idade. Nabucodonosor já havia falecido há nove anos. Seus sucessores não tinham o mesmo brilho e competência e Belsazar, co-regente com seu pai, Nabonido, não prometia muito. Era uma época de incerteza política para todos.
Daniel, idoso, ainda continuava activo. Babilónia continuava como um grande império, apesar de ter-se passado cerca de 50 anos desde que Nabucodonosor tinha tido a visão da estátua descrita em Daniel 2.
A visão que estudaremos agora está em Daniel 7:2 a 14.
“Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.
Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” (Daniel 7:2 a 14)

Neste sonho Daniel viu um mar agitado por ventos. E neste tumulto, nesta tempestade, ele viu um enorme LEÃO, diferente de todos os leões que ele já havia visto. O leão possuía asas! Mas de repente as asas foram “arrancadas” e “e lhe foi dada mente de homem”, e o leão se levantou e ficou de pé, “como homem”. (Daniel 7:4)
Preste atenção porque esse sonho foi interpretado, e através desse sonho Daniel viu o futuro. E hoje podemos através dele também saber em que tempo estamos vivendo.
A seguir apareceu um URSO que parecia ter um lado mais alto do que o outro. O urso “se levantou sobre um dos seus lados”, e trazia três costelas na boca. (Daniel 7:5)
Logo a seguir surgiu um LEOPARDO que possuía quatro cabeças e quatro asas. (Daniel 7:6)
Mas aí apareceu um animal que Daniel nunca havia visto. Ele era horrível. Um monstro aterrador que ele descreve como um ANIMAL TERRÍVEL, ESPANTOSO, sobremodo forte, “diferente de todos os animais que apareceram antes dele”. Daniel não encontrou uma descrição adequada para ele. Alguns detalhes sobre esse animal foram descritos por Daniel: ele possuía “dez chifres” ; tinha um aspecto ameaçador e assassino, com enormes unhas de bronze e dentes de ferro. Ele “devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava”. (Daniel 7:7 e 19)
Daniel ainda estava perplexo com o estranho animal quando viu que um chifre “pequeno” tentava abrir espaço entre os dez e conseguiu derrubar três dos dez chifres. Este chifre pequeno era diferente dos outros dez porque tinha “olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência.” (Daniel 7:8)
Neste momento Daniel teve sua atenção desviada dessa cena horrível para um cena gloriosa no Céu. Lá ele pode ver o Ancião de Dias em sua obra de julgamento, próximo ao fim dos dias. Daniel ainda viu este quarto animal, também chamada de quarta besta, morta, enquanto “domínio, e glória, e o reino” foram dados a “um como o Filho do homem”. (Daniel 7:9 a 14)
Daniel ficou perturbado com essa visão, mas aproximou-se de alguém que estava perto, certamente um anjo, pediu a ele que contasse “a verdade acerca de tudo isto”. (Daniel 7:16)
E o anjo interpretou o sonho para Daniel. Esta interpretação está descrita em Daniel 7 dos versos 17 em diante.
Ao estudarmos a interpretação dada pelo anjo veremos que Deus estava mostrando o futuro a Daniel. Embora a maior parte dessa profecia já se cumpriu e aponta para o tempo em que estamos vivendo, algumas coisas ainda não se cumpriram e estão prestes a acontecer.
O anjo respondeu simplesmente: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da Terra.” (Daniel 7:17) E logo começou a falar do final feliz da visão:
“Os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo sempre, de eternidade em eternidade.” (Daniel 7:17 e 18)

 Ficaria feliz com uma interpretação tão resumida?

Daniel também não ficou e suplicou ao anjo que lhe desse outros detalhes desse quarto animal e seus chifres. E o anjo começou a explicar:

“O quarto animal será um quarto reino da Terra”. (Daniel 7:23)

Com esse esclarecimento percebemos que estamos diante da mesma série de potências mundiais de Daniel 2, mas agora com um pouco mais de detalhes quanto ao que aconteceria no futuro.

Lembra-se do que mencionei? A medida em que vamos estudando as profecias o panorama da história deste planeta irá se abrindo e você verá que tudo o que foi predito se cumpriu de forma matemática. E é óbvio que o que está predito para o futuro também se cumprirá. Com isso podemos saber exactamente em que tempo estamos a viver.
Como já vimos a Bíblia tem toda a chave para entendermos os símbolos proféticos. Note só os exemplos abaixo:
Em Daniel 7:2 aparecem as palavras “Mar Grande” e em Apocalipse 17:15 temos a aplicação para este símbolo “As águas... são povos, multidões, nações e línguas.” Ou seja: ÁGUAS = POVOS E NAÇÕES
Em Daniel 7:2 aparecem as palavras “Quatro Ventos” e em Jeremias 49:36 e 37 temos a aplicação para este símbolo: “Trarei sobre elas Elão os quatro ventos... e enviarei após eles a espada, até que venha a consumí-los.” Ou seja: VENTOS = GUERRAS, LUTAS E PROBLEMAS
Em Daniel 7:3 aparecem as palavras “Quatro Animais Grandes” em Daniel 7:23 temos a explicação: “O quarto animal será o quarto reino...” Ou seja: ANIMAL (OU BESTAS) = REINOS
A seguir veja a explicação para todos estes símbolos e perceba que também por esta profecia estamos nos últimos dias da história deste mundo e nos aproximamos da volta de Jesus.

FACE A FACE COM DANIEL 7 E OS QUATRO ANIMAIS

Leão - Primeiro Império Mundial
Babilónia - 605 a.C. até 539 a.C. (para ter uma melhor compreensão estude antes Daniel 2 CLIQUE)
"1 No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas.

2 Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande.
3 E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar.
4 O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem." Daniel 7

Assim como em Daniel 2 Babilónia aparece como o primeiro império mundial representado pela cabeça de ouro, aqui o leão representa babilônia, o primeiro império mundial.
As pessoas que visitam as ruínas de Babilónia, ainda hoje, podem ver figuras de leões em baixo relevo nos muros e paredes. Os deuses Marduk e Ishtar tinham com seu animal sagrado o leão e esta fera era utilizada em combinação com a águia, algumas vezes em leões com asas de águia. O leão representava o tempo no qual Daniel vivia.
O profeta Jeremias escreveu: “O rei da Babilónia... eis que, como sobe o leãozinho...” (Jeremias 50:43 e 44)

URSO = segundo império mundial
MEDO-PÉRSIA - 539 a.c. até 331 a.c.
"5 Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne." Daniel 7:

 Assim como na grande estátua os peitos e braços de prata simbolizavam o império Medo-Persa, aqui também o urso simboliza a medo-pérsia. O fato do urso estar mais alto em um de seus lados, indicava que um dos reinos teria mais poder (os Persas). E as três costelas na boca simbolizavam as terras conquistadas: Lídia (547 a.C.), Babilónia (539 a.C.) e Egito (525 a.C.).

LEOPARDO = terceiro império mundial
GRÉCIA - 331 a.c. até 168 a.c.
"6 Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio." Daniel 7:

No sonho de Daniel 2 o ventre de cobre simbolizava o Império Grego e aqui o leopardo representa a grécia. Alexandre, o grande, conquistou o mundo com a rapidez de um leopardo, as asas indicam velocidade. Em 334 a.C. com 35.000 homens em cerca de 10 anos estabeleceu o maior reino que o oriente havia conhecido até então. Mas no auge de suas conquistas, Alexandre morreu. E em 301 a.C. seu império foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. Nesta profecia esses generais foram simbolizados pelas quatro cabeças do leopardo.
Tudo isto foi previsto antes de acontecer. Daniel teve essa visão no ano 553 a.C. e tudo se cumpriu como predito.

ANIMAL TERRÍVEL E ESPANTOSO = quarto império mundial
ROMA - 168 a.c. até 476 d.c.
"7 Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres." Daniel 7:

 Na profecia de Daniel 2 as pernas de ferro da estátua simbolizavam o império romano, que aqui é representado por esse animal terrível e espantoso. Notem que o ferro aparece de novo nos dentes do animal. Esta besta terrível e espantosa representa o império romano. Foi um império muito cruel. Milhares de pessoas, incluindo o próprio Jesus e mais tarde seus seguidores, os cristãos, foram perseguidos e martirizados por seus governantes, os Césares.
Percebe como não há dificuldade em identificar estas quatro bestas (animais). As águas violentas de onde saíram estes animais também têm uma explicação bíblica. Apocalipse 17:5 afirma que águas, simbólicamente, significa “povos, multidões, nações e línguas”. E o fato de estarem em turbulência significa os conflitos que envolveriam as mudanças das nações.

10 CHIFRES: Em Daniel 2, os pés da estátua estavam dividos em parte de barro e parte de ferro, simbolizando o mundo dividido em nações. Algumas seriam fortes e algumas seriam fracas. E é incrível a precisão da profecia. O Império Romano se dividiu primeiramente em 10 reinos. E Daniel 7:24 diz que “os dez chifres correspondem a dez reis que levantarão daquele mesmo reino”.
Portanto os dez chifres representam os dez primeiros reinos em que foi dividido o império romano e formaram as nações da Europa ocidental estabelecidas em 476 d.c.: Visigodos, Ostrogodos, Vândalos, Borgundos, Lombardos, Anglo-saxões, Francos, Alamanos, Hérulos e Suevos.
Mas nesta profecia, existem mais detalhes sobre o que aconteceria (e de fato aconteceu). Entre estes dez chifres surgiu um chifre pequeno que ao surgir derrubou três chifres. Ou seja, surgiria um outro poder que ao surgir derrubaria três dos dez reinos. Este chifre pequeno também era diferente dos demais: “tinha olhos como de homem e uma boca que falava com insolência”.
O que simboliza este Chifre Pequeno?

DANIEL 7 E O CHIFRE PEQUENO


O que significa este chifre pequeno em Daniel 7?
Nesta profecia, existem mais detalhes sobre o que aconteceria (e de fato aconteceu). Entre estes dez chifres surgiu um chifre pequeno que ao surgir derrubou três chifres. Ou seja, surgiria um outro poder que ao surgir derrubaria três dos dez reinos. Este chifre pequeno também era diferente dos demais: “tinha olhos como de homem e uma boca que falava com insolência”.
O que simboliza este Chifre Pequeno?
Desde os dias de Daniel, somente um poder tem ou teve todas essas características: o poder Papal, o Vaticano.
O grande historiador da igreja, o alemão Adolf von Harnack explica que a Igreja Romana “colocou-se no lugar do Império Mundial Romano, do qual é a actual continuação; o império não acabou, mas apenas sofreu uma transformação... A Igreja Romana é o velho Império Romano consagrado pelo Evangelho.” Daniel, The Seer of Babylon, pág. 63.
“Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro PEQUENO, diante do qual TRÊS DOS PRIMEIROS CHIFRES FORAM ARRANCADOS; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e UMA BOCA QUE FALAVA COM INSOLÊNCIA. ... Então, tive o desejo de CONHECER A VERDADE a respeito dos dez chifres... e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência E PARECIA MAIS ROBUSTO DO QUE OS SEUS COMPANHEIROS.” (Daniel 7:8, 19 E 20)
O próprio livro de Daniel, no capítulo 7, provê nove marcas identificadoras, que nos ajudam na identificação do chifre pequeno.

1 - “Entre eles subiu um outro pequeno...” (Dan. 7:8). O papado surgiu na Europa Ocidental, entre os dez chifres (reinos). Martinho Lutero dizia: “eis que entre eles subiu outro pequeno. Esse é o domínio Papal, surgindo do meio do Império Romano.”
2 - “Outro pequeno...” (Dan. 7:8). É um reino pequeno. O Vaticano é um reino independente na Europa, tendo apenas 108 acres de extensão.
3 – “Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros e abaterá três reis.” (Dan. 7:24). Este reino surgiria depois dos dez reinos. Os dez reinos foram finalmente estabelecidos em 476 d.C., mas o papado recebeu sua supremacia política muito tempo depois, em 538 d.C.
4 – “diferente” (Dan. 7:24). Os reinos da Europa Ocidental foram estabelecidos como reinos políticos. O papado era um poder religioso-político.
5 – "...abaterá a três reis” (Dan. 7:24). Deveria abater três reinos em sua ascensão. Antes do papado dominar, foi necessário derrotar três poderes (ou três reinos): Ostrogodos (em 493 a.D.), Vândalos (em 534 a.D.) e Hérulos (em 538 a.D.).
6 - “Proferirá palavras contra o Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei..." (Dan. 7:25). O papado fez isto. Notem o que diz o “The Catolic National, de Julho de 1895: “O Papa não apenas é representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, oculto sob o véu da carne.”
Em uma passagem que faz parte da lei canónica romana, o papa Inocêncio III declara que o pontífice romano é “o representante sobre a Terra, não de um mero homem, senão do próprio Deus”; e em uma interpretação da passagem se explica que isto é porque ele é o vigário de Cristo, que é o “mesmo Deus, e o mesmo homem”. Decretal D. Gregor. Pap. IX. Lib. 1. de ttranslat. Espisc. Tit. 7 c.3. Corp. Jur. Canon. Ed. Paris, 1612.
Em Dignity and Duties of the Priests or Selva” (dignidade e Deveres dos Sacerdotes), de St. Alphonsus De leguorl, pág 27, diz: “Com respeito ao corpo místico de Cristo, ou seja, todo fiel, o sacerdote tem o poder da chave, ou o poder de libertar pecadores do inferno, ou fazer com que mereçam o paraíso, e de transformá-los de escravos de Satanás em filhos de Deus. E o próprio Deus é obrigado a submeter-se ao julgamento de seus sacerdotes”.
Lucius Ferraris, um franciscano que viveu no 18º século, professor de sua ordem e consultor do Santo Ofício, é o autor da “Prompta Bibliotheca”. A Enciclopédia “The Catholic Encyclopedia” afirma que a “Prompta Bibliotheca” é canónica, jurídica, moral, teológica, rubicista e histórica, uma confiável enciclopédia do conhecimento religioso. Estou citando isso porque essa coleção, a Prompta Bibliotheca, apresenta diversas afirmações sobre o Papa colocando-o na mesma posição de Deus:
O papa é de tão grande dignidade e tão exaltado, que não é um mero homem, mas é como se fosse Deus e o vicário de Deus. Prompta Bibliotheca, pág. 26 – 29.
O papa é coroado com a coroa tríplice de rei do Céu, da Terra e das regiões inferiores. De modo que, se fosse possível que os anjos errassem, ou que pudessem pensar de maneira contrária à fé, eles poderiam ser julgados e excomungados pelo papa. Prompta Bibliotheca, pág. 26 – 29.
O papa é como se fosse Deus na Terra, único soberano dos fiéis a Cristo, o maior rei dos reis, tendo plenitude de poder. Prompta Bibliotheca, pág. 26 – 29.
7 – “magoará os santos do Altíssimo” (Dan. 7:25). A Igreja Católica admite ter perseguido muitos cristãos que se opunham a ela no passado. Em The Western Watchman lemos: “A igreja tem perseguido. Apenas um principiante na História da Igreja negaria isso... Quando ela crê que é bom empregar a força irá usá-la”. Durante a Idade Média, mais de 150 milhões de pessoas morreram vitimas pelas mãos cruéis do papado romano. (Verdades Bíblicas, 193).
A “New Catholic Encyclopedia”, nos artigos sobre Inquisição, classifica esse período como sendo um dos capítulos mais tenebrosos da história da igreja.
8 – “e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Dan. 7:25).
O que significa tempo? Note o que diz Daniel 9:13u.p. “...ao cabo de tempos, isto é, de anos...” Portanto, tempos significa anos em profecia (tempos = anos ).
Os santos seriam entregues nas mãos do poder da igreja romana por 1 ano + 2 anos + ½ ano. Ou seja, três anos e meio.
A Bíblia na Linguagem de Hoje traz este texto com a seguinte tradução:
“O povo de Deus será dominado por ele durante três anos e meio.” (Daniel 7:25 u.p. - BLH)
Apocalipse 12:14,6 falando sobre esta perseguição da mulher (a igreja pura de Deus aqui na terra) diz:
“...e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo... A mulher porém fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.”
Em questão de profecias temos que verificar o que é simbólico. E nestes versos temos um período de tempo de 1.260 dias proféticos (simbólicos).
O que são dias proféticos?
Observem o texto de Ezequiel:
“Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniquidade da casa de Judá. Quarenta dias Te dei, cada dia por um ano.” (Ezequiel 4:6 e 7)
Nesta profecia referente a Israel, Deus usou um dia para representar um ano. E não há dúvida que o mesmo princípio deve ser aplicado nesta profecia de Daniel. Toda dúvida desaparece quando vemos o seu cumprimento matemático.
Portanto o período de supremacia do “chifre pequeno” ou do Papado se estenderia durante 1260 anos. Esse seria o período em que o papado dominaria.
A supremacia política do papado teve início em 538 d.C. quando entrou em vigor o decreto do imperador romano Justiniano declarando que o bispo de Roma deveria ser reconhecido como o “Cabeça da Santa Igreja”.
Se esta é data inicial para o período de supremacia de acordo com a profecia, veja no gráfico abaixo e você perceberá que este período deveria terminar em 1798 d.C.

O que aconteceu em 1798?
No dia 10 de Fevereiro de 1798, sob a alegação de insulto ao embaixador francês na Itália, Louis Alexandre Berthier (1753-1815), general das Forças Revolucionárias Francesas, e famoso chefe do estado maior de Napoleão, entrou em Roma e prendeu o Papa. O Papa Pio VI foi aprisionado no dia 20 de Fevereiro. O anel que indicava sua autoridade foi retirado de seu dedo; sua propriedade foi confiscada e vendida; o estado papal foi abolido e Roma foi declarada república. O Papa foi levado para a França, onde morreu cativo em Valença, em 29 de Agosto de 1799. Esse episódio pôs fim ao longo período de supremacia política do bispo de Roma.
A revista Isto É (edição 1837 de 22/12/2004), falando sobre esse episódio vivido pelo Papa Pio VI (1775-1799), assim o descreve: “Quando as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram os Estados Pontifícios, em 1798, o papa foi preso em Siena e terminou seus dias na prisão.”
Só este episódio serviria para estarmos seguros ao indicarmos o poder papal como o chifre pequeno descrito na profecia de Daniel 7.
9 - “cuidará em mudar os tempos e a lei" (Daniel 7:25). Para verificar como de fato isso ocorreu, basta comparar os Dez Mandamentos da Lei de Deus em Êxodo 20:3-17 com os Dez mandamentos do Catecismo Católico Apostólico Romano:

E a Igreja Católica admite ter mudado a lei de Deus.
“O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não é o de homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com total poder de unir e de afastar seu rebanho.” Prompta Bibliotheca, art. Papa, II.
“A igreja de Deus achou por bem transferir a comemoração da observância do sábado para o domingo.” Catechism of the Council of Trent for Parish Priests, pág. 402 e 403.
Até aqui a profecia se cumpriu em todos os detalhes e posso dizer com toda convicção que esta é
MAIS UMA PROFECIA CUMPRIDA.

DANIEL 2


ESTUDO DE DANIEL 2; O SONHO DE NABUCODONOSOR INTERPRETADO POR DANIEL


(Daniel 2:28 a 35)
Foi mostrada a Nabucodonosor uma estátua, grande e resplandecente, cujo aspecto era terrível. A cabeça era de ouro, os peitos e braços de prata, o ventre de cobre, as pernas de ferro e os pés eram bastante frágeis, pois eram em parte de barro e ferro.
Estando ainda o rei olhando com espanto, uma pedra deslocada sem o auxílio de mãos chocou-se contra os pés da estátua e a esmiuçou reduzindo-a a pó. Veio então um forte vento e espalhou a poeira. A pedra cresceu e encheu toda a terra.
A Interpretação do Sonho

(Daniel 2:36 a 45)

CABEÇA DE OURO
Simbolizava o reino de Babilónia, com o seu rei Nabucodonosor. O reino da Babilónia permaneceu como um império mundial de 605 a.C. até 539 a.C.
Heródoto informa sobre o esplendor áureo da Babilónia de Nabucodonosor: No templo de Babilónia existe um segundo santuário abaixo, no qual está a grande imagem de Bel, toda de ouro em um trono dourado, sobre uma base de ouro e com uma mesa de ouro ao seu lado. Se dizia entre os caldeus que para fazer tudo isso se utilizaram mais de vinte e duas toneladas de ouro. Citado no livro Daniel, The Seer of Babylon, pág. 27.

PEITO E BRAÇOS DE PRATA
Simbolizava o império Medo-Persa, que teve como imperador a Ciro. Este império permaneceu de 539 a.C até 331 a.C.
A prata mencionada pela profecia representando a Medo-Pérsia, bem pode assinalar o facto de que esta nação usou este metal como valor no seu sistema tributário. Seus sátrapas pagavam em talentos de prata os seus tributos, com excepção dos hindus, que o faziam pagando em ouro. Daniel, el Profeta Mesiânico, Vol. II, pág. 63.

VENTRE DE COBRE
Simbolizava o império Grego, que teve como imperador e conquistador Alexandre, o grande. Este império permaneceu de 331 a.C. até 168 a.C. O próprio profeta Ezequiel menciona a Grécia trazendo seus artefactos de bronze (Ezequiel 27:13). Os soldados gregos também são descritos como usando armaduras de bronze. Heródoto se refere ao faraó Psamético I (663-609 a.C.), nos dias da dinastia XXVI do Egipto, que considerou a invasão dos piratas gregos como o cumprimento de uma antiga profecia que anunciava “os homens de bronze vindos do mar.” Josefo, fazendo referência à profecia de Daniel diz: “outro rei que virá do oeste, armado com bronze, destruirá esse governo” (o dos persas).

PERNAS DE FERRO
Simboliza o império Romano que dominou o mundo de 168 a.C. até 476 d.C. e teve como seus governantes os Césares. Edward Gibbon, em The Decline and Fall of the Roman Empire, comentando o surgimento da férrea Roma, declara: As armas da república, as vezes vencidas em batalha, sempre vitoriosas na guerra, avançaram com passos rápidos até o Eufrates, o Danúbio, o Reno e o Oceano; e as imagens de ouro, prata, bronze, que poderiam servir para representar as nações e seus reis, foram sucessivamente quebrantadas pela férrea monarquia de Roma. Citado em Daniel, el Profeta Mesiánico, Vol. II, pág. 66.
No ano 476 de nossa era, o antigo Império Romano ocidental se dividiu em 10 (o mesmo número dos dedos dos pés da estátua simbólica). Essas divisões foram: os francos que vieram a ser a França; os anglo-saxões, que vieram a ser a Inglaterra; os alamanos, a Alemanha; os suevos, mais tarde Portugal; os visigodos, a Espanha; os burgundos, a Suíça; os lombardos, o norte da Itália; e os vândalos, hérulos e ostrogodos que foram destruídos posteriormente.
São Jerónimo, doutor da igreja latina, autor da tradução das Escrituras Sagradas em latim (Vulgata), e que viveu de 340 a 420 A.D., assim se expressou a respeito do Império Romano: "Em nossos dias o ferro se misturou com barro. Noutra época não houve nada mais forte que o império Romano; agora, não existe coisa mais frágil; está misturado com as nações bárbaras, de cujo auxílio necessita".
Depois do quarto império, o Romano, não se levantaria outro império universal. O Imperio seria dividido, e dividido permaneceria.

PÉS EM PARTE DE FERRO E BARRO
Simboliza o mundo dividido entre diversos países (ou reinos). Alguns fortes e alguns fracos. E a Terra permaneceria assim de 476 a.C. até o próximo reino universal, que será um reino eterno: o reino de Deus. Portanto a Terra permaneceria assim até a volta de Jesus.
“Não podemos e não devemos esperar união entre as nações da Terra. Nossa posição na imagem de Nabucodonosor é representada pelos dedos do pé, num Estado dividido, e feitos de um material fragmentário, que não se une. A profecia nos mostra que o grande dia de Deus está às portas e se apressa grandemente.” - Testemunhos Para a Igreja, Vol. 1, pág. 361.
Estamos a viver neste período.
“Centenas de anos antes que certas nações viessem ao cenário da acção, o Omnisciente lançou um olhar para os séculos por vir e predisse o surgimento e queda dos reinos universais. Deus declarou a Nabucodonosor que o reino de Babilónia devia cair, e um segundo reino surgiria, o qual também teria o seu período de prova. Deixando de exaltar o verdadeiro Deus, sua glória seria abatida, e um terceiro reino lhe ocuparia o lugar. Este também passaria; e um quarto, forte como ferro, submeteria as nações do mundo.” - Profetas e Reis, pág. 501.
Deus não advinha, DEUS SABE.
Mas o sonho não terminava nos pés da estátua, mas numa pedra que vinha e batia na base da estátua, mais concretamente, nos pés e destruía a estátua e enchia toda a Terra. Esta PEDRA SIMBOLIZA A VOLTA DE JESUS E O SEU REINO ETERNO. Breve virá!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

DA RESSURREIÇÃO PARA A SANTIFICAÇÃO DO DOMINGO, SERÁ POSSÍVEL SEM O CONSENTIMENTO BÍBLICO?

Ninguém nega que no dia 7 de março de 321, o imperador Constantino promulgou uma lei que assim reza:

"Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atentam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu." - Codex Justinianus, lib. 13 it. 12, par. 2 (3).
Este acontecimento influiu decisivamente para transformar o "festival da ressurreição" num autêntico "dia de guarda" no império romano.
Muitos, visando fazer confusão, procuram dar sentido tendencioso ao histórico decreto, ao mesmo tempo que propalam ser ensino nosso que a instituição dominical fora criada pelo imperador. Nada mais falso. Equivocam-se grandemente os que afirmam ser ensino adventista que o domingo foi instituído por Constantino e por um determinado papa. Jamais ensinamos que Constantino fosse o autor do domingo, mas sim que, na esfera civil, deu o passo para que se tornasse dia de guarda, promulgando a primeira lei nesse sentido, coroando assim a gradual implantação do domingo na igreja e no mundo.
Contudo, dizer que muito antes de Constantino os cristãos guardavam o domingo é afirmação temerária, destituída de veracidade histórica. Os testemunhos que citam nada provam em favor da observância já estabelecida do primeiro dia da semana como dia de culto cristão. Não merecem inteira fé, por serem duvidosos, falíveis e incongruentes. Não invocam seguer um testemunho bíblico ou histórico exato, incontraditável, irrecorrível. Não podem fazê-lo. O máximo que se poderia afirmar é que, antes de Constantino, boa parte dos cristãos, já em plena fermentação da apostasia gradual, reuniam-se de manhã no primeiro dia da semana, para o "festival da ressurreição", e depois voltavam aos trabalhos costumeiros. Nada de guarda, observância ou santificação do dia. Isso ninguém jamais provará.
Por isso citam o edito dominical de Constantino. Citam-no para dar-lhe uma interpretação distorcida, às avessas. Inventam que o edito destinava-se a favorecer os cristãos. Não se dirigiam aos pagãos. Concordamos que o imperador tinha em mira agradar aos cristãos de seus dias, porém para conciliá-los com a observância do dia do Sol, que os pagãos observavam. Mero jogo político.
Confusões e Contradições
Afirmam: "Era um edito para favorecer particularmente os cristãos..." - Vamos analisar esta afirmativa. Notemos o seguinte: se a observância dominical, pelos cristãos, já era fato líquido e certo, não careciam eles de leis seculares para os favorecer. E prossegue: "[o edito] não foi feito para agradar os pagãos". - Não foi mesmo porquanto os pagãos não precisam de leis que lhes ordenassem guardar o "dia do Sol", considerando que o mitraísmo era religião dominante no Império, sendo o próprio Constantino mitraísta. Diz a história que ele era adorador do Sol que se "converteu" ao cristianismo. Isso lança luz nas verdadeiras intenções do edito.
Mas agora surge a confissão interessante: "O edito era dirigido aos pagãos e por isso empregou-se a expressão dia do Sol em vez de dia do Senhor." (Digamos, entre parênteses, que há aqui um equívoco, pois o edito era dirigido a todos, moradores das cidades e dos campos indiscriminadamente. Os pagãos sem dúvida, constituíam a imensa maioria). Voltaríamos a insistir:
Por que empregou Constantino a expressão "dia do Sol"?
A resposta será dada pelos nossos acusadores: Dizem: "Está provado, por homens abalizados, que esses [os pagãos] jamais guardaram esse dia [o primeiro dia da semana]." Os oponentes afirmam candidamente que os pagãos jamais em tempo algum observaram o primeiro dia da semana. Prestaram os leitores atenção? Pois bem. Leiam agora esta outra declaração na mesma página e no mesmo parágrafo, a respeito do edito de Constantino: "Era dirigido aos pagãos" por isso Constantino "usou a expressão dia do Sol para que pudessem [eles, os pagãos] compreendê-lo bem." Aí esta a confirmação. E insistimos:
Por que os pagãos compreenderiam bem a expressão "dia do Sol" em vez de "dia do Senhor"? Por quê? Insistimos, por quê? A resposta é uma só:
Porque guardavam o dia do Sol. Era o dia de guarda do mitraísmo, religião professada pelo próprio Constantino. Por essa contradição se pode ver a insegurança dos que sustentam a guarda do primeiro dia da semana.
A. T. Jones, afirma que "a primeira lei feita sobre o domingo, foi feita a pedido da igreja." E cremos que o foi realmente, mas a pedido... de qual igreja? A pedido da igreja já em apostasia, igreja que já ltinha no seu culto inovações do paganismo, igreja conluiada com o Estado, igreja já desfigurada, que então usava velas, altares, praticava o monasticismo, borrifava água benta, impunha penitência, o sinal da cruz, e até ordens sacerdotais. Esta a igreja que solicitou o edito de Constantino. Esta a igreja que algumas décadas a seguir, num concílio, decretou a abstenção do trabalho no domingo e quis impedir a observância do sábado, no concílio de Laodicéia. Se A. T. Jones e os demais aceitam essa igreja como expressão do verdadeiro cristianismo, contentem-se. É direito dos senhores. Nós não aceitamos. Não nos conformamos, e continuamos a insistir na tese da origem pagã da observância dominical. Temos a História a nosso favor. Temos os fatos que depõem em abono de nossa mensagem. A verdade não precisa de notas forçadas para sobreviver. Impõe-se por si.
E agora, a nuvem de testemunhas. O nosso ponto de vista vai ser confirmado de forma consistente pelos testemunhos da história, por depoimentos da mais alta idoneidade. Vejamos o que dizem os eruditos, os enciclopedistas e os historiadores: Ei-los:
"O mais antigo reconhecimento da observância do domingo, como um dever legal, é uma constituição de Constantino em 321 d.C., decreta que todos os tribunais de justiça, habitantes das cidades e oficiais deviam repousar no domingo (venerabili die Solis), com uma excepção em favor dos que se ocupam do trabalho agrícola." - Enciclopédia Britânica, art. "Sunday."
Note-se a expressão "mais antigo reconhecimento", que prova não ser então líquida e certa a observância dominical. Antes disso não o era certamente.
"Constantino, o Grande, baixou uma lei para todo o império (321 d.C.) para que o domingo fosse guardado como dia de repouso em todas as cidades e vilas; mas permitia que o povo do campo seguisse seu trabalho." - Enciclopédia Americana, art. "Sabbath."
Esse primeiro dia era o "dia solar" dos pagãos, que já o guardavam. Pelo decreto, o dia devia ser por todos (inclusive os cristãos) "guardado como dia de repouso" em todas as cidades e vilas. Muito claro.
"Inquestionavelmente, a primeira lei, tanto eclesiástica como civil, pela qual a observância sabática daquele dia se sabe ter sido ordenada, é o edito de Constantino em 321 d. C." - Chamber, Enciclopédia, art. "Sabbath."
Notemos que Chamber diz ser a lei também eclesiástica. Por quê? Devido à fusão com o cristianismo, à influência religiosa, e à habilidade de estadista que quer agradar a gregos e troianos. Dessa forma o incipiente "festival da ressurreição" das manhãs do primeiro dia da semana se fundiria com o dia solar do pagão do mitraísmo, e não haveria descontentes. Constantino atingiu seus objetivos.
A influência da igreja semi-apostada na elaboração do decreto é evidente. Eusébio, contemporâneo, amigo e apologista de Constantino escreveu: "Todas as coisas que era dever fazer no sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor." - Eusébio, Commentary on the Psalms.
Essa expressão "nós a transferimos..." é sintomática, e prova que esse dia de guarda é invenção humana, puramente humana, de procedência pagã, de um paganismo já unida com o cristianismo desfigurado da época.
"Os cristãos trocaram o sábado pelo domingo. Constantino, em 321, determinou a observância rigorosa do descanso dominical, exceto para os trabalhos agrícolas... Em 425 proibiram-se as representações teatrais [nesse dia] e no século VIII aplicaram-se ao domingo todas as proibições do sábado judaico." - Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, art. "Domingo."
O grande historiador Cardeal Gibbon, com a sua incontestada autoridade assevera o seguinte: "O Sol era festejado universalmente como o invencível guia e protetor de Constantino. ... Constantino averbou de Dies Solis (dia do Sol) o 'dia do Senhor' - um nome que não podia ofender os ouvidos de seus súbditos pagãos." - The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, cap. 20 §§ 2.º, 3.º (Vol. 2, págs. 429 e 430).
Ainda sobre o significado do célebre édito diz-nos o imparcial Pastor Ellicott: "Para se entender plenamente as provisões deste édito, deve-se tomar em consideração a atitude peculiar de Constantino. Ele não se achava livre de todo o vestígio da superstição pagã. É fora de dúvida que, antes de sua conversão, se tinha  devotado especialmente ao culto de Apolo, o deus-Sol... O problema que surgiu diante dele era legislar em favor da nova fé, de tal modo a não parecer totalmente incoerente com as suas práticas antigas, e não entrar em conflito com o preconceito de seus súbditos pagãos. Estes factos explicam as particularidades neste decreto. Ele denomina o dia santo, não de dia do Senhor, mas de "dia do Sol" - a designação pagã, e assim já o identifica com o seu antigo culto a Apolo." - Pastor George Ellicott, The Abiding Sabbath, pág. 1884.
Se isto não basta, temos ainda o insuspeito Dr. Talbot. Só citamos autores não adventistas. Ei-lo:
"O imperador Constantino, antes da sua conversão, reverenciava todos os deuses (pagãos) como tendo poderes misteriosos, especialmente Apolo, o deus do Sol, ao qual, no ano 308, ele [Constantino] conferiu dádivas riquíssimas; e quando se tornou monoteísta, o deus que adorava era - segundo nos informa Uhlhorn - antes o "inconquistável Sol" e não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. E na verdade quando ele impôs a observância do dia do Senhor (domingo) não o fez sob o nome de sabbatum ou dies domini, mas sob o título antigo, astrológico e pagão de Dies Solis, de modo que a lei era aplicável tanto aos adoradores de Apolo e Mitra como aos cristãos." - Dr. Talbot W. Chamber, Old Testament Student, Janeiro de 1886.
Isto é confirmado por Stanley, que diz: "A conservação do antigo nome pagão de "Dies Solis" ou "Sunday" (dia do Sol) para a festa semanal cristã é, em grande parte, devida à união dos sentimentos pagão e cristão, pelo qual foi o primeiro dia da semana imposto por Constantino aos seus súbditos - tanto pagãos como cristãos - como o "venerável dia do Sol"... Foi com esta maneira habilidosa que conseguiu harmonizar as religiões discordantes do império, unindo-as sob uma constituição comum." - Deão Stanley, Lectures on The History on the Eastern Church, conferência n.º 6, pág. 184.
Comentada a chamada "conversão" de Constantino, escreve o erudito Bispo Arthur Cleveland Coxe: "Foi uma conversão política, e como tal foi aceite, e Constantino foi pagão até pouco antes de morrer. E quanto ao seu arrependimento final, abstenho-me de julgar." - Elucidation 2, of "Tertullian Against Marcion," book 4.
Comentando as cerimónias pagãs relacionadas com a dedicação de Constantinopla (cidade de Constantino), diz o autorizado Milman: "Numa parte da cidade se colocou a estátua de Pitian, noutra a divindade Smintia. Noutra parte, na trípode de Delfos, as três serpentes representando Piton. E sobre um alto triângulo, o famoso pilar de pórfiro, uma imagem na qual Constantino teve o atrevimento de misturar os atributos do Sol, com os de Cristo e de si mesmo... Seria o paganismo aproximando-se do cristianismo, ou o cristianismo degerando-se em paganismo? - History of Christianity, book 3, chap. 3.
Outro testemunho interessante é o de Eusébio: "Ele [Constantino] impôs a todos os súditos do império romano a observância do dia do Senhor como um dia de repouso, e também para que fosse honrado o dia que se segue ao sábado." - Life of Constantine, book 4, chap. 18.
Uma fonte evangélica: "Quando os antigos pais da igreja falam do dia do Senhor, às vezes, talvez por comparação, eles o ligam ao sábado; porém jamais encontramos, anterior à conversão de Constantino, uma citação proibitória de qualquer trabalho ou ocupação no mencionado dia, e se houve alguma, em grande medida se tratava de coisas sem importância. ... Depois de Constantino as coisas modificaram-se repentinamente. Entre os "cristãos, o "dia do Senhor" - o primeiro dia da semana - gradualmente tomou o lugar do sábado judaico." - Smith's Dictionary of the Bible, pág. 593.
Lemos na North British Review, vol. 18, pág. 409, a seguinte declaração: "O dia era o mesmo de seus vizinhos pagãos e compatriotas; e o patriotismo de boa vontade uniu-se à conveniência de fazer desse dia, de uma vez, o dia do Senhor deles e seu dia de repouso...
Se a autoridade da igreja deve ser passada por alto pelos protestantes, não vem ao caso; porque a oportunidade e a conveniência de ambos os lados constituem seguramente um argumento bastante forte para a mudança cerimonial, como do simples dia da semana para observância do repouso e santa convocação do sábado judaico."
Um livro idóneo é Mysteries of Mithra, de Cumont. Nas páginas 167, 168 e 191 há valiosas informações confirmadas pela História e pela Arqueologia a respeito do mitraísmo. Poderíamos acrescentar dezenas de outros depoimentos, porém o espaço não o permite. Os citados, no entanto, provam à saciedade a tremenda influência do edito constantiniano em implantar definitivamente a guarda do primeiro dia da semana.
Este é um assunto sério, está em causa a VERDADE BÍBLICA, está em causa a COERÊNCIA BÍBLICA, não se trata de uma TEIMOSIA, nem o querer ser DIFERENTE, mas trata-se do que é AUTÊNTICO E GENUÍNO, será que DEUS aceita menos do que isto? E você?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A FASCINANTE PROFECIA DE DANIEL 2


No 2º capítulo de Daniel encontrará a fascinante história do sonho de Nabucodonosor, rei de Babilônia. Consta que esse poderoso monarca teve um sonho estranho do qual não conseguia se lembrar. Ele convocou, então, todos os sábios da corte e exigiu não somente a interpretação do sonho que tivera, mas também que o fizessem lembrar do próprio sonho. Como não puderam fornecer nada daquilo que o soberano lhes pedira, foram sentenciados à morte. Mas Daniel interveio em favor dos sábios e, tendo orado ao Senhor, recebeu, numa noite, mediante revelação divina, tanto o sonho quanto sua interpretação. Comparecendo perante o rei, narrou-lhe o conteúdo do sonho da maneira que se segue:
"Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta, que era imensa e de extraordinário esplendor, estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e os quadris de bronze; as pernas de ferro, os pés em parte de ferro, em parte de barro. Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e o vento os levou, e deles não se viram mais vestígios. Mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou em grande montanha que encheu toda a terra." Daniel 2:31-35.
Procure visualizar em sua mente essa estátua: um monumental esboço de ser humano cujas partes do corpo eram feitas de elementos diversos:
1º) cabeça de ouro;
2º) peitos e braços de prata;
3º) quadris e coxas de bronze;
4º) pernas de ferro; e
5º) pés e dedos de ferro e barro misturados. Agora, prezado leitor, tente imaginar uma gigantesca pedra vindo do céu, chocando-se com a estátua e transformando-a num montão de pó. Imagine ainda aquela pedra crescendo e crescendo até se tornar numa imensa montanha cobrindo toda a terra. Ao ouvir essa empolgante narração, Nabucodonosor encheu-se de admiração e mui ansioso aguardava que o jovem hebreu também pudesse fornecer a interpretação.
1- A CABEÇA DE OURO - BABILÓNIA.
Olhando com grande satisfação para o monarca, disse Daniel: "Este é o sonho: e também a sua interpretação diremos ao rei." Daniel 2:36.
Tomando fôlego, prosseguiu em suas palavras:
"Tu, ó rei, rei de reis, a quem o Deus do céu conferiu o reino, o poder, a força e a glória; a cujas mãos foram entregues os filhos dos homens, onde quer que eles habitem, e os animais do campo e as aves dos céus, para que dominasses sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro." Daniel 2:37 e 38.
Aí está, com clareza meridiana, o significado dos diferentes elementos da estátua: se a cabeça de ouro representa a Babilónia, cada parte deve representar um reino na sucessão dos grandes impérios mundiais. Essa ideia é confirmada pela leitura dos versos seguintes do capítulo 2 de Daniel. Mas, alguém poderia levantar a seguinte objecção: se o texto bíblico está dizendo que a cabeça dourada representa Nabucodonosor, como vocês estão me dizendo que se refere a Babilónia? Devemos nos lembrar que nos tempos antigos a figura do rei se confundia com o seu domínio. Há registo disso até tempos relativamente recentes. Por exemplo, atribuem-se geralmente a Luís XIV, o Rei-Sol da França, os seguintes dizeres: "o Estado sou eu". Assim, durante longo período da História da humanidade, tomou-se a pessoa do rei pela do Estado ou vice-versa e, portanto, mencionando Nabucodonosor, o profeta intencionava fazer referência ao próprio Império Babilónico.
De fato, a Babilónia bem podia ser comparada à cabeça de ouro. Dominou vasta região do mundo desde a ascensão de Nabucodonosor, em 605 A.C., até ser conquistada, em 539 A.C., pelos exércitos combinados da Média e da Pérsia. Quem nunca ouviu falar dos jardins suspensos da Babilónia, uma das sete maravilhas do mundo antigo? Esses jardins foram construídos justamente por Nabucodonosor e eram um símbolo do apogeu da nação dos caldeus.
2- OS PEITOS DE PRATA – PÉRSIA.
Todavia, segundo a profecia, o Império Babilónico não haveria de durar eternamente, pois assim se expressou o jovem Daniel:
"Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu." Daniel 2:39. Os monarcas que governaram a Babilónia depois da morte de Nabucodonosor foram fracos e não conseguiram deter o avanço dos medos e dos persas, até que esses invadiram a poderosa cidade da Mesopotâmia. O próprio Daniel predisse essa cena ao último rei babilónico, Belsazar:
"Dividido foi o teu reino, e dado aos medos e aos persas." Daniel 5:28. E ele mesmo assistiu à comprovação daquilo que anunciara:
"Naquela mesma noite foi morto Belsazar, rei dos caldeus. E Dario, o medo, com cerca de sessenta e dois anos, se apoderou do reino." Daniel 5:30 e 31.
3 - VENTRE E QUADRIS DE BRONZE - GRÉCIA.
O Império Medo-Persa sucedeu Babilónia no domínio do mundo antigo e manteve sua supremacia até o ano 331 A.C., quando Alexandre Magno derrotou as forças persas na batalha de Arbela e estabeleceu o vasto domínio dos gregos. Aliás, essa transição do Império Persa para o Macedónico (ou Grego) já tinha sido predito na própria passagem de Daniel 2:39: "Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual terá domínio sobre toda terra." Contudo, o Império Helenístico de Alexandre também chegaria ao seu termo, pois a predição fazia menção ainda às pernas de ferro da imagem.
4 - AS PERNAS DE FERRO - IMPÉRIO ROMANO.
Observe as seguintes palavras:
"O quarto reino será forte como ferro; pois, o ferro a tudo quebra e esmiuça: como o ferro quebra todas as coisas, assim ele fará em pedaços e esmiuçará." Daniel 2:40.
Depois da morte de Alexandre, o Império Grego foi desmembrado em quatro partes que pouco a pouco foram sofrendo algum tipo de intervenção por parte daquele poder que gradativamente haveria de se transformar na mais imponente Monarquia que o mundo já conheceu, Roma. O Império Romano subjugou todo o território adjacente ao Mar Mediterrâneo, desde o norte da Europa até o Oriente Médio.
5 - OS PÉS EM PARTE DE BARRO E EM PARTE DE FERRO - EUROPA DIVIDIDA.
Fato curioso encontramos a seguir: embora Roma não devesse durar para sempre, seu poderio não seria sucedido por outro império mundial, mas sim fragmentado em pequenos reinos, como se percebe na seguinte declaração: "Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro e em parte de ferro, será isso um reino dividido: contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com o barro de lodo. Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com o barro de lodo, misturar-se-ão mediante casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro." Daniel 2:41-43. O Império Romano não conseguiu deter o ingresso, em seu território, das diversas tribos bárbaras provenientes do norte europeu e, por fim, caiu em seu poder. Em 476 A.D., o último imperador romano foi deposto pelos hérulos. Findava, assim, a férrea Monarquia de Roma. Essas tribos bárbaras dividiram entre si a Europa e, desde então, nunca mais se levantou outro duradouro império universal. Por certo que foram feitas tentativas, como as de Napoleão Bonaparte e Adolf Hitler, mas todas em vão, pois a sentença da profecia era clara: "…não se ligarão um ao outro".
Os acontecimentos tiveram lugar exactamente conforme a predição! Prezado leitor, essa é uma forte e sólida evidência da veracidade da Bíblia. Suas predições se cumprem!!! Qualquer livro de História Geral atesta isso. Mas, veja que a profecia não termina aí. Existe ainda o simbolismo da pedra. O que ela representa? Deixemos que o próprio Daniel nos explique esse ponto: "Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu suscitará um reino que não será jamais destruído; este reino não passará a outro povo: esmiuçará e consumirá todos estes reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre, como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro. O Grande Deus fez saber ao rei o que há de ser futuramente. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação." Daniel 2:44 e 45. Outra passagem esclarecedora do assunto é Actos 4:11: "Este Jesus é pedra.". Querido leitor, essa pedra do sonho de Nabucodonosor representa nosso Senhor Jesus Cristo que virá brevemente para destruir o actual sistema iníquo de coisas que impera sobre a terra e para instaurar um reino que jamais terá fim. Ele mesmo prometeu voltar: "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em Mim. Na casa de Meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, Eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando Eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que onde Eu estou estejais vós também." João 14:1-3. Dentro de pouquíssimo tempo, nosso Senhor Jesus há de voltar! E quando vier, aqueles que estiverem realmente preparados, com suas vidas acertadas com Deus, serão recebidos em Seu reino de glória mui excelente. Prepare-se! Ele deu Sua palavra e, com toda certeza, ela há de se cumprir. Devemos notar ainda outro detalhe extremamente relevante no relato de Daniel: a pedra não atingiu a cabeça de ouro, ou os peitos e braços de prata, ou os quadris e coxas de bronze, ou, por fim, as pernas de ferro. Não!!! Ela foi arremessada precisamente contra os pés da imagem. E o que isso quer dizer? Que Cristo não deveria estabelecer Seu reino noutra época da História terrestre, mas precisamente em nosso tempo. É isso mesmo! Queira ou não o mundo, breve Jesus vai voltar! Por que não aceitá-lo agora mesmo como Seu Salvador? Neste exacto momento, Ele está fazendo o terno convite: "Vinde a Mim." Mateus 11:28. Que o Espírito Santo possa ajudá-lo a tomar hoje mesmo essa decisão, a mais séria de toda a sua vida!

Que Deus o abençoe! Amém.