sexta-feira, 30 de outubro de 2009

TEM DEUS UM SELO! O QUE É?


O selo é definido como um instrumento de selar, usado por estados e corporações com o objectivo de garantir a autenticidade.
Um selo também é definido como anel de selar, marca, sinal e estampa.

Selar é colocar em alguém uma marca indicando que é genuína ou aprovada; podendo indicar também algo distinto, atestado, confirmado ou estabelecido. Os que amam a Deus e obedecem a Sua vontade são selados e fazem as obras do Senhor. Para ser selado é preciso colocar o amor a Deus em primeiro lugar e aceitar qual é a vontade de Deus para a sua vida. Este estudo vai identificar o selo de Deus e vai mostrar como é importante obedecer e seguir a vontade divina.

• O que é o Selo de Deus?

É o sinal da cruz? É o baptismo? São as línguas estranhas? É ser crente?

NÃO, NÃO É NADA DISSO!
Então como saber qual é o selo de Deus e onde se ele encontra?
Diz o profeta: “Sela a Lei…” Isaías 8:16.
Isto quer dizer que o selo de Deus esta na Sua santa Lei, ou seja, nos Dez Mandamentos.

• Definição de um Selo

Antes de identificarmos o selo de Deus nos mandamentos, precisamos definir as características de um selo:

1. Nome – Identifica a quem pertence.
2. Cargo – Qual é a autoridade.
3. Domínio – Território de domínio.

• Mandamentos de Deus

Qual dos dez mandamentos preenche as características de um selo?

• Primeiro – Êxodo 20:3.
• Segundo – Êxodo 20:4-6.
• Terceiro – Êxodo 20:7.
• Quarto – Êxodo 20:8-11.
• Quinto – Êxodo 20:12.
• Sexto – Êxodo 20:13.
• Sétimo – Êxodo 20:14.
• Oitavo – Êxodo 20:15.
• Nono – Êxodo 20:16.
• Décimo – Êxodo 20:17.

• O Selo de Deus

“Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.” Êxodo 20:8 a 11.

1. Nome – O quarto mandamento é o único que mostra Deus como sendo único. (Nome)
2. Cargo – O quarto mandamento é o único que mostra também que Ele é o Criador. (Cargo)
3. Domínio – O quarto mandamento é o único que diz que Ele domina céus, terra e mar e tudo o que neles há. (Território de Domínio)

• A Prova

O sábado é um sinal, ou seja, um selo, e, se preferir, uma marca entre Deus e seu povo. Portanto o selo de Deus é o sábado. A prova disto é dada pelo próprio Deus:

“Santificai os Meus sábados, pois servirão de sinal entre Mim e vós, para que saibas que Eu Sou o Senhor, vosso Deus.” Ezequiel 20:20.Veja também Êxodo 31:13 a 18.

• Quem Guardou o Sábado?

1. Adão e Eva – Gênesis 2:3.
2. Deus – Gênesis 2:1 a 3.
3. Povo de Deus – Êxodo 16:4,5, 22 a 30.
4. Estrangeiros em Israel – Isaías 56:6.
5. Profetas – Ezequiel 20:20.
6. Jesus – Lucas 4:16.
7. Virgem Maria – Lucas 23:54 a 56.
8. Apóstolos – Atos 13:13, 14; 17:2; 18:4.
9. Os Salvos no Céu – Isaías 66:22, 23.

• Como Guardar o Sábado?
1. Observar de pôr-do-sol a pôr-do-sol. Levítico 23:32.
2. Preparar-se para receber o sábado. O dia anterior ao sábado é o dia da preparação. Lucas 23:54.
3. Não trabalhar ou realizar actividades seculares no sábado – desportos, viagens, jogos, ouvir rádio, músicas seculares, assistir TV, etc. Êxodo 20:8-11; Isaías 58:13, 14.

• Pesquise na Bíblia

1. Até quando os anjos deveriam segurar os ventos? Apocalipse 7:1 a 3.
2. O que significa receber o selo na fronte? Apocalipse 7:3.
3. Que dia é o sétimo dia da semana? Êxodo 20:10.
4. É permitido praticar obras de caridade no dia de sábado? Mateus 12:11, 12.
5. Que advertência encontramos na Palavra de Deus? Isaías 56:2, 6.
6. Para benefício de quem foi dado o sábado? Marcos 2:27.

• Pense Nisto

Será o Sábado colocado na fronte?

Porque fronte é símbolo de entendimento e Deus quer que você o aceite pela razão. Por isso é necessário estudar a Bíblia de uma forma sincera e honesta.
Agora você entende porque o inimigo foi mexer justamente neste mandamento?
Este é o único que prova que Deus é o Criador.
Se tirarmos este mandamento como muitos fazem, não temos como provar que Deus é Criador.

Qual é o teu Deus?

Guardar o sábado não é apenas deixar de trabalhar, mas também declarar qual é o Deus que você serve. Para que o Criador seja o teu Deus é necessário que você guarde o sábado. Agora, se você não aceita o sábado como Dia do Senhor, você coloca dúvida sobre quem é o seu Deus, principalmente sabendo que quem mudou o sábado para o domingo foi o sistema papal sob a direção de Satanás.

“Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a benção e a maldição.” Deut. 11:26-28.

• Benção – Obedecer aos mandamentos de Deus.

• Maldição – Rejeitar os mandamentos de Deus.

Guardar o Sábado não é apenas deixar de trabalhar, mas também declarar qual é o Deus que você serve. Para que o criador seja o seu Deus é necessário que você guarde o Sábado.
Você quer receber o selo de Deus agora? Então entregue sua vida a Deus, de todo coração.

AS REVELAÇÕES DO APOCALIPSE


Mistério ou revelação? É assim que começa, com um termo paradoxal! Marcel Proust, disse um dia que "os paradoxos de hoje são os preconceitos de amanhã". Foi isto que aconteceu com o último livro da Bíblia: Apocalipse que significa simplesmente: REVELAÇÃO!
Tornou-se para muitos, sinónimo de catástrofes, fim do mundo, coisas ruins. A palavra APOCALIPSE, continua a impressionar, e isto porque se associa ao simbolismo dos 4 Cavaleiros que se aproximam e que mergulharão este mundo nas trevas.
Muitas outras pessoas, acham que o APOCALIPSE é um livro de contos e fábulas. Porque, e apesar de tudo o que se tem dito e escrito, aqui continuamos como espectadores de qual Titanic a afundar-se com os passageiros, deleitados, a ouvir a orquestra.
O barco seria agora o planeta, esta preciosa nave espacial em que todos viajamos. A orquestra as tantas interpretações que se fazem do Apocalipse. Os passageiros os seres humanos que querem, ou tudo escuro que os leve a viver um optimismo indiferente, ou tudo claro para dourar a amargura de uma realidade que abala os fundamentos da nossa civilização, põe em risco equilíbrios vitais e, é portadora de angústias as quais é urgente consciencializar por forma a tomar outra direcção.
Entrar no Apocalipse, capítulo a capítulo, é entrar numa porta que dá acesso a outras portas, elas fazem parte dum edifício, um todo, à revelação de Deus, a única portadora da verdadeira esperança.
Aceite o convite e venha daí connosco, caminharemos conduzidos à luz do Evangelho, entraremos pela porta da Boa Nova, essa que Deus tem para os que O buscam com sinceridade e sem preconceitos. É este o seu caso? Então entre!

Pr. José Carlos Costa

APOKÁLUPSIS x REVELAÇÃO


Introdução: A primeira frase do último livro da Bíblia identifica-o como sendo a “revelação de Jesus Cristo”: Apocalipse 1:1

Trata-se pois, duma revelação. Não é qualquer coisa de oculta ou misteriosa. A palavra grega “apokálupsis”, que deu origem ao termo “apocalipse”, “revelação”, refere-se a qualquer coisa da qual se retira um véu para que se possa ver, em linguagem religiosa, relaciona-se com o facto do véu ser retirado para que se veja o futuro. Apocalipse, é o livro do amanhecer, o raiar do futuro.

Porque razão o Apocalipse, ou seja, Revelação, tem hoje, esta carga negativa de livro que fala de “juízo final”? Apresentamos algumas razões:

1ª A simbologia: sete igrejas, um livro selado, 144.000, quatro cavaleiros, o selo de Deus, sete trombetas, duas testemunhas que choram, uma mulher e a lua, a besta, a marca da besta, a mensagem dos três anjos, a vindima da terra, as sete pragas, a queda da Babilónia, Satanás preso, novos céus e uma nova terra.

2ª A consciência: Um sentimento generalizado de que este livro foi escrito para o nosso tempo, os últimos dias  da história da terra (Apocalipse 22:10-12).

3ª O desconhecido: Não pretendemos ser “iluminados” mas também não queremos a responsabilidade de não tocar os sinos a rebate. Se os que ouvem se juntam ou não para aceitar a verdade neste livro contida, será do livre arbítrio de cada um. Com amor e sinceridade tocamos os sinos, (Apocalipse 1:3).

1- Qual era a razão de Jesus falar por Parábolas?

São Lucas 8:10

Nota explicativa: Jesus frequentemente escondia as verdades em linguagem carregada de símbolos, para que só os que estavam sinceramente interessados em descobrir a mesma, vivessem essa experiência na medida que se deixassem impressionar pelo Espírito Santo. Se assim não fosse os servidores de Satanás teriam destruído o Livro, fora a verdade evidente.

2- Será capaz de encontrar os 3 símbolos - chave da profecia bíblica?
2-1  Animal (ou besta): Daniel 7:23
2-2 Águas: Apocalipse 17:15  
3-3 Um dia: Ezequiel 4:6           

Nota explicativa: Onde coloca ano, multidões e reinos(poder)?

3- Na sua opinião poder-se-à confiar na profecia bíblica ?

II São Pedro 1:19

Nota explicativa: A profecia bíblica é mais fiável que uma testemunha presencial. Deus que a revela conhece melhor o futuro do que nós o passado.


4- Acha que as profecias bíblicas se podem interpretar exclusivamente com base no conhecimento humano?
II São Pedro 1:20
Apocalipse 22:18,19

Nota explicativa: Estas passagens bíblicas autenticam e previnem que a Palavra de Deus não deve ser alterada. Referindo-se ao Antigo Testamento, Flávio Josefo, historiador contemporâneo de Jesus disse: “Apesar de se terem passado séculos, ninguém ousou acrescentar, tirar ou mudar uma única sílaba” (Contra Apión i. 8).

5- Porque razão certas pessoas dizem que o Apocalipse é incompreensível?
Isaías 29:10-14

Nota explicativa: Esta passagem revela perfeitamente os desígnios de Satanás, que tem como propósito impedir que se compreenda o Apocalipse, porque este revela o seu caracter mentiroso e falso.

6- Procure outras Chaves bíblicas:
6-1. I Corintios 2:14    ­
6-2. Apocalipse 21:6    ­­­­
6-3. II Timóteo 2:15   
6-4. Actos 17:11          
6-5. Apocalipse 1:3     
6-6. São João 7:17

Nota explicativa: Para poder compreender claramente a verdade de Deus, é necessário ter o discernimento espiritual, o qual é dado pelo Espírito Santo a todos que amam e desejam servir a Deus.

7- Quais são as promessas feitas aos que querem servir e honrar o Senhor?
Apocalipse 3:10

Apocalipse 22:14

 Apelo: Qual é o seu sentimento no final deste primeiro estudo sobre o Apocalipse? Quer ir mais longe? Ser mais forte? Ter mais paz? Então, continue porque o Espírito Santo está à sua mão direita!
Os pecados mais difíceis de vencer são o orgulho e a presunção. Estes defeitos impedem o crescimento espiritual. Que Deus o abençoe!

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O PRINCÍPIO DO DIA PROFÉTICO


A questão é crucial. Se o princípio não for válido, ou, caso não deva ser aplicado a Daniel 7, 8 e 9, a nossa mensagem cai por terra. O princípio do dia profético é legítimo, e, caso o seja, por que aplicá-lo àqueles três capítulos de Daniel?
Primeiramente, o princípio do dia profético não se originou com os mileritas ou Adventistas do Sétimo Dia. Judeus e cristãos têm utilizado esse princípio há séculos, muitas vezes aplicando-o aos mesmos textos que os Adventistas usam hoje. Clemente de Alexandria (segundo a terceiro séculos d.C.), um dos fundadores da igreja cristã, aplicou o princípio do dia profético às setenta semanas de Daniel 9, assim como tem feito a maioria dos teólogos através dos séculos, tanto judeus como gentios. Um dos maiores teólogos hebreu Rashi (1040-1105 d.C.), traduziu Daniel 8:14 da seguinte maneira: "E ele disse-me: Até 2300 anos". Esse princípio tem sido reconhecido e aceito em todo o mundo durante séculos. Não é uma inovação adventista.
Qual, porém, é a evidência bíblica?
Conhecemos o texto de Números 14:34: "Segundo o número dos dias em que espiastes a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano." E Ezequiel 4:4 a 7: "Conforme o número dos dias que te dei, cada dia por um ano."
Embora estes textos possam sugerir a validade desse princípio, que outra evidência existe?
O Antigo Testamento desde há muito tem reconhecido uma relação entre dias e anos, e, em alguns casos, embora a palavra ano apareça no texto, a palavra usada no original hebreu foi dia. A comemoração da Páscoa, por exemplo, era celebrada uma vez por ano. Leia Êxodo 13:10. A tradução da versão Almeida diz: "Portanto, guardarás esta ordenança no determinado tempo, de ano em ano." Mas o original em hebraico diz literalmente, "de dias em dias", embora o texto quisesse dizer de ano em ano.
I Samuel 27:7 diz: "E todo o tempo que David permaneceu na terra dos filisteus foi um ano e quatro meses." O original hebraico diz: "dias e quatro meses", em vez de "ano e quatro meses". Em hebraico, há uma palavra comum para ano, shanab, mas nestes versos a palavra "dias" é usada, demonstrando uma ligação entre ano e dias na Bíblia. Outros exemplos desse tipo podem ser encontrados. Leia I Samuel 2:19; I Samuel 1:21; I Reis 1:1.
Todavia, mesmo que estes e outros versos ajudem a provar a ideia de uma relação entre dia e ano, podemos ter a certeza que deveríamos aplicar esse conceito às profecias de tempo de Daniel 7, 8 e 9?
Daniel 9 declara que "desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém até o Ungido", passaria sessenta e nove semanas. Mesmo que alguém defendesse que a ordem para reconstruir Jerusalém ocorresse numa data com cinquenta anos de diferença para o ano 457a.C., ainda sobrariam cerca de 400 anos entre aquela data e a vinda de Jesus – "[o] Ungido, [o] Príncipe". Se as sessenta e nove semanas fossem literais, então, desde a ordem para restaurar e reconstruir Jerusalém (quinto século a.C.) até o Messias (primeiro século d.C.) haveria sessenta e nove semanas – ou seja, um ano, quatro meses e três dias. Ridículo! O princípio do dia profético precisa ser aplicado a esta profecia, ou a mesma torna-se sem sentido. Talvez a maior prova da validade do dia profético e sua aplicação em Daniel 9, é o fato que dá certo!
Por acaso é coincidência que se aplicarmos esse princípio às sessenta e nove semanas, teremos um período de tempo que encaixa perfeitamente nos dois eventos descritos no verso?
Se não usarmos o princípio, a profecia não faz sentido; se usamos o princípio, a profecia cumpre-se com exactidão. Apenas isto já é uma prova irrefutável da validade do dia profético. Fica óbvio que o princípio do dia profético é válido para a profecia das sessenta e nove semanas, que foram "cortadas" da profecia dos 2.300 dias. Portanto, ambas fazem parte da mesma profecia.
E, se o dia profético funciona para uma parte da profecia, não seria lógico que fosse usado com sucesso na outra parte também? É claro que sim.
Na verdade, não é apenas lógico, mas absolutamente necessário. Aplicando o princípio do dia profético às setenta semanas, temos 490 anos, ou seja, 176.400 dias. Como poderíamos cortar 176.400 dias de 2.300 dias? É impossível. A única maneira de as setenta semanas poderem ser cortadas é aplicarmos o princípio do dia profético aos 2.300 dias também. De outra forma, seria como tentar tirar dois quilómetros de três metros. Portanto, o dia profético precisa ser válido nos 2.300 dias também.

Existem outras evidências a favor do dia profético nos 2.300 dias em Daniel 8:13, que é literalmente a seguinte: "Até quando durará a visão do sacrifício diário e da transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados?"
Alguns detalhes importantes devem ser notados: A tradução literal é "Até quando" estas coisas aconteceriam? - e não "Quanto tempo?" A ênfase está no término dos eventos. "Até quando" estes eventos acontecerão? Lembre-se de que a palavra para visão, hazon, tem a ver com a visão como um todo, isto é, o carneiro, o bode, etc.
E finalmente, embora a versão King James mencione a palavra concernente, (Quanto tempo durará a visão concernente ao sacrifício diário?), no hebraico não consta essa palavra, nem a própria construção do hebraico exige que ela esteja ali. Definitivamente ela não pertence ao texto.
O que quer isto dizer?
A questão diz respeito ao término ("até quando") de tudo que foi descrito: hazon, ou visão (que inclui o carneiro e o bode), o "sacrifício diário" e a transgressão assoladora estão incluídos. A pergunta não se refere apenas a visão concernente ao "sacrifício diário", ou às actividades do chifre pequeno, mas a tudo que há na visão, incluindo a parte da hazon a respeito do carneiro e do bode. "Quanto tempo" durarão estas coisas envolvendo o carneiro, o bode e o chifre pequeno? A resposta é literalmente: "Até 2300 tardes e manhãs."
Portanto, os 2300 dias envolvem todos os eventos listados na pergunta, ou seja, o carneiro, o bode e o chifre pequeno. Logo, o período de tempo inclui a Média-Pérsia, a Grécia, bem como a Roma pagã e papal. Todos esses factores estão contidos no período de tempo da pergunta "Até quando?" e devem cumprir-se em 2300 dias.
Se tomados literalmente, 2300 dias somam seis anos, três meses e vinte dias. Como poderia esta profecia ser literal e incluir todos esses eventos? Impossível. Só a Média-Pérsia durou de 539 a 331 a.C. Apenas essa nação, sem contar a Grécia e Roma, dura demais para encaixar-se em apenas seis anos. Portanto, necessariamente temos que usar o princípio profético, com o qual a profecia cobre mais de dois milénios, tempo suficiente para incluir todos os eventos. Sem o dia profético, a profecia não faz sentido.
Embora a profecia comece com nações que existiam há milhares de anos, foi dito a Daniel que a visão era para o "tempo do fim". Obviamente, qualquer que fosse o período de tempo envolvido na profecia, teria que cobrir muito mais que seis anos a fim de levar a profecia de tantos séculos no passado até o "tempo do fim". Sem o dia profético, a profecia não poderia estender-se tanto. Aqui, novamente, o dia profético soluciona o problema.
Em Daniel 7 temos este terrível poder, o chifre pequeno. Decididamente, esse é o item mais detalhado do capítulo, superando todos os outros animais, incluindo os poderosos impérios babilónicos, medo-persa, grego e romano – nações que duraram centenas de anos cada uma. Apesar do poder desses impérios, a ênfase é colocada no chifre pequeno, que é tão terrível que o próprio Deus destruirá após o julgamento.
Contudo, o poder desse chifre pequeno, pior que qualquer outro animal que durou centenas e centenas de anos, duraria três anos e meio?
Um período de três anos e meio não se encaixa na magnitude dos grandes eventos descritos nas primeiras fases da profecia. Além disso, vimos que o quarto animal foi Roma pagã, império que terminou 1500 anos atrás. O poder que a seguiu, o chifre pequeno, teria que se estender até o tempo do fim, quando Deus Se assenta para julgar e estabelecer Seu reino. Três anos e meio não são suficientes para estender-se dos dias finais de Roma pagã até o tempo do fim. Aqui, outra vez, o tempo literal não se encaixa nos eventos que são descritos na profecia, e, novamente, o dia profético soluciona o problema.
Note, também, as palavras exactas usadas nesta profecia de Daniel 7:25: "Por um tempo, dois tempos e metade de um tempo."
Que estranha maneira de dizer três anos e meio. É como se alguém perguntasse minha idade e eu respondesse: "Tenho vinte anos, dois anos e dez anos." Talvez estivesse tentando dizer outra coisa. Daniel 4:45 diz que Nabucodonosor ficaria doente, vivendo como um animal até "sete tempos por cima de ti". Por que não disse "um tempo, e tempos, e tempos, e um tempo, e metade de um tempo, e metade de um tempo"? O princípio profético não pode ser aplicado a Daniel 4:45. Obviamente, Daniel quis dizer um tempo literal, a respeito da doença do rei, e esta é provavelmente a razão por que usou um número normal.
Talvez Daniel tivesse dito: "Por um tempo, dois tempos e metade dum tempo", no capítulo 7, porque não queria dizer literalmente, três anos e meio. Em vez disso, em vez disso queria passar a ideia de um tempo profético. Daniel 7 está cheio de símbolos: um leão, um urso, um leopardo com asas, chifres que falam – todos simbolizando coisas diferentes. Logo, não seria lógico pensar que a sequência de tempo dada nesta profecia também teria algum simbolismo, especialmente quando se analisa que a mesma foi enunciada de maneira tão estranha? Claro que sim.
Os mesmos factores são encontrados nos 2300 dias. Daniel 8 também é uma visão com imagens simbólicas. Não é uma profecia sobre animais, assim como Daniel 7 não o é. É inteiramente profética. Não seria de se esperar que o tempo nesses capítulos também fosse simbólico, em vez de literal? Além do mais, "tardes e manhãs" não é maneira comum de descrever dias. A palavra típica para dias na Bíblia é yamin, plural yom, que ocorre mais de mil vezes na Bíblia. Não seria mais simples ter dito: "Até seis anos, três meses e vinte dias, e o santuário será purificado", em vez de 2300 dias? Daniel 8:14 não traz a forma típica de indicar o tempo. Em II Samuel 5:5, por exemplo é dito que o rei "reinou sobre Judá sete anos e seis meses", não 2700 dias.
Até mesmo as setenta semanas de Daniel não são uma forma comum de expressar tempo. Por que não foi dada como um ano e quatro meses e meio?
A razão para tudo isto é seguramente que o Senhor não está referir-Se a tempo literal, e usou esses números e unidades de tempo "simbólicos" para mostrar ao leitor que estava a falar de tempo profético, e não literal. Claramente, muitas evidências comprovam a validade do dia profético em Daniel 7, 8 e 9. Os capítulos simplesmente não fazem sentido sem o uso desse princípio.

JESUS NO APOCALIPSE

Introdução: Apocalipse, do grego apokálupsis, “o que se descobre”, “a revelação de Jesus Cristo”, este é o título que João deu a este livro. Título que nega de forma categórica o conceito de que o Apocalipse é um livro selado, por isso indecifrável. Neste livro está uma mensagem que Deus se propõem que os Seus “servos” na terra ouçam e guardem (Apocalipse 1:3), e só o poderiam fazer se antes a compreendessem.

Apocalipse 1:1. No grego como em português a frase “Revelação de Jesus Cristo”, tem um só significado; Jesus apresenta-se a quem o quer conhecer.

1- Que títulos são atribuídos a Jesus nos seguintes textos?:
1-1. Apocalipse 1:1
1-2. Apocalipse 1:5
1-3. Apocalipse 2:18
1-4. Apocalipse 5:8,9
1-5. Apocalipse 17:14
1-6. Apocalipse19:13-16

Nota explicativa: Jesus é identificado com 38 nomes e títulos. No livro do Apocalipse existem cerca de 250 referências à Sua sublime Pessoa. O apóstolo São João está deslumbrado com a glória e majestade do seu amado Senhor. Ele vê Jesus como Deus na forma de homem; tão completamente Deus como se não fosse homem, tão completamente homem como se não fosse Deus.

2- Como descreve São João a visão que tem de Cristo Glorificado?:
Apocalipse 1:13-18
2-1. “Vestido com vestes talares”
2-2. “Cabelos brancos como lã branca”
2-3. “Olhos como chama de fogo”
2-4. “Os pés reluzentes”
2-5. “Voz como a voz de muitas águas”
2-6. “O seu rosto era como o sol”
2-7. “Quando o vi, caí a seus pés como morto.”(Daniel 10:5-9).

Nota explicativa: São João está a contemplar Jesus pela primeira vez desde que Ele ascendeu ao Céu. E interroga-se: Quem é este ser glorioso? Não tem a forma de anjo nem de qualquer outro ser celestial, mas a forma de um homem. A Sua forma é humana apesar do Seu brilho deslumbrante!
Cristo glorificado apresentou-Se a São João na Sua semelhança humana. Porém, Ele é eternamente preexistente na condição de Segunda Pessoa da Trindade e sempre O será, mas assumiu a humanidade para toda a eternidade. Que consolo é saber que Jesus ascendeu glorificado, continua nosso irmão na identificação com a humanidade, ao mesmo tempo que é Deus!

3- Que fez Jesus por nós?:
Apocalipse 1:5

Nota explicativa: Tomando o lugar do pecador na cruz, Jesus tornou-Se tão inteiramente responsável pelo pecado como se fosse totalmente culpado. O sangue de Jesus é a única chave para o céu.

4- Que títulos nos dá Jesus?:
Apocalipse 1:6

Nota explicativa: No Antigo Testamento, os homens não podiam aproximar-se de Deus a não ser por intermédio de um sacerdote. Jesus mudou este exercício religioso. Ele torna-nos Seus iguais, ele faz de nós sacerdotes, para que possamos aproximar-nos directamente do trono da glória e falar com o Pai, por Jesus, maravilhoso!

5- Porque razão Jesus é O nosso único Salvador?:
Apocalipse 5:8,9,12

Nota explicativa: “Foi pelos crimes que pratiquei, que Ele gemeu no madeiro? Piedade admirável! Graça desconhecida! Amor sem medida!” Isaac Watts

6- Que diz a profecia, sobre a vinda do Messias à terra?:
Daniel 9:25


Nota explicativa: O termo “sete semanas, e sessenta e duas semanas” é simbólico na profecia. Ezequiel 4:6, Deus diz que um dia nos é dado por um ano literal. Sessenta e nove (69) semanas equivalem a 483 dias proféticos (69x7 = 483) ou seja 483 anos literais.

7- Apareceu o Messias 483 anos depois da profecia de Daniel?:

Nota explicativa: Jesus manifestou-Se publicamente como o Messias, no dia do Seu baptismo, ou seja no ano 27 d.C., exactamente 483 anos depois. Para facilitar a compreensão veja o gráfico:
Daniel 9:24

Nota explicativa: “Messias” em Hebraico e “Cristo” em Grego significam “o Ungido”. Jesus como Filho de Deus, tornou-Se o Ungido pelo Espírito Santo no momento do Seu baptismo (Actos 10:38; São Lucas 3:1,2. Este acontecimento teve lugar no ano 15 do Imperador Tibério César, ano 27 da era cristã).

8- Que começou a pregar Jesus depois do Seu baptismo?
São Marcos 1:14,15

Nota explicativa: É impressionante o cumprimento profético! Jesus, o verdadeiro Messias cumpriu esta extraordinária profecia cronológica. Cristo é a dinâmica de todas as Suas exigências, o cumprimento das profecias vai a par com as Suas promessas.

9- Quanto do tempo da profecia tinha Deus reservado para os Judeus?
Daniel 9:24

Nota explicativa: (70x7 = 490 anos) Este era o tempo que o Senhor tinha concedido aos Judeus, tempo de arrependimento, tempo de estudo das profecias sobre o nascimento, baptismo e crucifixão de Jesus. Tempo ainda para a reconversão. Deus é infinitamente paciente! Até quando o será connosco?

10- Quando foi Jesus crucificado?
Daniel 9:26,27

Nota explicativa: A Bíblia declara que a crucifixão deveria ter lugar no meio da semana, ou na última semana das 70. Ano 27 d.C., ano do baptismo, se juntarmos 3 anos e ½ chegaremos ao ano 31 d.C., quando teve lugar a crucifixão de Jesus Cristo. Na outra metade da semana (3 ½), inicia-se a perseguição à Igreja Primitiva, com a morte de Estêvão, ano 34 d.C., (Actos 7:58-60), volte de novo ao gráfico.

11- No início do Seu ministério Jesus faz um apelo ao arrependimento, no mesmo discurso a que profecia faz Ele referência?:
São Marcos 1:15

Nota explicativa: À profecia de Daniel 9:24-27. Jesus começa o Seu ministério público (3 anos e ½) com plena consciência de que os tempos preditos eram agora iniciados e terminariam com “destruí este templo, e em três dias o levantarei de novo” (São João 2:19).

12- Por quem morreria Jesus?:
São João 3:16

Apelo: Jesus não morreu como um herói, ou um mártir, Jesus morreu por cada pecador, morreu por si e por mim. Ele foi abandonado na Cruz, para que nenhum dos que olham para Ele com fé, se sinta abandonado. A morte de Cristo foi o mais terrível golpe que poderia ser desferido contra o império das trevas.

Quer dizer: Jesus meu Salvador e Senhor, obrigado, por tanto amor. Que Deus o abençoe!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O CONLTIO DOS SÉCULOS NO APOCALIPSE



Introdução: Um conflito de proporções cósmicas, bem organizado, tem tido lugar na nossa Terra. Não se trata de um drama com carácter virtual, ou de ficção, mas algo bem concreto que desde os primórdios da raça humana tem tocado todos os seres humanos de forma indiscriminada, crentes e descrentes, brancos e negros, ricos e pobres, sábios e humildes, velhos e jovens. Este conflito também lhe toca a si.

Jesus o Filho de Deus, dirige com poder as forças do Bem. Ele têm demonstrado um apreço infinito por cada criatura que trilha os caminhos poeirentos desta terra, a todos Ele dispensa, nesta luta, apoio, simpatia e força. Ele é digno da nossa admiração e da nossa confiança.
Por outro lado, alguém conduz as forças do mal com poder e astúcia, de forma impiedosa ataca e destrói, inspira o ódio e a dissensão, envia os seus mensageiros em missões de separar, sem escrúpulos, os filhos dos pais, o marido da esposa, instila ódio entre irmãos, dissemina a doença, a dor, a solidão e a morte.

No princípio quando Deus criou Adão e Eva, colocou nos seus corações a necessidade de amarem e serem amados, bem como o sentido da adoração ao Criador. Porém o adversário de Deus, Satanás, tem conseguido inverter esses sentimentos e modificá-los. Muitos, a maioria, inocentemente se têm deixado cair nesta armadilha de sofrimento e morte. É propósito do Apocalipse revelar este drama e convidar os sinceros a voltar à origem, como quando não havia mal, para tanto podemos contar com o apoio e força de Jesus e de todos os Seus anjos.

1- Que títulos atribui o Apocalipse a Satanás ?:

Nota explicativa: Satanás é mencionado de forma específica 55 vezes no Apocalipse, muitas outras vezes agindo através dos seus agentes, com um propósito permanente destruir a obra de Deus e o Seu povo.
A cruz do Calvário é o clímax da revelação do carácter malévolo de Satanás e é simultaneamente a manifestação grandiosa do amor de Deus. A cruz representa o preço pago por cada ser humano que reconhece em Jesus o Salvador pessoal.

2 – Qual é a origem do Diabo?:
Apocalipse 12:7-9; II São Pedro 2:4

Nota explicativa: São João apresenta a história breve do conflito que houve no céu entre Satanás e Cristo, desde a origem até ao momento em que Cristo triunfou sobre a cruz (Colossenses 2:14,15), altura em que Satanás foi definitivamente expulso do céu (Apocalipse 12:10-12), onde continua o conflito até ao tempo do fim (Apocalipse 12:13-16).
Em Apocalipse 12:7-9, São João centra a sua atenção particularmente no céu, em relação com a morte de Jesus na Cruz. Ainda que se possa entender na frase: “E houve guerra no céu”, uma referência ao tempo anterior à criação e habitação da terra, quando as hostilidades do dragão começaram porque Lúcifer aspirava a ser semelhante a Deus (Isaías 14:13,14; Ezequiel 28:12-16).
No livro de Ezequiel, Satanás é apresentado na figura do rei de Tiro. Em Isaías, como rei de Babilónia, ou seja o que governa, o que ele pretendia fazer no céu, e que continua a querer concretizar no coração de cada ser humano.

3 – Quantos anjos se uniram a Lúcifer e com ele foram expulsos do céu?:
Apocalipse 12:3,4,7-9

Nota explicativa: “Estrelas” nestes textos significam anjos (Apocalipse 1:20). Esta figura já tinha sido utilizada por Jó quando diz: “...as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e rejubilavam todos os filhos de Deus” (Jó 38:7). Quer dizer que durante a criação os anjos cantavam. A verdade é que Satanás conseguiu seduzir 1/3 dos anjos do céu. Quem consegue fazer tal coisa com anjos que não conheciam o pecado, confirma de forma inequívoca um poder extraordinário para seduzir e convencer. A única segurança é morar perto de Jesus.

4 – Qual é a origem de Satanás e dos anjos?:
Colossenses 1:16

Nota explicativa: Jesus criou todas as coisas, Ele também criou o anjo que introduziu o pecado no universo. Como terá Jesus sofrido ao ver a rebelião e a maldade a desenvolver-se no coração deste anjo? Era o anjo mais magnifico do céu! Tornou-se no entanto um rebelde, e separou-se de Deus. O mesmo acontece hoje, o pecado provoca rotura, tristeza e infelicidade.

domingo, 25 de outubro de 2009

AS SETE IGREJAS DOS APOCALIPSE

Introdução: Os livros do Novo Testamento são, antes de tudo, cartas escritas pelos Apóstolos às igrejas (grupos de pessoas) ou a pessoas (personalizadas). Os cristãos aceitam todas estas cartas - livros - como sendo a Palavra de Deus. O Apocalipse começa com sete cartas de Jesus Cristo dirigidas a sete Igrejas. Estas cartas são portadoras de amor e de conselhos especiais de Deus. Iremos agora dedicar-lhes a nossa atenção e convidamos os nossos amigos a dar-lhes o maior acolhimento. Elas são também para si!

1- Por que razão Jesus alerta contra a possibilidade de tentar mudar a Sua Palavra?
Apocalipse 22:18-19.
Nota explicativa: Todo o conteúdo do Apocalipse é muito importante. Nada, mas mesmo nada, deve ser posto de parte. Nada se deve acrescentar ou retirar, nem mesmo com a intenção de melhorar.

2- Onde estavam situadas as sete Igrejas?
Apocalipse 1:4.

Nota explicativa: Não restam dúvidas de que as sete cartas foram dirigidas originalmente a sete Igrejas situadas na Ásia Menor. As suas mensagens aplicam-se a todos os cristãos de hoje, da mesma forma que todas as outras cartas e livros da Bíblia. II Timóteo 3:16-17.

2-1. Quais são as três mensagens principais destas cartas?

2-2. Deus conhece tudo o que se relaciona connosco: Apocalipse 2:2,9,13,19; 3:1,8,15.

2-3. Vencer por, e com, Jesus é um imperativo: Apocalipse 2:7,11,17,26; 3:5,12,21.

2-4. Escutar o Espírito Santo. Sem esta experiência ninguém pode sentir arrependimento e viver a experiência do novo nascimento (nascer para uma nova vida espiritual). Jesus dá muita importância a este tema: Apocalipse 2:7,11,17,29; 3:6,13,22.

3- O que representam as sete Igrejas?

Ao avançarmos no nosso estudo verificarão que elas representam sete períodos da história cristã, desde o tempo de São João até à Vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.

3.1. ÉFESO - O PERÍODO APOSTÓLICO (período compreendido entre os anos 34 e 100 d.C): Apocalipse 2:4.

Nota explicativa: Esta Igreja cresceu rapidamente. No final do século havia mais de 6 milhões de cristãos espalhados pelo mundo. Entretanto foram perdendo o seu primeiro amor por Jesus e pela maravilhosa mensagem da salvação.

3.2. ESMIRNA – TEMPO DAS PERSEGUIÇÕES (período compreendido entre os anos 100 e 313 d.C): Apocalipse 2:10-11.

Nota explicativa: O Império Romano tentou destruir o Cristianismo. Só Deus sabe quantos foram decapitados, queimados vivos, lançados aos leões ou mortos à espada. Neste tempo tão difícil a Igreja vivia tão próxima de Jesus que Ele não lhe dirige nenhuma repreensão, ao contrário, encoraja e anima a Sua amada Igreja.

3.3. PÉRGAMO – PERÍODO DE COMPROMISSO (4º,5º e primeira parte do 6º século): Apocalipse 2:14-15.

Nota explicativa: A Igreja faz compromissos com o Estado. O Imperador Constantino sente a necessidade do apoio da Igreja e “faz-se cristão”. Satanás, que não tinha conseguido destruir a Igreja de Deus através da perseguição, corrompe-a com a popularidade e práticas pagãs que são introduzidas na Igreja.

3.4. TIATIRA – TEMPOS DE APOSTASIA (última parte do 6º até ao século 16 : 538-1560 d.C): Apocalipse 2:20.

Nota explicativa: A história desta Igreja preenche um período de quase mil anos. Ou seja desde o século 6 até ao princípio do século 16). Este período é conhecido por “Idade Média”. A Bíblia foi literalmente colocada de parte. Tempo de apostasia, representada por uma mulher, Jezabel (ver 1ª de Reis 18), símbolo do paganismo que suplanta os ensinos bíblicos.
A Igreja durante este período tornou-se completamente infiel a Jesus Cristo e é mesmo considerada “infiel” e “prostituta” (Apocalipse 2:22-23). Ela deixa de facto o Esposo e em consequência não é mais a Sua esposa.

3.5. SARDES – TEMPO DA REFORMA (período que vai de 1560 a 1790 d.C): Apocalipse 3:1-2.

Nota explicativa: Levantam-se grandes responsáveis espirituais, certamente suscitados por Deus para reconduzir “um resto”, os fiéis à Bíblia e a Jesus Cristo. Estes são os Reformadores entre os quais se destacam Wycliffe, João Huss, Jerónimo, Lutero, Zwínglio, Calvino, Knox e tantos outros. Infelizmente quando estes homens morreram, os seus sucessores, no lugar de procurarem com oração a verdade da Primeira Igreja, ficaram cristalizados e não progrediram.

3.6. FILADÉLFIA – PERÍODO DE DESPERTAMENTO (o significado da palavra é “amor fraternal” e é a Igreja que medeia o período entre 1790 a 1840 DC): Apocalipse 3:7-8.

Nota explicativa: Neste período nasceram e espalharam-se pelo mundo as “missões estrangeiras”. As Sociedades Bíblicas americanas, britânicas, e outras, foram organizadas com o objectivo de levar a Bíblia “a todo o povo, nação, tribo e língua.” Iniciaram-se os estudos sobre os livros de Daniel e Apocalipse. Sem dúvida este movimento religioso levou a um despertamento religioso espantoso. Repare-se que Jesus não dirige nenhuma reprovação a esta Igreja.

3.7. LAODICEIA – O CRISTIANSIMO CONTEMPORÂNEO (esta é o último período da Igreja de Deus e inicia-se no meio do século 19 - 1840 - e terminará com a Gloriosa Vinda de Jesus): Apocalipse 3:16-18.

Nota explicativa: Os nossos corações estremecem ao saber que Laodiceia representa a Igreja contemporânea. É uma Igreja que tem toda a Verdade Bíblica. Tem, no entanto, grande necessidade dos cuidados divinos. De facto precisa de três medicamentos urgentes e permanentemente.

4- Quais são os três medicamentos que fazem falta à Igreja do Resto?
Apocalipse 3:18.

Nota explicativa: 1- Ouro; o ouro representa a verdadeira riqueza celeste que se manifesta num carácter semelhante ao de Cristo. Este carácter só se adquire pelo conhecimento da Palavra de Deus e aplicado pela fé na vida, para que actos de amor sejam manifestos (Gálatas 5:6):
2- Vestes brancas; as vestes brancas representam a justiça de Jesus (Isaías 61:10; Apocalipse 19:8). A justiça de Cristo é oferecida gratuitamente, recebe-se unicamente pela fé e conserva-se da mesma forma, pela fé (Romanos 1:17).
3- Colírio; representa o discernimento para compreender a Palavra de Deus. Não é dom do homem, é graça do Espírito Santo.

5- Como podemos receber este dom precioso?
Apocalipse 3:20.

Apelo: Se é verdade que Jesus pode abrir qualquer porta, na verdade não há nenhuma dificuldade que não possamos vencer com Ele ao nosso lado! Há, no entanto, uma porta que Ele nunca força: a porta do amor! Só os que aceitam toda a Sua verdade com amor fazem parte de Laodiceia, a estes o Senhor está pronto a aplicar o remédio divino para os curar. Se você fez este estudo, está interessado/a em fazer parte da Igreja de Laodiceia. Deus o/a abençoe!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

OS QUATRO CAVALEIROS DO APOCALIPSE

Introdução: Recentemente o jornal inglês “The Sunday Telegraph” relacionava os cataclismos que têm assolado a Terra com os 4 cavaleiros do Apocalipse “os modernos cavaleiros do Apocalipse estão aí, os seus nomes são Guerra, Fome, Pestilências e Morte.” Este artigo de várias páginas era ilustrado com os cavaleiros um com uma espada na mão, outro com uma balança, um outro com um arco e flechas, o último com uma forquilha. Era também ilustrado com fotos da destruição das florestas, a perda dos glaciares, dilúvios, erosão do solo, crianças africanas desnutridas e os furacões que têm assolado a América Central e do Norte.

Será que esta descrição tem alguma coisa a ver com os quatro cavaleiros do Apocalipse?

1- O cavalo branco:
Apocalipse 6:2.
Nota explicativa: No Apocalipse a cor branca é sempre um símbolo de Cristo, ou de algo associado com Jesus, como por exemplo vitória espiritual:
• Jesus glorificado tem cabelos brancos como a neve. Apocalipse 1:4
• Os fiéis receberão uma pedrinha branca, com um novo nome escrito sobre ela. Apocalipse 2:17
• Os vestidos dos salvos são brancos. Apocalipse 3:4,5,18
• Aos mártires são dadas vestes brancas. Apocalipse 6:11.
• Vestida de branco estará a grande multidão (os redimidos de todas as eras). Apocalipse 7:9-13
• O Filho do homem é visto sobre uma nuvem branca. Apocalipse 14:14
• No julgamento final, Deus é visto assentado num trono branco. Apocalipse 20: 11
• Não resta dúvida entre associação da cor branca e Cristo e os Seus fiéis.
Assim, o branco é a cor de Cristo e da Sua justiça. Significa que o primeiro cavaleiro representa a verdadeira religião bíblica, ou o verdadeiro cristianismo, que oferece a Palavra de Deus “pão da vida ou pão dos anjos”. O cavaleiro não é violento, é portador da paz interior e do pão da vida. O verdadeiro cristianismo é o oposto da guerra, da fome e da morte.

2- O cavalo vermelho:
Apocalipse 6:4.

Nota explicativa: Houve mudanças, agora já não é um cavalo branco, mas vermelho. Se o primeiro cavaleiro representava o verdadeiro cristianismo, este cavalo é da cor do sangue. Descreve com rigor o período desde o ano 100 até ao ano 313 d.C., quando Constantino assina em Milão o Édito de Tolerância. Se o branco representa a pureza da fé, então o cavalo vermelho deve considerar-se como a corrupção da fé pela introdução de inúmeras heresias. Crenças pagãs como adoração do sol, (deus principal de Constantino que se fez passar por cristão, aceitando o baptismo à hora da morte) e ritos estranhos à fé cristã substituíram grande parte dos princípios estabelecidos por Cristo e ensinados pelos Seus Apóstolos.
São Paulo profetizou acerca deste período em que as doutrinas santas passariam por um processo de paganização (Actos 20:27-31; II Tessalonicenses 2:6; II Timóteo 4:1-4). São Pedro também não ficou em silêncio em relação a este assunto (II Pedro 2:1-3). A igreja tradicional que absorveu estes ritos continua a mantê-los apesar de serem frontalmente contra a Palavra Santa.
Roma cristã não crucificou pessoas como o fizera a Roma pagã. Não, Roma cristã queimou-as vivas!
Roma pagã torturou criminosos que roubavam. Roma cristã torturou os seguidores de Cristo que liam a Bíblia!
Foi a igreja que conquistou o mundo, ou foi o mundo que conquistou a igreja?

3- O cavalo preto:
Apocalipse 6:5.

Nota explicativa: Representando o cavalo branco vitória e pureza (veja o que diz São Paulo aos Colossenses 1:23), deve considerar-se que o cavalo preto indica derrota, ou que a sua cor denota uma ainda maior corrupção da fé genuína.
A balança (em grego zugós “jugo”) pela semelhança dos braços da balança. Considera-se que este símbolo descreve a condição espiritual dentro da igreja depois que o cristianismo foi legalizado a partir do século IV, quando se uniram a igreja e o estado. No seguimento dessa união, a igreja preocupou-se especialmente com os assuntos seculares; em muitos casos houve um esquecimento total da espiritualidade.
A balança é certamente símbolo da preocupação material. Não se trata aqui de uma guerra vitoriosa na proclamação do Evangelho, nem tão pouco de derramamento de sangue como no segundo cavalo, mas de um efeito muito mais perverso e terrível: a fome. A fome espiritual a que foram votados os cristãos, e o mundo necessitado do pão da vida.

4- Cavalo amarelo:
Apocalipse 6:8.

Nota explicativa: Amarelo, a cor do temor e da morte. “o que estava sentado sobre ele tinha por nome Morte”. Como compreender este simbolismo ? Que se terá passado na história da igreja e da civilização que leve a pensar em “morte, inferno, poder para matar à espada, fome, peste...”. Parece relacionar-se com degradação progressiva da moral, problemas de saúde que se agravam, pragas e pestilências. Morte nas águas, morte da terra, poluição do ar.
A religião que não satisfaz as necessidades profundas da alma, o aproveitamento e multiplicação de “vendedores da fé” sem preocupação com a religião pura e sem mácula, a que foi fundada pelo Senhor Jesus.
É tempo, de procurar o pão de Deus. É tempo de viver sob o poder de Cristo. Os impérios (religiões) construídos sob a força e saber humano desmoronam-se, mas a verdade edificada sobre Cristo permanece para sempre.
Ainda que a verdade, como a rosa, tenha espinhos, os homens rectos levam-na junto do coração. As nossas almas devem ser o santuário e o refúgio da verdade. Mesmo que a verdade doa, aceite-a de qualquer maneira.
Respondendo à pergunta inicial devemos dizer: Deus revela o futuro, não o futuro que Ele quis que fosse, mas o futuro que os homens, gerindo a liberdade prerrogativa dada por Ele, constróem com Deus ou sem Ele. E sem Deus as forças do mal são implacáveis.
Deus continua a ser o que foi para Abraão “Eu sou o teu escudo” (Génesis 15:1) e para Davi “o Senhor é a minha força e o meu escudo” (Salmo 28:7; Salmo 119:114).
Faça a sua história ao lado de Jesus e terá paz no meio das agruras, esperança no meio das lágrimas, equilíbrio emocional num mundo de doentes depressivos. Aceite agora Jesus como seu Salvador e Companheiro na jornada da vida, porquê hesitar?

Apelo: Não deixe de estudar os Sete Selos, este assunto interliga-se, como certamente reparou, com os quatro Cavaleiros. Separámos os estudos para tornar mais fácil a sua compreensão. Deus o/a abençoe!

AS 7 IGREJAS: do 1º século ao fim dos tempos (Ap. 1:12 ao cap.3)


OS 7 SELOS: INICIO DO PRIMEIRO SÉCULO ATÉ AO RETORNO DE JEUS (Ap. 4:1-8:1)