domingo, 13 de setembro de 2009

TEMPO DO ALTO CLAMOR

Que todos os que alegam crerem que o Senhor virá em breve, examinem as Escrituras, como nunca antes; pois Satanás está resolvido a colocar em acção todos os artifícios possíveis para manter em trevas as almas, e cegar a mente face aos perigos dos tempos em que vivemos. Este é um tempo de estudo sério e responsável da Palavra de Deus, só pode ser assim se for acompanhado com oração. Estas são as condições necessárias para o Espírito Santo esclarecer a alma com a verdade redentora.
O tempo de prova final está muito próximo, não há tempo a perder, é tempo de começar o Alto Clamor e o Espírito Santo fará esta obra com crentes muito zelosos e esclarecidos, devemos antes desenvolver uma plena confiança no Redentor que perdoa os pecados.
Este é o princípio da luz do anjo cuja glória há de encher a Terra. Pois é a obra de cada um a quem veio a mensagem de advertência, exaltar a Jesus e apresentá-Lo ao mundo como foi revelado em tipos, prefigurado em símbolos, manifestado nas revelações dos profetas, patenteado nas lições dadas aos Seus discípulos e nos maravilhosos milagres operados em benefício dos filhos dos homens. Examinai as Escrituras, pois são elas que testemunham d´Ele. “Se quiserdes ficar firmes através do tempo de angústia, tereis de conhecer a Cristo e apropriar-vos do dom de Sua justiça, que Ele atribui ao pecador arrependido.” Review and Herald, 22 de Novembro de 1892.
Por meio de Cristo provê-se ao homem tanto a restauração como a reconciliação. O abismo produzido pelo pecado foi transposto pela cruz do Calvário. Foi pago por Jesus um resgate pleno e completo, em virtude do qual o pecador é perdoado e mantida a justiça da lei. Todos os que crêem que Cristo Se ofereceu como sacrifício pelo pecador podem chegar-se a Ele e receber o perdão dos pecados; pois pelos méritos de Cristo, franqueou-se a comunicação entre Deus e o homem. Deus pode aceitar-me como filho Seu, e eu posso reclamá-Lo como meu Pai amoroso e n´Ele me regozijar. Temos de centrar as nossas esperanças quanto ao Céu tão-somente em Cristo, porque Ele é o nosso substituto e penhor. Transgredimos a lei de Deus, e pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Os melhores esforços que o homem, nas suas próprias forças, pode fazer, não têm valor para satisfazer a santa e justa lei que ele transgrediu; mas pela fé em Cristo pode ele reclamar a justiça do Filho de Deus como toda-suficiente. Cristo, na Sua natureza humana satisfez as exigências da lei. Suportou a maldição da lei pelo pecador, por Ele se fez expiação, para que todo aquele que n´Ele crê não pereça mas tenha a vida eterna. A fé genuína apropria-se da justiça de Cristo, e o pecador é feito vencedor com Cristo; pois ele se faz participante da natureza divina, e assim se combinam divindade e humanidade.
Quem procura alcançar O Céu por suas próprias obras, guardando a lei, tenta uma impossibilidade. Não pode o homem salvar-se sem a obediência, mas suas obras não devem provir de si mesmo; Cristo deve operar nele o querer e o efectua, segundo Sua boa vontade. Se o homem pudesse salvar-se por suas obras, teria ele algo em si mesmo, pelo qual se alegrar. O esforço que o homem faz em suas próprias forças para obter a salvação, é representado pela oferta de Caim. Tudo que o homem pode fazer sem Cristo é poluído pelo egoísmo e pecado; mas aquilo que é operado pela fé é aceitável a Deus. Quando procuramos alcançar o Céu pelos méritos de Cristo, a alma faz progresso. Olhando para Jesus, autor e consumador de nossa fé, podemos prosseguir de força em força, de vitória em vitória; pois por meio de Cristo a graça de Deus operou nossa salvação completa.
“Sem fé é impossível agradar a Deus. A fé viva habilita o seu possuidor a apoiar-se nos méritos de Cristo, habilita-o a tirar grande conforto e contentamento do plano da salvação.” Review and Herald, 1º de Julho de 1890.
Está a chegar ao fim o período (Ap:14:6-11), um novo anjo vem para dar poder suplementar ao povo consagrado na proclamação das três mensagens angélicas, no cumprimento profético proclama o profeta : “com grande autoridade, e a terra foi iluminada com o seu esplendor. Ele clamou com poderosa voz: Caiu, caiu e grande Babilónia” (Ap. 18), a sua glória iluminará o mundo e a mensagem triunfará, mas os que não andam na sua luz não triunfarão com ela. ... Chegou o tempo solene em que os pastores deviam estar a chorar entre o pórtico e o altar, clamando: "Poupa o Teu povo, ó Senhor, e não entregues a Tua herança ao opróbrio." Joel 2:17. É um dia em que, em vez de exaltar a alma com presunção, os pastores e o povo deviam estar a confessar os seus pecados diante de Deus e uns aos outros. A lei de Deus é invalidada, e mesmo entre os que defendem as suas exigências há alguns que transgridem os seus preceitos sagrados. A Bíblia será aberta de casa em casa e homens e mulheres terão acesso a esses lares, e mentes serão abertas para receber a Palavra de Deus; e, quando chegar a crise, muitos estarão preparados para tomar decisões correctas, mesmo em face das tremendas dificuldades que serão ocasionadas pelos enganosos milagres de Satanás. Embora estes confessem a verdade e se tornem cooperadores de Cristo na hora undécima, receberão idêntica recompensa à daqueles que trabalharam o dia todo. Haverá um exército de crentes resolutos que permanecerão tão firmes como uma rocha durante a última prova. ... “Crescente luz incidirá sobre todas as grandiosas verdades da profecia, e elas serão vistas com compreensão e luminosidade, porque os brilhantes raios do Sol da Justiça iluminarão o conjunto total. ... “ Mensagens Escolhidas – Volume 3, 390, 2
“Deus está a despertar uma classe de pessoas para dar o alto clamor da terceira mensagem angélica. ... O objectivo de Satanás agora é suscitar novas teorias para desviar a mente da verdadeira obra e da genuína mensagem para este tempo. Ele incita as mentes a dar uma falsa interpretação da Escritura, um alto clamor falso, para que a mensagem autêntica não tenha o seu efeito quando ela vier. Esta é uma das maiores evidências de que o alto clamor logo será ouvido e a Terra se iluminará com a glória de Deus.” Carta 20, 1884.
“A luz que recebemos sobre a terceira mensagem angélica é a legítima. O sinal da besta é exactamente o que tem sido proclamado. Nem tudo o que se refere a este assunto é compreendido; nem compreendido será até que tenha sido completamente aberto o rolo do livro. Uma solene obra será, entretanto, realizada no mundo. A intimação do Senhor aos Seus servos é esta: "Clama em alta voz, não te detenhas, levanta a tua voz como a trombeta.” Test. Seletos V 2, 371, 7.
“Cumpre-nos, na nossa obra, dar mais atenção à reforma da temperança. Todo dever que pede reforma, envolve arrependimento, fé e obediência. Isto significa o reerguer da alma a uma vida nova e mais nobre. Assim toda a verdadeira reforma tem o seu lugar na obra da terceira mensagem angélica. A reforma da temperança requer a nossa especial atenção e apoio. Devemos, nas nossas reuniões campais, (e cultos) chamar a atenção para esta obra, tornando-a um assunto vivo. Precisamos apresentar ao povo os princípios da verdadeira temperança, e pedir o compromisso da temperança. Importa dar cuidadosa atenção aos que se acham escravizados pelos maus hábitos. Cumpre-nos levá-los à cruz de Cristo.” Test. Seletos V 2, 398, 2.
Amado/a irmão/ã, Deus perguntou e continua a peruntar: A quem enviarei, e quem irá por nós?
Qual foi a resposta do profeta (Is. 6:8) Isaías?: Eis-me aqui, envia-me a mim.
Qual será a sua resposta? Será facil deduzir qual será "Eis-me aqui", mil vezes o temos repetido, infelizmente, não temos agido em conformidade. A questão é outra. Quem está pronto/a a ser purificado/a pela brasa viva do altar de Deus?
Bêñçãos estão prontas para todos que responderem com sinceridade e os frutos serão abundantes!

sábado, 5 de setembro de 2009

A SACUDIDURA

"Haverá uma sacudidura entre o povo de Deus, mas isto não é a verdade presente a ser levada às igrejas. “ Mensagens Escolhidas, vol.3, pág.13.
DEIXAREMOS DE COMPREENDER A VERDADE SOBRE A SACUDIDURA?
"Tem-me sido mostrado que muitos dos que professam a verdade presente, não sabem o que crêem. Não compreendem as provas da sua fé, não apreciam devidamente a obra para este tempo. Homens que agora pregam a outros, ao examinarem, quando chegar o tempo de angústia, a posição em que se encontram, verificarão que há muitas coisas para as quais não podem dar uma razão satisfatória. Até que fossem assim provados, desconheciam a sua grande ignorância. E há na Igreja muitos que contam por certo que compreendem aquilo que crêem, mas que, até surgir uma discussão ignoram a sua fraqueza. Quando separados da mesma fé, e forçados a estar sozinhos e expor por si mesmos a sua crença, ficarão surpreendidos de ver quão confusas são as suas ideias do que tem aceito como verdade. É certo que tem havido entre nós um afastamento do Deus vivo e um voltar-se para os homens, pondo a sabedoria humana em lugar da Divina." Testemunhos Selectos, vol.2, pág.312.
"O Senhor deseja que toda a alma que professa crer na verdade tenha inteligente compreensão do que seja a verdade. Surgirão falsos profetas e enganarão a muitos. Tudo quanto possa ser sacudido, será sacudido. Não convém portanto a cada um compreender as razões da nossa fé? Em lugar de haver tantos sermões deveria haver mais acurado exame da Palavra de Deus, abrindo as Escrituras, texto por texto, e buscando as fortes provas que sustentam as doutrinas fundamentais que nos trouxeram aonde nos encontramos, sobre a plataforma da Verdade Eterna." Mensagens Escolhidas, vol.2, pág.392.
"Ninguém deve temer de ir a extremos enquanto a um atento estúdio da Palavra, humilhando a alma a cada passo. Cristo nele deve habitar pela fé. Ele, seu exemplo era sereno, andava em humildade, tinha paciência. Caso nós, individualmente, possuirmos esses traços de carácter, que aceitam a Justificação pela Fé, não haverá extremistas." Mensagens Escolhidas, vol.2, pág.22.
O QUE DETERMINARÁ A SACUDIDURA?
"Perguntei o significado da sacudidura que eu vira, e foi-me mostrado que era determinada pelo testemunho directo contido no conselho da Testemunha Verdadeira à Igreja de Laodicéia, este produzirá efeito no coração daquele que o receber, e o levará a empunhar o estandarte e propagar a verdade directa. Alguns não superarão este testemunho directo, levantar-se-ão contra ele, e isto é que determinará a sacudidura." Primeiros Escritos, pág.270.
QUAL É A MENSAGEM DE DEUS À IGREJA DE LAODICÉIA?
"A mensagem dada pelos irmãos Waggoner e Jones é a mensagem à Igreja de Laodicéia." Carta nº 24, 1882.
COMO SE CHAMA ESTA MENSAGEM?
"Na sua grande misericórdia, enviou o Senhor preciosa mensagem ao seu povo por intermédio dos pastores Waggoner e Jones. Essa mensagem devia pôr de maneira mais proeminente diante do mundo o Salvador crucificado, o sacrifício pelos pecados do mundo. Apresentava a justificação pela fé no fiador; convidava o povo para receber a justiça de Cristo, que se manifestava na obediência a todos os mandamentos de Deus..." Testemunhos para Ministros, págs.91 e 92.
"A presente verdade – justificação pela fé – é a Mensagem de Deus; leva as credenciais Divinas, pois o seu fruto é para a santidade." Mensagens Escolhidas, vol.1, pág.359.
FOI ESTA MENSAGEM RECEBIDA?
"Vi que o testemunho da Testemunha Verdadeira não teve a metade da atenção que deveria ter. O solene testemunho de que depende o destino da Igreja tem sido rejeitado por muitos, senão rejeitado de todo. Tal testemunho deve operar profundo arrependimento; todos os que recebem a verdade e lhe obedecem serão purificados." Primeiros Escritos, pág.270.
"O Senhor enviou uma mensagem a fim de despertar o Seu povo para se arrepender e praticar as primeiras obras; mas como tem recebido esta mensagem? Enquanto alguns a têm observado, outros a tem em pouca ou nenhuma consideração, tanto a Mensagem como o Mensageiro. Feneceu a espiritualidade e uma mecânica e formal profissão de fé tomou o lugar do amor e da devoção. Há de continuar este deplorável estado de coisas?" Cristo, Nossa Justiça, pág. 55.
POR QUE A MENSAGEM DE DEUS NÃO FOI ACEITE PELA MAIORIA DO POVO?
"A indisposição de ceder a opiniões preconcebidas e de aceitar esta verdade estava a base de grande parte da oposição manifestada em Mineápolis contra a Mensagem do Senhor através dos irmãos Waggoner e Jones." Mensagens Escolhidas, vol.2, pág.234.
"A Assembleia da Associação Geral em Mineápolis, 1888, foi assinalada pela discussão do tema da Justificação pela fé. Preocupados em resguardar a importância da lei, negligenciada por séculos, os líderes do movimento adventista esqueceram-se de exaltar os incomparáveis encantos de Cristo." Cristo, Nossa Justiça, Contra capa.
"O inimigo do homem e de Deus não quer que esta verdade (justificação pela fé) seja apresentada claramente, pois ele sabe que o seu poder será quebrantado se o povo a receber inteiramente. Se ele puder dominar as mentes de modo que a dúvida, incredulidade e trevas constituam a experiência dos que professam ser filhos de Deus, pode vencê-los pela tentação." Obreiros Evangélicos, pág. 161 ou Cristo, Nossa Justiça, págs. 59 e 60.
"Em Mineápolis deu Deus ao Seu povo pedras preciosas da verdade numa nova versão. Esta luz celestial foi rejeitada por alguns com a mesma teimosia com que os judeus demonstraram quando rejeitaram a Cristo. Deus faz planos no tempo anual, para que a obra receba um novo desenvolvimento. Satanás vê isto, e está decidido a impedir a obra... A obra anual é realmente surpreendente, porém com diversas barreiras provenientes do fato dos assuntos demonstrados ao povo duma maneira errada. O que é alimento para a igreja é como algo perigoso que não se deve entregar..." Manuscrito 13, 1889.
"Nossa posição actual é interessante e perigosa. O perigo de recusar a luz do céu deve fazer-nos vigiar em oração para que nenhum de nós tenha um coração mau e incrédulo. Exaltai a Jesus diante do povo. Passai nas vergas das portas O sangue Do Cordeiro do Calvário, e estareis seguros." Cristo, Nossa Justiça, pág. 61.
QUANTOS SERÃO SACUDIDOS?
"Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do 3º anjo, mas não a tem santificada pela obediência à verdade, abandona a sua posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu espírito, chegarão a ver as coisas quase sob a mesma luz, e vindo a prova, estarão prontos a escolher o lado fácil e popular." O Grande Conflito, pág. 614.
O QUE DEVEMOS FAZER PARA NÃO SERMOS SACUDIDOS?
"Se desejais permanecer firmes no tempo de angústia, precisais conhecer a Cristo e apropriar-vos do dom de Sua Justiça, a qual Ele imputa ao pecador arrependido." Cristo, Nossa Justiça, pág. 144.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

AS SÉTIMAS ÚLTIMAS PRAGAS

1- Qual é a final advertência divina contra o falso culto?
(Apocalipse 14:9,10) – E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão. Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.
Nota: Durante o tempo de provação a ira de Deus é sempre temperada, ou misturada, com misericórdia. Assim o profeta Habacuque ora: “Na ira lembra-Te da misericórdia.” Habacuque 3:2. A ira de Deus sem ser acompanhada de misericórdia só é derramada quando a misericórdia tiver cumprido a sua obra, e o mal atingido o limite, não havendo mais remédio. – ver Génesis 6:3; 15:16; 19:12, 13; 2ª Crónicas 36:16; Mateus 23:37,38; Lucas 19:42-44; 2ª Pedro 2:6; Judas 7.
2- Em que é consumada a ira de Deus?
(Apocalipse 15:1) – E VI outro grande e admirável sinal no céu: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus.
3- Como descreve Joel o dia do Senhor?
(Joel 1:15) – Ai do dia! Porque o dia do SENHOR está perto, e virá como uma assolação do Todo-Poderoso.
(Joel 2:11) – E o SENHOR levantará a sua voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque poderoso é, executando a sua palavra; porque o dia do SENHOR é grande e mui terrível, e quem o poderá suportar?
4- Que disse Daniel, desse tempo?
(Daniel 12:1) – E NAQUELE tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro.
Ver Ezequiel 7:15-19.
Nota: As sete últimas pragas serão as mais terríveis calamidades que já sobrevieram aos homens. Como Acabe acusou Elias de ser o causador das calamidades que se abatiam sobre Israel (1ª Reis 18:17,18), assim, no tempo de tribulação, os ímpios e os que se separaram do Senhor enfurecer-se-ão contra os justos, acusá-los-ão de serem os causadores das pragas, e procurarão destruí-los como fez Hamã com os judeus. Ver Ester 3:8-14. Mas Deus maravilhosamente livrará o Seu povo nesse tempo, como o fez então.
5- Qual será a primeira praga, e sobre quem cairá?
(Apocalipse 16:2) – E foi o primeiro, e derramou a sua taça sobre a terra, e fez-se uma chaga má e maligna nos homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem.
6- Que constituirá a segunda praga?
(Apocalipse 16:3) – E o segundo anjo derramou a sua taça no mar, que se tornou em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente.
7- Em que consiste a terceira praga?
(Apocalipse 16:4) – E o terceiro anjo derramou a sua taça nos rios e nas fontes das águas, e se tornaram em sangue.
Nota: A segunda praga atinge o mar. a terceira praga aproxima-se das habitações humanas, e atinge a terra. As fontes das águas contaminadas.
8- Porque razão nestas pragas, o Senhor dá aos homens sangue a beber?
(Apocalipse 16:6) – Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste o sangue a beber; porque disto são merecedores.
Nota: Nisto é revelada a aversão de Deus à opressão e perseguição. As pragas constituem a reprovação de Deus contra tremendas formas de pecado.
9- Que constituirá a quarta praga?
(Apocalipse 16:8) – E o quarto anjo derramou a sua taça sobre o sol, e foi-lhe permitido que abrasasse os homens com fogo.
O culto ao sol é a mais antiga e mais generalizada de todas as formas de idolatria. Nessa praga Deus manifesta a Sua desaprovação por essa forma de idolatria. Aquilo que fora adorado como deus se torna em praga e tormento. Assim foi nas pragas do Egipto. O que os egípcios tinham como objecto de adoração tornou-se então em flagelo em vez de proveito e bênçãos.
Ver também Joel 1: 16-20
10- Arrepender-se-ão os homens à vista de tão terrível juízo?
(Apocalipse 16:9) – E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de Deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória.
11- Que será a quinta praga?
(Apocalipse 16:10) – E o quinto anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso; e eles mordiam as suas línguas de dor.
Nota: Esta praga fere a própria sede da grande apostasia dos últimos dias, o papado. Assemelhar-se-á sem dúvida à praga idêntica no Egipto, que era uma escuridão que podia “ser sentida”. Êxodo 10:21-23. Por essa praga o despotismo iníquo, arrogante e apóstata que se diz possuir toda a verdade, e a luz do mundo, é amortalhado nas trevas da meia-noite.
12- Que ocorre sob a sexta praga?
(Apocalipse 16:12) – E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente.
Nota: Isto, compreendemos, se refere à extinção dos Impérios do Mundo, tendo feito promessas de solução dos problemas sociais, económicos e espirituais, tendo no entanto fracassado totalmente, há aqui, um passo preparatório para a batalha do Armagedão.
13- Quem congrega as nações para a batalha do Armagedão?
(Apocalipse 16:13 a 16) – E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi sair três espíritos imundos, semelhantes a rãs. Porque são espíritos de demónios, que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis da terra e de todo o mundo, para os congregar para a batalha, naquele grande dia do Deus Todo-Poderoso. Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas. E os congregaram no lugar que em hebreu se chama Armagedão.
Nota: Esta passagem revela ser o espírito de Satanás que incita os homens para a guerra, e explica porque as grandes nações do mundo fazem tais preparativos para a luta. O dragão representa o paganismo; a besta, o papado; e o falso profeta, o protestantismo apostatado – as três grandes apostasias religiosas desde os tempos do dilúvio.
14- Nesse tempo, que evento estará iminente?
(Apocalipse 16:15) – Eis que venho como ladrão. Bem-aventurado aquele que vigia, e guarda as suas roupas, para que não ande nu, e não se vejam as suas vergonhas.
15- Que acontecerá ao ser derramada a sétima praga?
(Apocalipse 16:17 a 19) – E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito. E houve vozes, e trovões, e relâmpagos, e um grande terramoto, como nunca tinha havido desde que há homens sobre a terra; tal foi este tão grande terramoto. E a grande cidade fendeu-se em três partes, e as cidades das nações caíram; e da grande Babilónia se lembrou Deus, para lhe dar o cálice do vinho da indignação da sua ira.
16- Que acompanha o terramoto?
(Apocalipse 16:21) – E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Deus por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande.
Ver Job 38:22,23; Salmo 7:11-13.
17- Que será o Senhor para o Seu povo nesse tempo?
(Joel 3:16) – E o SENHOR bramará de Sião, e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; e os céus e a terra tremerão, mas o SENHOR será o refúgio do seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel.
Nota: Para preparar o Seu povo e o mundo para esses tremendos juízos, o Senhor, como nos dias de Noé, envia uma mensagem de advertência, a toda a nação, tribo, língua e povo. – ver Apocalipse 14:6-10.
18- Justamente antes de serem derramadas as pragas, que convite dirige Deus ao Seu povo que ainda está em Babilónia?
(Apocalipse 18:4,5) – E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela.
Ver Génesis 19:12-17; Jeremias 51:6.
Nota: A infinita misericórdia de Deus é revelada nas mensagens de advertência e admoestação que lhes manda. Embora o Seu povo professo se tenha d´Ele afastado e a geral apostasia tenha arruinado grandemente a Igreja Cristã, Ele reconhece que em todas as organizações ainda há homens e mulheres sinceros que deploram a apostasia prevalecente. A esses que amam a verdade Deus chama o Seu povo, e os convida para se separarem do pecado e das associações pecaminosas, para que não sejam participantes do juízo que cairá sobre os ímpios.
19- De que maneira inesperada cairão as pragas sobre a moderna Babilónia?
(Apocalipse 18:8 a 10) - Portanto, num dia virão as suas pragas, a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo; porque é forte o Senhor Deus que a julga. E os reis da terra, que se prostituíram com ela, e viveram em delícias, a chorarão, e sobre ela prantearão, quando virem a fumaça do seu incêndio; Estando de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! ai daquela grande Babilónia, aquela forte cidade! pois numa hora veio o seu juízo.
20- Que anúncio é feito por ocasião do derramamento da sétima praga?
(Apocalipse 16:17) – E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito.
Nota: Deus criou o homem para o abençoar. Génesis 1:28. quando as Suas bênçãos são vilipendiadas, Ele as retira, para ensinar os homens a sua origem e o seu uso conveniente. Ageu 1:7-11. Juízos são enviados para que os homens aprendam a justiça. Isaías 25:9; 1ª Reis 17:1. O facto de os homens não se arrepender quando castigados, não são evidência de que Deus tenha deixado de ser misericordioso e perdoador. Demonstram eles simplesmente ter determinado o próprio destino, e que mesmo aos mais severos juízos de Deus não levarão os ímpios e impenitentes ao arrependimento.
21- Justamente antes da segunda vinda de Cristo, que solene decreto será expedido, o qual indicará que os casos de todos já estão decididos?
(Apocalipse 22:11,12) – Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra.
Nota: Apocalipse 15:8 mostra que homem algum pode entrar no templo, no Céu, enquanto estão a ser derramadas as pragas. Cessa toda a mediação em favor dos pecadores. Apocalipse 16:11 mostra que não há mais arrependimento depois de terminar o tempo da graça. O derramamento das pragas é o princípio do juízo de Deus contra os ímpios. (Ver Apocalipse 18:7,8; 16:5,6) As pragas são derramadas sem mistura de misericórdia. (Apocalipse 14:10) São a expressão da justiça de Deus. (Apocalipse 16:5-7).
Conclusão: Os Salmos parecem ter sido escritos especialmente para conforto e ânimo dos que amam e temem a Deus em todo o tempo, especialmente, no tempo das últimas pragas: Salmo 91 e 46 – ver também Isaías 33:13-17.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SILÊNCIO NO CÉU

Na mão direita d´Aquele que está sentado no trono está um rolo com sete selos, seis já foram abertos. Há um prolongado silêncio no Céu o profeta está em suspenso, não respira, a expectativa é imensa, que mistério tem este 7 selo que não foi aberto? Neste instante o olhar do profeta é atraído para o rolo o sétimo selo está para ser aberto finalmente! Aberto revela-se o conteúdo da sua mensagem. É a única vez em que ele não é envolvido na visão, está simplesmente como um espectador. Até aqui, cada selo aberto exigia a sua participação. Os quatro primeiro selos começam normalmente com as seguintes declarações “eu ouvi”, o quinto e o sexto selo “eu vi”, ou ainda “eu olhei”. Mas o sétimo selo cai-lhe na consciência como um golpe inesperado sem que ele possa dizer eu vi, eu ouvi ou eu olhei.
É também a única vez que o acontecimento não envolve Terra mas exclusivamente o Céu. Os seis outros selos envolviam a Terra e acompanhavam os movimentos da História humana. Em contraste com os outros selos, o texto apresenta o sétimo selo de forma muito sucinta. É apresentado num só versículo: “Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora.” (Ap. 8:1). Enfim, o acontecimento que ele introduz é fundamentalmente diferente. Depois do estrépito, ruídos de guerras, dos gritos das feras selvagens, dos soluços de homens e mulheres, das convulsões das montanhas e das estrelas que se manifestam de todos os lados (Apoc. 6:12-16), de repente, é o silêncio, o silêncio total.
Este acontecimento que não se ouve nem se vê é indescritível. O silêncio exprime o que as palavras, a musica, ou mesmo a pintura não podem revelar. É o silêncio que acompanha a vinda de Deus, a parousia. Porque só o silêncio é adequado para exprimir o inexprimível. Só o silêncio pode dar conta da presença do Deus infinito (Hab. 2.20; Sof. 1:7; Zac. 2:13). Este silêncio dura uma meia hora. Na linguagem profética que apresenta um ano por um dia (este assunto já foi estudado, apresento como exemplo; Números 14:34; Ezequiel 4:5), esta meia hora é equivalente ao tempo de uma semana (sendo um dia de 24 horas equivalente a um ano profético, ou seja a trezentos e sessenta dias reais, uma hora equivale a 3 60:24, seja quinze dias, e meia hora a uma semana).
A História humana termina como ela começou, por um tempo de criação: a semana do silêncio do fim faz eco na semana do começo (Génesis 1). Esta ideia é claramente enraizada na tradição judaica (4 Esdras 6:39; 7:30ss; 2 Baruque 3:7, etc.). a abertura do sétimo selo, podemos finalmente decifrar a mensagem do rolo: é o anúncio da Vinda de Deus e a promessa de uma nova criação, de um novo céu e de uma nova terra; um novo mundo.
A única resposta a todas as questões e a todas as saudades e nostalgias, a única solução para todos sofrimentos.
Estará longe o inicio do SILÊNCIO NO CÉU?
Não anseia pela resposta a todas as perguntas da alma?
Não quer o fim de todos os sofrimentos?
Não quer ver Jesus voltar em glória e majestade e estar preparado para O receber? Agora é a hora!

sábado, 15 de agosto de 2009

A IGREJA DO FIM DOS TEMPOS E O DOM PROFÉTICO

Jeosafá, rei de Judá, achava-se em aflição. Tropas inimigas aproximavam-se, e o panorama parecia não oferecer esperança. O rei "se pôs a buscar ao Senhor, e apregoou jejum em todo o Judá" (II Crónicas 20:3). As pessoas afluíam ao templo em grande número a fim de suplicar a Deus misericórdia e livramento.
Enquanto Jeosafá dirigia os serviços de oração, suplicou a Deus que modificasse as circunstâncias. Ele orou nestes termos: "Porventura não és Tu Deus nos Céus? Não és Tu que dominas sobre todos os reinos dos povos? Na Tua mão está a força e o poder, e não há quem Te possa resistir" (verso 6).
Não houvera Deus protegido de modo especial o Seu povo no passado? Não havia Ele concedido o território a Seu povo escolhido? Portanto, Jeosafá implorou: "Ah! Nosso Deus, acaso não executarás Tu o Teu julgamento contra eles? Porque em nós não há força para resistirmos a essa grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que fazer; porém os nossos olhos estão postos em Ti" (verso 12).
Enquanto todo o Judá se encontrava em pé diante do Senhor, ergueu-se Jaaziel. Sua mensagem trouxe encorajamento e orientação para o povo amedrontado. Ele disse: "Não temais, nem vos assusteis... pois a peleja não é vossa, mas é de Deus... Neste encontro não tereis de pelejar; tomai posição, ficai parados, e vede o salvamento que o Senhor vos dará... porque o Senhor é convosco" (verso 15 - 17). Pela manhã o rei Jeosafá insistiu diante de suas tropas:
"... crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas, e prosperareis" (verso 20). O rei creu tão plenamente naquele profeta praticamente desconhecido - Jaaziel - que substituiu a sua linha de frente, colocando em lugar da mesma um coral que deveria louvar o Senhor e a beleza de Sua santidade! Enquanto as antífonas de fé enchiam os ares, o Senhor achava-Se em operação, trazendo a confusão entre os inimigos que se haviam aliado contra Jeosafá. O morticínio foi tão grande que não restou "nenhum sobrevivente" (verso 24).
Jaaziel foi o porta-voz de Deus para aquele momento especial. Os profetas desempenhavam papel vital, tanto nos tempos do Antigo quanto do Novo Testamento. Contudo, teria a profecia cessada com o encerramento do cânon bíblico? Para podermos descobrir a resposta, repassemos a história da profecia.
O Dom Profético nos Tempos Bíblicos
Embora o pecado tenha interrompido a comunicação face a face de Deus com os seres humanos (Isaías 59:2), Deus não perdeu a intimidade com as criaturas humanas; em vez disso, desenvolveu novas formas de comunicação. Passou a enviar através dos profetas as Suas mensagens de encorajamento, advertência e reprovação. (Êxodo 15:20; Juízes 4:4; II Reis 22:14; Lucas 2:36; Actos 21:9).
Nas Escrituras, o profeta é "alguém que recebe comunicação de Deus e transmite o propósito das mesmas ao povo". Os profetas não profetizavam por sua própria iniciativa:"Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana. Entretanto homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo espírito Santo." (II Pedro 1:21).
No Antigo Testamento, a palavra profeta é geralmente tradução do hebraico nabi. Seu significado é exposto em Êxodo 7:1 e 2:
"Então disse o Senhor a Moisés: vê que te constituí como deus sobre Faraó, Arão, teu irmão, será teu profeta [nabi]. Tu falarás tudo o que Eu te ordenar; e Arão, teu irmão, falará a Faraó."
O relacionamento de Moisés para com Faraó seria semelhante àquele que Deus mantém com Seu povo. Assim como Arão comunicava as palavras de Moisés a Faraó, assim o profeta apresenta as palavras de Deus perante o povo. O termo profeta, portanto, designa um porta-voz apontado por Deus. O termo grego equivalente ao hebraico nabi é prophetes, de onde deriva o nosso termo em português, profeta.
"Vidente", tradução do hebraico roeh (Isaías 30:10) ou chozeh (II Samuel 24:11) é uma outra designação para pessoas que possuem o dom profético. Os termos profeta e vidente acham-se intimamente relacionados. As Escrituras esclarecem: "Antigamente em Israel, indo alguém consultar a Deus, dizia: vinde, vamos ter com o vidente; porque ao profeta de hoje, antigamente se chamava vidente" (I Samuel 9:9). A designação vidente enfatiza o recebimento da divina mensagem por parte do profeta. Deus abria seus "olhos" ou mente, para que os profetas recebessem a informação que Ele desejava que fosse transmitida ao povo.
Através dos anos, Deus concedeu revelações de Sua vontade a Seu povo, utilizando as pessoas que haviam recebido o dom de profecia. "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas." (Amós 3:7; Hebreus 1:1).
As Funções do Dom Profético no Novo Testamento
O Novo Testamento concede ao dom de profecia um lugar proeminente entre os dons do espírito de Cristo, colocando-o uma vez em primeiro lugar e duas vezes em segundo, entre os ministérios de maior utilidade para a igreja (veja Romanos 12:6; I Coríntios 12:28; Efésios 4:11). Ele estimulou os crentes a desejar de modo especial o dom de profecia (I Coríntios 14:1 e 39).
O Novo Testamento sugere que os profetas desempenharam as seguintes funções:
1 – Prestaram assistência na fundação da Igreja - A Igreja foi edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular" (Efésios 2:20 e 21).
2 – Iniciaram a extensão missionária da Igreja - Foi através de profetas que o espírito Santo (Jesus) chamou Paulo e Barnabé para a primeira viagem missionária (Actos 13:2 e 3) e proveu orientação no tocante aos lugares em que os missionários deveriam trabalhar (Actos 16:6 a 10).
3 – Edificaram a Igreja - "Aquele que profetiza", diz Paulo, "edifica a Igreja". As profecias são pronunciadas para os "homens, edificando, exortando e consolando" (I Coríntios 14:3 e 4). Junto com outros dons, Deus concedeu a profecia à Igreja a fim de preparar os crentes "para o desempenho do seu serviço, para edificação do corpo de Cristo" (Efésios 4:12).
4 – Uniram e protegeram a Igreja - Os profetas contribuíram para trazer a lume "a unidade da fé", protegendo a Igreja contra falsas doutrinas, de modo que os crentes não mais fossem "como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efésios 4:14).
5 – Advertiram quanto a dificuldades futuras - Um dos profetas do Novo Testamento advertiu quanto à aproximação de uma fome futura. Como resultado, a Igreja iniciou um programa de assistência mediante o qual foram aliviados aqueles que enfrentaram dificuldades (Actos 11:27 a 30). Outros profetas advertiram no tocante à prisão de Paulo, que aconteceria em Jerusalém (Actos 20:23; Actos 21:4, 10 a 14).
6 – Confirmaram a fé em tempos de controvérsia - Por ocasião do primeiro concílio da Igreja, o espírito Santo a orientou rumo a uma decisão correcta no tocante a um assunto controvertido, relacionado com a salvação dos gentios. Depois, através dos profetas, o espírito reafirmou aos crentes outros aspectos da doutrina verdadeira. Depois de comunicar a decisão do concílio aos membros, "Judas e Silas, que eram também profetas, consolaram os irmãos com muitos conselhos e os fortaleceram." (Actos 15:32).
O Dom Profético nos Últimos Dias
Muitos cristãos crêem que o dom profético cessou no encerramento da era apostólica. Mas a Bíblia revela a necessidade especial de orientação divina durante as crises do tempo do fim; isto testemunha da contínua necessidade da provisão do dom profético depois dos tempos do Novo Testamento.
Não existe qualquer evidência bíblica de que Deus haveria de retirar os dons espirituais por Ele concedidos à Igreja, antes que completassem Seu propósito, o qual de acordo com Paulo, seria levar a Igreja "à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo" (Efésios 4:13).
Uma vez que a Igreja ainda não alcançou tal experiência, necessita ela ainda da presença dons do espírito. Esses dons, incluindo o dom de profecia, continuarão a operar em benefício do povo de Deus até o retorno de Cristo. Consequentemente, Paulo advertiu os crentes a não "extinguir o espírito" nem "desprezar as profecias" (I Tessalonicenses 5:19 e 20), aconselhando ainda: "procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis" (I Coríntios 14:1).
Nem sempre esses dons se manifestaram abundantemente na experiência da igreja cristã. Após a morte dos apóstolos, os profetas desfrutaram de respeitabilidade em muitos círculos, até por volta do ano 300 d.C. Mas o declínio da espiritualidade da Igreja e a consequente apostasia, conduziram a uma redução tanto da presença do espírito quanto de Seus dons. Ao mesmo tempo falsos profetas ocasionaram perda de confiança no dom profético.
O declínio do dom profético durante certos períodos da história da Igreja não significou que Deus houvesse retirado o dom permanentemente. A Bíblia indica que, ao aproximar-se o fim dos tempos, o dom estaria presente a fim de assistir a Igreja durante esses momentos de dificuldades. Mais ainda, ela garante que haveria um incremento na actividade desse dom.
O Dom Profético Imediatamente Antes do Segundo Advento.
Deus concedeu o dom profético a João Batista para que anunciasse o primeiro advento de Cristo. De modo similar, podemos esperar que Ele envie o mesmo dom para proclamar o Segundo Advento, de modo que todas as pessoas tenham oportunidade de se preparar para o encontro com o Salvador.
De facto, Cristo mencionou o surgimento de falsos profetas como um dos sinais da proximidade de Sua segunda vinda (Mateus 24:11 e 24). Se não devessem existir profetas verdadeiros durante o tempo do fim, Cristo não teria advertido contra qualquer indivíduo que pretendesse ter o dom. Sua advertência no tocante a falsos profetas implica que existiriam igualmente profetas verdadeiros. O profeta Joel anunciou um derramamento especial do Santo espírito e do dom profético justamente antes do retorno de Cristo.
Ele disse: "E acontecerá depois que derramarei o Meu espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o Meu espírito naqueles dias. Mostrarei prodígios no Céu e na Terra; sangue, fogo, e colunas de fumo. O Sol se converterá em trevas, e a Lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor." (Joel 2:28 a 31).
O Pentecostes representou, portanto, um prelúdio da plena manifestação do espírito que deverá ocorrer antes do Segundo Advento. Tal como a chuva temporã da Palestina, a qual caía no Outono, pouco tempo depois que as sementes eram lançadas ao solo, o derramamento do Espírito por ocasião do Pentecostes inaugurou a dispensação do Espírito. O cumprimento pleno e final da profecia de Joel corresponde à chuva serôdia, a qual, caindo na primavera, amadurecia o grão (Joel 2:23).
Semelhantemente, a concessão final do Espírito de Deus deverá acontecer imediatamente antes do Segundo Advento, depois dos sinais preditos para o Sol, Lua e estrelas (Mateus 24:29; Apocalipse 6:12 a 17; Joel 2:31). Tal como a chuva temporã, esta manifestação final do espírito amadurecerá a colheita da Terra (Mateus 13:30 e 39), e "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Joel 2:32).

O DOM PROFÉTICO NA IGREJA REMANESCENTE

Apocalipse 12 menciona dois períodos de acentuada perseguição. Durante o primeiro, que se estendeu de 538 a 1798 d.C. (Apocalipse 12:6 e 14), os crentes leais sofreram intensa perseguição. Uma vez mais, justamente antes do Segundo Advento, Satanás atacará o "restante da semente da mulher", a igreja remanescente que se recusa a abdicar da obediência que presta a Cristo. O Apocalipse caracteriza os crentes leais que constituirão o remanescente como aqueles "que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus" (Apocalipse 12:17).Que a frase "testemunho de Jesus" se refere ao dom profético, é algo que se estabelece claramente na conversa posterior do anjo com João.
Próximo ao final do livro, o anjo identifica a si mesmo como "conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus" (Apocalipse 19:10) e como "conservo teu e dos teus irmãos, os profetas" (Apocalipse 22:9). Essas expressões paralelas deixam claro que são os profetas que possuem o "testemunho de Jesus". Isso explica a declaração do anjo, de que o "testemunho de Jesus é o espírito da Profecia" (Apocalipse 19:10).
Comentando esse texto, Tiago Moffat escreveu: "'Pois o testemunho de (isto é, sustentado por) Jesus é (ou seja, constitui) o espírito da Profecia.' Isso define especialmente os irmãos que mantêm o testemunho de Jesus na qualidade de possuidores da inspiração profética. O testemunho de Jesus equivale em termos práticos à testificação de Jesus (Apocalipse 22:20). Trata-se da auto-revelação de Jesus (que, de acordo com Apocalipse 1:1, deve-se em última análise a Deus) que moveu os profetas cristãos."
Portanto, a expressão espírito da Profecia pode referir-se:
(1) ao espírito Santo que inspirou os profetas com a revelação procedente de Deus;
(2) à operação do dom de profecia e
(3) ao instrumento da profecia.
O dom profético – o testemunho de Jesus "concedido à Igreja por meio da profecia" - corresponde a uma característica distintiva da Igreja Remanescente. Jeremias vinculou a negação desse dom à incredulidade.
"... onde já não vigora a lei, nem recebem visão alguma do Senhor os Seus profetas." (Lamentações 2:9).
O livro do Apocalipse identifica a posse das duas característica da Igreja verdadeira dos últimos dias: ela guarda os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus - o dom profético (Apocalipse 12:17; 14:12).
Deus concedeu à igreja do Êxodo o dom profético a fim de organizar, instruir e guiar Seu povo (Actos 7:38). "Mas o Senhor por meio dum profeta fez subir a Israel do Egipto, e por um profeta foi ele guardado." (Oséias 12:13). Não deve constituir surpresa, portanto, o fato de encontrarmos um profeta no meio do povo que se acha envolvido com o último êxodo - o escape do planeta Terra, poluído pelo pecado, em direcção à Canaã celestial.
Este êxodo, que ocorre em seguida ao Segundo Advento, representa o cumprimento último e completo de Isaías 11:11: "Naquele dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do Seu povo, que for deixado..."
Auxílio na crise final
As Escrituras declaram que o povo de Deus experimentará nos últimos dias da história terrestre a plenitude da ira do satânico poder do dragão, quando este se envolver numa tentativa final para destruí-los (Apocalipse 12:17). Será esse um "tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo..." (Daniel 12:1). A fim de ajudá-los na sobrevivência em meio aos mais intenso conflito de todas as eras, Deus em Sua amorável bondade, assegurara a Seu povo que não o deixará sozinho. O testemunho de Jesus, o espírito da Profecia, os guiará em segurança rumo ao objectivo final - a união com o Salvador por ocasião do Segundo Advento.
A ilustração que segue, mostra o relacionamento entre a Bíblia e as manifestações pós-bíblicas do dom profético:
"Suponha que estamos a ponto de iniciar uma viagem. O proprietário do barco nos coloca em mãos o manual de instruções, dizendo-nos que o mesmo contém instruções suficientes para toda a viagem, e que, se atendermos aquilo que está escrito no manual, certamente alcançaremos em segurança o porto de nosso destino. Iniciando a viagem, abrimos o manual a fim de aprender o que nele está escrito”.
Constatamos que o autor registou ali princípios de aplicação geral para a nossa orientação, e nos instrui tanto quanto possível analisando as várias contingências que se poderão apresentar até o fim; mas ele também nos adverte de que a última porção da viagem será particularmente perigosa; que o traçado da costa está sempre se modificando em virtude de bancos de areia e tempestades. Para esta porção final da viagem - prossegue o autor - 'Providenciei um piloto, o qual virá ao seu encontro e o orientará completamente no tocante às circunstâncias e perigos dessa porção final da viagem. Atenda suas orientações.'
Com base nas orientações que estão em nosso poder, conseguimos chegar à porção final da viagem e o piloto, de acordo com a promessa, aparece. Mas alguns membros da tripulação erguem-se contra ele no momento em que ele oferece seus préstimos. 'Possuímos o manual original - dizem eles - e isso é o suficiente para nós. Orientar-nos-emos de acordo com ele, e só de acordo com ele. Nada queremos saber de si.'
A partir desse momento, quem está realmente a seguir o manual original de instruções? Aqueles que rejeitam o piloto, ou aqueles que aceitaram, seguir a orientação do manual?
Os Profetas Pós-bíblicos e a Bíblia
Foi o dom profético que produziu a própria Bíblia. No período pós-bíblico, ele não deve superar as Escrituras ou acrescentar algo a elas, uma vez que o cânon sagrado já está completo. O dom profético actuará no tempo do fim assim como actuou nos dias dos apóstolos. Seu objectivo é destacar a Bíblia como base de fé e prática, explicar seus ensinamentos e aplicar seus princípios ao viver diário. Ele se acha envolvido no estabelecimento e na edificação da Igreja, habilitando-a a desempenhar sua missão divinamente apontada. O dom profético reprova, adverte, orienta e encoraja a pessoas como a Igreja, protegendo-os das heresias e unificando-os nas verdades bíblicas.
Os profetas pós-bíblicos actuaram de modo semelhante a Natã, Gade, Asafe, Semaías, Azarias, Eliézer, Aías, Obede, Miriã, Débora, Hulda, Simeão, João Batista, Ágabo, Silas, Ana e as quatro filhas de Felipe, os quais viveram em tempos bíblicos, mas não tiveram os seus testemunhos registados como parte do compêndio bíblico. O mesmo Deus que falou através dos profetas que escreveram a Bíblia, inspirou estes profetas e profetisas. As suas mensagens não entraram em contradição com a revelação divina previamente registada.

O DOM PROFÉTICO

Uma vez que a Bíblia admoesta que antes do retorno de Cristo apareceriam muitos falsos profetas, devemos investigar cuidadosamente todas as reivindicações de manifestações do dom profético. Paulo assim se expressou: "Não desprezeis profecias. Julgai todas as coisas, retende o que é bom; abstende-vos de toda forma de mal." (I Tessalonicenses 5:20 a 22; I João 4:1)
A Bíblia apresenta várias linhas orientadoras no auxilio a distinguir o genuíno dom profético daquele que é espúrio.
1. Porventura harmoniza-se a mensagem com a Escritura? - "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva" (Isaías 8:20). Esse texto implica que a mensagem de qualquer profeta deve estar de acordo com a lei e o testemunho de Deus, manifestados ao longo de toda a Bíblia. Um profeta posterior jamais contradiz o Seu próprio testemunho anteriormente concedido, pois em Deus "não existi variação, ou sombra de mudanças." (Tiago 1:17).
2. As predições comprovam-se verdadeiras? - "Se disseres no teu coração: Como conhecerei a palavra que o Senhor não falou? Sabe que quando esse profeta falar, em nome do Senhor, e a palavra dele se não nem suceder, como profetizou, esta é a palavra que o Senhor não disse; com soberba o falou o tal profeta; não tenhas temor dele." (Deuteronómio 18:21 e 22; Jeremias 28:9). Embora as profecias possam representar uma parcela relativamente pequena da mensagem profética, a sua exactidão deve ser demonstrada.
3. É reconhecida a encarnação de Cristo? - "Nisto reconhecereis o espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus." (I João 4:2 e 3). Este teste exige mais que um simples reconhecimento de que Jesus Cristo viveu sobre a Terra. O verdadeiro profeta deve confessar o ensinamento bíblico da encarnação - ele deve crer em Sua divindade e pré-existência, Seu nascimento virginal, Sua verdadeira humanidade, vida sem pecado, sacrifício expiatório, ressurreição, ascensão, ministério intercessor e segundo advento.
4. Que tipo de frutos produz os profetas: bons ou maus? - A profecia vem pela inspiração de "homens santos de Deus" por parte do espírito Santo (II Pedro 1:21). Podemos discernir os falsos profetas a partir de seus frutos. Ou, conforme explicou Jesus: "Pelos seus frutos os conhecereis. Não pode a árvore boa produzir frutos maus, nem a árvore má produzir frutos bons. Toda árvore que não produz fruto bom é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos os conhecereis." (Mateus 7:16, 18 a 20).
Esse conselho é crucial ao avaliar-se a reivindicação do profeta. Em primeiro lugar vem a vida do profeta. Não significa que o profeta deva ser absolutamente perfeito; as Escrituras dizem que Elias foi um homem "semelhante a nós, sujeito aos mesmo sentimentos." (Tiago 5:17). Mas a vida do profeta deveria ser caracterizada pelos frutos do Espírito, não pelas obras da carne (veja Gálatas 5:19 a 23).
Em segundo lugar, esse princípio diz respeito à influência do profeta sobre outros. Quais os resultados observáveis na vida daqueles que aceitam as mensagens? Porventura as mensagens do profeta habilitam o povo de Deus para a missão e unem na fé (Efésios 4:12 a 16)?
Toda a pessoa que reivindica possuir o dom profético, deve ser submetida a tais testes. Se enfrentar positivamente todos eles, podemos ter a confiança de que efectivamente o Espírito Santo concedeu o dom de profecia.
O espírito da Profecia na Igreja Adventista do Sétimo Dia
O dom de profecia manifestou-se activamente no ministério de Ellen G. White, co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Foi-lhe concedida instrução inspirada da parte de Deus, em favor do Seu povo nos últimos dias. O mundo no início do século dezanove, quando Ellen White começou a apresentar mensagens de Deus, era um mundo do homem. O seu chamado profético colocou-a sob escrutínio crítico.
Tendo satisfeito os testes bíblicos, ela prosseguiu no seu ministério profético durante 70 anos. Desde 1844, quando contava apenas 17 anos de idade, até 1915 - ano da sua morte - ela recebeu mais de duas mil visões. Durante esse período, ela viveu e trabalhou na América do Norte, Europa e Austrália, aconselhando, estabelecendo novas frentes de trabalho, pregando e escrevendo. Ellen White jamais assumiu o título de profetisa, mas não se opunha a que os outros assim a identificassem.
Ela explicou: "Cedo na minha juventude foi-me perguntado muitas vezes: É uma profetisa? Tenho respondido: Sou a mensageira do Senhor. Sei que muitos me têm chamado de profetisa, mas jamais reivindiquei esse título... Porque não reivindico ser chamada profetisa? Porque nestes dias muitos que audaciosamente pretendem ser profetas, representam um opróbrio à causa de Cristo; e porque a minha obra inclui muito mais do que o termo 'profeta' significa... Reivindicar ser profetisa é algo que jamais fiz. Se outros me chamam desse modo, não discuto com eles. Mas a minha obra abrange tantos aspectos, que não posso chamar-me a mim mesma senão mensageira."

A APLICAÇÃO DOS TESTES PROFÉTICOS A ELLEN WHITE

De que modo se comporta o ministério de Ellen White face aos testes bíblicos de um profeta?
1. Concordância com a Bíblia
– A sua abundante produção literária inclui dezenas de milhares de textos bíblicos, acompanhados por vezes de detalhadas exposições. Cuidadosos estudos têm demonstrado que os seus escritos são coerentes, fidedigno e em total concordância com a Escritura.
2. Exactidão das predições - Os escritos de Ellen White contêm um número relativamente pequeno de predições. Alguns delas estão hoje em processo de cumprimento, enquanto outras ainda aguardam ser cumpridas. Entretanto, aquelas que podem já ser testada, cumpriram-se com extraordinária precisão. Apresentaremos, a seguir, dois exemplos que demonstram sua visão profética.
O surgimento do moderno espiritualismo.
Em 1850, quando o espiritualismo – movimento que pretende manter comunicação com o mundo dos espíritos e com os mortos – ainda se encontrava nos primeiros passos, Ellen White identificou-o como um dos grandes enganos dos últimos dias e predisse seu crescimento. Embora naqueles dias o movimento fosse decididamente anticristão, ela previu que a hostilidade se modificaria, e que ele viria a tornar-se respeitável entre os cristãos.
Desde aqueles dias, o espiritualismo tem-se estendido a todo o mundo, alcançando milhões de adeptos. A sua face anticristã modificou-se; efectivamente, muitos deles identificam-se como cristãos espiritualistas, reivindicando possuir a verdadeira fé cristã, afirmando ainda que "os espiritualistas são os únicos religiosos que usam os dons prometidos por Cristo, através dos quais curam os enfermos e demonstram uma consciência futura e existência progressiva".
Eles afirmam que o espiritualismo "concede o conhecimento de todos os grandes sistemas de religião, e ainda, concede mais conhecimento da Bíblia cristã do que todos os comentários combinados. A Bíblia é um livro de espiritualismo".
Cooperação íntima entre protestantes e católicos romanos.
Durante o período de vida de Ellen White, existia um abismo entre o protestantismo e o catolicismo romano, o qual parecia impedir qualquer cooperação entre ambos. O anticatolicismo predominava entre os protestantes. Ela profetizou que grandes mudanças no seio do protestantismo conduziriam a um afastamento da fé proclamada pela Reforma. Consequentemente, as diferenças entre protestantes e católicos se esbateriam, conduzindo ao estabelecimento de uma ponte para cobrir o abismo que antes os separava.
Nos anos posteriores a sua morte temos testemunhado o surgimento do movimento ecuménico, o estabelecimento do Conselho Mundial de Igrejas, o Concílio Vaticano II, e a ignorância ou mesmo decidida rejeição que o protestantismo faz dos pontos de vista da Reforma no tocante à interpretação profética. Essas grandes mudanças têm derrubado muitas barreiras até então existentes entre católicos e protestantes, conduzindo a um processo de crescente cooperação.
3. O reconhecimento da encarnação de Cristo – Ellen White escreveu extensamente sobre a vida de Cristo. O Seu ministério como Senhor e Salvador, o Seu sacrifício expiatório na cruz, e o Seu actual ministério intercessor, representam temas dominantes na sua obra literária. O livro O Desejados de Todas as Nações tem sido aclamado como um dos mais espirituais tratados sobre a vida de Cristo, assim como o Caminho a Cristo - a obra mais amplamente difundida - tem conduzido milhões de pessoas a um relacionamento mais íntimo com Jesus. Os seus livros retratam claramente a Jesus como plenamente Deus e plenamente homem. A sua exposição equilibrada coincide com os pontos de vista bíblicos, evitando de forma cuidadosa a ênfase exagerada quanto a uma ou outra natureza - um problema que causou tanta controvérsia ao longo do cristianismo.
Todo o tratamento que ela dá ao ministério de Cristo é de cunho prático. Independentemente do assunto que ela tenha tratado, a sua preocupação fundamental é conduzir o leitor a um relacionamento mais profundo com o Salvador.
4. A influência do seu ministério – Decorrido mais de um século desde que Ellen White recebeu o dom profético, a Igreja e a vida daqueles que atenderam aos Seus conselhos, revela um impacto de uma vida abençoada.
"Embora ela jamais tenha ocupado uma posição ou cargo oficial, nem recebido uma ordenação ministerial, e tão pouco salário da Igreja, a não ser depois da morte do esposo, a sua influência moldou a Igreja Adventista do Sétimo Dia mais do que qualquer outro factor, excepto a Santa Bíblia".
Ela representou a força motriz por detrás do estabelecimento das actividades da igreja nos sectores de publicações, escolas, obra médico-missionária e o desenvolvimento missionário de extensão mundial, que tornaram a Igreja Adventista do Sétimo Dia uma das Igrejas missionárias de maior extensão e mais rápido crescimento.
O material por ela escrito constitui mais de 80 livros, 200 folhetos e panfletos e 4.600 artigos em periódicos. Sermões, diários, testemunhos especiais e cartas compreendem outras 60.000 páginas de material manuscrito. A abrangência desse material é assombrosa. O conhecimento de Ellen White não se limitava a algumas áreas específicas. O Senhor transmitiu-lhe conselho em assuntos como saúde, educação, vida familiar, temperança, evangelismo, ministério de publicações, dieta adequada, obras médicas e muitas outras áreas. Talvez os seus escritos no campo da saúde tenham sido mais extraordinários, uma vez que a iluminação por ela recebida, em parte há mais de um século, tem sido comprovada através da moderna ciência.
Os seus escritos focam a Cristo Jesus e apresentam os elevados valores morais e éticos da tradição judaico-cristã. Embora muitos de seus escritos sejam dirigidos à Igreja Adventista do Sétimo Dia, vastas porções dos mesmos têm sido apreciadas pelo público em geral. O seu conhecido livro, Caminho a Cristo, foi traduzido para mais de cem idiomas e já se venderam mais de 15 milhões de exemplares. A sua obra mais conhecida é a série em cinco volumes, O Conflito dos Séculos, que apresenta em detalhes a grande controvérsia entre Cristo e Satanás, desde a origem do pecado até à sua erradicação final do Universo.
A relevância dos seus escritos sobre as pessoas é profunda. Recentemente o Instituto de ministérios da Igreja da Universidade Andrews, Estados Unidos, empreendeu um estudo comparando as actividades e comportamento de adventistas que lêem regularmente os escritos de Ellen White com os que o não fazem. Esse estudo demonstrou o impacto dos seus escritos sobre a vida daqueles que os lêem. O estudo chegou à seguinte conclusão:
"Os leitores possuem um relacionamento mais íntimo com Cristo, mais certeza de sua situação diante de Deus e com maior probabilidade identificam seus dons espirituais. Demonstram-se mais dispostos a gastar em favor do evangelismo público e contribuem de modo mais significativo com os projectos missionários locais. Sentem-se melhor preparados para testemunhar e efectivamente engajam-se mais em pregação e programas comunitários. São mais inclinados a estudar a Bíblia diariamente, a orar em favor das pessoas, a reunir-se em grupos de comunhão e a desenvolver o culto familiar diário. Vêem sua igreja com olhos mais positivos. E sentem responsabilidade por obter maior número de conversos."

O ESPÍRITO DE PROFECIA E A BÍBLIA

Os escritos de Ellen White não constituem um substituto para a Bíblia. Não podem ser colocados no mesmo nível. As Escrituras Sagradas ocupam posição única, pois são os únicos padrões pelo qual os seus escritos – ou quaisquer outro – devem ser julgados e ao qual devem estar subordinados.
1. A Bíblia é o padrão supremo – Os Adventistas do Sétimo Dia apoiam plenamente o princípio da Reforma, sola scriptura, a Bíblia como o seu próprio intérprete e a Bíblia, como base de todas as doutrinas. Os fundadores da igreja desenvolveram as suas crenças fundamentais através do estudo da Bíblia; não receberam tais doutrinas através das visões de Ellen White. O seu principal papel durante o desenvolvimento das doutrinas da igreja foi orientar a compreensão da Bíblia e confirmar as conclusões às quais se chegava através do estudo da Bíblia.
A própria Ellen White cria e ensinava que a Bíblia representa a norma final da Igreja. No seu primeiro livro, publicado em 1851, ela escreveu:
"Recomendo-vos, caro leitor, a Palavra de Deus como regra de vossa fé e prática. Por essa Palavra seremos julgados."
Ela nunca alterou este ponto de vista. Anos mais tarde, tornou a escrever:
"Na Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário à salvação. As santas Escrituras devem ser aceitas como autoridade e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do carácter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa."
Em 1909, durante sua última palestra perante uma Sessão da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ela abriu a sua Bíblia, ergueu-a diante da congregação e disse: "Irmãos e irmãs, recomendo-vos este Livro."
Em resposta aos crentes que consideravam os seus escritos como uma adição à Bíblia, ela escreveu, dizendo:
"Tomei a preciosa Bíblia e circundei-a com os vários Testemunhos para a Igreja, concedidos ao povo de Deus... Não estais familiarizados com as Escrituras. Se tivésseis feito da Palavra de Deus objecto de estudo regular, com o desejo de alcançar os padrões bíblicos e de atingir a perfeição cristã, não teria havido necessidade dos testemunhos. É porque negligenciastes familiarizar-vos com o Livro inspirado de Deus, que Ele procurou alcançar-vos através de testemunho simples e directo, chamando atenção para as palavras da inspiração que negligenciastes obedecer, insistindo em que a vossa vida se paute de acordo com esses puros e levados ensinos."
2. Um guia para Bíblia – Ela encarou o seu trabalho como a condução das pessoas de volta à Bíblia. "Pouca importância é dada à Bíblia", escreveu ela, e assim "o Senhor concedeu uma luz menor para conduzir homens e mulheres à luz maior."
"A Palavra de Deus", prossegue a autora, "é suficiente para iluminar a mente mais obscurecida e pode ser compreendida por todas aqueles que sentirem o desejo de entendê-la. Apesar de tudo isto, alguns que pretendem estar fazendo da Palavra de Deus o seu objecto de estudo, encontram-se vivendo em directa oposição aos seus claros ensinos. Consequentemente, para que homens e mulheres fiquem sem escusa, Deus concede testemunhos claros e directos, fazendo com que estas pessoas retornem à Palavra que haviam negligenciado em seguir."
3. Um guia na compreensão da Bíblia – Ellen White considerava os seus escritos como um guia para a compreensão mais clara da Bíblia.
"Não são apresentadas verdades novas; através dos Testemunhos, porém, Deus simplificou as grandes verdades já concedidas e segundo a forma por Ele mesmo escolhida, trouxe-as perante o povo, visando despertá-los e impressionar suas mentes, a fim de que todos eles fiquem sem escusa." "Os testemunhos escritos não são concedidos a fim de prover nova luz, mas para imprimir vividamente sobre o coração as verdades da inspiração já anteriormente reveladas."
4. Um guia para aplicar princípios bíblicos - Muitos de seus escritos aplicam os conselhos bíblicos ao viver diário. Ellen White disse que ela foi "orientada a apresentar princípios gerais, e ao mesmo tempo especificar os perigos, erros e pecados de alguns indivíduos, a fim de que todos pudessem ser advertidos, reprovados e aconselhados."
Cristo havia prometido semelhante orientação profética a Sua igreja. A própria Ellen White observou:
"O fato de que Deus revelou Sua vontade aos homens por meio de Sua Palavra, não tornou desnecessária a contínua presença e direcção do espírito Santo. Ao contrário, o espírito foi prometido por nosso Salvador para aclarar a palavra a Seus servos, para iluminar e aplicar os seus ensinos."
Desafio aos Crentes
O livro de Apocalipse profetiza que o "testemunho de Jesus" haveria de manifestar-se através do "espírito de profecia" nos últimos dias da história terrestre. Isso representa um desafio a todos, no sentido de não assumir uma atitude de indiferença ou descrença, mas a "provar todas as coisas" e "reter o que é bom". Existe muito a ganhar - ou perder - face à atitude com a qual assumirmos essa investigação biblicamente ordenada. Jeosafá exortou no passado:
"Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos Seus profetas, e prosperareis." (II Crónicas 20:20).
Essas palavras soam como perfeitamente verdadeiras, ainda nos dias de hoje.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

A 1ª IGREJA DO APOCALIPSE

A viagem que vamos iniciar começa realmente em Patmos, esta é a primeira etapa que para em Éfeso, provavelmente o porto mais importante da época. As luzes são vistas pelos navios que chegam durante a noite. Por isso não é por acaso que Éfeso foi escolhida para representar a primeira Igreja, portadora da primeira luz. O acento da Carta releva sobre esta qualidade “primeira”: como nos dias de Daniel o ciclo profético teve inicio no seu tempo e identificado o primeiro reino, Babilónia e aos tempos do Éden (Daniel 2:37,38; Génesis 1:28). João começa o ciclo também no seu tempo, que é associado do mesmo ao Jardim do Éden: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus.” (Ap. 2:7).
É de facto o tempo do primeiro amor. Éfeso significa em grego “desejável”. Os amores são ardente e a recordação recente (Ap. 2:5). É a Igreja do tempo dos Apóstolos (Ap. 2:2) e que recentemente tinha recebido a tocha da Verdade. É a Igreja dos primeiros convertidos de origem pagã. O novo cristão está avisado que deve proteger-se do sentimento do orgulho e lembrar-se de onde estava (Ap. 2:5). É também o aviso deixado por Paulo na Carta aos Romanos (Rom. 11:8). Para os cristãos de Éfeso, o alto luar que ocupava a deusa Artémis, a famosa “Diana dos Efésios” (Act. 19:28), deve ser um lembrete, um a priori extremamente pesado de sentido. Os efésios são famosos pela superstição e o seu comércio de amuletos. A imoralidade e o crime tinham feito chorar o filósofo Heraclito (576-4480, a.C.), o que lhe tinha valido o sobrenome de “filósofo chorão”. É a Igreja de todos os começos da primeira era cristã (entre 31-100, d.C.).
Ora, esta Igreja tão perto da das fontes foi sacudida e joeirada pela apostasia. Já o vai e vem, o cuidado d´Aquele que inspira, “isto diz aquele que tem na sua destra as sete estrelas” (Ap. 2:1), está vigilante. É a agitação nervosa dos que de forma nervosa se agitam dentro da Igreja. É o mesmo verbo (peripatei) usado por Pedro para descrever o comportamento de Satanás assanhado (1ª Pedro 5:8; cf. Job 1:7). O que é reprovado de facto a esta Igreja, é o seu fogo que não dura mais que o pavio de uma vela: “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor.” (Ap. 2.4). Segue-se um apelo revestido de uma certa angustia a que se arrependa: “pratica as primeiras obras” (Ap. 2:5). É o apelo a voltar ao primeiro estado, fazer retorno, é o apelo do profeta, é sobretudo o apelo de Deus. E esta recomendação condiz com o aviso: “arrepende-te, (...) se não, (...) removerei do seu lugar o teu candeeiro,” (Ap. 2.5). a luz seria confiada a outra “a menos que te arrependas”, repete o profeta. Nada é portanto definitivo.
Tão pura quanto o possa ser, como a Igreja dos primeiros tempos pode perder a sua luz. De facto a Igreja foi suscitada por Deus para que ela caminhe nos passos de Deus, não é suficiente que ela faça os primeiros passos com Deus, ela deve continuar com Ele de outro modo o seu futuro não está garantido. A Igreja pode cambalear, cair e pode mesmo ser-lhe retirada a missão que lhe foi confiada. Tremenda lição para todos os que defendem a instituição a qualquer preço. O risco do erro e da apostasia esboça constantemente sobre a Igreja, porque a Igreja não é Deus. Não chega ser membro para ter assegurado a salvação; “mesmo na Igreja, a salvação não é garantida”.
A Carta à Igreja de Éfeso está sob esta nota ameaçadora. Apesar dos seus passos cambaleantes, a Igreja mantém-se direita e mantém as exigências de Deus: “Tens, porém, isto, que aborreces as obras dos nicolaítas, as quais eu também aborreço.” (Ap. 2:6), e este “aborreces” torna-se uma virtude de reconciliação com Deus, porque Ele também “aborrece”.
Assim, torna-se evidente, que ninguém tem autoridade par criticar a Igreja, a não ser o próprio Deus. Ele reconhece que ela por vezes cambaleia, ela porém é sustida por Ele. O Senhor sabe que há um ser assanhado contra a Igreja do Deus vivo. Há também “um Leão da Tribo de Judá” que está permanentemente vigilante. Tenha cuidado com o que diz, tenha cuidado com o que faz!
O mal que tentou a primeira comunidade cristã tem os traços dos nicolaítas. Trata-se dos discípulos de Nicolau, que encontramos em Actos (6:5) “prosélito de Antioquia”, uma das igrejas vizinhas de Éfeso (chamo a atenção para este Nicolau, foi designado pelos apóstolos e pelo Espírito Santo a ser diácono, no entanto negou a Verdade da Testemunha Fiel e Verdadeira e semeava o joio dentro da Igreja, não é isto actual?). Sabe-se que este Nicolau fez uma má interpretação dos ensinos de Paulo sobre a Lei e a Graça e levava os seus seguidores a renegarem todas as exigências da Lei.
Este argumento era muito convincente aliado a uma visão dualista. O corpo releva da ordem física e do mal, assim, o que o corpo faz não tem nada a ver com o espírito. Pode fazer-se tudo o que o corpo queira. Só o espírito importa. Nesta dialéctica graça/lei, ensinava-se que o corpo é do domínio da lei, por isso desprezível, enquanto que a alma, do domínio da graça, é por isso exaltada. Esta obra era e é aborrecida por Deus.
Tendo em conta o testemunho profético desta Carta, os primeiros fermentos da apostasia relacionam-se com a lei e antropologia. Rejeita-se a lei por causa da graça, e o corpo por causa do espírito. Os primeiros cristãos resistiram a esta tentação dualista. E Deus louva-os. Porque rejeitar a lei era equivalente a rejeitar Deus que se revelou e incarnou na escolha ética da existência. E rejeitar o corpo é como rejeitar o Deus da Criação e da vida.
Aceite o Deus da vida, agora!