quarta-feira, 1 de julho de 2009

O SERVIÇO REALIZADO NO DIA DA EXPIAÇÃO E O SEU SIGNIFICADO

O Antigo Santuário Israelita era uma estrutura bipartida, sendo o primeiro compartimento denominado de Lugar Santo e o compartimento mais interior de Lugar Santo dos Santos (ou Santíssimo). Do lado de fora do Santuário, havia uma área separada para os serviços sagrados denominada de Átrio (ou Pátio). Nela, diariamente entravam as pessoas que vinham trazer suas ofertas ao Santuário. No Lugar Santo, o acesso também era diário, mas destinado somente aos sacerdotes (classe de pessoas designadas para oficiar como mediadores do povo). No Lugar Santo dos Santos, o acesso era bem mais restrito: somente o sumo sacerdote (o líder dos sacerdotes) podia nele ingressar e apenas uma vez ao ano, no Dia da Expiação (o décimo dia do sétimo mês judaico). Ver Hebreus 9:1-7.
A entrada do sumo sacerdote no Lugar mais sagrado do Santuário tinha um objetivo especial: purificá-lo de todos os pecados dos filhos de Israel. Durante todo um ano, os israelitas, com o fim de terem seus pecados perdoados, traziam suas ofertas ao Santuário. Era a chamada “oferta pelo pecado”, na qual o pecador arrependido colocava suas mãos sobre a cabeça da vítima, transferindo para ela suas iniqüidades, e a sacrificava. Depois, o sacerdote comia a carne ou levava um pouco do sangue do sacrifício para dentro do Santuário. De um jeito ou de outro, o pecador era perdoado, mas seus pecados não estavam ainda extintos; eram transferidos para o sacerdote, e por meio dele ao Santuário, ou, eram transferidos diretamente, através do sangue, para aquele lugar sagrado. Assim, o Santuário ficava poluído com os pecados da nação israelita. No Dia da Expiação, a função do sumo sacerdote era limpar o Santuário de sua contaminação. Por isso, depois de efetuar a escolha de 2 bodes, um para o Senhor e outro para Azazel, sacrificava o primeiro e entrava com seu sangue até o interior do Lugar Santíssimo, onde depositava um pouco do sangue sobre a arca da aliança. Com isso, tomava sobre si os pecados, saía do Santuário e os colocava sobre a cabeça do bode por Azazel; esse bode não era sacrificado, mas era solto no deserto, no qual vivia até perecer. Por meio desse ritual, o Santuário era purificado de todos os pecados que para ele haviam sido transferidos. Maiores detalhes acerca dessas cerimônias podem ser encontradas em Levítico 4 e 16.
O ministério dos sacerdotes no primeiro compartimento representava o ofício intercessório que Jesus, Sumo Sacerdote do Céu, deveria cumprir no Lugar Santo do Santuário Celestial. E assim como, no Dia da Expiação, o sumo sacerdote judeu entrava no Lugar Santo dos Santos, ao final dos 2.300 dias-anos de Daniel 8:14, isto é, em 1.844 A.D., Jesus entrou no recinto mais interior do Santuário do Céu, com o fim de purificá-lo. Dessa forma, do ano 31 A.D., quando ascendeu à alturas, até 1.844 A.D., Jesus Cristo esteve intercedendo pela raça pecadora no primeiro compartimento do Santuário; mas, depois disso, houve uma mudança em Seu ministério e, hoje, Ele está no Santo dos Santos do Céu, empenhado na última parte de Sua obra em prol dos seres humanos. Findando esse trabalho, Ele voltará para resgatar Seus escolhidos e levá-los para as mansões celestiais.

ABORDAGEM À PROFECIA DE DANIEL 9


As Escrituras revelam que os antigos profetas não somente se preocuparam em anunciar eventos futuros, como também em indicar o tempo de seu cumprimento. Os 120 anos de graça destinados ao mundo antediluviano (Génesis 6:3), os 7 dias que precederiam o início da chuva, a qual deveria cair por 40 dias ininterruptos (Génesis 7:4), os 400 anos de peregrinação da descendência de Abraão (Génesis 15:13 e Atos 7:6), os 3 dias para o copeiro e para o padeiro de Faraó (Génesis 40:12, 13, 18 e 19), os 7 anos de fartura e os outros 7 de fome sobre a terra do Egito (Génesis 41:26, 27, 29 e 30), os 40 anos de jornada no deserto (Números 14:33 e 34), os 3 anos e meio de seca no reinado de Acabe (1 Reis 17:1 e Lucas 4:25), o cativeiro de 70 anos (Jeremias 25:11 e 12; 29:10 e Daniel 9:2) e os 7 tempos de loucura de Nabucodonosor (Daniel 4:16, 23, 25 e 32) foram períodos que delimitaram a realização dos acontecimentos preditos.
Não poderiam os profetas ter antecipado também a época do advento do Redentor? A lógica sugere que sim, o que é confirmado pelo apóstolo Pedro, segundo o qual “os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada” “inquiriram e trataram diligentemente” da salvação, “indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir.” 1 Pedro 1:10 e 11.
Os dados cronológicos concernentes à primeira vinda de Cristo podem ser encontrados em Daniel 9, em que já estavam preditos, com inigualável precisão, os anos exatos do início e do fim do ministério do Salvador. Contudo, visto que Daniel 9 constitui um complemento ao capítulo 8, imperioso se torna o estudo concatenado de ambos.

ABORDADEM À PROFECIA DE DANIEL 8:14


O capítulo 8 descreve uma fascinante visão recebida pelo profeta Daniel, na qual ele contemplou um carneiro, um bode e uma ponta pequena. Esse último elemento lhe atraiu particular interesse, em virtude de seu ataque ao exército do Céu, ao Príncipe dos príncipes e ao Santuário Celestial. Enquanto observava a blasfema atuação da ponta pequena, Daniel ouviu um santo anjo a indagar: “Até quando durará esta visão?”. A solene resposta é encontrada em Daniel 8:14: “Ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado.”.
Daniel 8:14 faz referência a um longo período profético, findo o qual o Santuário seria purificado. Esse período possui especial importância por estar intimamente associado às 70 semanas de Daniel 9, cujo principal objetivo é localizar o tempo do ministério de Jesus. Daí, a necessidade de uma investigação mais detalhada das 2.300 tardes e manhãs.

JESUS, OS APÓSTOLOS E AS PROFECIAS

As profecias bíblicas exercem um papel proeminente na mensagem cristã. Os primeiros discípulos delas se serviram para proclamar ao mundo que Jesus era “o Cristo, o Filho do Deus vivo” Mateus 16:16. O apóstolo Pedro, por exemplo, afirmou que, pela ignorância das autoridades judaicas, ao conduzirem Jesus à morte, “Deus assim cumpriu o que dantes anunciara por boca de todos os profetas que o Seu Cristo havia de padecer.” “E todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos quantos depois falaram, também anunciaram estes dias.”Actos 3:18 e 24. Paulo, o “apóstolo dos gentios”, pregando numa sinagoga de Antioquia, também fez menção das profecias messiânicas para anunciar Jesus, declarando que “os que habitavam em Jerusalém e as suas autoridades, não conhecendo Jesus nem os ensinos dos profetas que se lêem todos os sábados, quando O condenaram, cumpriram as profecias... Depois de cumprirem tudo o que a respeito dEle estava escrito... puseram-nO em um túmulo. Mas Deus O ressuscitou dentre os mortos.”Actos 13:26-31. Outro exemplo do uso das profecias como prova convincente da messianidade de Jesus se observa em “Apolo, homem eloqüente e poderoso nas Escrituras... porque, com grande poder, convencia publicamente os judeus, provando, por meio das Escrituras, que o Cristo é Jesus.” Actos 18:24 e 28. Assim, torna-se evidente que as profecias referentes ao Salvador ocupavam uma posição de grande destaque nas primitivas pregações cristãs. Ver também Actos 10:43; 17:2, 3 e 11; 26:22 e 23; e 28:23.
O próprio Jesus lançou mão das profecias para revelar mais claramente a natureza de Seu ministério. Falando aos desalentados discípulos no caminho de Emaús, disse o Mestre galileu: “Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse e entrasse na Sua glória? E, começando por Moisés, discorrendo por todos os Profetas, expunha-lhes o que a Seu respeito constava em todas as Escrituras.” Lucas 24:25-27. Mais tarde, estando com aqueles que durante 3 anos e meio não conseguiram discernir a verdadeira essência de Sua missão, disse Jesus: “São estas as palavras que Eu vos falei, estando ainda convosco: importava se cumprisse tudo o que de Mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.” Diz o relato inspirado que “então, lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e lhes disse: Assim está escrito que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro dia e que em Seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém.” Lucas 24:44-47.

A IMPORTÂNCIA DA CRONOLOGIA PROFÉTICA

A Importância da Cronologia Profética.
As páginas do Antigo Testamento estão repletas de referências proféticas ao Redentor do mundo, descrevendo Sua derrota aparente e Seu triunfo final. No entanto, sem uma indicação clara quanto ao tempo de Sua manifestação, a identificação do Messias estaria profundamente comprometida. Um leitor de Isaías 53, por exemplo, ficaria a se indagar “a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de algum outro?” Actos 8:34. Tal dúvida seria pertinente, visto que o próprio Isaías fora martirizado; e, além dele, muitos outros já haviam sofrido injustamente. Para não dar margem a tais incertezas, Deus revelou certos períodos de tempo que atingissem a própria época do Messias, delimitando o início de Sua obra terrestre bem como o seu encerramento. Tais períodos são claramente delineados em Daniel 9, na célebre profecia das 70 semanas.
Agostinho, bispo de Hipona e um dos maiores expoentes da fé católica de todos os tempos, fez alusão a essa impressionante profecia, declarando que “Daniel determinou até o número de anos que passariam antes do advento e paixão de Cristo. O cômputo seria longo reproduzi-lo aqui, além de que outros já o fizeram antes de mim” (SANTO AGOSTINHO, A Cidade de Deus, tomo 2, capítulo XXXIV, n.º 1). Realmente, antes dele, muitos eminentes escritores cristãos já haviam tratado do tema, dentre os quais podem ser citados Tertuliano (terceiro século), Clemente de Alexandria (terceiro século), Hipólito (terceiro século), Júlio Africano (terceiro século) e Eusébio de Cesaréia (quarto século), que, embora apresentem inúmeros equívocos exegéticos em suas obras, ao menos demonstraram interesse pelos cômputos proféticos.
É óbvio que o Senhor Jesus também tinha ciência dessa profecia, sendo, em realidade, Seu legítimo Autor. Em Mateus 24:15, fazendo referência ao texto das 70 semanas e conectando-o ao evento da destruição de Jerusalém a se verificar no ano 70 da Era Cristã, advertiu Jesus: “Quando, pois, virdes o abominável da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda).” Ver Daniel 9:27. Depreende-se desse texto que Jesus não somente reconhecia a importância da profecia de Daniel, aplicando-a ao Seu tempo, mas ainda recomendava o seu estudo e correta compreensão.

O SANTUÁRIO E AS PROFECIAS DE DANIEL

INTRODUÇÃO

Não é o objetivo deste trabalho estudar em detalhes as profecias do livro de Daniel, porém não é possível realizar um estudo satisfatório do santuário sem se referir à obra de Cristo tal como ela é descrita nos livros de Daniel e Apocalipse. Neste apêndice serão abordadas algumas idéias que mostram esta conexão santuário-profecias e ao mesmo tempo mostram a Cristo como o centro destas duas revelações bíblicas.
Comumente, as profecias de Daniel são estudadas na ordem sequencial dos capítulos (isto é, se estudam os capítulos 2,7,8 e 9, nesta ordem). Mas para os nossos objetivos, será conveviente começar analisando o capítulo 9.
Daniel 9: o Santuário e o Sacrifício
O capítulo começa com uma fervorosa oração. Daniel estava preocupado com a restauração de Israel e principalmente com o estado no qual se encontrava o Templo em Jerusalém (ver, por exemplo, o verso 17). Daniel tinha percebido que os 70 anos de cativeirio previstos por Jeremias estavam a chegar ao seu fim e perguntava-se se acaso as profecias de tempo dos capítulos anteriores significavam um adiamento da restauração de Israel. Isto preocupava o profeta, pois o exílio do povo, o estado de destruição de Jerusalém e principalmente o facto do Templo estar em ruinas, significava desonra para Deus. Portanto, repetimos mais uma vez, Daniel estava preocupado com a restauração do Santuário em Jerusalém.
Mas o anjo Gabriel foi enviado para dar explicações a Daniel. O anjo explicou-lhe que não era o Templo de Jerusalém que devia ser o centro da suas preocupações(de facto o Santuário Terrestre acabaria por ser definitivamente destruido, Dan.9:26) e o anjo elevou-lhe o olhar para o Santuário Celestial do qual nos fala o livro de Hebreus (ver Heb. 8:1-2). É com o Santuário Celestial que a verdadeira obra de restauração está relacionada. Como veremos, as profecias de Daniel 9,8 e 7 (e grande parte das profecias de Apocalipse) são na verdade revelações acerca do Santuário Celestial.
Como já fora explicado, o versículo 24 faz referência à inauguração do Santuário Celestial ("...e para ungir o Santíssimo'', diz o verso). Isto significa que a profecia das setenta semanas indica o tempo em que entraria em funções o Santuário Celestial. Mas o aspecto mais importante deste capítulo é mostrar o Messias como o verdadeiro sacrifício em nosso favor, que acabaria com todos cerimoniais do Santuário Terrestre (versos 25 a 27).
Do estudo feito neste trabalho, podemos ver que as festas bíblicas agrupam-se em dois polos. Primeiro temos as festas associadas à Páscoa: Pães Ázimos, Primicias e Pentecostes (pois a data de realização da festa de Pentecostes depende da realização da Páscoa. Em segundo lugar temos as festas associadas ao Dia da Expiação: Festa das Trombetas e Festa dos Tabernáculos. Como vemos, o capítulo 9 de Daniel se relaciona com a inauguração do Santuário e com as festas associadas à Pascoa.
Mas, poderiamos pensar, haverá alguma profecia, no livro de Daniel, referente às festas associadas ao Dia da Expiação ? A resposta é Sim. Estas profecias estão nos capítulos 7 e 8 de Daniel.
Daniel 7 e 8: Juizo Pré-Advento
A referência mais evidente ao Santuário se encontra em Daniel 8:14: ''E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado''. De acordo com o dito nos parágrafos anteriores, a referência deve ser ao Santuário Celestial. É necessário, porém, que entendamos que significa a purificação do santuário.
No contexto de Daniel 8 a purificação do Santuário aparece como a reação divina frente aos ataques do poder opressor representado pelo chifre pequeno (ver Daniel 8:9-14). No capítulo 7, vemos novamente a ação de um poder perseguidor do povo de Deus e a resposta divina, mas desta vez a reação de Deus contra os Seus inimigos é representada por um juizo que culmina com a destruição dos inimigos de Deus e, por contraste, a final vindicação do povo de Deus ao receberem o Reino (ver Daniel 7:7-10 e 21-26). Devemos notar também que o Dia da Expiação apontava justamente a ação divina que culminaria com a destruição final do pecado e os ímpios. Fundamentados no princípio de paralelismo das profecias de Daniel e respaldados pelo contexto discutido nas linhas anteriores, podemos concluir que a purificação do Santuário, o juizo mencionado em Daniel 7 e o Dia da Expiação descrevem o mesmo acontecimento e portanto são equivalentes. Este obra de juizo tem sido tradicionalmente chamada de Juizo Investigativo ou melhor, Juizo Pre-Advento, pois ele acontece antes da Volta de Jesus.
Sumário e Comentários Finais
Temos visto que Daniel 9 está intimamente relacionado com as festas associadas à Pascoa e que Daniel 7 e 8 relacionan-se às festas associadas ao Dia da Expiação. Podemos dizer que estes três capítulos não são mais do que um profecia acerca do Santuário Celestial ou, equivalentemente, sobre a obra de Cristo primeiro como o sacrifício substitutivo e logo como Sumo Sacerdote. É, em última instância, esta profunda relação entre estes capítulos que nos permitem afirmar que os períodos proféticos de Daniel 8 e 9 devem ter início na mesma data, a saber, 457 A.C. com a promulgação do decreto de Artaxerxes (ver Esdras 7:1-26).
Para finalizar, notemos que os capítulos 4 e 5 de Apocalipse não são mais do que uma versão mais detalhada da visão de Daniel 7:9-14. Assim, a relação entre Apocalipse e o Santuário se torna ainda mais intensa e viva o que nos dá maior e mais forte motivação para o estudo dos assuntos realcionados aos serviços nos Santuário, tanto o terrestre como o celestial.

JESUS E O SANTUÁRIO EM HEBREUS 9 e 10

O livro de Hebreus em geral, e os capítulos 8, 9 e 10 em particular, é de grande importância para estabelecer o entendimento tradicional adventista acerca do santuário. Em pasagens que tradicionalmente mostravam Jesus entrando no Santuário, edições modernas (por exemplo a Edição Contemporânea da versão de Almeida) substituim a palavra "santuário" por "santo dos santos", dando a entender que Jesus teria entrado no Lugar Santíssimo no ano 31 AD. Neste apêndice analizaremos brevemente tal questão.
No texto grego, a palavra que designa o Lugar Santo em Heb. 9:2 é "Hagia" ( Agia) que literalmente quer dizer ``Santo" ( apalavra ``Lugar" não aparece no original). A expresão que designa o Lugar Santíssimo no verso 3 é "Hagia Hagíon" ( Agia Agiwn) que significa literalmente "Santo dos Santos" (de novo a palavra "Lugar" não aparece).
Nos versos em questão, por exemplo Heb. 9:12, aparece a expresão "ta hagia" (ta agia) que dignifica "os santos". O verso, então, diz que Jesus entrou "nos santos (lugares)", isto é, no Santuário. Aliás, a mesma expresão ( só que no caso genitivo em vez do acusativo) aparece em Heb 8:2, sendo traduzida universalmente como "santuário". Os profesores F. Rienecker e C. Rogers na Chave Linguística do Novo Testamento Grego comentam que a expresão significa o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo em conjunto, isto é, santuário.
Portanto concluimos que atradução certa é "santuário" em concordância com a interpretação Adventista.

sábado, 13 de junho de 2009

A PROCLAMAÇÃO DA MENSAGEM FINAL

Temei a DeusO que estudámos até aqui salienta que os dois temas anteriores fazem parte de duas mensagens anunciadas por dois anjos - Apocalipse 14:6-8.
1ª Mensagem: A hora do Juízo.
2ª Mensagem: A queda de Babilónia.
1- Qual é a mensagem que se segue?
Apocalipse 14:9 - E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão.
Nota: Qual é a mensagem principal deste anjo? "Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal..." Esta mensagem parece uma chamada de atenção da parte de Deus aos homens a não praticarem a apostasia (ou adoração ao não ser ao verdadeiro Deus).
2- Qual é a sorte dos que, em vez de adorarem a Deus, pratiquem um falso culto?
Apocalipse 14:10,11 - Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome. (ver Isaías 33:13-17; 34:1-10; 1ª Coríntios 3:13; Hebreus 12:29).
3- Como são descritos os que atendem a esta advertência?
Apocalipse 14:12 - Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.
4- Que descrição é feita da besta contra cuja adoração é dada esta mensagem final dadventência? Apocalipse 13:1,2 - E EU pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.
Nota: No animal surgido do mar combinam-se símbolos de sétimo capítulo de Daniel, representações da Grécia, Média-Pérsia e Babilónia. As palavras blasfemas por ele proferidas, a perseguição que moveu aos santos, o tempo que lhe foi designado (Apocalipses 13:5-7) mostram que esse animal, sob uma das sete cabeças, é identico à ponta pequena da visão do capítulo sete de Daniel, a Babilónia moderna, o papado. O falso culto aqui apresentado como adoração à besta, na verdade é um culto ao homem, o papa, como representante da Igreja que apostatou (afastou) dos eternos príncipios das Sagradas Escrituras (única e imutável Palavra de Deus), este culto só a Deus deve ser prestado. O sistema da religião sancionado pelo papado é o paganismo de Babilónia, Média-Pérsia, Grécia e Roma, indicado pelo carácter híbrido da besta (Apocalipse 13:2), disfarçada sob formas e nomes do cristianismo. O Pontífice máximo das antigas religiões pagãs teve sucessor no Papa, que é a cabeça do sacerdócio romano, e que, no exercício das suas funções sacerdotais, arrebatou a mediação de Cristo, e substituiu-a por um sistema de mediação humana, cumprindo assim a profecia relatada no oitavo capítulo de Daniel.
5- Que desafio é feito pelos que adoram a besta?
Apocalipse 13:4 - E adoraram o dragão que deu à besta o seu poder; e adoraram a besta, dizendo: Quem é semelhante à besta? Quem poderá batalhar contra ela?
6- A Quem é subtaída a soberania?
Jeremias 10:6 - Ninguém há semelhante a Ti, ó SENHOR; Tu és grande, e grande o Teu nome em poder.
7- Que especificações do "homem do pecado" são assim plenamente concretizadas?
2ª Tessalonicenses 2:3,4 - Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição. O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
8- Que deu Babilónia a beber a todas as Nações?
Apocalipse 14:8 - E outro anjo seguiu, dizendo: Caiu, caiu Babilónia, aquela grande cidade, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição.
9- O que terão de beber os que aceitam os ensinos de Babilónia, rendendo assim homenagem à besta?
Apocalipse 14:10 - Também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.
Nota: O cálice de Deus, que contém o Novo Concerto no sangue de Cristo, e o cálice do vinho da ira de Babilónia são ambos oferecidos ao Mundo. Beber do primeiro, isto é, aceitar o ensino do Evangelho verdadeiro, é receber vida eterna; mas beber do vinho de Babilónia, isto é, aceitar o evangelho falso ensinado pelo papado, resultará em beber o vinho da ira de Deus, do cálice da Sua indignação. O Evangelho verdadeiro significa vida eterna; o falso evangelho significa morte eterna.
10- Sob que ameçadora penalidade é imposto o culto à imagem da besta (besta significa em termos proféticos - poder político ou religioso)?
Apocalipse 13:15 - E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta.
11- Que boicote Universal será aplicado como tentativa de induzir todos a receberem o sinal da besta?
Apocalipse 13:16,17 - E faz que a todos, pequenos e grandes. Ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas, Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome.Nota: Veja o tema o "O Selo de Deus e o Sinal da Apostasia."
12- Qual é o poder real que opera por meio da besta e da sua imagem, exigindo adoração?
Apocalipse 13:2 - E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio.
13- Quem é esse Dragão?
Apocalipse 12:9 - E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele.
14- Como tentou o Diabo induzir Jesus a adorá-lo?
Lucas 4:5 a 7 - E o diabo, levando-O a um alto monte, mostrou-Lhe (o Mundo sob o domínio de Satanás) todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a Ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue (quando levou Adão e Eva a pecar), e dou-o a quem quero. Portanto, se Tu me adorares, tudo será Teu.
15- Como mostrou Jesus a Sua lealdade a Deus?
Lucas 4:8 - E Jesus, respondendo, disse-lhe: Vai-te para trás de mim, Satanás; porque está escrito: Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a Ele servirás.
Nota: As três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-12 é proclamada em relação com as cenas finais do grande conflito entre Cristo e Satanás. Lúcifer procurou colocar-se no lugar de Deus (Isaías 14:12-14), e tomar para si a honra que é devida a Deus sómente. A prova final é quanto aos Mandamentos de Deus. Os que reconhecem a supremacia da besta, prestarão obediência à Lei dos Dez Mandamentos, tal como é apresentada pela Igreja Católica Apostólica Romana (compare esta, com a Lei dos Dez Mandamentos exarada na Bíblia - Êxodo 20 -, veja numa Bíblia Católica). Ao servir e prestar culto a uma Identidade Religiosa que ousou modificar a Lei por Deus exarada, está claramente a posicionar-se, de um ou ou outro lado. Não há lugar neutro. Deus ou Satanás. Esta lei, é o símbolo do poder da Igreja Católica Romana, a sua marca, o selo.
16- Quantos cederão aos reclamos do culto da besta?
Apocalipse 13:8 - E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
17- Na mensagem da hora do Juízo, a quem são todos chamados a temer, glorificar e adorar?
Apocalipse 14:7 - Dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.
18- Quem cantará o cântico de Moisés e do Cordeiro junto ao mar de vidro?
Apocalipse 15:2 a 4 - E vi um como mar de vidro misturado com fogo; e também os que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos santos. Quem te não temerá, ó Senhor, e não magnificará o teu nome? Porque só tu és santo; por isso todas as nações virão, e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos.
Viva esta eserança de um dia ver o Senhor eus Todo-Poderoso. Os Seus caminhos são justos e verdadeiros, então, porque andar por atalhos?
Jesus Cristo conhece o Caminho Ele já o passou, siga-O!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A VOLTA DE JESUS E O ARREBATAMENTO - SEGUNDA VINDA

O nosso estudo de hoje é acerca da segunda vinda de Jesus. Ficaremos a saber como é que Ele vai voltar. Vamos começar com uma oração (Ore), faça uma pequena prece, suplique a paz de Jesus e a compreensão que o Espírito está pronto a dar. Deus nos abençoe neste precioso estudo das Sagradas Escrituras.

Os primeiros textos encontram-se em Mateus 24:3-5: (confira na sua Bíblia)
“3 E estando Ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a Ele os seus discípulos em particular, dizendo: Declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da Tua vinda e do fim do mundo.
4 Respondeu-lhes Jesus: Acautelai-vos, que ninguém vos engane.
5 Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; a muitos enganarão.”
Jesus disse que temos de ter cuidado para não sermos enganados com relação à Sua vida.

Agora vamos ler em Mateus 24:23,24:
“23 Se, pois, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou: Ei-lo aí! não acrediteis;
24 Porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos.”
Estes enganos serão muito convincentes. A grande maioria das pessoas será enganada. Só os próprios escolhidos escaparão. O termo “escolhidos” refere os que deixam que “o colírio, unja os olhos, para verem”. Só uma pessoa dirigida pelo Espírito do Senhor pode discernir “ver” o que é falso e o que é verdadeiro, porque ambos são muito semelhantes. Um amor genuíno pela Verdade e a diligência em obedecer a todas as instruções que Deus nos dá para este dias, são a única protecção possível contra os enganos do inimigo.
Nota: Alguma dúvida que tenha ou uma simples questão de esclarecimento escreva para o meu e-mail. Quero dizer-lhe se chegou aqui, seguramente é uma pessoa que ama a Jesus e a Sua Palavra, nestas circunstâncias, não hesite em escrever. É verdade, dedico algumas horas da noite a este ministério, essa a razão de só responder a casos pontuais.

Jesus continua a dizer-nos como é que Ele vai voltar: Mateus 24:26,27:
“26 Portanto, se vos disserem: Eis que ele está no deserto; não saiais; ou: Eis que ele está no interior da casa; não acrediteis.
27 Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem.”
A Sua vinda encherá o céu assim como o relâmpago se vê de horizonte a horizonte.

Marque Mateus 24; voltaremos a este texto. Vamos ver quantos o verão já que Ele vai encher o céu. Diz em Apocalipse 1:7 “Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o trespassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém.”
Ele vem com as nuvens e “todo o olho o verá.”

Volte a Mateus 24. Jesus diz a mesma coisa aí.
Mateus 24:30 “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão vir o Filho do homem sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória.”
Ele vem com “poder e grande glória.”

Esta “glória” é confirmada nos versículos seguintes de Mateus 25:31,31:
“31 Quando, pois vier o Filho do homem na sua glória, e todos os anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
32 E diante dele serão reunidas todas as nações; e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.”
Repare que estas duas passagens encontram-se no capítulo 25 e reafirmam o que diz capítulo 24 e Apocalipse 1:7. Leia outra vez Mateus 25:31 e veja a ênfase colocada sobre “todos os anjos” vêm com Ele. A Bíblia diz que o número de anjos não pode ser contado (Hebreus 12:22). Um anjo era tão brilhante e majestoso que provocou o desmaio de 100 soldados endurecidos pela guerra (Mateus 28:2-4). Consegue imaginar como todo o céu ficará brilhante e glorioso, repleto com TODOS os anjos? Não que todo o olho o veja!

O que farão este anjos?
Mateus 24:31 (veja) “E ele enviará os seus anjos com grande clangor (som) de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus.”
Eles reúnem as pessoas. Repare na trombeta.

Vamos ver outro texto onde está mencionada uma trombeta em 1ª Tessalonicenses 4:16,7
“16 Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.
17 Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”
Repare de novo na trombeta. As pessoas não vão apenas ver Jesus a voltar, também vão ouvi-l´O. Aqueles que morreram como cristãos ressuscitarão primeiro. Depois os cristãos vivos são arrebatados juntamente com eles. Encontramo-nos com o Senhor no ar, desta vez Ele não coloca o pé na Terra. Lembre-se que Jesus avisou que Satanás enviará falsos Cristos que aparecerão em diferentes partes do mundo e multidões irão reunir-se para os ver. Nós não devemos segui-los. Sabemos que quando Jesus voltar Ele não irá colocar os pés na Terra.

Nota: Isto é formidável! Estou encantado com estas promessas e com a transparência das Sagradas Escrituras. Só é confundido quem tiver um conhecimento muito superficial. Coisa que não gosto. E você?

Para onde iremos com Ele?
João 14:1-3 (seguramente já conhece estas passagens de memória),

“1 Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim.
2 Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.
3 E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também.”
Para onde Ele tem estado. Onde está Jesus agora? No Céu, na “casa do Pai”, então, Jesus vai levar-nos para casa do Pai. É normal, se somos filhos de Deus, é bom saber onde mora o Pai. Aqui já lhe estou a dar uma indicação clara. Qual é?
Se vamos à casa do Pai, será para a conhecer e estar lá algum tempo e depois voltarmos para a nossa casa, Jesus disse: “Os mansos herdarão a terra.” Sabe onde está esta passagem?

O que acontece àqueles que não seguem a Jesus?
Muitas pessoas me colocam esta questão, não é fácil responder. Vamos então à Bíblia em 2ª Tessalonicenses 1:7-10
“7 E a vós, que sois atribulados, alívio juntamente connosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo,
8 E tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus;
9 Os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder,
10 Quando naquele dia ele vier para ser glorificado nos seus santos e para ser admirado em todos os que tiverem crido (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).”
Enquanto Jesus está a ser glorificado pelos Seus santos, aqueles que não obedeceram ao evangelho são destruídos pelo esplendor da Sua glória que, para eles, é um fogo consumidor.

Nota: Vou dar-lhe um conselho. Se quiser parar o estudo aqui, pare e recomece amanhã, ou então, faça copy e paste e leia amanhã calmamente, são estudos longos e muito aprofundados. Estou a escrever como se fosse para mim, cada um deve gerir as suas capacidades. Mas por favor não perca este assunto. Se perde este tema, não vai compreender bem os anteriores nem os seguintes.

Parou?
Continua?

Como será este fogo? Leia 2ª Pedro 3:10 “Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas.”
Imagine como será o aspecto da Terra, “e os elementos, ardendo, se dissolverão”. Está a ver a dimensão deste acontecimento. Deixe-me partilhar consigo o seguinte: Deus é um Deus de misericórdia, Ele deu o Seu Filho Unigénito “para que todo aquele que n´Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. Deus não pode permitir que esta terra continue a ser para sempre morada do pecado, o que será destruído é o pecado, a terra será por sua vez purificada. Na verdade não faria muito sentido se assim não fosse. O pecado e o seu originador não podem subsistir para sempre. Os pecadores que estarão envolvidos nesta purificação, são pecadores que não aceitaram a justificação ou seja, a morte de Jesus em lugar do pecador.

Continuemos o nosso estudo. Qual será o aspecto da Terra nesta altura? Eis o que diz Jeremias 4:23-27.
“23 Observei a terra, e eis que era sem forma e vazia; também os céus, e não tinham a sua luz.
24 Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam.
25 Observei e eis que não havia homem algum, e todas as aves do céu tinham fugido.
26 Vi também que a terra fértil era um deserto, e todas as suas cidades estavam derrubadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira.
27 Pois assim diz o Senhor: Toda a terra ficará assolada; de todo, porém, não a consumirei.”
Vamos ler um pouco mais em Jeremias 25:30-33.
“30 Tu pois lhes profetizarás todas estas palavras, e lhes dirás: O Senhor desde o alto bramirá, e fará ouvir a sua voz desde a sua santa morada; bramirá fortemente contra a sua habitação; dará brados, como os que pisam as uvas, contra todos os moradores da terra.
31 Chegará o estrondo até a extremidade da terra, porque o Senhor tem contenda com as nações, entrará em juízo com toda a carne; quanto aos ímpios, ele os entregará a espada, diz o Senhor.
32 Assim diz o Senhor dos exércitos: Eis que o mal passa de nação para nação, e grande tempestade se levantará dos confins da terra.
33 E os mortos do Senhor naquele dia se encontrarão desde uma extremidade da terra até a outra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados; mas serão como esterco sobre a superfície da terra.”
Creio que a leitura do texto sagrado é muito explícito. Os mortos nem serão enterrados. Não há ninguém para os enterrar. Todos os ímpios estarão mortos e os justos no Céu.

A Bíblia é muito clara acerca do que acontece quando Jesus voltar, não é? Reparou que em nenhum destes versículos menciona um arrebatamento secreto? Na realidade as palavras “arrebatamento secreto” nem estão na Bíblia. A Bíblia ensina que a volta de Jesus será vista por todo o olho, que os mortos em Cristo serão ressuscitados, os vivos que serão salvos encontrá-l´O-ão no ar, e os perdidos serão destruídos pelo esplendor da Sua volta. Isto não pode ser secreto, pois não? Vamos ver os textos que são citados para ensinar o arrebatamento secreto e ver o que eles realmente ensinam.

Imagino que esteja impressionado/a com o que se ensina fora da Bíblia, pode crer que surgirão “falsos Cristos” e “falsos ensinos”. Por isso deve comparar sempre os textos bíblicos uns com os outros.

Se não compreende alguma coisa, reaja, escreva-me e diga o que pensa, argumente contra ou a favor. Vivemos no tempo do fim e não devemos ficar no meio da linha parados e indiferentes, é hora de subir para o comboio – a verdade – seguir viagem com Jesus.

Agora vamos aos textos usados pelos seguidores dos “arrebatamento secreto”.

Mateus 24:37-41:
“37 Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem.
38 Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca,
39 E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos; assim será também a vinda do Filho do homem.
40 Então, estando dois homens no campo, será levado um e deixado outro;
41 Estando duas mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra.”

Este é um dos textos principais usados. O arrebatamento secreto ensina que uma pessoa será levada para o Céu e outra será deixada viva para ser enganada pelo anticristo e passar pelo tempo te tribulação. Mas será que é mesmo isto que estes versículos dizem? Vamos compará-los com Lucas 17:26,27:
“26 Como aconteceu nos dias de Noé, assim também será nos dias do Filho do homem. (vinda de Jesus)
27 Comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e veio o dilúvio e os destruiu a todos.”
Repare que Lucas regista a mesma história. Mas veja quem é que Lucas diz que será levado e quem será deixado quando Jesus vier. Em Mateus 24:39 lemos: “veio o dilúvio e os levou a todos.”
Isto está explicado em Lucas 17:27 da seguinte forma: “veio o dilúvio, e os consumiu a todos.” No tempo de Noé, e nos últimos dias, só existem dois grupos de pessoas: os que são salvos vivos e os perdidos que são levados pela destruição e deixados mortos. Jesus deixa isto bem claro quando responde à pergunta que os discípulos Lhe fizeram em Lucas 17:37:
“Perguntaram-lhe: Onde, Senhor? E respondeu-lhes: Onde estiver o corpo, aí se ajuntarão também os abutres.”

Jesus diz que as águias (abutres) se reunião à volta dos corpos mortos dos perdidos. Definitivamente eles não são deixados vivos.

Vamos ver mais alguns versículos que nos dizem que o arrebatamento não é secreto e não acontece depois d aparecimento do anticristo e da tribulação.

2ª Tessalonicenses 2:1-4:
“1 Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos,
2 Que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto.
3 Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição,
4 Aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus.”
Paulo diz a “vinda do nosso Senhor Jesus Cristo” não acontecerá “sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado.” (v.1 e 3). É muito claro. O arrebatamento não pode acontecer até haver uma apostasia na igreja, um afastamento da verdade e ser revelado o homem do pecado na igreja. Paulo entendeu a cronologia da profecia e que ao anticristo apareceria ANTES do arrebatamento.

Depois, se houver ainda alguma dúvida acerca do que acontece ao anticristo no arrebatamento leia em 2ª Tessalonicenses 2:8 “e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda.”
O anticristo é destruído pelo esplendor da vinda de Jesus. Esta é a mesma vinda descrita anteriormente em 2ª Tessalonicenses 1:7-10:
“7 E a vós, que sois atribulados, alívio juntamente conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder em chama de fogo,
8 E tomar vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus;
9 Os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do senhor e da glória do seu poder,
10 Quando naquele dia ele vier para ser glorificado nos seus santos e para ser admirado em todos os que tiverem crido (porquanto o nosso testemunho foi crido entre vós).”
Esta destruição dos perdidos e do anticristo acontece “quando (Ele) vier para ser glorificado nos seus santos” (1:10). Quando Jesus voltar, o destino dos perdidos, e dos salvos já estará selado nesse momento.

Como podemos ter a certeza de que estamos preparados para ir para o Céu com Jesus? 2º Tessalonicenses 2.9-12
“9 A esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira,
10 E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos.
11 E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira;
12 Para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça.”
Temos de ter a certeza que amamos a verdade (esta é uma VERDADE PRESENTE, sabe o que significa a VERDADE PRESENTE?). Os perdidos são enganados pelo anticristo porque eles amam o seu pecado e o seu prazer na injustiça é maior do que o seu amor pela verdade. Deus irá proteger-nos se Lhe dermos o nosso coração, se O amarmos a Ele e à Sua verdade acima de qualquer outra coisa.

Eu quero este tipo de amor, e você? Vamos pedir a Jesus para nos conceder um amor por Ele que seja superior a tudo aquilo que nos possa impedir de caminhar na Sua verdade para que possamos estar prontos para a Sua breve vinda.

“O verdadeiro amor torna-nos livres, porque nos liberta das coisas e de nós próprios.” Michel Quoist

domingo, 24 de maio de 2009

O MISTÉRIO DA MORTE RESOLVIDO

Hoje vamos estudar o que acontece às pessoas quando morrem. Verá que é um estudo muito interessante e que responde àquelas perguntas que todos nós formulamos: “Para onde foi? Há alguma coisa depois da morte?” Se estas são questões que também tem no seu coração. Ore, rogue a Deus para lhe dar sabedoria para compreender o que o Senhor tem para lhe dizer neste estudo. Já orou?

O nosso primeiro texto encontra-se em Apocalipse 1:18 (se tiver uma Bíblia ao seu alcance leia na sua Bíblia, no entanto, vou escrever a passagem como está na minha Bíblia):
“E o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo pelos séculos dos séculos; e tenho as chaves da morte e do hades.” Apoc. 1:18.
A morte é um mistério que apenas Deus pode desvendar. Ele esteve morto e agora está vivo. Só podemos confiar na Sua palavra para discutir este assunto.

Para entender a morte, primeiro temos de ver como é que a vida foi concedida à humanidade. Podemos ler acerca da criação do homem em Génesis.

Génesis 2:7 diz assim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.”
O homem foi formado a partir do pó da terra. Depois Deus soprou nele o fôlego da vida. Como resultado desta união de pó mais fôlego, o homem tornou-se alma vivente. Podemos ilustrar isto desta forma:

PÓ = FÔLEGO = ALMA VIVENTE

Outra palavra para “fôlego” é “espírito”. Estas duas palavras são usadas de forma intercalada na Bíblia. Vamos ver um exemplo.

Job 27:3 “Enquanto em mim houver alento, e o sopro de Deus no meu nariz.”

Job utiliza aqui uma estrutura poética hebraica chamada paralelismo. Ele diz uma coisa numa frase e depois repete-a, usando um sinónimo (uma palavra com um significado idêntico) na frase seguinte. Aqui as palavras “alento” e “sopro” (ou espírito) são usadas de forma intercalada. É desta forma que o “sopro” (ou espírito) pode estar no nariz de Job.
Este espírito não é, obviamente, o Espírito Santo. A palavra “espírito” significa “vento”. Neste contexto significa a força vital – aquilo que mantém uma pessoa a respirar e com o coração a bater, etc...

Job 33:4: “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida.”
“Espírito” e “respiração” são usados de novo como sinónimos.

Portanto, a vida surge quando um corpo inanimado, composto de elementos da terra, se une com a força vital, chamada espírito ou respiração. O homem torna-se uma alma vivente. Repare que não lhe é infundida uma alma, ele torna-se uma alma vivente quando a respiração e o corpo se unem de forma activa.

Vejamos como é que a Bíblia descreve a morte.
Eclesiastes 12:7 “E o pó volta para a terra como o era, e o espírito volta a Deus que o deu.”
O pó volta à terra e o espírito volta para Deus. Lembre-se que este “espírito” é apenas respiração. Não é a pessoa. É a electricidade, por assim dizer.

Temos outro versículo que descreve a morte.
Salmo 104:29 “Escondes o teu rosto, e ficam perturbados; se lhes tiras a respiração, morrem, e voltam para o seu pó.”
A respiração volta para Dês e o pó à terra. Repare que o versículo 30 descreve a criação. Podemos, novamente, ver que as palavras “respiração” e “espírito” são usadas com o mesmo significado. A morte é o oposto da criação.

PÓ (MENOS) RESPIRAÇÃO = MORTE

Agora a questão é: O que acontece à alma vivente, como resultado da junção da respiração com o pó? A resposta é ilustrada através da comparação com uma lâmpada.

Ilustração: a lâmpada é como o corpo e a electricidade é como o fôlego da vida. Quando a electricidade circula na lâmpada, o que é que acontece? Há luz. A luz é como a alma vivente. É a pessoa activa, que pensa. Mas quando desliga o interruptor da luz e a electricidade pára de circular na lâmpada, para onde é que a luz vai? (Resposta: para fora.) Não vai para uma terceira dimensão. Sai da lâmpada – acaba. Quando Deus desliga a electricidade da nossa vida, o fôlego deixa de entrar no nosso corpo. Para onde vai a alma vivente? Para onde vai a pessoa? Vai imediatamente para o Céu, para o inferno ou para o purgatório? Não, deixa de existir. Exactamente como a luz. A Bíblia descreve este estado como um sono pacífico.

A Bíblia chama várias vezes sono à morte. Vamos ver alguns versículos.
Actos 7: 59,60 “Apedrejavam, pois, a Estêvão que orando, dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. E pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. Tendo dito isto, adormeceu. E Saulo consentia na sua morte.”
Estêvão sabia que o seu espírito voltaria para Deus. Ele conhecia a Bíblia. E quando o seu fôlego voltou para Deus, o que é que Estêvão fez? Foi para o Céu ou para o inferno? Não. O que é que a Bíblia diz? “Ele adormeceu.”

João 11:11-14 “E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. Disseram-lhe, pois, os discípulos: Senhor, se dorme, ficará bom. Mas Jesus falara da sua morte; eles, porém, entenderam que falava do repouso do sono. Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu.” Jesus comparou a morte ao sono.

Então como é este sono? É algo assustador do qual temos de ter medo?
Salmo 146:4 “Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.”
No sono da morte terminam os pensamentos. Não há mais consciência, pensamento ou sentimento. Por isso, não há nada a temer na morte.

Eclesiastes 9:10 “Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças; porque no Seol, para onde tu vais, não há obra, nem projecto, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.”
Não há conhecimento nem sabedoria, nem nenhuma obra ou actividade. A morte é um sono pacífico.

Salmo 115:17 “Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem ao silêncio.”
Os mortos não louvam ao Senhor. Eles estão a dormir.

A Bíblia é muito clara. Quando as pessoas morrem não vão para o Céu, nem para o inferno. Elas dormem até à ressurreição. Então, depois da ressurreição, vão para o Céu ou para o inferno. Vamos ver vários versículos que nos dizem que não vamos para o Céu, ou para o inferno, imediatamente após a morte. Abra a Bíblia em Actos 2:29,34 e vamos ler:
Actos 2: 29 “Irmãos, seja-me permitido dizer-vos livremente acerca do patriarca David, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura.”
Actos 2:34 “Porque David não subiu aos céus, mas ele próprio declara: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita.”
O rei David dormia no seu túmulo e não foi para o Céu.

Job coloca a questão e responde: “O que acontece quando morremos?”
Job 14:10-15
“10 O homem, porém, morre e se desfaz; sim, rende o homem o espírito, e então onde está?
11 Como as águas se retiram de um lago, e um rio se esgota e seca,
12 assim o homem se deita, e não se levanta; até que não haja mais céus não acordará nem será despertado de seu sono.
13 Oxalá me escondesses no Seol, e me ocultasses até que a tua ira tenha passado; que me determinasses um tempo, e te lembrasses de mim!
14 Morrendo o homem, acaso tornará a viver? Todos os dias da minha lida esperaria eu, até que viesse a minha mudança.
15 Chamar-me-ias, e eu te responderia; almejarias a obra de tuas mãos.”
“morto o homem...rendendo o homem o espírito (fôlego), então onde está?” Esta é a pergunta, não é? Aqui estão a resposta: “O homem se deita e não se levanta; ...não acordará nem se erguerá de seu sono...Morrendo o homem, porventura tornará a viver? Todos os dias...esperaria, até que viesse a minha mudança. Chamar-me-ias, e eu te responderia.”

O Homem dorme até ao dia da ressurreição quando Deus o chamar da sepultura aquando da segunda volta de Jesus. Tal como diz S. Paulo na Epistola 1ª Coríntios 15:51-54:
“51 Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados,
52 Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados.
53 Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade.
54 Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: Tragada foi a morte na vitória.”
Perante a última trombeta. Será nessa altura que seremos mudados. O nosso corpo mortal tornar-se-á imortal.

Os ímpios também dormem até ao dia da ressurreição, para serem castigados com o fogo do inferno. É esta informação que encontramos em Job 21:30-32:
“30 De que o mau é preservado no dia da destruição, e poupado no dia do furor?
31 Quem acusará diante dele o seu caminho? E quem lhe dará o pago do que fez?
32 Ele é levado para a sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.”
Os perdidos ficam no túmulo/sepultura até ao dia da destruição. Serão ressuscitados para sem castigados.

À primeira vista pode parecer desmoralizante apercebermo-nos de que os nossos entes queridos, que nós pensávamos que estariam no Céu, estão, na realidade, a dormir, à espera do chamado do Dador da Vida. Mas, quando pensamos nisso, a verdade bíblica traz-nos boas noticias.

E Se eles estivesse no Céu, a olhar cá para baixo, e a ver a nossa dor e o nosso sofrimento? O Céu seria realmente o Céu para eles? De modo nenhum.
Outra aspecto a considerar é: até que ponto Deus seria justo se recebêssemos a nossa recompensa imediatamente após a nossa morte? Por exemplo, vamos imaginar que um ladrão de ovelhas, não convertido, dos tempos bíblicos, morria e ia directamente para o inferno. Ele estaria a arder há 2.000 anos. Em 1945, Hitler, que foi mil vezes mais criminoso que o ladrão de ovelhas, morria e ia para o inferno. Ele estaria a arder há mais ou menos 60-70 anos. Quem foi mais criminoso, o ladrão de ovelhas ou Hitler? (Resposta: Hitler) Mas quem é que está a ser mais castigado ao ser queimado durante mais tempo no inferno? O ladrão de ovelhas que está a arder há 2.000 anos. Entende porque é que Deus nos deixa a dormir até ao dia da ressurreição? É a única forma de ser justo. Todos recebem a sua recompensa ao mesmo tempo.

O ensino que diz que as pessoas não morrem realmente mas vão para o Céu, para o inferno ou para o purgatório, não tem origem na Bíblia.

Satanás é o originador deste ensino. Fazia parte da sua primeira mentira.
Génesis 3:4 “Certamente não morrerás.”

A História revela que as religiões pagãs antigas começaram a ensinar esta mentira de Satanás, e inventaram a ideia de que as pessoas têm almas imortais, e que não morrem realmente. Os egípcios, os persas e os gregos ensinavam isso. Quando a Igreja cristã se desviou da verdade nos primeiros séculos, esta ideia errada da morte entrou na Igreja.

O ensino de que a alma é imortal não está na Escritura. Das 858 vezes em que a palavra “alma” é usada, nunca está relacionada com “imortal.” Mas a Bíblia ensina que a alma é mortal, morre e adormece, esperando a ressurreição. (Exemplo: Ezequiel 18:4).

Satanás quer que as pessoas acreditem que não morremos, por várias razões. Uma delas é que ele faz-se passar por pessoas mortas. O diabo consegue transformar-se nos nossos parentes mortos e até falar como eles (2ª Coríntios 11:13). Até diz coisas que apenas nós e o falecido sabíamos. A Bíblia prevê que os espíritos malignos farão milagres como este nos últimos dias. (Apocalipse 16:14; Mateus 24:24). A percentagem de adultos que afirma ter estado em contacto com os mortos subiu de 27% para 42%, entre 1979 e 1989. Agora, a maior parte das pessoas declara ter tido experiências místicas. Satanás está a preparar as pessoas para os seus últimos grandes enganos.

Vamos terminar, vendo como é que podemos ter a certeza da vida eterna.
1ª João 5:11,12 “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.”
Estou muito agradecido/a porque não temos de ter medo da morte. É um sono curto, até sermos ressuscitados para receber o dom da vida eterna. Este dom ser-nos-á dado se aceitarmos Jesus como nosso Salvador e Senhor.